ago 171997
 


David Hume

David Hume Portrait
David Hume (1711-1776) nasceu em Edimburgo, Escócia, no dia sete de maio. Seu pai era um fidalgo da aldeia de Chirnside, onde tinha um sítio chamado Ninewells. Lá Hume passou a infância. Aos três anos perdeu o pai. Aos doze anos foi para Edimburgo junto com o irmão para estudar. Desde cedo gostou dos clássicos e adquiriu uma sólida formação cultural. Manifesta gosto pela filosofia.  Mas seus familiares queriam que ele estudasse advocacia. Ele entra na faculdade de jurisprudência, mas a abandona em 1726. Foi ler Cícero, Virgílio e Horácio. Desde os quinze anos tinha idéias para seu livro, o Tratado da natureza humana, que iria dar origem mais tarde à  Investigação sobre o entendimento humano. O tratado é considerado por muitos a sua melhor obra, apesar de ele ser muito jovem quando a escreveu. Em 1729, instigado por um insight que tivera sobre a nova ciência da natureza humana, mergulhou ainda mais nos estudos.

Hume namorou Anne Galbrath, que queria sua paternidade para um filho. Ela era casada. Hume sofre então de saúde, também porque estudava muito. Só se recuperou depois de um tratamento. Querendo correr o mundo aceitou o emprego de mercador, mas foi só até a França. Lá viveu três anos, adquirindo cultura, isolado. Em 1739 publica o Tratado sobre a natureza humana, depois de uma revisão feita para não chocar a filosofia oficial. Mas mesmo assim suas críticas à  metafísica tradicional eram contudentes. O livro não teve repercussão. Decepcionado, vai para Ninewells, e se relaciona com Adam Smith. O terceiro volume do tratado só é publicado em 1740. Em 1741, Hume publica os Ensaios , politícos e literários.  A obra é bem recebida, mas a repercussão não satisfaz a ambição de Hume. Candidata-se ao cargo de professor de ética na universidade de Edimburgo mas não é aceito, acusado de ateísmo e .

Em 1745, virou preceptor do marquês de Amandale. Em 1746 tornou-se secretário do general Saint-Clair, participa então de uma expedição à  França e uma missão diplomática em Viena e Turim. Em 1748 é publicado a Investigação sobre o entendimento humano. Em 1751 surge os Diálogos sobre a religião natural, que só é publicado postumamente. Entre 1754 e 1762 publica a enorme História da Inglaterra. Enfim ele adquire fama e notoriedade como escritor. É assediado pelas mulheres, apesar de não ter boa aparência. Mas também tem critícos, entre eles os religiosos. Faz então várias amizades, como a com D’alembert (1727-1783), para quem deixa uma herança, e com o filósofo Helvetius (1715-1771). Em 1766, Hume volta à Inglaterra, junto com Rousseau. Hume lhe oferece proteção. Mas Rousseau tinha mania de perseguição, e acusa Hume de liderar um complô contra a sua pessoa. Acaba-se então a . Hume escreve uma autobiografia, publicada após sua morte.

David Hume é o filósofo bretão mais importante do século . Ele é um empirista, e tira de Locke o sentido das representações, dividindo-as em representações dos sentidos e de auto percepção. As representações são póstumas às sensações. As impressões são sensações. A percepção pura, o sentir, o primeiro contato com o mundo – como uma criança o tem antes de se envolver em reflexões e desenvolver a mente, tudo isso são impressões. Mais tarde, através da representação,o sujeito forma a idéia. A idéia é um reflexo da impressão, uma cópia pálida, até uma deturpação da percepção bruta. Um exemplo de impressão é uma noção simples como perceber a tristeza. Um exemplo de idéia seria um anjo. Através das impressões criamos imagens (vale dizer quimeras) que não existem no mundo material. Para se chegar na imagem de um anjo tenho que compô-la.

