Fábula – A cigarra e a formiga

A cigarra e a formiga Tendo a cigarra em cantigas Folgado todo o verão, Achou-se em penúria-) extrema Na tormentosa estação. Não lhe restando migalha Que trincasse, a tagarela Foi valer-se da formiga, Que morava perto dela. Rogou-lhe que lhe emprestasse, Pois tinha riqueza e brio, Algum grão com que manter-se Té voltar o aceso … Ler maisFábula – A cigarra e a formiga

Escritores portugueses medievais do ciclo bretão

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

CAPÍTULO 5

(Princípio do século XVI ao século XIII) FASE MEDIEVAL

ESCRITORES PORTUGUESES

D. AFONSO II — terceiro rei da dinastia afonsina (Coimbra, 1185-1223), casado com a filha de Afonso IX de Castela, a princesa D. Urraca, de quem teve cinco filhos. Assumiu o trono em 1211 e reinou doze anos, tendo sido por êle convocadas as primeiras cortes portuguesas, que se reuniram em Coimbra em 1211.

Transcreve-se em seguida parte do seu testamento, elaborado em 1214.

CICLO BRETÃO — Pertencentes ao ciclo bretão, por meio de cujas movimentadas novelas assaz se ampliou a produção da Escola Provençal, transcrevem-se abaixo dois breves episódios. São trechos de uma antiga versão portuguesa do romance do Santo Graal, contida no Códice n.° 2594 da Biblioteca de Viena d’Áustria, trasladados pela erudita e ponderada pena do ilustre filólogo Padre Augusto Magne.

A RAPOSA E O MOCHO e A Raposa e o GALO – Fábulas de Animais

Muito conhecida nos fabulários de Portugal e Brasil, onde o mocho é substituído pelo canção (Cyanocorax cyanoleucus). Nas versões espanholas de León e Ávila, colhidas pelo prof. Au relio M. Espinosa ("Cuentos Populares españoles", III, números 258 e 259) o alcaraván escapa fazendo o zorra gritar: Alcaraván comi! Aoredor do tema, o animal captor persuadido que deve falar, deixa a vitima fugir, há longa biblio grafia, variantes estudadas em vários folclores K 561.1 no "Motif-Index" de Stith Thompson encontrando-se em Chauvin, como de origem ábe, no velho poeta inglês Chaucer (segundo Robinson), entre os negros americanos, Cab Verde, Jamaica, Hotentócia. Maior indicação de fontes na relação que acompanha os "motivos" Mt. 6, (o animal preso pergunta ao captor a direção do vento); Mt. 122 (o lobo perde a presa que lhe pediu para que examinasse o passaporte, etc; que o olhasse de face, que cantasse, etc): uma pausa para orar, Mt. 227. É corrente em toda Europa nessas diferentes modificações.