Ebook de Introdução à Sociologia – CONCLUSÃO



Introdução a -

Professor A. Cuvillier (1939).

CONCLUSÃO

Há uma conclusão a tirar, parece-nos, de tudo o que fica dito: aquela mesma já indicada sumariamente ao estudarmos a forma por que se determinaram, no decurso da sua história, os problemas que a sociologia apresenta. É que, para ser uma verdadeira ciência, esta não necessita de pôr de lado nenhum dos elementos propriamente humanos da realidade social.

Essa noção — como vimos na primeira parte — impôs-se com muita lentidão e, em boa verdade, ainda não triunfou completamente dos preconceitos filosóficos contrários. A princípio, considerou-se, e ainda com freqüência se considera hoje, a "natureza humana" como uma entidade imóvel, uma espécie de essência platônica, absolutamente estranha à vida e à história, e só com lentidão se conseguiu impor o "sentido do relativo".

Quando se teve consciência desse primeiro erro, foi para cair nos erros inversos da "sociologia naturalista". Assimilou-se o grupo social a um organismo, as lutas conscientes da humanidade à inexorável lei da "concorrência vital", as sociedades humanas às sociedades animais.

Muito natural era que, por espírito de reação, se procurasse pôr em evidência os fatores psíquicos do comportamento do homem vivendo em grupos. Mas enquanto a sociologia naturalista ignorava os fatores propriamente humanos da vida em sociedade, a "sociologia psicológica" chegava a uma noção extremamente vaga da "consciência coletiva", visto não dissolver o psiquismo coletivo no psiquismo individual. Desprezava, assim, a especificidade do fenômeno social, que, pelo contrário, o organicismo contribuíra para pôr em destaque.

Essa exposição histórica deixou-nos entrever que é possível afirmar a especificidade dos fenômenos sociais e, ao mesmo tempo, seu determinismo, sem por forma alguma esquecer o papel dos fatores psíquicos e sem cair no fatalismo.

Essa impressão confirmou-se pelo exame dos postulados necessários à investigação sociológica. Esse estudo mostrou-nos, primeiro, que a preocupação de objetividade, que como a todas as ciências lhe é indispensável, não a leva a separar completamente a teoria da prática, nem a abstrair do tempo e da realidade viva. Exige, pelo contrário, do homem em sociedade uma atitude que lhe dê a consciência de si próprio como objeto de estudo e de conhecimento. E, por outro lado, fêz-nos compreender que se, em certo sentido, o "constrangimento" pode ser tomado como critério, como sinal distintivo dos fenômenos sociais, esse constrangimento é, por sua vez, um produto da atividade coletiva dos homens. Assim, a dependência em que o homem se encontra em face das condições objetivas da vida em sociedade é, no fim de contas, uma dependência dele próprio. Permitiu-nos definir a "consciência coletiva", não como uma entidade que planaria acima das condições concretas da vida humana, mas como um produto dessas condições. Revelou-nos, finalmente, que o determinismo sociológico é, por excelência, um determinismo complexo, implicando a "recorrência" das causas e dos efeitos e a interdependência dos múltiplos elementos da vida coletiva.

É ainda o sentimento dessas interdependências que dirige, em sociologia, o emprego dos diferentes métodos. É talvez esse, em boa verdade, o resultado mais precioso que há a retirar das descrições monográficas. Quanto aos métodos histórico-comparativo, etnográfico e estatístico, necessários à análise desses conjuntos tão complexos, pensamos ter mostrado suficientemente com quantas precauções eles devem ser aplicados, para que, ainda aqui, sejam eliminadas as noções muito simples, como a de uma evolução uni-linear e mecânica da humanidade.

Mas foi, principalmente, durante o nosso estudo das hipóteses de trabalho necessárias à sociologia, que se confirmou a idéia de que qualquer determinismo estranho ao homem e que, depois, tomaria, em relação a êle, o caráter de um fatalismo (fatalidade da raça, do instinto procriador, do meio geográfico, etc.), é decididamente inadequado à complexidade dos fenômenos. A própria morfologia durkheimia-na pareceu-nos não ter suficientemente em conta a reação característica do homem sobre o "substrato" material dos agrupamentos sociais.