A essa teoria de Hume dá-se o nome de psicológico, cuja consequência é o lógico. Uma palavra só é significativa se tem um correspondente no mundo. No uso nominal, precisamos da base empírica. Um triângulo, por exemplo é um nome que designa toda espécie de triângulos. Hume critica os livros filosóficos, complicados e aborrecidos, com as suas fórmulas sem a base no real. Dessa natureza são as conclusões metafísicas. A noção de substância, por exemplo não provém dos sentidos. E referindo-se à esses livros fala Hume: “Atira-o então ao fogo”.

Todas as idéias válidas tem fundamento na impressão. A abstração não existe. A base do conhecimento são as impressões e relações entre  as idéias, como as associações. Todas as impressões são inatas. Por inatismo Hume considera tudo que é original, e não uma cópia. Assim, as idéias não são inatas e Hume refuta o inatismo clássico, como Locke. As verdades dos princípios matemáticos são irrefutáveis. As deduções lógicas existem por demonstração.

O infinitamente pequeno não tem sentido, pois depende do ponto de vista, e quando este muda, o antigo desaparece.

Os objetos da razão podem ser dividos em relações de idéias e questões de  fatos. Ao primeiro grupo pertence as verdades matemáticas. Um triângulo terá em seus ângulos internos sempre a soma de dois retos, ou terá sempre três ângulos porque as coisas são assim por definição. No conceito de triângulo já está envolta esta definição. Ou seja, a relação de idéias remete apenas à própria razão humana que definem as relações de Idéias de um certo modo, e neste mundo, mesmo que não seja possível haver triângulos no mundo, ele será o que o que o homem definiu, pois é assim por convenção.

As conclusões de Hume tem valor assertório (assim é) e não apodítico (assim tem que ser). Essas conclusões tem uma validade universal, nasce comparando-se idéias, mas essas não são efetivas, só os objetos pensados tem efetividade.

O empirismo cético de Hume procede da filosofia de Berkeley e Locke. Como eles, Hume também critica o conceito de substância. Mas enquanto Berkeley criticava apenas a substância material , Hume ataca também a espiritual. Ele avança sobre a teoria de Berkeley. Refuta o de Descartes. O Eu de Hume não é simples e fixo, mas um feixe de sensações, de conteúdos da consciência, que estão em fluxo constante e se sucedem rapidamente. A consciência trabalha com uma soma de instantes. O eu só funciona quando temos um ato de presença, de acordo com esse feixe. Quando se morre, o eu se anula.

Essa teoria de fluxo do eu, desenvolvida por Hume pode ser associada com o budismo, que considera a vida uma sucessão de processos físicos e mentais que modificam o ser a cada dia. Também podemos traçar paralelos com o devir de Heráclito. Hume chamou a atenção para o poder fixador da consciência dos hábitos. E mais tarde, o místico Carlos Castaneda fez uma distinção parecida, dividindo a percepção em habitual ou extraordinária.

Hume atribui a origem da representação do eu à imaginação. Existem três princípios de associação das representações: contiguidade espacial e temporal, a de semelhança e a de . Hume argumentou contra a certeza que se tem do próprio eu e se posicionou contra a certeza que o eu sobreviva à própria morte.

Hume demonstra que não podemos ter certeza de nenhuma teoria a respeito da realidade.

