Resumo sobre GIL VICENTE e Teatro Vicentino – Fase Quinhentista

CAPITULO 4

FASE QUINHENTISTA

(Século XVI)

POETAS PORTUGUESES

GIL VICENTE (Guimarães, 1460-1536) seguiu em Lisboa, onde então
se achava a Universidade, o curso de Jurisprudência, e ensinou Retórica
do Duque de Beja, D. Manuel, que sucedeu no trono por morte de D,
João II. Aclamado rei esse príncipe, Gil Vicente entrou a escrever peças
dramáticas, começando pelo Monólogo do Vaqueiro ou da Visitação (1502)
e fazendo representar no ano de sua morte a Floresta dos Enganos.

Dividem-se as suas composições em Obras de devoção, Comédias Tra-
giomédias, Farsas
e Obras várias. Entre as primeiras citam-se como as
melhores: O Auto da Barca do Inferno, o da Barca do Purgatório e o da
Barca da Glória. Julga-se a mais perfeita farsa Inês Pereira. Romagem de
Agravados
é a mais apreciada das tragicomédias. À comédia de Rubena or-
dinarimente se confere a primazia na sua espécie.

Gil Vicente foi poderoso e original engenho, e sobretudo se avan-
tajou no mordacíssimo chiste, que não raro degenerava em grosseiras
Indecências. Mais do que isto, os arcaísmos da linguagem a bem pouco
limitam o número de seus leitores atuais.

Não se deve confundir, segundo a autoridade de Teófilo Braga, a
Gil Vocente, poeta, com o ourives ou lavrante de igual nome. Este ponto
foi bem elucidado por C. Castelo-Branco.

Auto da Mofina Mendes – Teatro Vicentino

BASÍLIO DA GAMA – Biografia e obra o Uraguai

Biografia de: José BASÍLIO DA GAMA (São José d’El-rei, 1740-1795) estudou
no Rio de Janeiro com os Jesuítas, e viveu depois em Lisboa e em
Roma, lutando com sorte adversa, até que logrou as boas graças do
Marquês de Pombal, que o nomeou oficial da Secretaria do Reino.

Quando em desvalia caiu o poderoso ministro, José Basílio volveu
ao Rio, indo finalmente morrer em Lisboa. Entre suas composições poéti-
cas tem primazia o poema O Uruguai, onde incontestavelmente rebrilham
belezas de primeira ordem.

ANTÔNIO DINIS DA CRUZ E SILVA

ANTÔNIO DINIS DA CRUZ E SILVA, entre os Árcades Elpino Nonacriense (Lisboa, 1731-1799) seguiu a carreira da magistratura até o cargo de chanceler da Relação do Rio de Janeiro. Entre suas numerosas poesias citam-se as odes, que pecam pela uniformidade e pelo infladoestilo. Trabalhou também no gênero dramático; mas, de tudo quanto escreveu, melhor tem … Ler maisANTÔNIO DINIS DA CRUZ E SILVA

Bio-bibliografia de CASTRO ALVES com poema O Livro e a América

ANTÔNIO DE CASTRO ALVES (Bahia, 1847-1871) estudou o
Direito primeiro em Pernambuco e depois em São Paulo. Exerceu grande
influência sobre o espírito da mocidade acadêmica do seu tempo, fazendo
sempre vibrar a nota livre e generosa em todas as questões; assim foi
um dos mais pronunciados abolicionistas, ainda antes que do abolicionismo
se fizesse o lema de um grupo de ação. Padecem muitos de seus versos
da ênfase peculiar à chamada escola condoreira, que, partindo da imitaçãoi
hugoana, decaiu em puro gongorismo; porém a muitas de suas composiI
ções não se podem recusar sentimento e levantados voos líricos. A me
lhor edição de suas obras, publicada em 2 vols. em 1921, e comemorativa
do cinqüentenário da morte do poeta, devêmo-la ao ilustre acadêmico
Afrânio Peixoto, que a prefaciou e anotou, apondo-lhe preciosa e com
pleta bibliografia.

O Livro e a América

Talhado para as grandezas,
Pra crescer, criar, subir,

Resumo sobre Joaquim Nabuco

Biografia de Joaquim Nabuco

JOAQUIM AURÉLIO NABUCO DE ARAÚJO (Recife, 1849-1910) foi um talento de primeira ordem, que com igual brilho se afirmou na tribuna parlamentar e popular, no panfleto, na crítica literária e na história política.

Deputado em várias legislaturas, assumiu posição saliente na vasta arena a que então o parlamentarismo abria um campo de ação; e notadamente se distinguiu na campanha da abolição do cativeiro.