É, em conclusão, nessa ação do homem sobre a natureza que nós julgamos encontrar o "substrato" social fundamental: o laço do trabalho parece-nos ser o laço social por excelência.

Isto não é, de forma alguma, como por vezes se disse, "desumanizar" a sociologia. Se esse erro pôde surgir, foi por se ter confundido o ato da produção com um certo econômico que, realmente, conduz a uma verdadeira "alienação do homem". O "fetichismo da mercadoria" que faz aparecer o valor, isto é, o "caráter social do trabalho", como um caráter cias coisas, dos próprios produtos, oculta-nos o lado humano da vida econômica. As ciências sociais e as que com elas se aparentam com freqüência, têm sido falseadas por essa miragem. Certo geógrafo chegou a escrever que um deserto como o Saara, é um território "cujo valor econômico é nulo". Falando assim, escreve Febvre no livro que já citamos por várias vezes, o autor "falara, evidentemente sem o dever fazer, mais como homem de negócios ou como governante de um país ocidental — avaliando os benefícios prováveis, o rendimento possível de uma ocupação ou de uma exploração de territórios coloniais — do que como geógrafo". Idêntico seria dizer que o Tibet não tem valor econômico: "E no entanto — responde Febvre — nos altos vales do Sul, verdadeiros oásis de vida nas solidões desoladas da Ásia central, formou-se uma civilização que tem seus letrados e artistas, e também seus recursos materiais, uma agricultura, uma indústria, pecuária, suficientes para a sustentar. Valor econômico nulo? Ainda aqui a fórmula não seria aceitável. Ou melhor, teria apenas um sentido financeiro e mercantil".

Longe de "desumanizar" a sociologia, a hipótese diretriz que nós propomos, desde que não exclua o sentido da complexidade dos fenômenos e das múltiplas interações que a eles se ligam, porá, ao contrário, o sociólogo em guarda contra semelhantes desvios. Permitirá que a sociologia seja o que os seus fundadores, em França, pretenderam que ela fosse: a verdadeira "ciência do homem".

BIBLIOGRAFIA SUMÁRIA DO LIVRO INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA

BIBLIOGRAFIAS

Grandin (A.), Bibliographie générale des sciences juridiques, politiques, économiques et sociales, Paris, 1926, corn 16 suplementos.

Essertier (D.), Psychologie et Sociologie, essai de bibliographie critique, Paris, 1927.

Eubank (E.), The Concepts of Sociology, New York, 1923 (bibliografia classificada segundo os conceitos básicos).

COMPILAÇÕES E REVISTAS

L’Année Sociologique, direção de E. Durkheim, 1896-1912, 12 volumes; — nova série, dirigida por M. Mauss, 1923-1925, 2 volumes; — Sociologiques, 1934-1942. 19 fascículos; — terceira série, dirigida por Henri Lévy-Brühl, desde 1949.

Revue Internationale de Sociologie, fundador: René Worms, dirigida por G. Richard, depois-E. Lasbax, 1893-1939.

Revue d’Histoire économique et sociale, dirigida por Roger Picard, desde 1909.

Annales: Économies, Sociétés, Civilisations, direção de Marc Bloch e , 1929-1939; nova série desde 1946.

Cahiers internationaux de Sociologie, dirigidos por G. Gurvitch, desde 1946.

Revue de Psychologie des Peuples, dirigida por A. Miroglio, desde 1946.

The American Journal of Sociology, fundador: A. W.’ Small, Chicago, desde 1895.

Sociological Review, journal of the Institute oj Sociology, Londres, desde 1908.

Kolner Zeitschrift für Soziologie, direção de L. von Wiese, Cologne, 1921-1934; nova série desde 1948.

American Sociological Review, Menasha, desde 1936.

