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Miguel (admin)Mestre
A priori, a filosofia deve se reintegrar com a sociedade, mas não apenas como mais uma matéria no ensino fundamental ou médio, sendo superficialidade ou algo semelhante.
Já Sócrates aprendia ensinando, através de sua maiêutica, com todos aqueles que cruzavam o seu caminho, dialogando com os mesmos.
Marx teve a maior simpatia com o povo, principalmente com a classe marginalizada e com os proletários. Até hoje há quem acredite que ser marxista é algo atual e necessário, sendo Leonardo Boff um expoente do pensamento nacional atual a respeito.
Nietszche achava que sociedade era rebanho, esta era demasiada humana e todos os sistemas ieológicos que a viessem defender o também seria, assim como a sua moral.
Muitos filósofos trataram com desprezo a sociedade, pois de certa forma ficavam à márgem da mesma, refletindo porém muitas vezes a respeito desta. O intelectual é uma figura natural, deve assumir a sua condição de exceção e originalidade, mas não negando a sociedade, porém guiando esta para novos horisontes e visões. É mais do que chegado o momento de re-ligação, do re-encontro entre o filósofo (sábio) e a sociedade, para haja uma inter-relação, pois não há mais espaço para outra lógica, para outra forma de pensar, pois todos os seres se relacionam, mal ou bem, construindo ou destruindo, ou seja, é tempo de unir e não de separar!!!!01/06/2004 às 16:37 em resposta a: Relações entre a éthos grega, a ethica latina e o iluminismo #78198Miguel (admin)MestreA ética grega difere na sua essência da ética iluminista, como assim também da ética latina.
A ética grega se baseava na felicidade, no bem, na reta razão, no meio termo, etc…
A ética iluminista é a ética da revolução francesa, tendo expoentes como Voltaire, Rousseau, Montesquieu, Beccaria, Kant, como linhas de ideologia.
A ética latina, por sua vez, é a ética de um novo marxismo, de um novo comunismo, a ética dos excluidos, dos irmãos latino americanos.Miguel (admin)MestreOs livros citados foram:
FREITAS, Marcos Cezar (org). Historiografia em Perspectiva. IN: A Historiografia da Classe Operária no Brasil: Trajetória e Tendências. São Paulo: Contexto, 1998.
MARAM, Sheldon Leslie. Anarquistas, imigrantes e o Movimento Operário Brasileiro 1890-1920. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
TRONCA, Ítalo. Revolução de 1930: A dominação Oculta. São Paulo: editora brasiliense, 1982.
SILVA, Santos Paulo. Uma história da Primeira Guerra. Salvador: Quarteto, 2003.Miguel (admin)MestreUm livro bastante interessante faz uyma abordagem a cerca do anarco-sindicalismo no Brasil, precisamente no início do século XX. O autor é Sheldon L. Maran , resultado de inúmeras pesquisa para elaboração da sua tese de Doutorado pela Universidade do Estado da Califórnia em 1975. A obra objetivou investigar as razões do declínio do movimento anrco-sindical brasileiro e por que alguns movimentos de trabalhadores fracassaram e outros conseguiram êxito e até florescem em circunstância muita vezes semelhantes em países diferentes. Fazendo uma comparação especial com o movimento operário da Argentina.
Cláudio Batalha, professor da Unicamp, classifica o trabalho de Sheldon Leslei Maran: Anarquistas, Imigrantes e o Movimento Operário Brasileiro 1890-1920 dentro da corrente historiográfica dos anos 70, quando se iniciam as abordagens acadêmicas sobre o Movimento Operário que até então, estava limitado a sociologia e a ciência política. Bóris Fausto (1976), Ligia O. Silva (1977) e Silvia Magnani (1970), também compõem esta corrente historiográfica. O interesse tardio dos historiadores pelos estudos relacionados aos operários deve-se a situação interna do Brasil. Alguns entraves eram expostos pelo regime militar à produção acadêmica, os temas sensíveis às autoridades significavam riscos. A autocensura era a dimensão mais sutil da ação repressiva do regime, afirma Batalha.