O Idioma Tupi, por JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES

JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES (Minas, 1837-1898) foi um infatigável estudioso dos nossos sertões e no estudo das línguas indígenas despendeu boa parte da sua atividade.

Envolvido na política do Império e filiado ao partido liberal, presidiu as províncias de Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Na penúltima destas presidências prestou relevantes serviços, desoprimindo da invasão paraguaia uma parte da província; e, como prêmio das vitórias que nisso alcançou, foi galardoado com o posto de brigadeiro honorário, distinção que então rarissimamente se concedia a civis.

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA, o Moço

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA (Bordéus, 1827-1886) é vulgarmente cognominado o Segundo ou o Moço, para diferençar-se do seu tio e homônimo, patriarca da nossa Independência. Estudou primeiramente a Matemática na antiga Escola Militar do Rio, depois o Direito em São Paulo, onde se formou. Foi provido numa cadeira jurídica da Faculdade do Recife, e, tendo encetado a sua carreira parlamentar na Assembléia provincial de São Paulo, em 1860, chegou a senador, e foi ministro de estado duas vezes, numa das quais apenas sete dias. Depois recusou a presidência do Conselho.

FRANCISCO ADOLFO DE VARNHAGEM

FRANCISCO ADOLFO DE WARNHAGEM, Barão e Visconde de Porto Seguro (S. João de Ipanema, Sorocaba, 1816-1878) era filho de um oficial alemão, que viera para o Brasil dirigir a fábrica de ferro de Ipanema e voltou a Portugal em 1823, levando consigo a família. Francisco de Warnhagen serviu em Portugal como militar, tomando parte na guerra de 1834 e recebendo de D. Pedro IV o posto, de 2.° tenente de artilharia. Depois concluiu o curso na Real Academia de Fortificação; e, tomando gosto pelos estudos históricos, logrou ser recebido na Academia das Ciências de Lisboa.

Martins Pena

LUÍS CARLOS MARTINS PENA – biografia e obras (Rio de Janeiro, 1815-1848). órfão e educado por seus tutores, perfez em 1835 o curso da Aula de Comércio, e, arrastado por manifestas tendências artísticas freqüentou a Academia Imperial de Belas-Artes, adquirindo noções de Pintura, Escultura, Arquitetura e Música. Urgido pela necessidade, aceitou o emprego de amanuense da Mesa do Consulado no Rio de Janeiro, onde serviu desde 1838 até ser transferido em 1843, com igual categoria para a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros. Em 1847 partiu para a Europa como adido à Legação Brasileira em Londres.

FRANCISCO DE SALES TORRES HOMEM

FRANCISCO DE SALES TORRES HOMEM, Visconde de Inhomerim, formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio, e em Direito pela Universidade de Paris. Nascido no Rio, em 1812, exerceu importantes cargos: — Diretor geral das rendas, presidente do Banco do Brasil, e duas vezes ministro da Fazenda. Deputado provincial e geral, tomou assento no Senado como representante do Rio Grande do Norte. Panfletista mordaz, publicou o Libelo do Povo sob o pseudônimo de Timan-dro, manifestando tendências anti-dinásticas, de que depois se retratou.

MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA

Nota Biográfica

MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA, nascido no Rio de Janeiro, a 17 de novembro de 1830, graduado em Medicina e falecido, aos 31 anos, em 28 de novembro de 1861, vítima do naufrágio do vapor "Hermes".

José de Alencar – resumo da vida e obra

Resumo da Biografia e Principais obras de José de Alencar

JOSÉ MARTINIANO DE ALENCAR (Ceará, 1829-1887), foi jurisconsulto, jornalista, orador, parlamentar, romancista e dramaturgo. Exerceu o magistério como lente de Direito Mercantil, no Instituto Comercial, saiu eleito deputado em várias legislaturas e fêz parte do Gabinete de 16 de Julho de 1868, aceitando a pasta da Justiça.

Suas obras principais são: no romance, O Guarani, As Minas de Prata e Iracema; e no drama, O Demônio Familiar, Verso e Reverso e Mãe.

Alexandre Herculano

Biografia de ALEXANDRE HERCULANO DE CARVALHO E ARAÚJO (Lisboa, 1810-1877), tendo-se envolvido numa revolta militar em 1831, emigrou para a Bretanha; e no ano seguinte embarcou para a Ilha Terceira, sentou praça de soldado e tomou parte na campanha em prol de D. Maria II contra D. Miguel. Serviu como bibliotecário público no Porto, desempenhando depois igual cargo na biblioteca particular do rei D. Fernando. Ultimamente, desavindo com adversários a quem talvez exacerbava com as asperezas do rijo caráter, retirou-se para a quinta de Val-de-Lôbos, onde faleceu.

