Vocabulário de termos filosóficos – Dicionário marxista de filosofia

filosofia marxista dicionário

Disclaimer: este trabalho foi compilado com verbetes de filosofia apresentados de forma resumida — recorrendo à aos livros do " Pequeno Dicionário Filosófico" De M. Rosental e P. Iudin, e de "Fundamentos do marxismo-leninismo " de O. V. Kuncinen e mais autores marxistas soviéticos. Dessa forma, apresenta uma visão doutrinária e muitas vezes negativa acerca … Ler maisVocabulário de termos filosóficos – Dicionário marxista de filosofia

Manuel Bernardes – Antologia de escritores

mapa roma itália

Fausto Barreto e Carlos de Laet – Antologia Nacional de Escritores

MANUEL BERNARDES (Lisboa, 1644-1710) escreveu numerosas obras: Sermões e Práticas; Luz e Calor; Nova Floresta; Tratados Vários, incluindo o Pão Partido em Pequeninos; e os Últimos Fins do Homem.

Glossário de Vocábulos

  • (434) formidável a hora = terrível, apavorante a hora. V. nn. 149 e 327.
  • (435) …"porque, temendo-a (a morte), não estais aparelhados: a ênclise é obrigatória com o gerúndio independente.
  • (436) — vós quem padece — ou vós que padeceis, ou, ainda, vós quem padeceis, concordando o verbo com o pron. vós, e não com o pron. quem. Abonam esta última construção exemplos de escritores cabais. ("Sou eu quem perco." (Rui, Queda do lmp., I, introd., p. XIII); as duas primeiras são, todavia, as mais generalizadas.
  • (437) padecemos concorda com o pron. nós, latente, de que é aposto o ampliativo todos os filhos de Adão — construção usual entre os bons manejadores da língua. Outro exemplo do mesmo autor: "Porque quer Deus que os homens aprendais dos homens". (N. Flor., I, 162), em que o suj. é vós, desinencial e os homens o aposto, explicativo do sujeito pronominal.
  • (438) sisudeza ou sisudez o suf. lat. itia altera-se em eza, abrevia-se em ez ou dá iça: justitia > justeza e justiça: cupiditia > cobiça e cupidez; as muitas palavras em eza e ez formam-se quase todas à semelhança.
  • (439) Observe aqui o estudante o anacoluto, ou quebra na construção gramatical da sentença, sem que se lhe perca a compreensão do sentido. E veja outros casos, em Os Lusíadas: II, 40, 47, 104; III, 26; V, 54; X, 130. E examine os casos das nn. 485, 560 e 651.
  • (440) segador, do v. segar (do lat. secare, cortar. A segure, subst. poético, è o machado (lat. *secure); a linha secante em Geometria é da mesma raiz de secare; diversa do homônimo secante, do verbo secar, no lat. siceare.
  • (441) a fazer-se — até jazer-se.
  • (442) vem quem lhe dói a fazenda = aquele a quem dói (custa, interessa, pertence) a fazenda.
  • (443) mundo (do lat. mundu — que significa não só ordem no universo e o próprio universo, mas também ordem e asseio nas vestes e adereços, limpeza enfim. Daí o subst. mundo, o globo terráqueo, e o adjetivo desusado mundo, limpo. Mário Barreto escreve no cap. LXIV do seu Através do Dicionário e da Gramática, p. 348: "A palavra latina mundus é, no sentido literal, lavado, polido, asseado, ordenado; daqui ornado, e deste conceito brota o significado de "criado", onde tudo é ordem e beleza. Daqui a palavra portuguesa tanto no seu valor de adjetivo (no canto X, est. 85, Camões disse mundas almas, i. é., puras, limpas) como no de nome". Do