A pesquisa foi realizada nas três cidades, onde houve uma maior intensidade de greves e movimentos operários: Rio de janeiro, São Paulo e Santos. Jornais e revistas tiveram fundamental importância para o desenvolvimento da pesquisa.
Sheldon L. Moran traz no primeiro capítulo o perfil dos imigrantes que desembarcaram à Capital nacional, São Paulo e Santos no início do sáculo XX, tendo como predominância italianos, portugueses e espanhóis. A rivalidade identificada entre alguns grupos étnicos é o assunto abordado no segundo capítulo, como também, a forte repressão desempenhada pelos militares. O terceiro capítulo refere-se as dificuldades, que os anarquistas encontraram para organizar o operariado e enfrentar o rumor da “Conspiração Estrangeira” apregoado pela elite dirigente, para debilitar o Movimento. Uma breve análise da teoria anarquista e sua aplicação prática no Brasil é realizada no quarto capítulo. Enquanto o quinto ganha destaque devido à apresentação dos pequenos partidos políticos organizados por líderes reformistas que enxergavam nas instituições um caminho viável para a obtenção das reivindicações. O sexto capítulo traz a tona as condições gerais do trabalhador; salário, moradia, acidentes de trabalho, etc. Por fim, no último capítulo, o qual dedicarei mais atenção, está relatado alguns aspectos do movimento Operário, especialmente no que tange ação e declínio.
Os últimos anos do século XIX estão distantes de se destacarem pelo dinamismo do movimento operário, as greves foram raras, devido, a incipiente formação do quadro operário brasileiro. Já em 1902, foi apontada a primeira grande greve organizada por um sindicato. As Confederações trocavam informações, via delegações, com distintos grupos anarquistas argentinos. O operário brasileiro estava se organizando rapidamente. Dois anos depois a Internacional União dos Operários dirigiu uma greve em Santos que durou 27 dias, e apesar das centenas de pessoas presas, esta greve de certo modo, impulsionou os movimentos grevistas dos anos seguintes (1906-1907).
Ainda assim, o Movimento era frágil, havia um baixo índice de sindicalização o que fazia das assembléias locais pouco movimentados. Este quadro desfavorável encontrou nos anos 1908 – 1912 condições ainda mais drásticas; a pressão policial provocou, até então, o maior número de deportação de imigrantes que o Brasil tinha presenciado. A deportação se transformaria em um perigo constante promovendo o distanciamento operário dos movimentos, até mesmo porque, estes almejavam benefícios imediatos, que não necessitassem de longas greves. Adiciona ainda os conflitos étnicos; espanhóis versus portugueses, brasileiros versus imigrantes, etc. rivalidades estas apontadas pelo autor como um forte empecilho ao êxito do anarco–sindicalismo no Brasil.
Santos apresentava um caso atípico, apesar do declínio do movimento operário na Capital federal e em são Paulo (1908-1912) a cidade portuária apresentava uma ativa atuação operária. Qual seria a causa desta diferença? Santos possuía em micro escala a diferença entre Argentina e Brasil (Rio de janeiro, São Paulo): Ausência de fabricas colossais mais resistentes a greves. A maioria dos trabalhadores eram homens, adultos e especializados o que ofereciam maior resistência a repressão policial e dificultava a contratação dos fura-greve, em sua grande maioria não especializados. A força do movimento operário santista foi comprovado quando em 1909 os operários do porto proclamaram feriado em homenagem ao 1º de Maio.
Após estes anos de crise para o movimento operário, com leve exceção para Santos, o início da Primeira Guerra e a aquisição de inéditos mercados europeus serviram para aquecer a economia e o movimento operário. As greves de 1917 e 1919, maiores até então, trouxeram vitórias importantes: 20% de aumento salarial, melhoria nas condições de trabalho, promessa de abolição do trabalho de crianças e mulheres, diminuição da jornada de trabalho para oito horas, respeito ao direito de reunião, desde que não aferissem a ordem.