Revista Mexicana de Sociologia, dirigida por L. Mendieta e Nunez, México, desde 1939.

DICIONÁRIOS

L. Elster, A. Weber e Fr. Weiser, Handworterbuch der Staatswissenschaften, 4.a edição, Iéna, 1923-1929, 9 volumes.

A. VlERKANDT, Handworterbuch der Soziologie, Stuttgart, 1931.

E. Seligman e A. Johnson, Encyclopœdia of the Social Sciences, New York – Londres, 1930-1935, 15 volumes.

H. Fairchtld, Dictionary of Sociology, New York, 1944. COLEÇÕES

Travaux de "l’Année Sociologique", sob a direção de Marcel Mauss, Paris, Alcan: obras de Bouclé, Davy, Dürkheim, Fauconnet, Granet, , Hubert e Mauss, Lucien Lévy-Brühl, Le Coeur, etc.

L’Évolution de l’Humanité, sob a direção de Henri Berr, Paris, Albin Michel, especialmente: La Terre et l’Évolution lmmai-ne, por L. Febvre; — Les Races et l’Histoire, por E. Pittard; — Des Clans aux Empires, por A. Moret e G. Davy; — Les Celtes (2 volumes), por Henri Hubert; — La Civilisation chinoise e La Pensée chinoise, por M. Granet.

Publicações do Centre International de Synthèse, Paris, P. U. F., especialmente: I. Civilisation, le mot et l’idée; — II. Les Origines de la Société; — IV. La Foule; — V. Science et Loi (La loi en sociologie, por Halbwachs) ; — VII. La ; Statistique.

Bibliothèque Marxiste, Paris, Éditions Sociales.

Bibliothèque Sociologique Internationale, sob a direção de René Worms, Paris, Giard et Brière.

Centre d’études supérieures de sociologie. Initiations aux recherches… [sur les différents domaines de la sociologie], Paris, Centre de docum. universitaire.

Bibliothèque de Sociologie contemporaine, sob a direção de G. Gurvitch, Paris, Presses Universitaires.

OUTRAS OBRAS

Ancel (J.), Géopolitique, Paris, 1936.

Aron (R.), La sociologie allemande contemporaine, Paris, 1935.

Azevedo (F. de), Princípios de Sociologia, São Paulo, 1936.

Berr (H), La Synthèse en histoire, Paris, 1911; — En marge de l’histoire universelle, Paris, 1934.

Blondel (Dr. Ch.), Introduction à la Psychologie collective, Paris, 1928, Collection Armand Colin.

Bouglé (C), Les sciences sociales en Allemagne, Paris, 1896; — Qu’est-ce que la sociologie?, Paris, 1907; — Marxisme et Sociologie, 1908; — Bilan de la Sociologie française contemporaine, 1935.

Bureau (P.), Introduction à la méthode sociologique, Paris, 1923. Comte (Aug.), Cours de Philosophie positive, 48.a a 52.a lições. Davy (G.), Sociologues d’hier et d’aujourd’hui, Paris, 1931. Descamps (P.), La Sociologie expérimentale, Paris, 1933. Dupréel (E.), Sociologie générale, Paris, 1948.

Durkheim (E.), De la Division du Travail social, Paris, 1893; — Règles de la méthode sociologique, Paris, 1894; — La Sociologie en France, em "Revue Bleue", maio 1900; — Sociologie et Sciences sociales (em colaboração com P. Fau-connet), em "Revue Plúlosophique", maio 1903; — Sociologie et Philosophie (recueil posthume), Paris, 1925.

Eliwood (Ch.), Principes de Psycho-Sociologie, Paris, 1914.

Espinas (A.), Des Sociétés animales, Paris, 1877; — Être ou ne pas être, ou du postulat de la sociologie, em "Revue Philosophique", 1901.

Fauconnet (P.) e Mauss (M.), artigo: Sociologie, em "Grande

Encyclopédie". Freyer (H.), Einleitung in die Soziologie, Leipzig, 1934. Giddings (F. H.), Principes de Sociologie, Paris, 1897. Greef (G. de), Introduction à la Sociologie, Paris, 1886.

