Carta de Napoleão a Josefina

Carta de Napoleão a Josefina Tradução de Miguel Duclós para o Consciencia.org. (texto-fonte). Nice, le 10 germinal Eu não posso passar um dia sequer sem amá-la, eu não posso passar uma noite sem segurá-la em meus braços. Eu não posso tomar um copo de chá sem amaldiçoar a glória e a ambição que me mantém … Ler maisCarta de Napoleão a Josefina

AS GUERRAS MERCANTIS

AS GUERRAS    MERCANTIS    Dr. Aluísio Telles de Meirelles. Fonte: Manual do Executivo. Novo Brasil editora brasileira.  A HOLANDA, a Inglaterra e a França sustentaram durante os séculos XVII e XVIII grandes lutas pelo predomínio do mar e das rotas mercantis. Os holandeses procuraram sempre e em interesse próprio, manter sob sua autoridade, os caminhos … Ler maisAS GUERRAS MERCANTIS

Moreira da Maia

Oliveira Lima Moreira da Maia Não sei se Moreira da Maia pertence administrativamente a um concelho do Minho ou do Douro: sei que fica a uns 15 quilômetros de Vila do Conde e que são 10 quilômetros mais para o Porto, por uma estrada dantes ótima como eram todas as estradas de rodagem portuguesas e … Ler maisMoreira da Maia

NAPOLEÃO E A INDEPENDÊNCIA DO NOVO MUNDO

Oliveira Lima NAPOLEÃO E A INDEPENDÊNCIA DO NOVO MUNDO De uma extremidade a outra da Europa, recordações de todo gênero evocam o nome, para uns glorioso, para outros maldito, do grande Imperador. Achamo-lo presente em toda a parte como acontece com os vestígios do domínio romano, que se estende dos areais ardentes d’África às regiões … Ler maisNAPOLEÃO E A INDEPENDÊNCIA DO NOVO MUNDO

imperialismos

IMPERIALISMOS Oliveira Lima Com a eliminação ou eclipse do militarismo alemão, ficaram ainda cinco militarismos a rivalizarem no mundo, o que é bastante para este se entreter. São êlcs o francês, o inglês, o italiano, o japonês e o americano. Os dois últimos insistem em que se confinam a seus respectivos continentes: se houver necessidade … Ler maisimperialismos

PELO TIROL – Os Castelos Reais

PELO TIROL Oliveira Lima II Os Castelos Reais A dinastia dos Wittelbalbach primou sempre no gosto pela edificação: assim sobretudo* se há manifestado seu gosto artístico. A formosa cidade que é Munique foi obra dos soberanos bávaros. O Rei Luís I, especialmente, o que sucedeu ao protegido de Napoleão, transformado de duque eleitor em monarca, … Ler maisPELO TIROL – Os Castelos Reais

THOMAZ DE AQUINO E CASTRO e A FASE PATRIÓTICA DA POESIA

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) THOMAZ DE AQUINO E CASTRO Nasceu na cidade de S. Paulo, a 20 de janeiro de 1798, e faleceu em viagem … Ler maisTHOMAZ DE AQUINO E CASTRO e A FASE PATRIÓTICA DA POESIA

O PREPARO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – Artur Mota

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7.

História da Literatura Brasileira
TOMO I. vol 3.

 

Artur Mota ( Arthur Motta) (1879 – 1936)

CAPÍTULO I

O PREPARO DA INDEPENDÊNCIA

Afigura-se a quem lê as páginas da história do Brasil, que a proclamação da independência da colônia lusitana na América tivesse sido uma conseqüência exclusiva dos erros políticos e econômicos de vários governos de Portugal, principalmente no reinado de D. João VI. Acode-nos à mente, quando acompanhamos as explicações e o exame das causas do fenômeno social que determinou a emancipação do nosso país, a imagem de um fruto amadurecido em uma árvore anosa, comprometida por várias lesões, provenientes de vícios de constituição orgânica e devidas a acidentes de natureza extrínseca. Sobreveio uma rajada impetuosa e o fruto tombou, porque apresentava maturidade perfeita, a árvore estava comprometida por uma moléstia qualquer e o esforço externo precipitou-lhe a queda.

GONÇALVES DE MAGALHÃES – biografia e poesias selecionadas

Antologia Nacional de Escritores

Parte 2 – Poetas

Poetas Brasileiros.

CAPÍTULO 1

FASE CONTEMPORÂNEA
(Séculos XX e XIX, depois de 1820)

POETAS BRASILEIROS

DOMINGOS JOSÉ GONÇALVES DE MAGALHÃES, Visconde de Araguaia, (1811-1882), desempenhou no movimento romântico do Brasil o mesmo papel que em Portugal coube a Garrett.