Este avanço significativo do Movimento operário precisamente entre os anos 1917 e 1919 além do perigo da “maré vermelha” em voga na Europa, promoveram certas mudanças no discurso da classe dirigente aqui do Brasil. Propuseram reformas sociais, discutiram no congresso, na imprensa, De fato o anarco-sindicalismo estava transformando a sociedade conservadora, oligárquica. Contudo, esta dinâmica do Movimento operário brasileiro também acarretaram nas mais volumosas deportações já acontecidas, diversos líderes sindicais foram obrigados a abandonar o Brasil, debilitando profundamente o movimento.
Durante o governo de Epitácio Pessoa o rumor de uma Conspiração Estrangeira liderada pelos anarquistas foi bastante propagada, principalmente pelos jornais conservadores, entre eles o Estado de São Paulo, Correio da Manha, Jornal do Brasil. Por meio desta justificativa, houve um aumento da repressão aos anarquistas. As greves transformaram-se em elementos facilitadores para o serviço da policia, pois ali prenderia os líderes do movimento com mais facilidade. Nestas condições o movimento anarco-sindicalista entregou-se a decadência até seu desaparecimento no final dos anos 20.
Após o breve retrospecto da ação e declínio do Movimento Operário, Sheldon L. Maran traz alguns dos elementos que acredita serem os principais obstáculos a este movimento, e que por sua vez, o diferenciaram do Movimento Operário.
A Repressão policial. O governo e os empregadores encontravam sempre com o apoio da policia para reprimir as greves e assembléias. Os anos mais repressores foram 1906-1908, 1912-1913 e 1917 –1921.
A classe trabalhadora ainda era relativamente reduzida, e apesar de não existir correlação entre tamanho e força, este foi um fato dificultador. O movimento obteve dificuldade de organização; os imigrantes não possuíam consciência de classe, objetivavam apenas ascensão social e poderem retornar a sua terra natal. O temor de ser preso e deportado também apavorava o imigrante.
O conflito étnico causava uma certa rivalidade e comprometia o movimento. Os brasileiros se achavam preteridos no mercado e inferiores ao trabalhador europeu. Já o imigrante acusava os brasileiros de fura-greve, por sempre ocuparem as vagas em períodos de greve.
O rumor de uma Conspiração Estrangeira, propagado pela elite governante com o objetivo de atrair a simpatia dos liberais, e estimular o nacionalismo dos operários brasileiros, dividindo assim o movimento. O nacionalismo conclamado em alguns países para opor o avanço imperialista (Paulo Silva, 2003), no Brasil assumia a outra face; opor o avanço do internacionalismo proletário.
Contudo, alguns destes argumentos apresentados por Maram podem ser questionados por não serem obstáculos suficientemente necessário para causar um declínio, tal como ocorreu, no movimento anarco-sindicalista brasileiro. Talvez a delicadeza de tais argumentos levou o autor a dar mais ênfase aos elementos que indica serem os pontos centrais da distinção radical dos dois movimentos – brasileiro e argentino.
A base do anarco-sindicalismo brasileiro já trazia elementos que impediam um maior desenvolvimento; a maioria dos anarquistas não era a favor da naturalização e participação eleitoral por princípios ideológicos, canalizando assim, a resistência apenas para os movimentos grevistas, através dos sindicatos. Por sua vez, a não obrigatoriedade da participação nas assembléias e pagamentos de mensalidades os enfraqueciam. O segundo fator a separar o anarco-sindicalismo brasileiro do argentino, estaria nas particularidades da estrutura industrial nacional. A construção civil impunha a necessidade da manutenção do prazo pelos empresários o que favorecia os operários durante as reivindicações de greve, mas este setor não era predominante no Brasil e sim à indústria têxtil, que garantia com mais facilidade sua sobrevivência durante as greves devido as suas gigantescas estruturas. As crianças e mulheres, existente em grande número no mercado de trabalho brasileiro, estavam mais susceptíveis a repressão policial, assim como a facilidade para demitir e repor os operários mais ativos nas greves do setor têxtil, pois era desnecessária a especialização. Assim, o Movimento operário brasileiro detinha uma certa dependência aos sindicatos têxteis. Havia uma forte relação entre força do movimento operário como um todo, e organização do operário têxtil, pois este impulsionava as greves. Por isso Santos se assemelhava levemente a Argentina; ausência dos gigantesca fabricas têxteis, ausência de crianças e mulheres nas atividades operárias. Predomínio da construção civil e transportes.