GuRViTCH (G.), Essais de Sociologie, Paris, 1939; — Morale théorique et science des mœurs, 2.a edição, 1948; — La Sociologie au XXe siècle (em colaboração com W. E. Moore e 26 outros ), Paris, 1948.

Haesaert (J.), Essai de Sociologie, Bruxelas, 1947.

Halbwachs (M.), L’expérimentation statistique et les probabilités, em "Revue Philosophique", nov.-dez. 1923; — Morphologie sociale, Paris, 1938, Collection Armand Colin.

Hubert (R.), Les sciences sociales dans l’Encyclopédie, Paris, 1923.

Jennings (Helen), Sociometry in group relations, Washington, 1948.

Kardiner (Abram), The individual and his society, New York, 1939; — The psychological frontiers of society, New York, 1945.

Lacombe (P.), De l’Histoire considérée comme science, Paris, 1894.

Lacombe (R. E.), La méthode sociologique de Durkheim, Paris, 1926.

Lapierre (J. T.), Sociology, New York, 1946.

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MacDougall (W.), An introduction to social Psychology, Londres, 1908; — The group mind, Cambridge, 1920.

MacIver (R. M.), Social Causation, New York, 1942.

Maunier (R.), Introduction à la Sociologie, Paris, 1929; — Essais sur les groupements sociaux, 1929; — L’Économie politique et la Sociologie, 1910; — Sociologie et Droit romain, 1930; — Précis d’un traité de Sociologie, 1943.

Mondolfo (R.), Le Matérialisme historique, Paris, 1917.

Moreno (J. L.), Who shall survive?, New York, 1934.

Ogburn (W. F.) e Nimkoff (M. F.), Sociology, Boston, 1940.

Park (R. E.) e Burgess (E. W.), An Introduction to the science of sociology, Chicago, 1921.

Picard (F.), Les Phénomènes sociaux chez les Animaux, Paris, 1933, Collection Armand Colin.

Prenant (M.), Adaptation, Écologie et Biocœnotique, Paris, 1934.

Publicações do centre d’études de politique étrangère, Les sciences Sociales en France, Paris, 1937; — Les Convergences des Sciences Sociales, 1938.

Rumney (J.), The Science of Society, Londres, 1938.

Simiand (Fr.), La Causalité en histoire, em "Bulletin de la Société française de Philosophie", maio 1906; — La méthode positive en science économique, Paris, 1912; — Statistique et Expérience, Paris, 1922; — Le Salaire, l’Évolution sociale et la Monnaie, 3 volumes, Paris, 1932.

Simmel (G.), Soziologie, Berlim, 1908.

SOROKIN (P.), Sociocultural Causality, Space, Time, Durham, 1943; — Society, Culture and Personality, New York, 1947.

Spencer (H.), Descriptive Sociology, 8 volumes, Londres, 1873 e seguintes; — Principes de Sociologie, 4 volumes, Paris, 1879.

Sumner (W. G.) e Keller (A. G.), The Science of Society, 3 volumes, New Haven e Londres, 1927.

Stoetzel (J.), Théorie des Opinions, Paris, 1943.

Tarde (G.), Les lois de l’imitation, Paris, 1895; — Les lois sociales, Paris, 1898.

Thomas (W. I.), e Znaniecki (Fl.), The polish peasant in Europa and America, New York, 2.a edição, 1927.

Tonnies (F.), Communauté et Société, trad, fr., Paris, 1944. Ward (L.), Sociologie pure (tradução francesa), 2 volumes, Paris, 1906.

Wiese (L. von), Soziologie, Geschichte und Hauptprobleme, Berlim-Leipzig, 1931; — Sociologie relationnelle, "Revue Internationale de Sociologie", jan.-fev. 1932.

Wilbois (J.), Devoir et Durée, Paris, Alcan, 1912; — La nolio?i p/iilosophique de catise dans le monde social, em "Revue de Métaphysique et de Morale", out.-nov. 1929.