adjet. mundo derivam-se imundo, imundície, emundação ("emundação desagravadora", Rui), emundar (purificar, lavar, limpar), mundificar ("Deixou-se contominar. Mundifique-se". — Camilo, A Brasileira de Prazins, introl.), mondar (preparar o terreno, arrancar-lhe as ervas nocivas); e, em sentido lato, limpar, arrancar: "tinha muitas cãs… e não consentia que lhe mondassem alguma". (Garcia de Rezende, ap. João Ribeiro, Seleta Clâss., 4.a ed., p. 72). é interessante comparar, como faz Clédat (Diction. Étimol.) os dois sentidos do lat. mundum com os dois do gr. kósmon, tão idênticos são numa e noutra língua, pois, nesta, cosmético e cosmografia estão presos à fonte grega, como, naquela, imundo e mundano à latina.
  • (444) seio = golfo; do lat. sinu, curvatura, reentrância.
  • (445) derivação hipotética.
  • (446) alambre, outra forma de âmbar (do ár. anbar com o artigo al).
  • (447) Suíçaros, Suíceros ou Suízaros, do ital. Svizzero; hoje,Suíço.
  • (448) teias finíssimas e candidíssimas — teia (do lat. tela) é o tecido leve, tênue e precioso que se fabrica nessa cidade francesa. Assim como se diz candura e Candinha por haplologia, em vez de candidura e Candidinka, Camilo escreveu candíssimo por candidíssimo. Outros exemplos de intervenção haplológica, ou simplificadora, já no latim, já no vernáculo: estipêndio (stipi + pendium), homicídio (hornini + cidium), semestre (semi + mestre, de mensis); venéfico (veneni -f ficu, de facio), contendor (contendedor), formicida (for-mici + cida), idolatria (idolo + latria), semínimia (semi + mínima), ecletismo (ecletic-ismo), analista (analis-ista), volatizar (volatil-izar), monómio (mono -(-nômio), envaidar (envaidad-ar), destanizar (destanin-izar), idoso (idad-oso), bondoso (bondad-oso); e populares: prestigitador, probalidade, paralepípedo, dez’tões (dez tostões) etc. A haplologia elimina a sílaba igual: tragi(co)-cômico, se (.mi) mínima, formi(ci) cida, ou aproximada: (ido (lo) latria, homi(ni)cídio, conten(de)dor).
  • (449) Neste trecho: almíscar e algália são substâncias odoríferas animais: almeia, âguila e calambuco, árvores producentes de madeira cheirosa; a grã, os lós e as primaveras, tecidos finos; manguitos, os punhos; toríbios, avelórios ou contas. Dar figa = esconjurar.
  • (450) confeccionados ou confeiçoados — preparados cem drogas, manipulados.
  • (451) Neste trecho: justilho. é espartilho, que se faz com barbatanas; escaparate, redoma ou pequeno armário de vidro.
  • (452) venablo, por venâbulo, do lat. venabulu —: espécie de lança curta, azagaia ou chuço.
  • (453) eram por seriam: é comum na língua essa substitição do condicional pelo imperfeito do indicativo.
  • (454) Iracónico (desus.) = pérfido, velhaco, mentiroso, traiçoeiro. Do gr. Thráx, thrakós, Trácio, pelo lat. thracus, com o sufixo.
  • (455) irrepleghel (do v. replêre e prej. tn = que se não pode encher, insaciável; termo desusado.
  • (456) nômina (do pl. neutro lat. nomina, de nomen): oração contra certos males, posta em envoltório de pano, que se pendura ao colo.
  • (457) que lia teologia = que ensinava Teologia. Ler a cadeira nas Universidades era ser-lhe professor; lente é o que lê, o que ensina: …"o professor que, há sete anos, essa cadeira na Escola"… (Rui, Queda do Imp., I, p. 269).