Incluído no grupo que iniciou o debate acadêmico sobre o operariado brasileiro, Sheldon traz a tona os elementos que afirma terem sido fundamentais para a debilidade do anarco-sindicalismo brasileiro. Quando o autor ponta os problemas existentes na própria base da corrente anarquista dominante no país, ou as particularidades da estrutura industrial da época no Brasil, ele exclui um elemento importante para análise do declínio das atividades anarco-sindicalistas no Brasil. Elemento este muito bem destacado por Ítalo Tronca em : Revolução de 1930: A Dominação Oculta (1982). O sugestivo capítulo: Vencedor entre vencidos da referida obra, por si só resumiria o que representou o embate entre o PCB e o Anarco-sindicalismo, transplantando para o Brasil, em menor escala evidentemente, os confrontos que exauriram a Primeira Internacional – Marxistas versus Anarquistas. A resistência destes em aderir ao chamado dos comunistas para construir uma frente única demonstrava que a união destas duas forças não se concretizaria, e apenas uma se faria presente no cenário nacional a partir daquele instante. E assim foi. A necessidade de combater em duas frentes (PCB e Governo) seria fatal para o anarco-sindicalismo. Por sua vez, o PCB transportava o Movimento Operário das ruas para as Assembléias, para as instituições “válidas” o que significava para a elite conservadora -que já mencionava a necessidade de “reformas sociais” – um ganho, um avanço. Assim, após 1922 (fundação do PCB) três elementos comporiam o campo de batalha, além do Estado, representando a elite conservadora e o anarco-sindicalismo, representando até então o operário, surgia o PCB disputando ferozmente espaço. Este emaranhado de forças e interesses teria um desfecho em 1930, com o que alguns chamam de Segunda República.Miguel (admin)MestreFilosoficamente vai longe!
II) Está-se a abordar filosoficamente o G-8, após o indivíduo
LulaSemE fazer uma referência desprovida de senso humano.
Como todo Leitor desta está ao par, considera-se LulaSE um
monstro-do-demo, o maior dano à nação para os 504 anos.II) Pelo conduzir filosófico, está-se a ver o G-8 como um
aglutinado muito esperto, apropriado no evitar que as nações
de maior poder aquisitivo se vejam envolvidas em guerras-
de-bugio (atirar-se as próprias m.)
1. Eis então que está-se diante de reunir G-8. Dá para
perceber que JA fala com CA, GB está a sorrir diante de IT e
AL, EUA conversa com RU e FR. Um momento adiante eis
que IT conversa com GB e CA, JA fala com RU, AL
próximo de EUA e FR. Noutro tempo FR junto de CA e JA,
EUA com IT, RU com AL e GB. E uma dança-de-siglas continua,
re-arranjos por mais algum tempo.
2. Eis então que agora os oito entram numa sala, as portas se
fecham, o espectador fica a ver navios, não dá de ouvir ruídos,
provavelmente ou falam por cochichos ou, é claro, a sala está
ultra vedada.
3. Escoa um período de tempo, portas se escancaram, aparecem
oito mandatários, todos sorridentes, há aquele costumeiro
espoucar adoidado de flash, todos se dirigem para fora do
prédio, posicionam-se num local preparado nos jardins, os
oito indivíduos ficam lado a lado para a fotografia oficial.III) Vai-se conjecturar sobre abordado entre quatro-paredes:
– há questões de comércio, desequilíbrios, financiamentos.