Worms (R.), Organisme et Société, Paris, 1896; — Philosophie des Sciences sociales, 1907; — La Sociologie, sa nature, son contenu, ses attaches, 1921; 2.a edição, 1926.

Wundt (W.), Volkerpsychologie, 10 volumes, Leipzig, 1900-1920.

Young (Kimball), Socirií Psychology, New York, 1930; — Sociology, New York, 1942.

Znaniecki (F.), The Method of Sociology, New York, 1934; — Social Actios, New York, 1936.

BIBLIOGRAFIA CITADA

Atendendo ao caráter didático da presente obra e a que entendemos preferível conservar no texto o título original das obras mencionadas, organizamos uma bibliografia remissiva que cremos será útil para uma recapitulação de autores e obras básicas de sociologia.

Sempre que de nosso conhecimento damos nota de edição brasileira, de preferência das mais recentes e de possível existência no mercado. (N. do T.)

ARISTÓTELES — Política — 8.

BAFFAULT e BOUGLÉ — Eléments de Sociologie — 84. BACHOFEN — Le Droit Maternel — 24. BELOT, Gustave — Études de Morale positive — 95. BERGSON, Henri Louis — Évolution créance — 39. BERR, Henri — Des Clans aux Empires — 58.

 La synthèse en histoire — 58, 128, 141, 217.

 L’Évolution de l’Humanité — 58, 216.

BLOCH, Marc — Les Caractères originaux de l’Histoire rurale

française — 144, 190. BLONDEL, Ch. — Introduction à la Psychologie collective —

47, 217.

BOAS, Franz — Ethnologie des esquimaux, des kwakiùtl, etc. 26. BODIN, Jean — République — 9.

BOGARDUS, Stephen Emory — Fundamentals of Social Psychology — 60.

 Introduction to Sociology — 60.

i

BONALD, Visconde de — Théorie du Pouvoir — 13. BOUGLÉ, Célestin Charles Alfred — Les Idées égàlitaires — 196.

 Marxisme et sociologie — 80, 217.

 Qu’est-ce que la Sociologie? — 55, 217. BOUGLÉ, C.C.A., e BAFFAULT — Eléments de Sociologie — 84. BOUGLÉ, C.C.A., e HALÉVY — Doctrine — 19.

BOULE, Marcellin — Hommes fossiles — (Masson & Cia., 3.a edição, 1946, Paris) — 173.

BUKHARINE, Nicolai Ivanovitch — Théorie du matérialisme historique — 111.

BOUVIER, M. E.-L. — Communisme chez les Insectes — 39.

BOSSUET, Jacques Bénigne — Discours sur l’Histoire Universelle — 11.

("Discursos sobre a História Universal…", 19…, H. Garnier, Rio de Janeiro).

BRUNHES, Jean — Géographie Humaine — 187.

 Races (Introdução à coleção "Imagens do Mundo", editada pela Librairie Firmin Didot). — 178.

BUREAU, Paul — Introduction à la Méthode Sociologique — 134, 217.

 Introduction à la Socioloqie — 101.

 Les paysans des fjords de Norvège — 185. BURGESS, E. W.. e PARK, R. E. — An Introduction to the

Science of sociology — 51, 218. CAMPANELLA — Cité du Soleil — 9.

COMTE, Auguste — Cours de Philosophie positive — 32, 217. CONDORCET — Tableau Historique — 12. COOLEY, Charles H. — Social Organization — 51. COULANGES, Fustel de — Cité antique — 183. DAVY — La Foi jurée — 23.

DÉCHELETTE, Joseph — Manuel d’archéologie préhistorique, celtique et gallo-romaine — 120.

DEMANGEON, Albert — La Picardie — 189.

DÉMEUNIER — L’Esprit des usages et des coutumes des différents peuples — 25.

DEMOLINS, Edmond — Les grandes routes des peuples — 184.