História da Inglaterra no século XVI

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

História Universal de Césare Cantu

CAPÍTULO XXV A Inglaterra

O primeiro dos Tudors, o avaro e severo Henrique VII, que tinha adquirido à Inglaterra a tranqüilidade externa à custa da dignidade nacional, o sossego no interior pelo despotismo, por suas extorsões e pela humilhação da aristocracia, que as Guerras das Duas Rosas tinham dizimado, deixou o reino a seu filho sem experiência alguma dos negócios, com um tesouro de um milhão e oitocentas mil libras esterlinas. Na idade de dezoito anos, ativo, estudioso e excessivamente ávido de prazeres. Henrique VIII, mais versado na escolástica e na teologia do que convinha a um príncipe, começou o seu reinado com esplendor, com festas, torneios, cavalhadas, excitando com seu exemplo os senhores a aparecerem com suas riquezas enterradas, compondo música e punindo os concussio-nários; êle adquiriu assim a popularidade.

Thomas More Last Letter

Ver a tradução do texto Retirado de http://www.apostles.com/lastlett.html Escrita na prisão em 5 de Julho de 1535, um dia antes do autor ser executado, com um pedaço de carvão, segundo Peter Acroyd e John Farrow: “On the day before he was to die he took up his piece of coal and laboriously scratched his last … Ler maisThomas More Last Letter

Última carta de Thomas More

Texto no original ÚLTIMA CARTA DE THOMAS MORE Tradução de Miguel Duclós Nosso Deus te abençoe, querida filha, e o teu bom esposo, e teu pequeno filho, e todos os teus, e todos os meus filhos, e todos os meus enteados e todos os teus amigos. Quando puderes mande minhas lembranças para minha boa filha … Ler maisÚltima carta de Thomas More

Resumo sobre a Utopia de Thomas Morus

maravilhas das antigas civizações

Breve relato sobre a Utopia de Thomas Morus Jéferson dos Santos Mendes1 Thomas Morus Thomas Morus ou Thomas More (1478- 1535), nasceu em Londres em 7 de fevereiro de 1478, ou talvez 1477. Filho de John More, queria que o filho seguisse o caminho da jurisprudência. Morus passou alguns anos na St Anthoy’s School, aprendendo … Ler maisResumo sobre a Utopia de Thomas Morus

A POSSIBILIDADE DE UMA SOCIEDADE ISENTA DE CAPITALISMO

maravilhas das antigas civizações

A POSSIBILIDADE DE UMA SOCIEDADE ISENTA DE CAPITALISMO   Naidion Concencio Brovedan*   RESUMO: Thomas Morus ao escrever sua obra, tinha como objetivo denunciar fatos e explorações que estavam sendo realizadas contra o povo inglês. Por isso, nela encontramos um perfeito retrato de uma anti-Inglaterra, ou seja, anti-capitalista, baseada na igualdade e na justiça, e … Ler maisA POSSIBILIDADE DE UMA SOCIEDADE ISENTA DE CAPITALISMO

Certas Semelhanças entre utopias

CERTAS SEMELHANÇAS ENTRE UTOPIAS Miguel Duclós Trabalho originalmente apresentado para a cadeira de Filosofia Geral III – FFLCH-USP    Embora a palavra Utopia só tenha sido cunhada a partir da junção do advérbio grego ou com o substantivo topos por Thomas More em dezembro de 1516, na ocasião da publicação de seu livro, o tema a … Ler maisCertas Semelhanças entre utopias

Lista de Livros Sugeridos para estudantes do ensino médio ou iniciantes em Filosofia

Lista de Livros Sugeridos para estudantes do ensino médio ou iniciantes em Filosofia Após a leitura desta bibliografia você saberá as principais correntes e pensadores da História da Filosofia, além de adquirir uma boa base para futura especialização em alguma área e domínio do vocabulário técnico da filosofia. Note que alguns dos livros não tem … Ler maisLista de Livros Sugeridos para estudantes do ensino médio ou iniciantes em Filosofia

Thomas More e Maquiavel – Teoria social e política no Renascimento”

maravilhas das antigas civizações

Esse breve resumo, tão breve que chega
a ser um crime de lesa-história, tem como objetivo contextualizar
o aparecimento da tradição humanista, a qual pertencem os
dois autores que vamos examinar: Thomas More e Maquiavel. Os humanistas
passam a questionar o teocentrismo, até então predominante.
Acreditavam que o homem devia ser o centro das investigações
filosóficas por ser ele o único ser capaz de conhecer. Os
humanistas achavam que no período que compreende a Idade Média,
acontecera um retrocesso, porque a humanidade se separara do modelo antigo.
Propõe então, a volta ao modelo clássico (grego e
latino), uma antropocentrização da arte e das ciências.
Com os aparatos tecnológicos que surgiram na época de nossos
autores, (tais como e bússola e a pólvora) a antiga visão
do mundo já não atendia mais às exigências,
a religião em decadência precisava ser repensada. O mundo
acordava de seu sono. O homem clamava pelo domínio sobre a natureza.

Erasmo de Rotterdam

Veja aqui uma biografia de Erasmo. Erasmo-(1467-1536) ficou conhecido como Erasmo de Rotterdam, mas seu nome era Desidério Erasmo e ele foi um pregador do evangelismo filosófico. Nasceu na cidade de Rotterdam, na Holanda. Em 1488 ingressou na ordem dos agostinianos e virou padre, depois aceitou o cargo de secretário do bispo de Combai, na … Ler maisErasmo de Rotterdam