AS TRÊS MAÇÃZINHAS DE OURO, O COMPADRE DA MORTE, O SÓCIO DO DIABO, contos populares medievais, completos, para ler online ou imprimir, com comentários, lendas e mitos medievais coletados da tradição oral junto ao povo, com comentários.
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Muito conhecida nos fabulários de Portugal e Brasil, onde o mocho é substituído pelo canção (Cyanocorax cyanoleucus). Nas versões espanholas de León e Ávila, colhidas pelo prof. Au relio M. Espinosa ("Cuentos Populares españoles", III, números 258 e 259) o alcaraván escapa fazendo o zorra gritar: Alcaraván comi! Aoredor do tema, o animal captor persuadido que deve falar, deixa a vitima fugir, há longa biblio grafia, variantes estudadas em vários folclores K 561.1 no "Motif-Index" de Stith Thompson encontrando-se em Chauvin, como de origem ábe, no velho poeta inglês Chaucer (segundo Robinson), entre os negros americanos, Cab Verde, Jamaica, Hotentócia. Maior indicação de fontes na relação que acompanha os "motivos" Mt. 6, (o animal preso pergunta ao captor a direção do vento); Mt. 122 (o lobo perde a presa que lhe pediu para que examinasse o passaporte, etc; que o olhasse de face, que cantasse, etc): uma pausa para orar, Mt. 227. É corrente em toda Europa nessas diferentes modificações.
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Foi-me contada por Antônio Portel. Teófilo Braga e Consiglieri Pedroso recolheram outras versões, "O sal e a agua" e "Pedro Cortiçolo". Sílvio Romero, em Sorgipe, colheu uma variante brasileira, "Rei Andrada", bem diversa, por ter a princesa sonhado que o pai havia de beijar-lhe a mão e foi expulsa. Aurélio M. Espinosa encontrou variantes espanholas em Soto La Marina, Santander, "Como la vianda quiere a la sal" e "La zamarra", em Cuenca, "Cuentos Populares Españoles", II, números 107 e 108. Têm filiado esse conto á tradição bretã do rei Lear, o rey heir do "Livro de Linhagens", do século XIV. O episodio que deu assunto ao "King Lear" de Shakespeare, é narrado em livro posterior, o "Fairie Queene" de Spenser, 1587, onde a filha-mais-moça diz querer ao pai como deve uma filha.
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História de Antônio Portel. Versões portuguesas em Teófilo Braga, "As fiandeiras", em Consiglieri Pedroso, "As tias". Braga regista bibliografia, P. Kennedy, " Fire Side Stories * of Ireland", Basile no "Pentamerone", versão norueguesa de Asbjornen e Moe, sueca de Caval-lius e Stephens, alemão nos irmãos Grimm, n.° 14, "As três’fiandeiras", etc. No Brasil há a variante "A devota das almas", LXXVIT do "Contos e Fabulas Populares da Bahia", de João da Silva Campos.
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É um registo de Teófilo Braga, opus cit., I.°, p. 177. Cita, nas notas, Gubernatis, "Botanique Zoologique", C. 3, II, p. 2(49, que alude a um livro de Pedro Piperno, "De Nuce maga bene-ventana", do século XVII.
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Diz que era uma vez um príncipe que se estava, banhando num rio quando perdeu pé e se ia afogando quando um rapaz, vendo-o em perigo, saltou para dentro da água e salvou-o. Ficaram muito amigos, o príncipe e Pedro, aprendiz de sapateiro. Andavam sempre juntos e o príncipe convidou o amigo para que deixasse de ser remendão e viesse viver com êle no palácio. Pedro não quis mas todos os dias procurava um ao outro para caçar, pescar ou passear pelos bosques.
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UMA moça morava na mesma casa que uma velha que tinha uma filha muito invejosa e desajeitada. Viviam em quartos separados e a velha reparava na moça viver cantando e tratar-se muito bem, como pessoa rica. Não vendo de onde lhe vinha o recurso, começou a espionar e nada sabendo, pediu para dormir uma noite com a moça. Esta não pôde recusar. Entraram e a moça pediu à velha que a ajudasse a arrumar umas malas de roupa. E tanto arrumava a velha de um lado como ela desarrumava do outro, que terminou a velha morrendo de cansada e adormecendo. Amanheceu o dia sem que tivesse visto cousa alguma que contasse.
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AS TRÊS CIDRAS DE AMOR
Fonte: Os melhores contos Populares de Portugal. Org. de Câmara Cascudo. Dois Mundos Editora.
UM príncipe andava a caçar quando encontrou uma velha carregando, a gemer, um molho de varas, tão pesado que ia caindo pela estrada. O príncipe parou e pediu à velha que o deixasse ajudar, e levou o feixe de varas até uma encruzilhada onde a velha se despediu e lhe deu três cidras, maduras e belas, dizendo que só as abrisse perto dágua corrente.
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Era uma vez uma pobre viúva que tinha um filho chamado Onofre, que, além de não gostar de trabalho, parecia ser medroso e pouco inteligente. A única coisa valiosa que a viúva possuía era uma vaca muito magra, cujo leite mandava vender no mercado.
Um dia, a vaca não deu leite e a pobre mulher não teve o que comer. Por isso, aconselhada pelo filho, resolveu vender a vaca. Onofre foi encarregado da venda do animal. No caminho, encontrou um velho que lhe perguntou o que estava fazendo. Respondeu Onofre que ia ao mercado vender a vaca. O velho, que era muito esperto, levava nas mãos umas sementes de feijão de cores variadas. O rapaz ficou encantado com a beleza das sementes.
O velho percebeu a admiração de Onofre e propôs a troca das sementes pela vaca. O bobo do rapaz aceitou a proposta, certo de que fazia um ótimo negócio. Entregou a vaca ao velho e voltou para casa com as sementes de feijão.
