UMA ACADEMIA DE ALTOS ESTUDOS

Oliveira Lima UMA ACADEMIA DE ALTOS ESTUDOS Senhores: Entre as surpresas agradáveis que desta vez me esperavam na pátria, à qual volvo após mais de dois anos de ausência, destaca-se a criação, no seio do Instituto Histórico, da Academia de Altos Estudos, ou antes a transformação da douta corporação que vai caminhando para o seu … Ler maisUMA ACADEMIA DE ALTOS ESTUDOS

SUGESTÕES DA VIDA UNIVERSITÁRIA AMERICANA

SUGESTÕES DA VIDA UNIVERSITÁRIA AMERICANA Oliveira Lima Minhas Senhoras, meus Senhores: A mocidade acadêmica do Recife mostra-se tão bondosa comigo, isto é, tão em harmonia com o espírito generoso da juventude e com os ideais de simpatia humana, que a devem inspirar, que não sei verdadeiramente como lhe agradecer a sua ^cativante lembrança de trazer-me … Ler maisSUGESTÕES DA VIDA UNIVERSITÁRIA AMERICANA

O VELHO CURSO SUPERIOR DE LETRAS DE LISBOA

O VELHO CURSO SUPERIOR DE LETRAS DE LISBOA Oliveira Lima EU HÁ pouco numa correspondência de Lisboa a notícia do faleci-mento de Guilherme Vasconcelos Abreu, meu lente c meu amigo, e esta notícia dolorosa transportou-me a vinte anos atrás, quando sob a sua direção indulgente aprendia a decifrar os caracteres sâns-urltos e a travar conhecimento … Ler maisO VELHO CURSO SUPERIOR DE LETRAS DE LISBOA

IGUALDADE no Iluminismo de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados IGUALDADE Voltaire. Que deve um cão a um cão e um cavalo a um cavalo? Nada. Nenhum animal depende do seu semelhante. Mas para o homem, que recebeu esse raio da Divindade que se chama razão, qual o fruto? Ser escravo em quase toda a terra. Se o … Ler maisIGUALDADE no Iluminismo de Voltaire

Olavo Bilac – resumo da Biografia e trechos de obras

OLAVO BRÁS MARTINS DOS GUIMARÃES BILAC. Nasceu a 16 de dezembro de 1865, na cidade do Rio de Janeiro, onde faleceu a 28 de dezembro de 1918. Tentou os estudos médicos no Rio e depois os jurídicos em São Paulo, abandonando-os pela atração das belas-letras, a que desde cedo se lhe inclinou o espírito sensível e vibrante.

ALUÍSIO AZEVEDO – biografia e obras

Livros e Biografia de Aluísio Azevedo

ALUÍSIO GONÇALVES DE AZEVEDO, nasceu em São Luís do Maranhão a 14 de abril de 1857 e faleceu em Buenos Aires a 21 de janeiro; de 1913. Iniciou a vida de trabalho no comércio* e depois fêz-se funcionário público e jornalista.

Aos vinte e quatro anos surgiu escritor e publicou, em sua terra natal, os primeiros romances: Uma Lágrima de Mulher, de feição puramente romântica, O Mulato, que lhe projetou o nome fora da Província, e Memórias de um Condenado.

Transferiu-se depois para o Rio de Janeiro, onde viveu das letras no jornalismo, continuando na produção de sua obra. Foi membro fundador da Academia de Letras e filiou-se à escola realista, de que foi entre nós o iniciador. Seus romances são páginas de viva e segura observação social, onde se desenham com amplitude e exatidão os costumes do povo, principalmente dos tipos da camada inferior do meio brasileiro. Aluísio é um impressionista, que nos deixa vigorosos quadros, além da fácil e natural dialogação com que torna atraente e movimentado o enredo de seus romances. Em 1897, aos quarenta anos, entrou para a carreira consular e serviu sucessivamente na Espanha, no Japão, na Inglaterra, na Itália e na Argentina, onde faleceu aos cinqüenta e cinco anos.