– há questões de migrações, quiproquós internos.
– há questões militares, armamentos, posições no globo
– há questões sobre espaço sideral, rotas aéreas, marítimas
– há questões de Oriente Médio, muçulmanos, terrorismo.
– há questões sobre a China, África, América Latina.
1. Evidente que tudo isso daí e mais um pouco …
2. Evidente que os segundos escalões darão conta dos
tópicos, dos chegar-de-contas, dos nove-fora, dos trâmites e
textos e registros e documentos …
3. Para registro de época na História, fica a fotografia oficial,
e para até duas centenas de nações fica a oportunidade de um
chupar-de-dedos.
4. Reparar que visto de fora isso daí está de boa medida!
Porém filosoficamente não está nada bem não! Há de haver
mais esclarecimentos!
(01/06/04)Miguel (admin)MestreTruque com filosofia: jóia!
I) O assunto a seguir está um “case” recém saído-do-forno.
1. O LulaSemEstudo falou “criar um G-5 com Brasil, Índia,
China, Rússia, África do Sul …” Evidente que LulaSE não
entende nada-de-nada a respeito dos G’s. O atual mais em
evidência G-8 (ex G-7), reúne países que têm em comum o
quê? Aparentemente está a reunir “os países mais ricos”, mas
está uma mera ilusão de ótica.
2. Haveria o quê em características, a propor o aglutinar de
oito: EUA, CA, GB, FR, AL, IT, JA, RU? Evidente que há
algo em comum, pois senão inexistiria o G-8 (recordar que
Rússia – o oitavo elemento -, ingressou há pouco tempo, pela
porta dos fundos)
3. Considera-se que no Brasil – o país da gente, nós! -, há um
ignorar quase que absoluto a respeito do G-8.II) Agora é que entra na jogada a nossa amiga filosofia para
facilitar entendimentos a respeito do G-8. Diz-se “amiga
filosofia” pois sem ela não haverá compreensões:
– reparar que o trio FR&AL&IT joga com interesses quase
sempre antagônicos diante de EUA e JA.
– reparar que EUA&CA tem a fronteira que os mantém
ligados para todo o sempre, portanto formam dupla
– reparar que GB joga com FR&AL&IT e com EUA
– reparar que JA aparentemente está isoladão: ledo engano
– reparar que JA está logo alí no ladinho do dragão China
– ou seja JA mesmo a dormir-com-o-inimigo não está só
– a RU aparentemente está sozinha-abandonada-num-canto
– nada disso gente … RU está em processo de muda-de-pele
– para RU adquirir status crível, o melhor é tê-la às vistas.
1. Com isso daí deu para perceber que todos no G-8 estão
amigados, todos compõem esquemas parciais, todos vivem a
mutretar. Evidente que sem gravidade em hostilidades, tudo
numa boa – o cinismo impera lampeiro&faceiro. Então o G-8
existiria para quais as finalidades?
2. Reparar que oito integrantes teriam – convencionalmente
entre eles -, aquilo que os distinguiria das demais 170 nações
do globo terrestre: leitura-de-mundo. Eis a chave-filosófica
que dá o status especial: leitura-de-mundo.III) Eis que está-se com uma bomba-intelectiva, que somente
filosoficamente será resolvida: do que trataria a tal de leitura-
de-mundo?
1. Evidente que a condição de país com renda per-capita alta
não facilita um “parar-de-trabalhar” – pelo contrário,
trabalhar mais é a receita adotada.
2. Evidente que “trabalhar mais” para país rico, representa
maiores exigências, maiores agudezas, maiores gravidades.
3. Evidente que “maiores gravidades” implicam acirramentos
quanto aos embates, peleias, confrontos e bateu-levou.
4. Evidente que levar tudo num espírito pró acirrados tanto
turva o ambiente como leva pras vias-de-fato.