A critica do princípio de causalidade de Hume é famosa. Kant a aceitou. Aliás, Kant disse, nos Prolegómenos a toda metafísica futura, que D. Hume lhe despertou do seu sono dogmático. Ao ouvirmos uma voz, supomos que ela tem dono. É a relação causa e efeito. Na primeira vez que isso acontece associamos a voz ao dono. Posteriormente usamos essa associação em qualquer experiência semelhante. Assim, estão ligados a causalidade e a indução. Existe uma associação entre o anterior e o posterior. Como no tempo um fenômeno se sucede a outro, pode se concluir que eles estão ligados. Hume diz que essa ligação não provém da razão. O fato de esperarmos certos efeitos de alguns fenômenos, seja por hábito ou por observação demonstrativa, faz com que vejamos a natureza de determinada maneira. Para garantir sua sobreviência, o homem coloca ordem nas coisas. Dá preferência ao útil. A base das ciências naturais para Hume é irracional. A natureza sobrepõe-se à razão. Ser filósofo, na consequência final, é renunciar ao racionalismo. O princípo causal tem origem na experiência. Temos a mente formatada pelo costume e experiência. Aceitamos uma coisa como natural, mas se fosse de outra maneira, aceitaríamos da mesma forma, como por exemplo controlar a força que dá vida e faz com que cada ser perceba de um jeito. Se isso fosse natural, todos aceitariam como lei da natureza. As leis da natureza surgem assim.

Mas Hume admite a existência objetiva dos efeitos da natureza. Mesmo um cético tem que aceitar a existência de um corpo. Mas as verdades das leis da natureza são apenas as mais prováveis de acontecer. A causalidade não é objetiva, pois nem sempre as mesmas causas produzem o mesmos efeitos. A certeza deve ser substituída pela probabilidade. A expectatica que um evento ocorra é humano, não está na coisa em si.

Hume não acreditava em milagres porque nunca havia visto um. Mas também não dizia que eles não existiam. A origem da religião é o sentimento, assim como a da moral. É temperando o lado prático, sentimento, temor e esperança, que criamos a fé e os deuses. Moralmente aceitos, os princípios céticos são os mais úteis e agradávis para a maioria. As verdades morais não são eternas. Hume coloca questão do que é o bem para o homem . Sua tem um tom altruístico.

Em algumas passagens Hume fala do Ser supremo, bondoso , justo e severo, senhor da mãe natureza. Apesar de seu não era ateu, como muitos dizem.

Fichamento do livro Ensaios Morais, Políticos e literários

Num dos Ensaios Morais, políticos e literários, O Epicurista, mr. D. Hume fala que o homem aspira à perfeição da natureza com a arte, que a inspira. Ele critica a felicidade artificial, forçada, contrapondo a ela o delito dos sentidos. Alguns chamam Hume de sensualista. Ele citica os sábios, o caminho da felicidade vem de dentro, não de teorias. É nesse caminho que atingimos o prazer. O prazer é irmão da virtude, e ele traz junto consigo os amigos do narrador. E com os amigos a descontração vem. Outro personagem é a sorridente Inocência. A linguagem é jovial, para a frente, enaltece o arrebatamento. É a relação com os epicuristas, e sua doutrina de prazer.

No ensaio seguinte, O Estóico, Hume continua louvando a natureza, essa benevolente mãe de todos. Contrapõe a civilidade à bárbarie, dizendo que devemos apurar nosso gosto pelas artes. A natureza foi gentil com os humanos, pois ele é superior aos animais, mas ele deve buscar a civilidade através da educação, e a competência. Um bom prazer é do trabalho honesto. A indolência gera cansaço. Devemos apefeiçoar o espírito e refletir. Quando acharmos regras para nossa conduta, seremos filósofos, quando aplicarmos elas na prática, seremos sábios.

No Ensaio O Platônico, Hume fala da diversidade dos gostos humanos. Evoca uma bonita imagem, dizendo que os humanos são regatos que tiveram origem no Oceano, Deus, e para lá querem voltar. Fala da contemplação dos filósofos, que deve se voltar para a perfeição e beleza do universo. Os obstáculos para isso estão nas pessoas, entre eles a brevidade da vida.