Suas obras, quase todas escritas antes dos quarenta anos, obtiveram grande êxito em sucessivas edições. As principais, além das já citadas, são: Mistérios da Tijuca (1883), Casa de Pensão (1884), Filomena Borges (1884), O Homem (1887), O Coruja (1889), O Cortiço (1890), O Esqueleto (1890), Mortalha de Alzira (1893) e Livro de uma Sogra (1895).

RUI BARBOSA – Resumo da Biografia e Antologia de Obras

Marechal deodoro da fonseca

Biografia de Rui Barbosa e Obras de Rui Barbosa

RUI BARBOSA nasceu a 5 de novembro de 1849, na cidade do Salvador, Bahia e faleceu aos 73 anos, em Petrópolis, a 1 de março de 1923. Cursou as Faculdades do Recife e de São Paulo, bacharelando-se nesta, em 1870.

É o mais copioso dos nossos prosadores e um dos mais perfeitos e opulentos manejadores da nossa língua, pois que a sua pena no jornal, na tribuna, nos livros, nas cartas e nos pareceres jurídicos deixou cabais exemplos do seu extraordinário poder de expressão verbal, não menor do que o dos mais autorizados clássicos do idioma. Os assuntos que submetia a estudo, vasava-os sempre em ampla explanação, segura crítica e impecável forma literária.

Nos cinqüenta e quatro anos de sua ação pública como político e doutrinador, empregou a sua eficientíssima capacidade no estudo dos mais importantes problemas que interessavam ao Brasil.

Desde o seu primeiro discurso em São Paulo, aos 19 anos, "em defesa do escravo contra o senhor", revelou-se estrénuo abolicionista.

Os filósofos pré-socráticos e a origem da educação laica

"Onde se formam indivíduos
que criam e não indivíduos que aprendem?" (…) Onde está a instituição
que se propõe por objetivo liberar o homem e não se limitar a cultivá-lo?"
Max Stirner -O falso princípio da nossa educação

Nos textos dos
pensadores pré-socráticos não encontramos nenhuma referência clara à educação,
pelo menos nos termos como a conhecemos hoje. Todavia, dos escritos se
depreende que os filósofos (físicos, como eram chamados) formaram escolas de
pensamento, nas quais as idéias de um filósofo principal eram transmitidas a
discípulos. Estes, tanto podiam ser alunos que aprendiam com o mestre ou outros
pensadores, que convencidos pelas idéias do pensador mais criativo e perspicaz,
incorporavam suas noções básicas ao seu próprio sistema de pensamento. Exemplo
mais provável deste processo é a tríade Tales de Mileto (625 a.C. – 558 a.C.),
Anaximandro (610-547) e Anaxímenes (588-524). Qualquer um dos três pôde ter
tido outros seguidores ou alunos, que no entanto não foram mencionados pela
história e assim não puderam exercer influência na história da filosofia.

A Arte Europeia no Século XVII – História da Arte

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

Pierre du Columbier – História da Arte 

A Arte Europeia no Século XVII

CONTRARIAMENTE ao que se imagina por vezes sem razão e a despeito da emancipação, em toda a Europa, de escolas nacionais que brilham com o mais vivo fulgor, o primado da arte Galiana não foi seriamente abalado no século xvii. A bem dizer, não dispõe já de artistas da estatura dos grandes do século precedente, mas apresenta ainda alguns mais do que estimáveis — e foram eles que, em grande parte, determinaram as modas de pintar e de sentir da época.

Quando se procura definir o que distingue, nas artes, o século xvii do seu predecessor, acham-se duas palavras de que se abusou enormemente nestes últimos anos e de que importa usar com grandes precauções: «Contra-Reforma» e «Barroco». A primeira delas é relativa a um aspecto moral, a segunda a um aspecto plástico.

Contra-Reforma

A SABEDORIA ORIENTAL – Maravilhas da Filosofia

ordem dórica (segundo Augusto Choisy)

A SABEDORIA ORIENTAL

O primeiro filósofo do mundo

ACREDITA-SE geralmente que foram os gregos os _ primeiros filósofos (amantes da sabedoria) do mundo. Isso, porém, está muito longe de ser verdadeiro. Os egípcios começaram a sondar os mistérios da filosofia quasi 3.000 anos antes dos gregos. O primeiro grande filósofo, que a história menciona, foi o egípcio Ptah-hotep, que vi veu há uns 5.000 anos passados.