DESCAMPS, Paul — État social des peuples sauvages — 185.

 Sociologie expérimentale — 139. DESCARTES, René — Discours de la Méthode — 17.

("Discurso sobre o Método", trad. de Miguel Lemos, 1952, Simões, Rio). DOUGALL, W. Mac — Introduction to social psychology — 52.

 The group mind — 52.

DÜRKHEIM, Emile — De la Division du Travail social — 66, 68, 98, 194, 195, 217.

 De la Méthode dans les Sciences — 72.

 Eormes élémentaires de la vie religieuse — 71, 127, 163.

 Jugements de valeur — 72.

 Le suicide — 71, 112.

 Règles de la méthode sociologique — 68, 72, 99, 101, 106, 137, 145, 148, 194, 217.

(As regras do método sociológico, trad. de J. Rodrigues Mereje, 1937, Cia. Editora Nacional, São Paulo).

 Représentations collectives — 71, 73.

 Socialisme — 69.

 Société d’économie politique — 68.

DUSSAUD, René — Introduction à l’Histoire ¿es Religions — 140.

DUTAILLIS, Petit — La Monarchie féodale — 56.

DUVAL, Jobbé — Les Morts malfaisants — 23.

EDWARDS, Henri Milne — Leçons de Physiologie et d’anato-

mie comparée — 34. ELLWOOD, Charles A. — Principes de Psycho-Sociologie —

51, 217.

ENGELS, Frédéric — Anti-Düring — 21, 77, 82, 85, 101.

(Anti-Düring (Refutação às tecorias de E. Düring), trad. de Luís Monteiro, 1935, Ed. Cultura Brasileira, São Paulo).

 Feuerbach — 21, 85, 87.

(Luis Feuerbach e o fim da alemã, versão e int. de Hylario Corrêa, 1948, Ed. Guaira, Curitiba) .

 L’Origine de la Famille, de la Propriété privée et de l’État — 78.

ENGELS, Frédéric, e MARX, Karl — La Idéologie Allemande — 82.

 Manifeste Communiste — 85.

ESPINAS, Alfred — Des Sociétés animales — 37, 217.

 Être ou ne pas être (artigo) — 38, 217. FAUCONNET, P. — Sociologie (artigo cm Grande Encyclopédie) — 104, 217.

FEBVRE, Lucien — La Terre et l’Évolution Humaine — 126, 188.

FERRIER, Edmond — Colonies animales — 39. FRAZER, John — Rameau d’Or — 25.

FROBENIUS, Leo — Atlas Ajricanus — 26.

 Histoire de la Civilisation africaine — 26. GARRIGUET — Manuel de Sociologie — 9.

GIDDINGS, Franklin Henry — Principes de sociologie — 50, 217. GIRARD, Paul-Frédéric — Manuel de droit romain — 23. GIROD, P. — Les sociétés chez les animœux — 39. GLOTZ, G. — études sociales et juridiques sur l’antiquité grecque — 23.

GOBINEAU, Arthur de — Essai sur l’inégalité des races humaines — 170.

GOLDENWEISER, A. — Early Civilization — 26.

GRAEBNER — Ethnologie — 26.

GRIERSON — Le commerce silencieux — 24.

GUMPLOVICZ — Lutte des races — 171.

HALBWACHS, M. — Les Causes du Suicide — 155.

HALÉVY, Élie, e BOUGLÉ, C. C. A. — Doctrine — 19.

HERDER — Idées sur la Philosophie de l’Histoire de l’Humanité — 12.

HOBBES — De Ciue — 8.

 héviathan — 8. D’HOLBACH — Système social — 9. HUBERT, Henri — Les Celtes — 190.

KARDINER, Abram — The individual and his Society — 53, 218. KROEBER, A. L. — Anthropology — 26.

LABRIOLA, Antonio — La conception matérialiste de l’Histoire — 70.

LACOMBE, Paul — De l’Histoire considérée comme science — 56, 208, 218.

LACOMBE, R. E. — La méthode sociologique de Dürkheim — 110, 164, 218.