História da França – Casa de Valois – História Universal

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

Césare Cantu – História Universal

CAPÍTULO XXIII

A França. — Os Valois

Luís XI tinha, durante toda a sua vida, posto em ação a habilidade e a perfídia para tirar à nobreza seus privilégios e franquias, a fim de fortalecer outro tanto o poder real. Por sua morte, os Estados reunidos em Tours (1484) fizeram ouvir altamente queixas que o terror tinha abafado até ali. O clero reclamou as liberdades galicanas, aniquiladas pela aprovação da pragmática; a nobreza quis que se lhe restituíssem as jurisdições abolidas, a guarda das fortalezas e da fronteira, a caça nos bosques reais. O terceiro Estado fêz ouvir também a sua débil voz para pedir que a venalidade dos cargos fosse suprimida e o cumul (1) abolido, que os juízes fossem inamovíveis, e que nenhum imposto (Luís XI tinha-os triplicado) fosse lançado sem o consenso dos Estados.

(1) Um acidente do mesmo gênero aconteceu em 1681 a Maria Luísa de Orléans, mulher de Carlos II. Ela caiu do cavalo, e tendo-se-lhe prendido o pé no estribo, era arrastada pelo pátio e em perigo de vida, sem que pessoa alguma ousasse pôr a mão no corpo sagrado de uma rainha. Felizmente dois gentis-homens preferiram a sua salvação à etiqueta; correram a parar o cavalo, e livraram-na. Porém apressaram-se a fugir para escapar à pena capital, que não deixaria por isso de os alcançar se a rainha não tivesse implorado o seu perdão.

O Século XIX – História da Arte

Pierre du Columbier – História da Arte – Cap. 13 – O Século XIX

Tradução de Fernando Pamplona. Fonte: Editora Tavares Martins, Porto, Portugal, 1947.

O meio romano

 UM observador houvera podido conjecturar, em meados do século XVIII, que a Itália,e particularmente Roma iam retomar a direcção das artes, que lhes pertencera durante tanto tempo, e que a opinião geral estava inteiramente disposta a atribuir-lhes de novo. Reinava, com efeito, nessa cidade um estado de espírito que lembra, guardadas as devidas proporções, o do século xvi. De novo se descobria o antigo. Esta fermentação é por vezes relacionada com as escavações recentemente executadas em Pompeia e Herculano. Elas não lhe são estranhas e concebe-se o choque que produziu a vida íntima da Antiguidade de súbito revelada à luz do dia; no entanto, este género de explicação é demasiado fácil, assim como os achados arqueológicos feitos três séculos atrás não bastavam para justificar a Renascença. Trata-se antes de um episódio desseeterno movimento pendular que faz com que a um período de frivolidade suceda um período severo, a um período de liberdade um período de disciplina. A reacção contra o barroco tinha de vir: agarrou-se ela á antiguidade romana e etrusca, visto que a antiguidade grega continuava a ser quase por completo ignorada.

A INVEJA – Capítulo V de O Homem Medíocre de Ingenieros

O Homem Medíocre (1913)

José Ingenieros (1877-1925)

Capítulo V – A INVEJA

I. a paixão nos medíocres. —II. psicologia dos invejosos. — III. os roedores da glória. — IV. uma cena dantesca: o seu castigo.

I — A paixão nos mediocres

A inveja é uma adoração que as sombras sentem pelos homens, que a mediocridade sente pelo mérito. É o rubor da face sonoramente esbofeteada pela gloria alheia. É a grilheta que os fracassados arrastam. É o áloc que os impotentes mastigam. É um humor veneno-no que se expele das feridas abertas pelo desengano da própria insignificância.

Por suas forças caudinas passam, cedo ou tarde, os que vivem como escravos da vaidade; desfilam, lívidos de angústia, trovos envergonhados da sua própria tristeza, sem suspeitarem que o seu ladrar envolve uma con sagração inequívoca do mérito alheio. A inextinguível hostilidade dos néscios sempre foi o pedestal de um mo numento.

É a mais ignóbil das torpes cicatrizes que afetam os carácteres vulgares. Aquele que inveja, rebaixa-se, sem o saber; confessa-se subalterno; esta paixão é o estig ma psicológico de uma humilhante inferioridade, senti da reconhecida.

Não basta ser inferior para invejar, pois todo ho mem o é de alguém, num sentido ou noutro; é necessá rio sofrer em conseqüência do bem alheio, da felicidade alheia, de qualquer enaltecimento alheio. Nesse sofrimento está o núcleo moral da inveja; morde o coração, como um ácido; carcome-o, como polilha; corrói, como a ferrugem, ao metal.

OS VALORES MORAIS | O Homem medíocre, de José Ingenieros

Capítulo III – OS VALORES MORAIS

I. a moral de tartufo. — II. O homem honesto. — III. os transfugas da honestidade. — IV. função social da virtude. — V. a pequena virtude e o talento moral. — VI. o gênio moral: a santidade.