A filosofia a partir da visão do aluno de escola pública

escola romana

Esse trabalho tem uma pretensão de dizer os sentimentos dos alunos diante da filosofia na sala de aula. Ele acontece através de uma pesquisa na escola com os próprios alunos. Pois é uma preocupação de vários estudantes de filosofia o encontro com a sala de aula e como é um trabalho exigente, sacrificante, devido às grandes dificuldades, sejam elas políticas, educacionais, e culturais. Pode chegar ao absurdo em falar que não existe filosofia na escola pública e sair enumerando os problemas, mas não se apresenta propostas, e às vezes culpam os alunos dizendo que “eles não querem nada com a vida”. Esse trabalho realizado com os alunos mostra as dificuldades da filosofia na escola publica, mas fica perceptível que a filosofia é real, portanto viva na escola pública, e existe o desejo de aprofundamento por parte dos alunos.

O Papel da Educação a Distância na Área de Filosofia

maravilhas das antigas civizações

O Papel da Educação a Distância na Área de Filosofia

* Por Daniel Castro do Vale

 

Educação e
filosofia são eternas parceiras e estão intimamente relacionadas. A palavra
educação é multifacetária, alguns diriam que engloba ensinar e aprender,
outros, que é um fenômeno visto em qualquer sociedade. Pode ser considerada
ainda como algo responsável pela manutenção e perpetuação da sociedade a partir
da passagem, às gerações que se seguem, dos meios culturais necessários à
convivência de um membro na sua sociedade. O que importa na verdade é que há
uma semelhança genérica entre todos essas acepções, onde preponderam processos de
desenvolvimento de capacidades humanas
visando a sua melhor integração individual e social. A filosofia por sua vez, não
ensina só a pensar com clareza e autonomia, mas a fundamentar essa cadeia de
pensamento. Ainda que não se queira ou não se entenda o que vem a ser
filosofia, indubitavelmente ela é vivenciada, seja pelo legado cultural dos
pensadores, seja pela busca de uma visão de mundo ou visão de vida no que tange
as condutas humanas, conceitos, valores, moral entre outros aspectos ainda que
de forma bastante incipiente e/ou inconscientemente em alguns indivíduos. Feito
este intróito, pode-se afirmar que a filosofia é a procura amorosa da verdade,
como explicita a etimologia do seu próprio nome. Considerando
portanto, a inegável importância da educação e da filosofia é que delinearemos
a partir de então uma breve análise sobre o ensino da filosofia
correlacionando-o com a educação a distância.

A CULMINÂNCIA DO REINADO – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

Dom João VI no Brasil de Oliveira Lima

D. João VI no Brasil – Oliveira Lima CAPITULO XXIII A CULMINÂNCIA DO REINADO   Nenhum resumo mais entusiástico nem redigido em mais bela lingua­gem se poderia tentar da obra de Dom João VI no Brasil do que a elogiada oração do acadêmico Garção Stockler,744 delegado pela Academia Real das Ciências de Lisboa para falar … Ler maisA CULMINÂNCIA DO REINADO – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

Das Principais Vantagens da Deseducação para a Coletividade e para o Indivíduo

maravilhas das antigas civizações

Das Principais Vantagens da Deseducação para a Coletividade e para o Indivíduo
THIAGO FELIPE SEBBEN

 

 

