Consciência - Filosofia e Ciências Humanas


07
dez

A RELIGIÃO E O RISO

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Ricardo Rose para o curso de Licenciatura Plena em Filosofia no Centro Universitário Claretiano.

A idéia de escrever este ensaio sobre o tema da religião e do riso
me ocorreu há cerca de um ano, quando assisti no Youtube a um vídeo do
humorista americano George Carlin, falecido por aquela época. No filme, Carlin
faz uma engraça crítica à religião (Religion is bullshit -Religião é
besteira
), que arrancou muitas gargalhadas da audiência em Nova York. Ator,
humorista e comediante, George Carlin (1937­2008) sempre foi um grande crítico
do “American way of living” (o jeito americano de viver). Ridicularizava
o excessivo patriotismo dos americanos, seu impulso consumista e até o
exagerado engajamento ambiental. O maior alvo de Carlin, no entanto, sempre
foram as religiões; em tudo o que elas têm de autoritário, obscurantista e
fanático. O comediante era um ardoroso defensor da democracia, da liberdade
individual e dos valores seculares.

[...]
O trabalho A religião e o riso, abordará o tema
inicialmente em sua dimensão propriamente dita, descrevendo o significado do
riso e sua relação com a religião ao longo do tempo. O período considerado
neste estudo vai aproximadamente da Pré-História ao Renascimento, já que é
neste espaço de tempo que a influência da religião sobre as sociedades é mais
acentuada. O texto, entretanto, não esgota o assunto; apresenta apenas alguns
fatos e análises que caracterizaram a relação do riso com a religião durante
este período histórico.

Em seguida, serão descritos
alguns aspectos da relação entre a religião e o riso, sob ponto de vista
filosófico e cultural. É fato que pouquíssimos filósofos se ocuparam
especificamente do fenômeno do riso, menos ainda do riso em relação à religião,
o que fez com que as fontes de pesquisa para este trabalho fossem bastante
reduzidas e tivessem que ser encontrados subsídios em um universo bibliográfico
mais amplo e não dirigido exclusivamente para este tema. Assim, o estudo se
vale das contribuições de filósofos e escritores que abordaram o assunto da
religião sob um aspecto crítico, mas que também olharam além do simples
fenômeno religioso, tentando apontar-lhe outros significados. A análise
filosófica e cultural, todavia, não coincidirá necessariamente com os períodos
históricos focados, já que as informações disponíveis sobre a história da
religião e da filosofia, no que se refere ao riso, não são necessariamente de
períodos históricos coincidentes.

Ao
final o estudo apresenta uma conclusão, na qual se pretende demonstrar que a
crítica da religião, seja através do riso ou da argumentação, longe de ter como
alvo principal a divindade e sua instituição é, na realidade, um estudo crítico
da sociedade e do homem. Examinar o fenômeno religioso, seja sob que aspecto
for – inclusive o riso – é analisar o homem e sua cultura, tentando entendê-los
através de uma abordagem diferente.


18
out

Emil Cioran e a crítica ao pensamento utópico

A explanação do pensamento do filósofo Emil Cioran (1911-1995), apresentando a sua relevância para a intelectualidade contemporânea, é o fim a que se propõe este artigo. Tendo como ponto de partida as obras História e Utopia (1960) e Breviário de Decomposição (1949), sem deixar no esquecimento as demais obras do autor e entrevistas, se verá, nas linhas que se seguem, a idéia de que é na negação que o ser humano encontra a lucidez e que toda forma de utopia, toda crença no progresso, é vã. Desse modo, sendo Cioran, pensador romeno radicado na França, investigado no presente tratado, as inevitáveis críticas às instituições e ao pensamento sistemático e, inclusive, ou até principalmente, à tradição filosófica terão grande ênfase, na medida em que a própria subjetividade, o Nada, a Lucidez, o Tempo e a História vão sendo também estudados. Portanto, o lúcido Cioran, ao mesmo tempo um ser que passa pela experiência da insônia, sentindo a realidade que lhe fora revelada, a saber, a inércia, o anonimato, a negação e a Queda, emite crítica ao progressismo, ao utopismo, afirmando o mundo interior e não o exterior como fonte de lucidez. Se buscará aqui exprimir fielmente o pensar deste autor de suma importância não só para a contemporaneidade, porém para todas as eras.

Palavras-Chave: Insônia, Negação, Utopia, Progresso, Queda


23
ago

ORIGENS DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA – A filosofia contemporânea Ocidental – J. M Bochenski

J.M BOCHENSKI – A FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA OCIDENTAL –

Tradução de Antonio Pinto de Carvalho. Fonte: Ed. Herder
Capítulo I – ORIGENS DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

O "homem
moderno", isto é, o homem desde o Renascimento encontra-se pronto
para ser enterrado.