No ensaio O cético, Hume fala que não podemos recorrer às fórmulas filosóficas para o prazer, sendo infinita a gama de variações das perspectivas humanas. Sendo assim, o único princípio certo da filosofia é que as coisas em si não tem as qualidades que os humanos lhes propõe. Hume volta a falar que é uma impressão de cada um essas qualidades. A paixão é o que atribui valor  aos objetos e aos seres. O homem experimenta um deleite ao observar os objetos tomados em si, que traz um sentimento, levando-o a classificar o objeto como bonito ou feio, desejável ou odiável. Os homes são iguais , e toda diferença entre eles reside na paixão ou fruição.

Hume lamenta o fato de muitos terem aspereza de espírito. A filosofia corrige isso. Apesar de ser para poucos, leva ao prazer.

O mal deriva da ordem do universo, que apesar de ser perfeito, engloba-o. Devemos, para escapar ter na vista as misérias e infortúnios da natureza, nos prevenir, e conhecer os males.

No Ensaio Da Origem do Governo, Hume fala que na sociedade tradicional, uma pessoa nascida em família tem que conservar essa sociedade. Isso é necessário para a distribuição da justiça, que é o principal motivo da existência do governo.

A natureza humana tem seu lado maligno, que vai contra a justiça, sendo necessário a paz e a ordem para conservar a sociedade. Por causa desse lado do homem, é preciso criar encargos para garantir a obediência, um dever.

Os homens do governo tem de ter em si valores que sirvam de exemplo. Uma vez garantida a obediência, através dos hábitos, os homens aprendem a aceitar sem questionar. O governo tem uma origem acidental, como por exemplo a liderança numa guerra. Em todo o governo existe o conflito entra autoridade e liberdade. Esse conflito resulta numa ordem mediana entre os dois, que nunca podem ser absolutos.

No ensaio Do contrato Original, Hume defende a origem divina do governo, dizendo que esse é necessário para a raça humana e foi desejado pelo Ser bondoso e Onisciente. O contrato original nasce do consenso entre um povo. Hume diz que o vigor dos membros e a coragem são a força natural de um homem. A obediência, depois de ser consolidade através de gerações, é aceita como natural. A autoridade estabelecida surge de um ato de razão.

Um chefe impede a comunicação e o lazer e se mantém por causa da ignorância do povo. Assim foram fundados os governos, baseados no contrato original. Hume fala que a disposição política das terras está em constante mudança, através da violência. E pergunta: Onde está o acordo mútuo? Então ele analisa as eleições. Hume fala que em Atenas ocorreu a maior democracia e  entanto, o voto era limitado. Hume defende a idéia de que o governo não tem origem no consenso popular, como havia dado a entender, mas esse consenso nasce da força. A utopia da justiça é impossível pela natureza humana. O fluxo da vida torna necessário uma passagem de valores hereditariamente.

Há duas espécies de deveres morais. Na primeira, o que determina é o instinto, a propensão natural, como o amor pelas crianças. A segunda espécie não se origina por instinto. Elas derivam da obrigação, são necessárias para termos a sociedade. O sentido da justiça e a lealdade derivam da segunda espécie.

Depois de refutar as origens filosóficas e religiosas do governo como consenso popular, Hume investiga o porquê da submissão no Ensaio Da Obediência Passiva. A justiça deve ter utilidade pública. A lei deve buscar a segurança do povo. Hume critca a chamando esse partido de arrogante. Ele analisa a política da sua época, mas mantém a imparcialidade. Hume defende o direito de resistência á tirania.

No Ensaio Dos primeiros princípos do governo, Hume fala que é motivo de admiração fato de muitos abdicarem de seus sentimentos em favor de poucos. A opinião pode ser de interesse ou de direito. A opinião de interesse deriva do benefício do governo..

O direito pode ser ao poder e a propriedade (lembre-se que Locke defendeu o direito à propriedade como natural). O direito ao poder predomina. Essas opiniões são importantes para o governo, mas o interesse pessoal, o medo e a afeição pode limitá-las.

No Ensaio Da Sucessão protestante, Hume analisa a sucessão hereditária, citando alguns políticos ingleses da sua época. Diz que a monarquia protege o povo e mantém a liberdade. Em ensaios anteriores , seu parecer a monarquia não era favorável.