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Era uma vez um príncipe que, tendo chegado à idade de se casar, não encontrou nenhuma moça que lhe agradasse. Seu pai, que já estava muito velho, vivia muito triste por não ter seu filho encontrado uma princesa para esposa. Receava morrer, deixando o filho solteiro. Como poderia ele governar seu reino sem uma rainha e sem herdeiros ?
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O príncipe encantado Era uma vez uma velha ambiciosa que tinha três filhas, cada qual mais feia. Perto da casa da velha, morava uma moça muito bonita que, apesar de pobre, andava com lindos vestidos e ricas jóias. Desconfiando de tanta riqueza, a velha visitava, freqüentemente, a casa da moça para ver se descobria alguma [...]
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A fonte das três comadres
Era uma vez um rei muito poderoso que teve uma enfer midade nos olhos e ficou completamente cego. Consultou então os melhores médicos do mundo, tomou todos os remédios aconselhados pela ciência, mas nada conseguiu. Sua cegueira parecia incurável. Um belo dia, apareceu no palácio uma velhinha pedindo esmola e, sabendo que o rei estava cego, pediu licença para dirigir-lhe a palavra, pois desejava ensinar-lhe um remédio maravilhoso. Conduzida à presença do rei, ela lhe disse: — Saiba Vossa Majestade que só existe uma coisa capaz de fazer voltar sua vista: é banhar seus olhos com água tirada da Fonte das Três Comadres. E muito difícil, porém, ir a essa fonte que fica num reino situado quase no fim do mundo. Quem fôr buscar a água deve entender-se com uma velha que mora perto da fonte. Ela conhece o dragão que guarda a fonte e sabe quando êle está acordado ou adormecido. O rei ficou muito satisfeito com a informação da velhinha e recompensou-a com uma bolsa cheia de dinheiro.
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NUMA cidade havia três moças órfãs de pai e mãe.
Um dia estavam à janela de sua casa, quando viram passar o rei. Era jovem, belo, elegante e montava um formoso cavalo. A mais velha das moças, extasiada com a beleza do rei, exclamou: — Se eu me casasse com ele, far-lhe-ia uma camisa como nunca viu! A do meio, cheia de admiração, disse: — Se eu me casasse com ele, far-lhe-ia umas calças como nunca teve! A mais jovem disse: — E eu, se me casasse com ele, da-he-ia três filhos coroados.
O rei ouviu a conversa e, no dia seguinte, foi à casa das moças e lhes falou: — Apareça a moça que disse que, se casasse comigo, me daria três filhos coroados. A moça se apresentou e, como era muito formosa, o rei ficou apai xonado e casou-se com ela. As irmãs ficaram com inveja, mas fingiram que nada sentiam e que estavam até muito contentes com o casamento.
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Lourenço era um homem muito pobre que possuía três filhas jovens e formosas. Vivia do humilde ofício de fazer gamelas. E o que conseguia com a venda destas mal dava para o sustento da sua família. Um dia estava Lourenço trabalhando na sua oficina, quando surgiu na porta um moço simpático e bem trajado, montando um belo cavalo. Qual não foi o espanto do velho gameleiro quando o desconhecido lhe propôs a compra de uma de suas filhas! Ficou indignado com a proposta e disse ao moço que, embora fosse pobre, não venderia nenhuma filha. Mas o moço não aceitou a recusa do velho e o ameaçou de morte se êle não aceitasse a sua proposta. Viu-se então Lourenço forçado a vender uma filha, recebendo, por isso, grande soma de dinheiro. Ao retirar-se o misterioso cavaleiro, levando a moça comprada em sua companhia, resolveu o velho gameleiro abandonar a profissão, mas, aconselhado por sua mulher, acabou por concordar em não abandonar o seu modesto trabalho.
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Conheça a clássica historinha dos Irmãos Grimm em versão ilustrada.
Essa é a estória de João,
um
rapaz afortunado
que,
perdendo ou não,
vivia despreocupado.
Contente com o que fazia
João de Sorte apelidado
ganhava quando perdia,
Julgando-se um felizardo.
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Longa e macia é
prisioneira da bruxa numa torre alta e sombria.
Rapunzel das longas trancas
espera ser livre um dia.
Virá alguém libertá-la?
A estória aqui
principia.
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O Gato de Botas Conto infantil de CHARLES PERRAULT Com desenhos infantis – Ilustrado por PIKKA [download id="12"] Um gato travesso como toda a gataria calçou botas e foi ao rei levar presentes certo dia. Seu dono era bem pobre. Só tinha um belo olhar e um belo porte Mas o gato de [...]
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Histórias da Carochinha – Fonte: Ed. Ática A MOURA TORTA Era uma vez um rei chamado Massad, que governava um país extenso e cheio de fartura. Esse rei tinha apenas um filho, chamado Anuar, um príncipe virtuoso e de bom coração. Quando Massad morreu, Anuar o sucedeu no trono, governando, desde o início, com sabedoria [...]
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Histórias da Carochinha – Fonte: Ed. Ática JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO Há muitos e muitos anos existiu uma viúva que tinha um filho chamado João. João e a mãe eram muito pobres e, para se manterem, contavam apenas com uma vaca, cujo leite vendiam na cidade. Um dia, porém, a vaca parou subitamente [...]
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Fonte: Histórias da Carochinha; Ed. Ática MARGARIDA, A SABIDA Era uma vez um casal de camponeses que tinha uma filha, de nome Margarida, a quem todos chamavam de Margarida, a sabida. Quando ela chegou na idade de casar, os pais ficaram aflitos para lhe arranjarem um marido. Até que um dia apareceu um pretendente: um [...]
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