Consciência - Filosofia e Ciências Humanas


30
nov

TRABALHO, CAPITALISMO HISTÓRICO E PAUPERISMO NO SÉCULO XXI.

TRABALHO, CAPITALISMO HISTÓRICO E PAUPERISMO NO SÉCULO XXI.
Felipe Luiz Gomes e Silva style='font-size:8.0pt;color:black'>

Resumo

O
objetivo deste texto é refletir sobre novos desafios e velhos dilemas presentes
na esfera do trabalho no século XXI: desemprego estrutural, precarização
laboral e apropriação da subjetividade humana pelo capital. Na década de 1970,
alguns pesquisadores brasileiros entendiam que a chamada "marginalidade
social" constituía, na realidade um enorme exército de reserva de força de
trabalho funcional ao processo de acumulação de capital; a “ocupação informal”
era entendida como uma forma peculiar de inclusão na divisão social do
trabalho. Mas, atualmente, para M. Davis (2006), os trabalhadores desempregados
da América Latina, por exemplo, compõem um vasto “proletariado informal”, o
qual não pode ser chamado de lumpesinato e muito menos de exército de reserva,
pois já não são reservas de nada. Para Robert. Castel (1998), os desempregados
são na realidade “desfiliados”, “supranumerários” e inúteis para o mundo
capitalista. A ideologia do progresso e da modernidade justificou que muitas
lutas de oposição à mercantilização das atividades humanas fossem destruídas
pelo avanço das forças produtivas do capital. Mas mesmo com a destruição das
lutas de resistência o que surpreende é que o desenvolvimento capitalista,
depois de pelo menos quatrocentos anos, não tenha assalariado a totalidade da
força de trabalho na economia-mundo. Dados atuais indicam que trabalhadores
tipicamente assalariados incorporados às cadeias mercantis mundiais abrangem
uma pequena parte da força de trabalho. A metade da população do mundo vive na
pobreza, com menos de US$ 2 por dia, são 3 bilhões de seres humanos. E segundo
a Organização Internacional do Trabalho, diante da atual crise do capitalismo,
serão adicionados mais de 50 milhões de desempregados no mundo; o acelerado
crescimento da indigência é a grande novidade do século XXI. Quem são os
miseráveis de ontem e os de hoje? O que fazer?
Palavras-chave: trabalho,
exclusão, pauperismo, proletariado, indigência.

style='font-size:6.5pt'> Professor Doutor
UNESP, campus de Araraquara, membro do Grupo de Pesquisa em História Econômica
e Social Contemporânea.
Endereço:
felipeluizgomes@terra.com.br