Introdução

A proposta desse texto: mostrar as
principais vantagens da deseducação para a coletividade e para o indivíduo, de
modo a valorizá-la como instrumento que permita a afirmação da vida em seu mais
alto grau de importância, incentivando a implantação dessa forma assistemática
de educação. Tal proposta justifica-se pelo entendimento de que a vida digna é
o valor máximo do humano e que qualquer forma de organização e sistematização
social – incluindo suas macroestruturas, como é o caso da educação – que
subleve esse valor é sintoma da decadência humana que assola a cultura
ocidental. Ora, esclarecido o “o quê” e o “porque”, resta saber o “como”. E
aqui adentro no campo filosófico-artístico: o aforismo. Forma da linguagem que
permite a interação entre o objetivo e o subjetivo, entre a filosofia e a
psicologia, entre o racionalmente-construído e o artisticamente-fabricado; o
aforismo tem espaço para o devaneio do autor que enseja imaginações nos
leitores, bem como para conceitos objetivos que estabelecem critérios e
medidas. A opção por tal forma de se fazer conhecimento se dá, certamente, em
consonância com a proposta de experimentar o pensamento, de criar o novo, mesmo
que, num primeiro momento, seja apenas criação teórica.

 

O que é “vantagem”?

Antes de prosseguir, uma pausa –
importante pausa, que nos leva ao estabelecimento de um critério inicial do que
pode se considerar uma “vantagem” e o que não pode. Ora, a vantagem sempre surge
num dado momento da realidade. Isso é justamente a “situação” na qual surge a
“vantagem”, seu plano de existência. É como se existisse um plano de fundo, um
cenário, e dali extraíssemos uma cena na qual se manifesta a vantagem. E ela
possui seus atributos, seus elementos de composição – variáveis especificamente
conforme a situação: o que ela é, para quem ela opera, e mais,
genealogicamente, qual seu sentido e valor. Pensar, então, na situação – como
plano de fundo – e no ajuste dos elementos da “vantagem” – como composição da
mesma – no caso específico da deseducação – ou seja, para que se evidencie as
vantagens da deseducação -, seria criar um critério que tornasse possível a
análise “valor da educação tradicional x valor da deseducação”. A criação dessa
lupa – o critério de “vantagem” – através da qual olhamos para a relação das
formas de educação é a maneira mais eficaz de se afirmar as principais
vantagens da deseducação. Imagine a seguinte situação: a realidade dualística
do mundo enquanto negação da vida na cultura ocidental – na medida em que
valoriza mais a razão especulativa do que a vida como instrumento de sabedoria
-, isso sendo considerado a decadência – pois afirma valores anti-vitais -,
todos os elementos da cultura ocidental se derivam dessa visão de mundo
corrompida – a moral, o cristianismo, a lógica, as ciências positivas, a
filosofia tradicional. Nessa situação, o que seria vantajoso? A vantagem seria
a destruição dos valores anti-vitais e a afirmação dos valores da vida – a
vitória da atividade x reatividade, do original x imitação. Ela operaria em
favor da deseducação que é, justamente, a macroestrutura social da educação
regulada em favor dos valores da vida – a educação pelo e para o ócio. Seu
sentido seria o de uma coletividade que possuísse igualdades nos campos onde
isso fosse necessário – campos político e econômico – e diferenças nos campos
onde isso fosse inevitável – campos filosófico e artístico. O valor dessa
vantagem seria a criação de uma coletividade onde fosse possível e opcional o
vir-a-ser individual, onde a vida se manifestasse como infinitas
possibilidades, combinações e ajustes de forças possíveis; como natureza
multicolorida impossível de ser descrita pelos símbolos conhecidos do
inventário humano, a não ser pelos mais superiores artistas em suas obras
magníficas. Porém, não é menos importante deixar claro que isso que foi
descrito só é “vantagem” – ou seja, uma qualidade do que está adiante ou é
superior – porque a vida é o que consideramos como sendo superior para buscar
conhecimento para… a própria vida!

Notas sobre o ensino de Filosofia para jovens

maravilhas das antigas civizações

Notas sobre o ensino de Filosofia para jovens Marlene Santos Algumas das questões recorrentes entre os jovens, quando apresentados ao estudo da Filosofia, são: "De que trata essa matéria?", "Para que serve a Filosofia?", "Reprova?", "Cai no vestibular?", “Se não cai no vestibular, para que serve, então?”. Tais questões revelam, mais que uma curiosidade natural, … Ler maisNotas sobre o ensino de Filosofia para jovens