LANDRY — La Révolution démographique — 198.

LANGLAIS e SEIGNOBOS — Introduction aux études historiques — 142.

LAPOUGE — Sélections sociales — 171, 172.

LE BON, Gustave — Lois psychologiques de l’Évolution des peuples — 46.

 Psychologie des foules — 46, 48. LE PLAY — Ouvriers européens — 138, 139. LENNAN, Mac — Mariage primitif — 24.

LESPAGNOL, G. — L’Évolution de la Terre et de l’Homme — 187.

LINTON, Ralph — The cultural background of personality — 53.

LOCKE — L’Essai sur le Gouvernement civil — 8. LOWIE, R. H. — Primitive Society — 26. LYND, R. S. — Middletown — 218. MACIVER, R. M. — Social Causation — 54, 218. MAINE, Henry Sumner — Institutions primitives — 23.

 Ancien droit — 23.

MALINOWSKI — Vie sexuelle des Mélanésiens — 182. MARX, Karl — Dix-huit brumaire de L.-N. Bonaparte — 83, 87.

 Introduction à une critique de l’économie politique — 128.

 La santé famille — 90.

 Marxisme — 20.

 Misère de la Philosophie — 21, 79.

(Miséria da Filosofia, trad. de Miguel Macedo, 1946, Flama, São Paulo).

 O Capital — 78, 79, 80, 85, 88, 201.

(O Capital (resumido), Ed. Moderna Paulistana, São Paulo).

 Théories de la plus-value — 90.

(Historia critica de la teoria de la Plusvalia, trad. de Wescelao Roces, 1945, Fondo de Cultura Econômica, México).

MARX, Karl, e ENGELS, Frédéric — La Idéologie allemande — 82, 85, 200.

 Manifeste communiste — 83, 85.

MAUNIER, René — Études de sociologie et d’ethnologie juridiques (direção de Maunier) — 24.

 L’Économie politique et la Sociologie — 95, 218.

 Sociologie et Droit romain — 122, 218.

MAUSS — Sociologie, artigo na Grande Encyclopédie — 104, 217.

 Variations saisonnières des sociétés eskimos — 196. MEAD, George Herbert — Mind, self and society — 53. MEYER, Edouard — Histoire de l’antiquité — 182. MOHEAU — Recherches et considérations sur la population de

la France — 14. MONTESQUIEU — L’Esprit des Lois — 11, 189. MORELLY — Code de la Nature — 9. MORENO, J. L. — Who shall survive? — 53, 218. MORGAN, Lewis H. — Ancienne Société — 24. MORUS, Thomas — L’Utopie — 9. •

MÜLLER, Ottfried — Prolégomènes à une mythologie scientifique — 21.

MÜLLER, Max — Introduction à la science de la religion > 22. NIMKOFF, M. F., e OGBURN, W. F. — Sociology — 52, 218. OGBURN, W. F, e NIMKOFF, M. F. — Sociology — 52, 218. PARK, Robert Ezra, e BURGESS, E. W. — An introduction to

the science of sociology — 51, 218. PLATÃO — Leis — 8.

 República — 8.

(A República, trad. de Albertino Pinheiro, Ed. Cultura Brasileira, São Paulo). PICARD — Les Phénomènes sociaux chez les Animaux — 181, 218.

PITTARD, Eugène — Les Races et l’Histoire — 101. QUESNAY — Physiocratie — 12.

 Tableau économique — 12.

QUÉTELET, Adolphe — Physique sociale (reedição de Sur l’Homme) — 14.

 Sur l’Homme — 14.

RABAUD — L’Adaptation et l’Évolution — 200.

RALÉA, Michel — L’Idée de révolution dans les doctrines

socialistes — 117. RATZEL, Frédéric — Anthropogeographie — 185.

, — La mer comme source de la grandeur des peuples — 186.

 Politische Geographie — 185.

RIVIÈRE. Mercier de la — L’Ordre naturel et essentiel des sociétés politiques — 13.

