A MULA-SEM-CABEÇA – História da Lenda do Folclore

A MULA-SEM-CABEÇA – História da Lenda do Folclore

A MULA SEM CABEÇA

A MULA SEM CABEÇA

A Mula-sem-cabeça, Burrinha-de-padre ou simplesmente Burrinha, é o castigo tremendo da concubina do padre católico.

Na noite de quinta para sexta-feira muda-se numa mula, alentada e veloz, correndo com espantosa rapidez, até o terceiro cantar do galo.

Seus cascos afiados dão coices que ferem como navalhadas. Homens ou animais que encontra na dianteira de sua carreira furiosa, despedaça às patadas. Ouvem, de longe, o estridor do galope fantástico e as dentadas terríveis com que remorde o freio de ferro que leva na boca espumante e orlada de sangue.

Pela madrugada, exausta, recolhe-se, cheia de nódoas das pancadas. Volta à forma humana e recomeça o fadário na outra noite fatídica.

Para que a manceba do Padre não vire Burrinha é preciso que êste não esqueça nunca de amaldiçoá-la, antes de celebrar a santa missa.

Para desencantá-la é necessário ter-se a suprema coragem de enfrentá-la e tirar-lhe destramente ò freio de ferro.

Os detalhes variam. E’ uma mula que não tem cabeça mas relincha. E’ um animal quase negro, com uma cruz de cabelos brancos. Tem olhos de fogo. Tem um facho luminoso na ponta da cauda. Geme como uma criatura humana. Não geme, relincha e ao terminar, geme como se morresse de dor.

Alceu Maynard de Araujo — Documentário Folclórico Paulisla — 1952, pags 124 e 125 Luis da Câmara Cascudo: Geografia dos Mitos p. 216. Daniel Gouveia! – Folclore Brasileiro, Rio de Janeiro, 1926, p. 46-47; Manuel Ambrósio – Brasil Interior, Editado em São Paulo, 1934 — Folcloro das Margens do São Francisco, Januária, Minas, 1912.

Fonte: Estórias e Lendas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Tomo I. Seleção de Alceu Maynard Araújo e Vasco José Taborda. Desenhos de J. Lanzelotti. Ed. Literat. 1962

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