Os governos absolutos dependem da sua administração . Hume fala que se pode dizer que o governo hereditário dos princípes , uma nobreza sem vassalos e um povo escolhendo seus representantes são a melhor coisa da monarquia , aristocracia e democracia. Mas questiona se as fórmulas gerais da política podem ser efetivas. no Ensaio Que a política pode ser transforamada em ciência. Hume comenta Maquiavel, dizendo que parte de sua teoria tem base falsa. Uma constituição pode ser considerada boa se fornece remédio contra a má administração.

No Ensaio Da liberdade Civil, Hume fala que as pessoas livres de preconceitos, se dedicam a questões partidárias e poltícas, contribuem para a utilidade pública. Mas todos são demasiados jovens e não há fórmula aceitável. Hume fala de Maquiavel, diz que ele era um gênio, mas que as experiências posteriores refutaram suas teorias .

Hume identifica a mudança que se dá no Estado devido ao poder da instituição. É quando se passa de um governo de homens para um governo de leis.

Hume gostava do filosófo pré socrático Xenofonte, e busca nele informações históricas diversas vezes.

No Ensaio Idéia de uma República Perfeita, Hume coloca a problemática de que não é fácil mudar um governo, mesmo que seja para melhor. Ele fala das teoóricos que fizeram planos imaginários de governo, como Thomas More e Platão.

Hume esboça um sistema de governo com o senado, o condado e representantes. Ele fala dos poderes Executivo e Legilativo, necessários para o equilíbrio.

Hume coloca que o espírito humano se contenta, acha natural, a unanimidade de opiniões e fica perturbado com as opiniões diferentes. Ele critica o clero pelo maior uso do poder, que levou à violência. Quando o cristianismo surgiu, a filosofia já estava adiantada. Os cristãos fizeram um sistema de opiniões especulativas e explicaçõesreligiosas que levam ao debate de fé e ao fanatismo. Hume fala que os padres são contra a liberdade.

David Hume mantém moderação entre as disputas que comenta: a dos partidos ingleses. Pretende ver cada ponto de vista e encontrar um meio termo. Ele fala dos Tudor e dos Stuart. A força do governo vem da prática.

No ensaio Da Superstição e do Entusiasmo, Hume fala que a supertição e o entusiasmo são exemplos falsos de religião. A pode alcançar um estado de espírito negativo, e criar objetos imaginários, atribuindo poderes a coisas inexistentes.

Outro tipo de estado de espírito leva ao entusiasmo. Nele, a imaginação flui. O mundo material, mortal , perde sua grandeza. O arrebatamento toma conta. Atribue-se a origem dele a Deus. Hume diz que a esperança, o orgulho, a presunção e a imaginação são a fonte do entusiasmo. Ele volta a criticar os padres, dizendo que estes se tornam tiranos.

No ensaio Da Origem e progresso das artes e ciências, Hume chama a atenção para a distinção que deve ser feita entre o que é ao acaso e o que provém da causa. O que depende de poucos vem do acaso e ao contrário vem das causas. Na história da arte e da ciência, deve se ter cautela para não confundir as causas, ou achar causas inexistentes.

A arte e a ciência surgem apenas em um governo livre. Um empregado nunca acharia seu patrão um herói. Estados vizinhos e independentes devem ser ligados pelo comércio e política. As críticas vem de outras nações, como os erros de Descartes e críticas a Newton vieram de países vizinhos, enquanto eram aceitos pelos seus conterrâneos. Hume defende mais uma vez a República, dizendo que é o melhor regime para o florescimento artístico e científico, ou seja a república é um Estado livre.

Hume fala que o homem é superior a mulher, mas a natureza proveu todas as espécies de amor entre os sexos, mesmo que seja por pouco tempo.