Conde Paul Yorck von Wartenburg

1.   O  SÉCULO XIX
A. Caráter e
desenvolvimento da filosofia moderna. A filosofia moderna, ou seja, o pensamento [...]


22
dez

Cap. 5 – A metafísica dos Pré-Socráticos – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares
Lição V
A METAFÍSICA DOS PRÉ-SOCRÁTICOS
31.
O REALISMO METAFÍSICO. — 32. OS PRIMEIROS FILÓSOFOS GREGOS. — 38. PITÁGORAS E
HERÁCLITO. — 34. PARMÊNIDES: SUA POLÊMICA CONTRA HERACLITO. — 35. O SER E SUAS
QUALIDADES. — 36. TEORIA DOS DOIS MUNDOS. — 37. A FILOSOFIA DE ZENÃO [...]


22
dez

cap. 3 – A intuição como método da filosofia – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares
Lição III

A INTUIÇÃO COMO MÉTODO DA FILOSOFIA
18.
MÉTODO DISCURSIVO E MÉTODO INTUITIVO. — 19. A INTUIÇÃO SENSÍVEL. — 20. A INTUIÇÃO ESPIRITUAL. — 21. A INTUIÇÃO INTELECTUAL, EMOTIVA E VOLITIVA. — 22.
REPRESENTANTES FILOSÓFICOS DE CADA UMA. — [...]


22
dez

cap. 19 – O Idealismo depois de Kant – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares

Lição XIX
O IDEALISMO DEPOIS DE KANT
161.
REALISMO E IDEALISMO. — 162. O «EM SI» COMO ABSOLUTO INCONDI-CIONADO. — 163.
PRIMAZIA DA MORAL. — 104. A FILOSOFIA PÓS-KANTISTA. — 165. FICHTE E O EU
[...]


22
dez

cap. 1 – O Conjunto da Filosofia – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares
Lição I
O CONJUNTO DA FILOSOFIA
1. A FILOSOFIA E SUA VIVÊNCIA. —
2. DEFINIÇÕES FILOSÓFICAS E VIVÊNCIAS FILOSÓFICAS. — 3. SENTIDO DA PALAVRA
«FILOSOFIA». — 4. A FILOSOFIA ANTIGA. — 5. A FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA. — 6. A FILOSOFIA NA IDADE MODERNA. — 7. AS DISCIPLINAS [...]


27
nov

Leituras – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet

APÊNDICE
LEITURAS
Indicamos aqui algumas
obras, entre as mais úteis para consulta no que concerne às diferentes partes
da Filosofia, e da História da Filosofia. As obras propriamente escolares estão
marcadas com um asterisco. O conjunto destas [...]


27
nov

PROVAS MORAIS DA EXISTÊNCIA DE DEUS – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet

Capítulo Terceiro
PROVAS   MORAIS   DA   EXISTÊNCIA   DE   DEUS
211      1.    Sentido geral das provas morais. — As
provas morais são
assim chamadas porque têm seu ponto de partida na
realidade moral. Expostas com rigor, não têm [...]


05
mai

Imaginação Material Segundo Gaston Bachelard

Imaginação Material Segundo Gaston Bachelard (
por
Reinério Luiz Moreira Simões

Dissertação apresentada ao Programa
de Pós-Graduação em Filosofia da
Universidade do Estado do Rio de
Janeiro para obtenção de título de
Mestre em Filosofia
Orientadora:
Profª. Dra. Marly Bulcão L. Britto
Rio de Janeiro
Janeiro de 1999

BANCA [...]


05
fev

A fenomenologia de Edmund HUSSERL, por Bochenski

EDMUND HUSSERL

por J. M. Bochenski

Tradução de Antônio Pinto de Carvalho

in A filosofia contemporânea ocidental, Herder, 1968

A. EVOLUÇÃO E IMPORTÂNCIA DE SEU PENSAMENTO. EDMUND HUSSERL

(1859-1938) que, juntamente com BERGSON, exerceu e continua ainda exercendo

a influência mais profunda e duradoura [...]


11
dez

Henri Bergson – resumo, biografia, pensamentos

HENRI BERGSON

por J. M. Bochenski

Tradução de Antônio Pinto de Carvalho.

in A Filosofia Contemporânea Ocidental.

Herder, São Paulo, 1968

       A.

PROCEDÊNCIA E PARTICULARIDADES.

HENRI [...]


10
fev

As teorias da significação segundo Alsting e a crítica de Hacking

As teorias da significação
segundo Alston e a crítica de Hacking.
                                                                           
por Miguel Duclós

Trabalho feito originalmente para a cadeira de Filosofia da Linguagem, professor
Armando Manoel de Mora.
 
 
     A semântica
é a parte da linguística que trata da relação
entre os signos e o real, e do estudo histórico do sentido das palavras.
Os [...]


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