ANTÔNIO FELICIANO DE CASTILHO – Vida e Obras

 

ANTÔNIO FELICIANO DE CASTILHO (Lisboa, 1800-1875). Poeta, prosador, historiador, crítico, verdadeiro polígrafo, este eminente vulto das letras portuguesas formou-se em Direito, não obstante a cegueira que o feriu aos seis anos de idade.

Em sua primeira fase clássica escreveu as Cartas de Eco a Narciso, os poemetos da Primavera e o Amor e Melancolia, narrativa íntima; e traduziu as Metamorfoses e os Amores de Ovídio. Pagando tributo ao romantismo, compôs a Noite do Castelo e os Ciúmes do Bardo. Vieram depois os Quadros Históricos, as biografias e estudos que exornam a Biblioteca Clássica, o Tratado de Metrificação e outros muitos opúsculos. Interessando-se pelo ensino popular, dele tratou com paciente esmero. Depois dos sessenta anos, ainda produziu a Chave do Enigma, a tradução dos Fastos ovidianos, o Outono, coleção de poesias originais, a Lírica de Anacreonte e tradução de comédias de Molière e do Fausto de Goethe.

Almeida Garrett – Biografia e obras

JOÃO BATISTA DA SILVA LEITÃO DE ALMEIDA GARRETT, Visconde de Almeida Garrett (Porto, 1799-1854) ainda quando estudante de Direito em Coimbra, já escrevia a tragédia Merope e o poema didático Retrato de Vénus. Serviu como oficial da Secretaria do Reino e, demitido desse emprego por ter publicado o elogio do revolucionário Manuel Fernandes Tomás, emigrou para a Inglaterra duas vezes, primeiro em 1823, voltando em 1826, e depois em 1828, regressando em 1832, com o exército libertador. Em 1837 foi deputado às Cortes constituintes e desde então viveu cumulado de honras, chegando a ministro de Estado e par do Reino.

A LITERATURA DA GRÉCIA E DE ROMA

As extraordinárias aventuras de Ulisses

AS viagens de Ulisses, cujo nome grego é Odisseu, es tão descritas na Odisséia, de Homero. Ulisses era um dos combatentes gregos no sítio de Tróia. A princípio, nao estava Ulisses querendo unir-se à expedição contra

Tróia. Fingiu-se atacado do juízo e, portanto, incapaz dc-usar armas. Mas os oficiais recrutadores do exército grego imaginaram um hábil expediente para verificar a loucura dele. Estando Ulisses a arar seu campo, puseram-lhe o filho Telêmaco, dentro dum dos sulcos. O pai provou seu perfeito juízo recusando-se a ferir seu filho com o arado. Teve de juntar-se ao exército.

Uma vez chegado a Tróia, porém, provou ser o mais astuto, como o mais bravo, dos soldados gregos.

Quando Tróia foi tomada, Ulisses prontamente tratou de voltar para casa. Era uma viagem de três dias, de Tróia à sua nativa ilha de ítaca. Ulisses levou sete anos longos a alcançá-la. Porque seu navio estava sujeito a um encanto maligno. Netuno, o deus do mar, se zangara com êle e fizera voto de perseguí-lo até os confins da terra. E assim, logo que Ulisses velejou, furiosa tempestade se levantou do norte e levou seu navio para a estranha terra dos Comedores de Loto. Quem provasse desse mágico fruto se esquecia de tudo quanto dissesse respeito a seu lar, sua esposa, seus filhos, seus deveres e seus amigos.

Mas Ulisses era mais sábio que os mais sábios dos homens. Por isso, absteve-se de comer o loto mágico e aconselhou seus companheiros a seguir-lhe o exemplo. Muito a contragosto seus companheiros obedeceram-lhe as ordens, e o navio afastou-se da terra dos encantados Comedores de Loto.

Mas suas viagens tinham apenas começado. Logo que o "navio alado" deslizou sobre as ondas do mar, ergueu-se outra tempestade. Desta vez Ulisses escapou do perigoso mar para uma terra ainda mais perigosa, a dos Ciclopes. Porque os Ciclopes eram uma selvagem raça de gigantes. Tinham apenas um olho no meio da fronte e um apetite voraz de carne humana. Quando Ulisses e seus homens avistaram esses gigantes, correram a abrigar-se numa escura caverna. Imediatamente Polífemo, rei dos Ciclopes, empurrou uma pesada pedra contra a entrada da caverna e começou em seguida a matar e devorar os amigos de Ulisses, um por um.