No ensaio Da eloquência, Hume coloca que certos sentimentos nascidos da vaidade são a o origem das disputas. Ele elogia os oradores gregos e romanos, como Demóstenes.

Nesses ensaios Hume defende um ponto, que a natureza humana tem seu lado maligno e que o preconceito destrói a capacidade de raciocínio, sendo a arrogância um defeito comum. Deus é o ser Supremo, deseja o bem. Então experimentamos as sensações puras. Na civilização tais sensações são pervertidas pelos defeitos que Hume cita. Esses defeitos comuns afastam Deus. Mas há homens com gosto delicado, e eles são superiores.



Comentários

Mais textos

Miguel Duclós

Profile photo of Miguel DuclósWebadmin do Consciência, formado em filosofia pela USP, aficionado eterno de internet.

  61 Comentários para “David Hume – biografia e pensamentos”

  1. me ajudou muito para meu trabalho de filosofia :)

  2. Tudo isso e bem intereçante

  3. nao gosto muito de filosofia mais a cada aula vou ficando enteressada na materia…e e por isso que resolvi pesquisar sobre ele!!!!

  4. Caramba, tem uma cambada de loco ai embaixo que eu rio bagarai auehuaheuaheuahuehua tá osso, hein?

  5. vcs nao podiam fazer um texto menor, mais resumido nao?

  6. adorei
    Ele nos ensina
    um pouco da filosofia
    e como interajirmos
    abertamente com nossas idéis filosóficas

  7. adorei esse site david hume mostra um pouco da sua história
    E introduzindo com um pouco da filosofia q nos leva a interajir relativamente entre os pensamentos filosóficos

  8. porfavor daria pra vc resumi a teoria de David hume prsiço pra estudo na escola ta difisiu enteder porfavor me ajuda

  9. muito boom adorooo!!!:)
    ok isso e so pra inteligents que intende de filosofia cm eu
    zuera

  10. Qual é a principal ideia de David Hume?
    Poruqe ele ficou tão conhecido?

  11. Desculpe-me, HUME viveu em pleno iluminismo, ele queria eiminar todos os conceitos obscuros e os raciocínios intrincados até entaão.

  12. Pelo pouco q sei sobre HUME, ele não veio antes do iluminismo?

  13. amei esse conteudo, hehehe
    amo filosofia, daqui 100 anos vcs vão ouvir fala di min!
    vou estar em todos os livros de filosfia
    huhuhuhuhuh
    ese trabalho me ajudo mtu

  14. QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS OBJECTIVOS DE hUME

  15. Vcs sao muitos puxa saco,
    to nem ai pra esse velho david hume.
    e quero que meu professor se lasque por que me mando pesquisar esse besta.

  16. Vamos tentar resumir esse texto,para ajudar aqueles que tem priquisa de ler.
    Tchau galera!

  17. quais sao as principais ideias de david hume? isso é horrivelo de axar na net! estou a milianos atras disso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    por favor ve se vc´s conseguem axar pq ta muito dificil!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  18. Como David Hume contribuiu para a filosofia do seu tempo?

  19. faça um resumo para mim entre vc e o descartes

  20. como vc se sente com tantas perguntas

  21. qual é a diferença sua com descartes

  22. Qual ideia basica de sua teoria e critica?
    Por favor me respondam, é pra um trabalho!

  23. olá,
    por favor me mande o pensamento de Hume sobre o Direito!!

    Desde ja agradeço!!!

    Obs: é urgente,o mais rápido possivel!! Para amanhão se possivel
    Obrigada.

  24. oi
    o que é o conhecimento para hume?