ROMAN, F. W. — La place de la sociologie dans l’Éducation aux États-Unis — 98. - .

ROSCHER, Guillaume — Précis d’un cours d’Économie politique d’après la méthode historique — 19.

ROSS, Edward Alsworth — Principies oj Sociology — 60.

 Foundations oj Sociology — 51. ROSSI, Pasquale — Psychologie collective — 47.

 Sociologie et Psychologie collective — 47. ROUSSEAU, Jean Jacques — Contrat Social — 9, 10.

(O (princípios de direito político), trad. Antonio de P. Machado, 1934, Ed. e pub. Brasil, São Paulo).

SCHAEFFLE, Albert — Esquisse d’une sociologie — 36.

 Struture et vie du corps social — 36. SCHLESINGER — Essays on Research in the Social Sciences

— 124.

SEIGNOBOS, Charles, e LANGLAIS — Introduction aux etudes historiques — 142.

SEMPLE — Influence of geographic environment — 187.

SIGHELE, Scipio — La foule criminelle — 46.

SIMIAND, François — Flutuations économiques à longue période — 98.

 Statistique et Expérience — 101, 219.

 Le Salaire, l’Évolution Sociale et la Monnaie — 115, 123, 219.

SIMMEL, Georg — Soziale Differenzierung — 61.

 Soziologie — 62, 219.

SAINT-SIMON — Mémoire sur la science de l’Homme — 30. SMITH, Adam — Théorie des sentiments moraux — 50. SMITH. Robertson — Religion des Sémites — 25. SOMLO — L’Echange dans la Société primitive — 24. SOROKIN, Pitirim Alexandrovitch — Sociocultural Causality,

Space, Time — 54, 219. SPENCER, Herbert — Principes de Sociologie — 35, 159, 219.

 Morale des différents peuples — 24. SUMMER, W. G. — Folkways — 50.

(Folkways, estudo sociológico dos costumes, trad. Lavi-nia Costa Villela, 1950, Liv. Martins, São Paulo).

 Sociologie pure — 50.

SUMMER, William Graham e KELLER, A. G. — The science of Society — 50, 219.

SÜSSMILCH — L’Ordre divin dans les variations du genre humain démontré d’après la naissance, la mort et la propagation de celui-ci — 16.

TARDE, Gabriel de — L’Opinio?i et la Foule — 46.

THOMAS, W. T. — Primitive behavior — 52.

THOMAS, W. T., e ZNANIECKI — The polish peasant in Europa and America — 54, 219.

TIELE, C. P. — Manuel d’histoire des religions — 22.

TONNIES, Ferdinand — Gemeinschaft und Gesellschaft — 60.

TOURVILLE, Henri de — Nomenclature — 134.

TYLOR — Civilisation primitive — 25.

VALLAUX, Camile — Le sol et l’État — 187.

VICO, Giovanni Battista — Principes d’une Science nouvelle — 11.

VIERKANDT e outros — Gesellschaftslehre — 63.

 Handworterbuch der Soziologie — 62.

 Naturvolker und kulturvolker — 62.

VOLTAIRE, François Marie Arouet — Essai sur les Moeurs — 11.

WAITZ, Theodor — Anthropologie der naturvolker — 25. WARD, Lester — Sociologie pure — 50, 219. WAXWEILLER, Emile — Sociologie — 42.

WESTERMARCCK, Edward Alexander — L’Origine et le développement des idées morales — 24.

WIESE, Leopold von — Allgemeine Soziologie — 63.

WISSLER, Clark — Man and culture in America — 26.

WORMS, René — Organisme et Société — 38, 219.

XENOPOL, A. D. — La théorie de l’histoire — 58.

YOUNG, Kimball — Social attitudes — 52.

ZNANIECKI, F. — Social Actions — 52, 219.

ZNANIECKI, F., e THOMAS — The polish peasan in Europa and America — 54, 219.


Fonte: Editorial Andes. Tradução do francês de PEDRO LISBOA.

 

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