Os dois leões – fábula de Florian

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Os dois leões Jean-Pierre Claris de Florian (1755-1794) Nos desertos da África, nessas plagas arenosas e inóspitas [1]) em que o sol, crestando a terra, dardeja seus raios de fogo, encon­traram-se dois formidáveis leões a quem a sêde atormentava. Am­bos em procura do precioso líquido, chegaram a um lugar onde um tênue fio d’água, deslizando … Ler maisOs dois leões – fábula de Florian

La Fontaine – fábulas “As rãs pedindo um rei”

As rãs pedindo um rei La Fontaine Aborrecidas as rãs do estado democrático, pediram a Júpiter com tanto empenho um rei, que enfim lho transformou em monarquia. Lá do alto caiu-lhe um rei, cidadão pacífico; mas com o barulho da queda afugentou do lodacento reino o povo, gente muito tímida e asna. Escondida nos buracos … Ler maisLa Fontaine – fábulas “As rãs pedindo um rei”

A raposa e o bode – fábula de Esopo

A raposa e o bode – fábula de Esopo Em certa digressão, associaram-se uma rapôsa e um bode Era êste tão curto e rombo de bestunto [1]), quanto aquela era ma­nhosa e arteira. Apertados da sêde, procuram modo de a satisfa­zer e só encontram o refrigerante líquido em um poço. Descem; e, depois de beberem … Ler maisA raposa e o bode – fábula de Esopo

O lobo e o cordeiro – fábula

O lobo e o cordeiro No tempo em que o lôbo e o cordeiro estavam em tréguas [1]), desejava aquêle que se oferecesse ocasião para as romper. Um dia que [2]) ambos se acharam na margem de um regato, indo be­ber, disse o lôbo mui encolerizado contra o cordeiro: “Por que me turbais a água … Ler maisO lobo e o cordeiro – fábula

Visconde de Taunay – O sonho de um sabiá

O sonho de um sabiá Em velha e suja gaiola de taquara, suspensa à parede de uma taverna, vivia, há [1]) longos meses encerrado, feio, desditoso e melancólico sabiá. Tédio mortal e agras tristezas metia-lhe tudo quanto o cercava. Em vez do teto azul celeste, recamado à noite de nitentes r>) estréias, que servia de … Ler maisVisconde de Taunay – O sonho de um sabiá

As aves – Seleta em Prosa e Verso dos melhores autores brasileiros e portugueses

As Aves No fundo da chácara, numa touceira 1) de arbustos, um me­nino encontrou um ninho, onde três avezinhas mal emplumadas dormiam. Contente do seu achado e no desejo inconsciente de se apo­derar dêle, o menino meteu o braço por entre a trama dos galhos e das fôlhas e aproximou1) a mão cubiçosa dos pobres … Ler maisAs aves – Seleta em Prosa e Verso dos melhores autores brasileiros e portugueses

POR QUÊ É TRISTE O JABURU – mito indígena de animais encantados do Mato Grosso

POR QUÊ É TRISTE O JABURU Nessa hora dúbia que ainda é dia e ainda não é noite, uma imensa tristeza se apodera dessa ave esquisita. E o jaburu, num dormitar profundo, nem sequer agita o longo pescoço, parecendo então um empalhado espécime de museu. Nas grandes noites de cheia, move as asas poderosas e … Ler maisPOR QUÊ É TRISTE O JABURU – mito indígena de animais encantados do Mato Grosso

Lobisomem existe? Conto de Terror do Folclore Brasileiro

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O LOBISOMEM No meu bom tempo de criança, naquela vilazinha sertaneja, minha terra natal, ouvia lindas histórias. A maioria está hoje esquecida. Uma porém, por haver tido existência real naquela época, impressionou-me tanto que me recordo dos seus menores detalhes. Seu protagonista foi um desses tipos de rua que toda gente conhece e estima por … Ler maisLobisomem existe? Conto de Terror do Folclore Brasileiro

O TIGRE DAS MONTANHAS KUMGANG – Conto coreano de animais fabulosos

Coreia

Pertence esta história ao tesouro onde existem muitas outras, contadas "pelos avós aos seus netos acomodados sobre os soalhos aquecidos dos lares coreanos, nas horas de rigoroso inverno, quando os ventos carregados de neve esbravejavam lá fora… Histórias que incontáveis gerações de crianças da Coréia têm escutado, entre lágrimas e risos, jamais cansadas de dar ouvidos às repetições…"

O TIGRE DAS MONTANHAS KUMGANG

HOUVE um tempo em que ali vivia um famoso atirador e caçador. Era tão bom atirador, que podia derrubar qualquer pássaro no vôo, quase sem fazer pontaria. Corças e javalis não eram o suficiente para aquele caçador, desde que entrassem no campo de mira de sua espingarda. Jamais se soube que ele falhasse um tiro.