  25. gostaria de saber qual era a critica de Hume a John Locke!!

    obrigadaa

  26. quero saber qual era a critica de Hume a John Locke.

    obrigada

  27. oieee tudo bom??? espero que sim!!
    bommm, já que você perguntou, eu to com um pouco de dor de garganta mas, fora isso, ta tudo bom simm!! shuashua

    faz um resumo para mim, por favor!!??
    eu estpou precisando disso pra ontem!!!

    bjoss
    abraçoss

    bom diaa

    **e boa sorte**!!! uhasauhsauhsa

  28. David Hume foim um filósofo de seu tempo, assim como muitos dos pensadores iluministas, tinha o seu ponto de vista sobre a História, O Tempo, A Ciência, as Artes…deixa um legado, pelo seu empirismo cético, e muitas vezes ao se tratar de um “ser superior”, deixa muitas dúvidas, se era ateísta, agnóstico ou não…

  29. compare a descriçao de hume do aparato percptivo com a 1 topica de freud

  30. gostaria de saber tudo sobre a história da religião de Davis Hume.

  31. aFF eu naum entendi porra nenhuma auhsuahsuash
    mas vlws

  32. sou estudante de davi hume, queria receber informaçoes.

  33. Muito Bom….
    O texto cumpre seu papel, que acredito seja, introduzir os não formandos ou formados em Filosofia nas obras de Hume.

  34. muito bom
    gostei muito

  35. n cuti mto, tva procurando pra eskola e não axei nda :DD, mas vlw a intenção =D

  36. Agora, sim talvez possamos entender um pouco mais da ciência e pesquisa, pois o propósito desta, é oferecer um caminho seguro, á prova de erros.
    E ambos necessitam do senso comun para se tornar visível a qualquer parte da Humanidade!!!

    Att.

  37. Um bom resumo,gostei.
    att.

  38. qualquer texto sobre hume ,interessa me muito ,recentemente tomei conhecimento deste autor e pretendo fazer uma analise mais aprofundada
    henrique

  39. Teria como vcs me enviar a ciência de David hume e sobre o conhecimento

  40. Gostei muito do texto, é muito completo, bem interpretado explicativo, depois de lido não tenho nenhuma dúvida.

  41. david hume

  42. OLá entrei nesse site por que estava procurando a influência de alguns filósofos para o positivismo de Comte. São eles Aristóteles, Bacon, René Descartes, David Hume, Condorcet, e Diderot. Será que você poderia conseguir esse material para mim? ficaria muito grato. desde já obrigado.

  43. adorei o texto de Hume, muito bem elaborado.
    parabéns

  44. Todos os comentários são lidos a apreciados diariamente, porém só respondo quando tenho algo a dizer. No caso de comentários gerais sobre o site e sugestões pode-se usar o Fórum de Discussões -> Sobre o WebSite Consciência. Muito obrigado pelo retorno.

  45. axei o site inteiro muito bem elaborado!! tudo que preciso sobre filosofos e etc, tenho aqui!!
    esse texto e muitos outros me ajudaram a entender muitas coisas, e me ajudaram tambem a fazer um monte de pesquisas para a escola..!!
    mas apesar de tudo ainda acho que poderiam melhorar bastante…como por exemplo:
    *ada texto deveria ter um resuminho para se ter noçao das ideas gerais..
    *s textos deveriam ser um pouco menos complicados, pois nao são só estudantes de faculdade que frequentam esse site…as ideas dos textos poderiam ser apresentadas com mais clareza, para melhor entendimento..!!
    *s textos poderiam ser divididos em partes para que você encontre mais rapido a quilo que deseja saber sobre o assunto..ajudaria bastante e economizaria bastante tempo quando se esta fazendo uma pesquisa…

    e uma pergunta: voces respondem os comentarios dos textos?
    obrigada..e parabens pelo site!
    MUITO BOM!!

  46. Se o próprio hume estivesse aqui diria que o próprio não é bom , pois não podemos acreditar nas formas pelas quais nos aparecem as coisas . Mas para compreendermos tudo isso o texto pode ser considerado bom , pelo fato de ter que ser sintético e explicativo , afinal de contas não teria sentido expor sua obra inteira , e também por se tratar de uma análise . Estudo filosofia na ufpr , e o ceticismo de hume é o que podemos dizer , ser o microscópio , a forma mais aproximada de observar as coisas e o mundo . Este texto explicita muita coisa que a própria obra do autor deixa nas entre linhas , achei bom .