05
ago

BIOGRAFIA DE CAIO MÁRIO – Plutarco – Vidas dos Homens Ilustres

I. Diversidade de costumes entre os romanos no que se refere aos nomes próprios. II. Austeridade do caráter de Mário. III. Suas primeiras campanhas: Cipião pressagia sua futura grandeza. IV. É nomeado tribuno do povo e faz aprovar uma lei sobre a maneira de votar. V. Malogra na sua pretensão à edilidade. Obtém a pretura, e é suspeitado de haver comprado sufrágios. VI. Altivez de sua resposta a Herê-nio, que se recusou a testemunhar contra êle, por ser seu patrão. VII. É absolvido, e vai comandar tropas na Espanha. VIII. Casa-se com Júlia, da família dos Césares. IX. Sun paciência na dor. X. Metelo escolhe-o como seu lugar -tenente na África. Conduta de Mário neste cargo. XI. Paz condenar Turpílio a morte. XII. Dirige-se a Roma, e pleiteia o consulado. XIII. Sua eleição. Elogios que faz de si mesmo. Injurioso desprezo que manifesta pela nobreza. XIV. Boco entrega Jugurta às mãos de Sila, questor de Mário. XV. Esta foi a origem do ódio entre Mário e Sila. XVI. Segundo consulado de Mário. XVII. Origem dos cimbros. XVIII. Sua coragem, suas vitórias. XIX. Tomam a decisão de atacar Roma. XX. Inútil
oposição à eleição de Mário. XXI. Seu triunfo, Morte de Jugurta. XXII. Partida de Mário para a guerra. Como acostumou seu exército à fadiga. XXIII. Aventura de Trebônio. Admirável conduta de Mário em relação a êle. XXIV. Mário é nomeado cônsul pela terceira o pela quarta vez. XXV. Manda abrir um novo canal para servir de embocadura ao Ródano. XXVI. o inimigo oferece lhe batalha, o que êle não aceita. XXVII. Como familiariza seus soldados com o aspecto medonho dos bárbaros. XXVIII.Queixas dos soldados de Mário, ansiosos
por serem levados ao combate. XXIX. Acerca de uma mulher síria que Ale trazia consigo, como profetisa. XXX. Diversos presságios e predições da vitória de Mário. XXXI. O inimigo levanta acampamento para seguir para a Itália e Mário o acompanha. XXXII Trava-se a batalha. XXXIII. Mário alcança a vitória. XXXIV. Os romanos mantêm-se em estado de alerta toda a noite seguinte. XXXV. Preparativos, de ambos os lados, para o segundo combate. XXXVI. Completa vitória obtida pelos romanos. XXXVII. Mário oferece um sacrifício, no decorrer do qual lhe trazem a notícia de que havia sido nomeado cônsul pela quinta vez. XXXVIII. Notícias enviadas sobre o exército de Catulo. XXXIX. Mário vai ao seu encontro. XL. Modificação introduzida por Mário no dardo. XLI. Formação por êle adotada para a batalha. XLII. Marcha do inimigo. XLIII. Trava-se a batalha. XLIV. Vitória completa dos romanos. XLV. Triunfo dos dois cônsules. XLVI. Refle-xões sobre o caráter de Mário. XLVII. Liga-se com Gláucias e Saturnino. XLVIII. Seu sexto consulado. XLIX. Velhaca-ria de Mário. L. Presta juramento, de acordo com a lei de Saturnino.
LI. Metelo recusa-se a prestar juramento. LU. É exilado. I.III. Infame complacência de Mário em relação a Saturnino. LIV. É obrigado a tomar as armas contra êle. LV. Saturnino é morto com seus cúmplices. LVI. Metelo é chamado. LVII- Mário segue para a Ásia. LVIII. Manda construir uma casa perto da praça pública. LIX. Começo da guerra dos aliados. LX. Conduta de Mário nesta guerra. LXI. Disputa o comando na guerra contra Mitrídates. LXT Violências de Sulpício em favor de Mário. LXIII. Mário é obrigado a sair de Roma. LXIV. O filho de Mário escape perseguição de seus inimigos. LXV. Fuga de Mário; sua desdita. LXVI. Velho presságio que anunciava a Mário sete consulados. LXVII. Mário
escapa a um novo perigo. LXVIII. Ele se oculta num pântano. LXIX. É proso. LXX. Ninguém ousa matá-lo. LXXI. É posto cm liberdade. LXXII Aporta na África. LXXIII. Sextílio ordena-lhe que se retire. LXXIV. Mário encontra-se com o filho. LXXV. Volta à Itália. LXXVI. Liga-se a Cina. LXXVII. Apodera-se do Janículo. LXXVIII. Morte de Otávio. LXXIX. Crueldades de Mário, após sua entrada em Roma. LXXX. Comuto é salvo pelos seus escravos. LXXXI. Morte de Marco Antônio, o orador. LXXXII. Morte de Catulo Lutácio. Horrores em Roma, LXXXIII. Mário é nomeado cônsul pela sétima vez. LXXXIV. Suas extremas inquietações. LXXXV. Mário adoece e morre. LXXXVI. Reflexões sobre a
ambição de Mário e seu apego à vida. LXXXVII. Exemplos contrários de Platão e de Antípatro. LXXXVIIL Reflexões sobre a maneira como os homens encaram sua fortuna. LXXXIX. Morte do filho de Mário.


17
jun

Resumo sobre a escravidão negra no Brasil

Pequeno resumo escolar sobre a escravidão negra no Brasil. Acompanha questionário.


21
abr

MAX WEBER E A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO – Julien Freund

MAX WEBER E A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO
Publicado no Caderno de Programas e Leituras Jornal da Tarde – O ESTADO DE S. PAULO 05/11/1983
Julien Freund
Desde a sua publicação, em 1904, A
Ética Protestante e o
Espírito do Capitalismo, de Max Weber, provocou enorme controvérsia, que ainda
não se [...]


14
abr

Norbert Elias e a sociedade dos indivíduos

Norbert Elias sociólogo alemão nasceu em Breslau em 22 de junho de 1897,
de família judaica, precisou quando Hitler se tornou chanceler da Alemanha
fugir e exilar-se na França em 1933, posteriormente estabeleceu-se na
Inglaterra onde passou grande parte de sua vida. Infelizmente seus trabalhos tiveram
reconhecimento tardiamente


27
set

Trabalho feminino – Crônica de Olavo Bilac

Trabalho feminino

 O
sábado, em que está sendo escrita esta crônica, arras ta-se aborrecido e
pesado, numa enxurrada de lama, sob o açoite frio dos aguaceiros, cheio de uma
melancolia que nada pode dissipar. Oh! estes dias de chuva! Deus sabe quanto
suicídio tem por causa a sua fúnebre tristeza…

Deixando
cair o livro que lia, o cronista levantou-se, abriu a janela, [...]