I — A moral de Tartufo

A hipocrisia é a arte de amordaçar a dignidade; ela faz emudecer os escrúpulos nos espíritos incapazes de resistir à tentação do mal. É falta de virtude para renunciar a éste, e de coragem para assumir a sua responsabilidade. É o guano que fecunda os temperamentos vulgares, permitindo-lhes prosperar na mentira: como essas árvores cuja ramagem é mais frondosa, quando crescem nas imediações dos lodaçais.

Gela, por onde ela passa, todo nobre germe de ideal: é o evento rijo e frio que destrói o entusiasmo. Os homens rebaixados pela hipocrisia vivem sem sonho, ocultando suas intenções, disfarçando seus sentimentos, dando saltos como uma fera; têm a íntima certeza, embora inconfessada, de que seus atos são indignos, vergonhosos, nocivos, arrufinados, irremissíveis. Por isso, sua moral é dissolvente: envolve sempre uma simulação.

Os hipócritas não são impelidos por fé alguma; não suspeitam o valor das crenças retilíneas. Esquivam a responsabilidade das suas ações, são audazes, na traição, e, tímidos, na lealdade. Conspiram, e agridem na sombra, espeçonhentas, e difamam com aveludada suavidade. Nunca ostentam um galardão inconfundível: cerram todas as frinchas do seu espírito, pelas quais poderia escapar-se, ou revelar-se, a sua personalidade nua, sem roupagem social da mentira.

É seu anelo simular as aptidões e qualidades que consideram vantajosas, para acentuar a sombra que projetam no seu cenário. Assim como os engenhos exíguos macaqueiam o talento intelectual, sobrecarregan-do-se de requintados artifícios, subterfúgios e defesas, os indivíduos de moralidade indecisa parodiam o talento moral, ouropelando de virtude a sua insípida honestidade. Ignoram o veredicto do próprio tribunal interior; aspiram o salvo-conduto outorgado pelos cúmplices dos seus prejuízos convencionais.

Processo da Independência do Brasil

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Transmigração da Família Real e Regência do Príncipe D. João

As idéias dos enciclopedistas1 franceses espalhavam-se pelo mundo, pregando reformas que abalaram a estrutura político-social então vigente.

A convocação dos Estados Gerais por Luís XVI era uma vitória do povo e sua repercussão foi grande o que não impediu a Revolução Francesa e a guilhotina que fêz rolar cabeças de soberanos, nobres e, por fim, dos próprios revolucionários.

Diante da ameaça francesa, o mundo arma-se contra a França e esta sente que terá que enfrentar o mundo. Cessado o período do terror, a velha terra gaulesa não teve o desejado sossego e, por isso, sentiu necessidade de um homem forte, capaz de lhe dar ordem interna e enfrentar a ameaça externa.

Esse homem foi Napoleão Bonaparte.

Não tardou a Europa a sentir o peso dos seus exércitos. Só a Inglaterra, por ser uma ilha e possuir forte esquadra, pôde ficar livre das tropas do corso.

NAPOLEÃO E MARIA LUÍSA

Depois de fundado o seu Império, no pináculo da glória, uma só ideia
martelava o cérebro de Bonaparte: deixar um herdeiro ao trono. Fixar num filho,
no sangue do seu sangue, aquela opulenta casa reinante que ele criara com a sua
espada. Josefina, porém, era estéril. Daí, dessa razão política, nasceu a idéia
do divórcio. Verdade que já tempos antes, ao voltar da Itália, depois das
facilidades românticas de Josefina com o pequenino Hipolite Charles, o galante
oficial dos hussardos, Napoleão pensou carrancudamente em separar-se da mulher.
Mas a ideia não passou de ímpeto de momento, sem consequência. Napoleão
perdoou… E começaram, ambos, o corso e a
"créole", a viver uma vida conjugal remansada, sem arrepios. No
entanto, ao voltar do Egito, de novo encontrou Bonaparte rumores venenosos em
torno das saias da Beauharnais. Verdadeiros? Mentirosos? Ninguém o diz com
exatidão. Mas a partir desse instante, diz Miot de Melíto,
"on commença a parler clairement du divorce et àmarier Bonaparte à
diverses princesses". O próprio Luciano Bonaparte, nas suas
"Memórias" conta as "demarches" que fez nessa época, em
Espanha, para casar o irmão com a
infanta Isabel. Mas tudo isso
não passou de palavras.

Hegel: Unificação de Ontologia e Lógica

Hegel: Unificação de Ontologia e Lógica Miguel Duclós Trabalho originalmente apresentado para o CFH-UFSC (2007) 1.     Kant e o “fim” da metafísica. Como é sabido, o sistema de Kant deixou uma tarefa intrincada para a posteridade ao reconceituar a metafísica na dissecação detalhada da razão humana que empreendeu, gerando uma revolução divisora de águas na … Ler maisHegel: Unificação de Ontologia e Lógica