  47. deveriam ter mais fotos dos filosofos

  48. David Hume

  49. Miguel,eu dou parabéns pelo texto, entretanto é triste as pessoas que não sabem interpretar um bom trabalho , se darem ao luxo fazer críticas absurdas, são por este e outros motivos que acredito o que levou Sócrates tomar cicuta em vez de fugir. Fugir para onde? A filosofia infelizmente, com z, é para poucos.

  50. ah mas que vergonha esse texto
    minha gente, tem q resumir a coisa
    e pah

  51. Infelismente, seu texto não corresponde as espectativas… cada vez mais percebo que para estudar filosofia nada melhor do que os textos filosoficos e os bons e belhos comentadores acadêmicos. No entanto, se você quer elaborar um texto introdutório, para o ensino médio, prenda mais sua antenção em descrever como hume concebe o entendimento humano, ou seja parceiro, trade melhor e com mais cuidado a parte de teoria do conhecimento de hume; explique melhor a relação entre impressão e idéia, firmando a diferenciação entre idéias fracas e fortes. Há, não utilise paráfrases de textos proêmicos da coleção os pensadores porque não fica muito digno… seja um pouco mais original.
    Não me leve a mal, não é nada pessoal, aifnal, nuca te vi na vida!

    Um forte abraço,
    Dú.

  52. trabalho 3 periodo
    deivid hume

  53. Clique no link “Banco de Imagens” e você achará centenas de fotos.

  54. Mas isso tirando queo texto é grande gostei muito ^^ bem interessante

  55. Esse texto teria que ser mais resumido esta muito comprido

  56. Olá Eduardo

    Entendo seu comentário. Veja: Os textos que fiz para essa seção do site foram redigidos em 1997, antes de eu entrar na Academia. Não são de forma alguma o trabalho de um especialista no autor que se propõe a fazer um panorama. São, antes reflexos dos meus contatos iniciais com a filosofia e ajudam a situar um autor na história da filosofia: quem foi, quais as principais idéias. É uma maneira de tornar minha formação pública, refletem um ‘work in progress’. Os textos são como resumos e fichamentos de outras fontes de História da Filosofia.

    Nada vai substituir, se queres estudar, a leitura direta dos textos-fonte ou os comentadores especializados. Aliás, se quer estudar filosofia e ler autores no original, sugiro que comece aperfeiçoando seu português, que parece bem capenga. O site, porém, edita textos multifacetados. Existem trabalhos acadêmicos, de diversos níveis, que trazer uma postura mais refletida e quiçá mais responsável diante da obra do autor, sendo na maior parte dos casos orientados e pré-avaliados por um professor. E existe a preocupação de colocar os textos clássicos no site. Para isso inclusive tem sido feitas traduções de originais. No caso do Hume, coloquei sua autobiografia, uma tradução de um texto inédito em português, relevante. Não é uma tradução profissionais, mas uma oficina, e para isso o formato wikipedia vem a calhar, para criar um ambiente colaborativo onde os estudantes possam usar e interagir.

    Os comentários aqui dos textos do site principal são importantes para ajudar a delinear um pouco o vasto uso que tem sido feito do site. Temos tido um retorno bastante positivo, mas também temos identificado, através deles, os textos que se revelam insatisfatórios para o uso dos visitantes e por isso podem ser reformulados ou mesmo excluídos da base.

  57. Faltou objetividade

  58. Hume, David

  59. epah n tem piada nhuma istu pk eu n percebu um rabu n tem nd mais resumidinhu??

Add Comment Register



 Deixe um comentário

(required)

(required)

Você pode usar estas tags e atributosHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>