10
fev

Grupo Krisis – Manifesto contra o Trabalho

Grupo Krisis – Manifesto contra
o Trabalho
Tradução
de Heinz Dieter Heidemann com colaboração de Cláudio
Roberto Duarte – Publicado nos Cadernos do Labur – nº 2 (Laboratório
de Geografia Urbana/Departamento de Geografia/Universidade de São
Paulo. Contatos: Krisis na internet – www.magnet.at/krisis ; e-mail: ntrenkle@aol.com
; Grupo Krisis-Labur-São Paulo: labur@edu.usp.br


20
jan

Ervas Medicinais – Espaço Urbano de uma Ciência Popular

Ervas Medicinais
– Espaço Urbano de uma Ciência Popular

Ida Duclós
Originalmente apresentado para a FFLCH/USP
Minha pesquisa sobre o uso popular de plantas medicinais, na cidade de São Paulo, foi feita em quatro locais: duas
casas de comércio que vendem produtos naturais, uma especializada no comércio
de chás e numa feira, com um erveiro
ambulante. Conversei com as pessoas que [...]


20
jan

AUTORITARISMO E DEMOCRACIA NO BRASIL ATUAL – CARA OU COROA: SOCIEDADE CIVIL E ESTADO

CARA OU COROA: SOCIEDADE CIVIL E
ESTADO
Ida Duclós
Originalmente apresentado na FFLCH/USP –

O conceito de sociedade civil tem se modificado conforme o contexto histórico
de cada época. Sua posição muda de lugar, pode ser peão ou rei, explicitar ou
[...]


06
out

Montaigne – Dos Canibais

DOS CANIBAISMichel de Montaigne (1533-1592)
Capítulo XXXI do Livro 1 dos Ensaios
Tradução de J. Brito Broca e Wilson LousadaFonte: Clássicos Jackson

Quando o rei Pirro passou à Itália depois de ter reconhecido a organização do exército com que os Romanos iam defrontar o seu: “Não sei, disse, que género de bárbaros são estes [...]


03
out

Marcuse e o fim da sociedade do trabalho

Marcuse e o fim da sociedade do trabalho
Michel Aires de Souzahttp://filosofonet.wordpress.com/

Marx, Weber e Durkhein conceberam o conceito de trabalho como a peça fundamental de seus pensamentos. Contudo, em nossa atualidade, o trabalho já não é mais o principal fator que organiza a sociedade. Os sociólogos de hoje consideram outros fatores [...]


01
mai

AS UNIVERSIDADES – História da Filosofia na Idade Média

HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA

Johannes HIRSCHBERGER

Fonte: Ed. Herder

Trad. Alexandre CorreiaÍndice
Prolegômenos
Filosofia Patrística

O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga
Os Começos da Filosofia Patrística
Agostinho: O Mestre do Ocidente [...]


27
nov

Psicologia, o sujeito psicológico – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet

TERCEIRA   PARTE
O SUJEITO PSICOLÓGICO
152 Até agora, temos estudado apenas
fenômenos, propriedades, qualidades ou atividades diversas. Devemos agora
considerar o su­jeito destes fenômenos psicológicos. Porque é evidente
que todos eles supõem um sujeito, de que procedem, [...]


25
nov

Vida de Frederico Nietzsche, Daniel Halévy / 1

VIDA DE FREDERICO
NIETZSCHE
Autor: Daniel Halévy

Tradutor: Jerônimo Monteiro
Extraído da edição da Editora Assunção ltda.
Coleção Perfis Literários
 

 O livro foi dividido em 7 páginas

Cap. 1 – OS ANOS DE
INFÂNCIA
Cap. 2 – OS ANOS DA
JUVENTUDE
Cap. 3 – FREDERICO [...]


23
out

Sobre o ensaio Do Pedantismo de Michel de Montaigne

Sobre o ensaio “Pedantismo”, de Montaigne (*)
por Marcelo Penna Kagaya
marcelo_penna@hotmail.com
Merleau-Ponty define um clássico como sendo “aquele que ainda nos dá o que pensar”. Montaigne, talvez, seja um desses clássicos que nos fazem refletir sobre muitas coisas, dentre as quais, os fundamentos de nossa pedagogia contemporânea. Em “Pedantismo” (texto integrante [...]


05
fev

Libertação pelo trabalho: reflexões sobre o pensamento marcuseano

     Libertação pelo

trabalho: reflexões sobre o pensamento marcuseano

Josiane MAGALHÃES 1

Introdução

   A discussão sobre relações de trabalho

sob a nova configuração mundial possui uma gama de reflexões

partindo dos mais variados pontos de vista. Este [...]


30
jul

Comentários sobre o §289 de Para Além de Bem e Mal, de Friedrich Nietzsche

Comentário acerca do §289

de Para Além de Bem e Mal, de Friedrich Nietzsche.

por Miguel Duclós

Trabalho originalmente apresentado

para a Cadeira de Filosofia Contemporânea I, FFLCH USP, 1º semestre

de 2001.

O §289 diz o seguinte:

   "Ouve-se sempre nos escritos de um ermitão [...]


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