O Doutor grilo – contos de exemplo

O DOUTOR GRILO

ERA uma vez um camponês que tinha um filho muito ladino mas muito preguiçoso. De tanto viver deitado, sem nada fazer, irritou-se o pai e pô-lo para fora de casa. O rapaz, que se chamava João Grilo, foi parar a uma cidade. Nos arredores viu muitos cavalos amarrados aos postes, animais que traziam coisas para vender ao mercado da cidade.

Os Dois Mágicos – Contos de Encantamento

Teófilo Braga registou três versões desse conto, 9, 10, e 11 de sua coleção, O Mágico, O mestre das artes, O aprendiz do mago, procedente do Algarve, São Miguel e Eixo, em Aveiro. Adolfo Coelho tem O criado do Estrujeitante, XV, de Ourilhe, Celorico de Basto, e Consiglieri Pedroso o de n.° XLV. No Contos Populares do Brasil, Sílvio Romero colheu uma variante pernambucana, O Pássaro Preto. Alfredo Apell traduziu a variante russa, A ciencia manhosa, expondo resumos do mesmo tema, com modificações, nos idiomas valáquio (Schott), sérvio (Wuk), grego (Hahn), alemão (Grimm), inglês (Brueyre). Figura na fábula 5, oitava das Notte Piacevoli, de Straparola. Citando os comentários de Benfey à Pantchatantra, Apell indica um conto mongólico com as transformações sucessivas, elemento caracterizante. No Mil e uma Noites, na história do segundo calender, há uma luta entre a princesa Dama da Beleza e um gênio, neto de Eblis, rei dos gênios, com processo idêntico, no ataque e defesa sobrenaturais. Beckwith encontrou uma variante na Jamaica. É o Mt. 325 de Aarne-Thompson, The Magician and his Pupil. (C. CASCUDO)

Lenda do Lobisomem – Conto de Terror

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Licantropo na Grécia Versiopelio em Roma, Volkdlak eslavo, Werwolf saxão, Wahwolf germano, Oboroten russo, Hamramr nórdico, Loup-garou francês, lubishomem, Lobo-homem, lubizon, luvizom, labishomem em Espanha. Portugal e todo continente americano. N’Africa sobrevive a tradição sagrada das transformações animais. Henri A. Junod conta, ouvido ao preto S. Gana Nkuna, que um marido, desconfiado que a mulher era feiticeira, feriu-a com a azagaia, durante o sono. Mal o golpe atingiu a perna da adormecida, ouviu-se o uivo da hiena e foi este animal que se avistou, no lugar da esposa. No outro dia o marido deparou a mulher dormindo na floresta. Estava ferida na perna. "The Life of a South African Tribe", 2, p. 263-264. Na Ásia sobrexiste o mesmo. Citando o folclore chinês de Leon Wieger Gustavo Barrozo narra que no distrito de Tcheng-Ping, do Kian-Tcheu, um aldeão fora atacado por um lobo, subindo a uma árvore para livrar-se do assalto. O animal ainda abocanhou-lhe a calça mas fugiu, alcançado por uma machadada na cabeça. Depois soube que um seu velho amigo estava ferido na cabeça e com fiapos da calça na dentuça, "O Sertão e o Mundo", p. 57-73.

MAMA – NA – BURRA – Aventura infantil

Adiante encontrou um homem que arrancava pinheiros pela raiz, atirando-os para o lado. Convidou-o para companheiro e o Arranca-Pinheiros aceitou, indo os dois juntos. Depois viriam outro homem que quebrava os penedos aos murros, como marteladas. O Quebra-Penedos também concordou em acompanhá-los e foram os três pelo mundo.