A ilha dos Nheengaíbas, na boca do Amazonas – Pe. Vieira

A ilha dos Nheengaíbas, na boca do Amazonas Na grande bôca do rio das Amazonas está atravessada uma ilha de maior comprimento e largueza que todo o reino de Portu­gal e habitada de muitas nações de índios, que, por serem de lín­guas diferentes e dificultosas, são chamados geralmente Nheengaí- has. Ao princípio receberam estas nações … Ler maisA ilha dos Nheengaíbas, na boca do Amazonas – Pe. Vieira

Lenda da origem da erva-mate – Cáa-Iari, a deusa dos ervais

Cáa-Iari (A senhora deusa dos ervais) Lenda do mate Na grande taba às margens do mar, a tribo festejava uma nova vitória. O entusiasmo chegara, ao auge. Reunidos em círculo, ao redor das fogueiras onde moqueavam *) as carnes dos prisioneiros, os guerreiros cantavam suas proezas na grande batalha, em que os ferozes inimigos tinham … Ler maisLenda da origem da erva-mate – Cáa-Iari, a deusa dos ervais

A LENDA DE SUMÉ – Índios Guaiás

indias peladas

A LENDA DO SUMÉ

Dentre as numerosas nações selvagens que ocupavam o território goiano antes das invasões paulistas, a mais dócil e inteligente, a que menos mal fazia e menores pretensões de mando tinha naqueles remotos sertões, era a dos Goiás, que, no entanto, não deixava de ser temida pelas outras do mesmo território — mais numerosas e aguerridas como eram as do Xavantes, Coroados, Canoeiros e Caiapós.

Os Goiás veneravam a um ser benéfico que chamavam de Sumé, ao qual atribuíam sua colocação naquelas paragens, onde os reunira e educara para a vida nas aldeias, constituindo-se em primeiro chefe que teve essa nação.

Contam que Sumé — lenda que ainda hoje corre em Goiás passando de boca em boca com ligeiras variantes — indo um dia visitar a sepultura de sua mulher no alto da serra do Arari (serra Dourada), aparecera-lhe e sem saber como um velho pajé da tribu Caiapó, que assim lhe falou:

Caçadores de Diamantes – Bandeirantes paulistas no Mato Grosso

bandeirantes emboaba

CAÇADORES DE DIAMANTES E quando a invasão emboaba saturou as minas de elemento indesejável e insuportável para a arrogância aristocrática do paulista, atirou-se este ao desbravamento dos mistérios do subsolo goiano e matogrossense. Fêz êle surgir longínquos confins, novos eldorados que desviaram para si a corrente emigratória que partia de São Paulo em busca da … Ler maisCaçadores de Diamantes – Bandeirantes paulistas no Mato Grosso

O Idioma Tupi, por JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES

JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES (Minas, 1837-1898) foi um infatigável estudioso dos nossos sertões e no estudo das línguas indígenas despendeu boa parte da sua atividade.

Envolvido na política do Império e filiado ao partido liberal, presidiu as províncias de Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Na penúltima destas presidências prestou relevantes serviços, desoprimindo da invasão paraguaia uma parte da província; e, como prêmio das vitórias que nisso alcançou, foi galardoado com o posto de brigadeiro honorário, distinção que então rarissimamente se concedia a civis.

História da Arte – América Indígena e África Negra

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

América

QUANDO os Europeus, no extremo limite do século XV, desembarcaram na América, os indígenas que encontraram ignoravam a roda, tinham em metalurgia conhecimentos muitíssimo elementares e só opunham aos mosquetes dos recém-vindos flechas de todo insuficientes. Só, no entanto, por um extraordinário abuso de linguagem poderiam ser, em geral, classificados de primitivos. A aparelhagem nem sempre caminha forçosamente a par da civilização. Vários desses grupos participavam duma vida social muito diferenciada. Possuíam um sistema de escrita, pelo menos sagrada, e deuses que a sua crueldade não impedia de se mostrarem subtis; erguiam-lhe vastos templos, estátuas, ofereciam-lhes sacrifícios humanos com cerimonial complicado e que denotava pronunciado gosto pelas especulações intelectuais, cultivavam de bom grado divertimentos colectivos, como a dança. A estrutura social e as artes tinham evoluído independentemente do resto do Mundo mas não sem certo paralelismo.

A bem dizer, uma análise mais aprofundada tende a reduzir a dois os centros de civilização que enxamearam na América e cuja influência enfraquece cada vez mais à medida que cresce a distância: o da América Central com os Maias, o do Peru com os Incas.