25
jan
Trecho de ensaio de Montaigne.
Nosso mundo acaba de descobrir outro (e quem nos diz que seja o último, se os demônios, as sibilas e nós mesmos ignoramos esse até agora?) não menos grande, vasto e sólido do que o nosso. Mas tão novo e jovem que lüe ensinam ainda o abe. Há menos de cinqüenta anos não conhecia nem letras, nem pesos, nem medidas, nem roupas, nem trigo, e vinha; estava ainda nu no seio da mãe nu-triz… era um mundo criança.
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01
jul
Une philosophie sans doctrine. Tout pourrait se résumer en cette formule aberrante, aussi étrangère à la tradition humaniste qu’aux nouvelles formes de savoir qui lui succèdent à la fin du XVIe siècle (1). Ce n’est pas que Montaigne ait renié ses dettes, ou refusé d’accueillir et de divulguer l’héritage des Anciens; il cite trop souvent ceux qu’il appelle «ses regens et ses maistres» (II, 10, p. 410), et avec trop de vénération, pour qu’on puisse lui attribuer une pareille légèreté. 11 ne se borne pas non plus à jouer avec les mots et les idées : à chaque instant, il juge, vérifie ou réfute, et exprime de fermes convictions.
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17
fev
MICHEL DE MONTAIGNE
DO ARREPENDIMENTO
(Liv. III, Cap. II)
Os outros o formam; 852
eu descrevo o homem e apresento um particular bem mal formado, e que, se eu
tivesse de afeiçoar de novo, certamente o faria bem outro do que é; mas
doravante, está acabado. Ora, os traços do meu retrato não se extraviam,
embora se mudem e diversifiquem. O mundo [...]
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22
out
MONTAIGNEPor André Gide.
Tradução de Sérgio
MillietFonte: Biblioteca do Pensamento Vivo
Montaigne é autor de um só livro: Ensaios. Mas
nesse livro único, escrito sem estrutura preestabelecida, sem
método, ao acaso dos acontecimentos e das leituras, procura
entregar-se por inteiro aos seus leitores. Publica quatro edições
sucessivas dos Ensaios. Ia dizer quatro moagens: a
primeira, com 47 anos, em 1580. Volta ao texto, [...]
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06
out
DOS CANIBAISMichel de Montaigne (1533-1592)
Capítulo XXXI do Livro 1 dos Ensaios
Tradução de J. Brito Broca e Wilson LousadaFonte: Clássicos Jackson
Quando o rei Pirro passou à Itália depois de ter reconhecido a organização do exército com que os Romanos iam defrontar o seu: “Não sei, disse, que género de bárbaros são estes [...]
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23
out
Sobre o ensaio “Pedantismo”, de Montaigne (*)
por Marcelo Penna Kagaya
marcelo_penna@hotmail.com
Merleau-Ponty define um clássico como sendo “aquele que ainda nos dá o que pensar”. Montaigne, talvez, seja um desses clássicos que nos fazem refletir sobre muitas coisas, dentre as quais, os fundamentos de nossa pedagogia contemporânea. Em “Pedantismo” (texto integrante [...]
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