5. G-8 visa primeiramente interditar vias-de-fato entre eles.IV) Sintetizar supimpa: “Os países mais ricos, no intento de
dirimir suas variadas e permanentes diferenças, num modo de
evitar que se trucidem, resolvem compor grupo de discussão,
de maneira que se permitem aplicar o truque muito conhecido
das vovós: levanta-a-tampa-que-a pressão-baixa”.
(MCH, 01/06/04)Miguel (admin)MestreFilosofia doura a pílula.
I) Está-se a interpretar que a Filosofia está voltada para
“colocar nos eixos”, as transformações durante a passada da
Ciência&Tecnologia.
1. Reparar na FSP, 30/05/04, caderno Mais: “O abecedário de
Deleuze … Muita gente pensa que a filosofia é uma coisa
muito abstrata e para especialistas. Eu creio e vivo a idéia de
que a filosofia não é especialidade, tento colocar o problema
de outra forma. Quando se crê que a filosofia é abstrata, a
história da filosofia fica também abstrata. Um filósofo não é
alguém que contempla nem mesmo alguém que reflete: é
alguém que cria. Cria um gênero de coisas de fato especiais:
cria conceitos. O conceito não está pronto, não passeia pelo
céu, não o contemplamos. É preciso criá-lo, fabricá-lo.”
2. “É preciso criar o conceito” está dito; conceitos em voga:
– positivismo (Comte)
– evolucionismo (Darwin)
– pragmatismo (William James)
– paradigmas (Thomas Kuhn)II) A seguir extraídos de livro que aborda a obra filosófica de
Karl Popper (1902-1994).
1. Popper dá um enfoque para a resolução de problemas:
P -> TS -> EE -> P’ -> TS’ -> EE’ -> P’’ …
– P de “Problema”
– TS de “Tentativa de Solução”
– EE de “Eliminação de Erro”
– P’ de “Problema inesperado resultante”
2. Popper deu ao esquema acima, a conotação de aplicação
geral à maior parte dos assuntos práticos, não só à política,
mas a qualquer forma de administração, e também aos
negócios.
3. Popper vê o ser humano como que enfrentando não
situações que são estáticas/ estáveis, mas sempre num
processo de mudança.
4. Popper coloca como fundamentais:
i) crescimento do conhecimento,
ii) contínuo desenvolvimento social.
5. Popper exige nas propostas de soluções:
“Para qual problema a proposta constitui uma solução?”.
Se não houver um problema, ao qual uma proposta política
seria dada como a solução, então a proposta é supérflua, e
portanto prejudicial.
Eis então o qua caberia a todo indivíduo colocar em pauta:
“Esta é uma solução para que problema?”.
6. Popper indica que está essencial partir de problemas, e
chegar à formulação de cada política, apenas quando
caracterizada de solução do determinado problema.
7. Popper dá um enfoque que constitui um programa para
melhoria prática e racional, para reformar: metodologia da
reforma. Na prática, tal metodologia pode ser adotada por
qualquer indivíduo comprometido com a política
democrática.
[“Karl Popper: Filosofia e Problemas”, Anthony O’Hear, Ed.
Unesp/1997]III) Filosofia e Ciência
1. Reparar que a Filosofia nos dois últimos séculos esteve a
acompanhar – segundo tempo -, os avanços da Ciência.
2. Reparar que evita-se o marxismo nessa de “acompanhar a
ciência”, pois na real, Marx visou adiantar-se à Ciência.
3. Atual livro “A Aventura da Vida” com capítulos:
– O homem, engenheiro do homem
– A indústria do ser vivo
– Os mágicos dos genes
– Nas estrelas: os tijolos da vida
– Nascimento sob encomenda
– Não há desemprego para os micróbios
– A síntese da vida em laboratório?
– A nova cirurgia dos genes
[“A Aventura da Vida”, Joël de Rosnay, Ed. Vozes/1992]IV) Considera-se que a Filosofia, na atualidade
aplicar-se-ia pró evitar rompimentos de tecidos
sociais:
– há processo acelerado dado pela dupla
Ciência&Tecnologia, universalmente aceito quanto
ao promover de obsoletismos
– coletividades sob diversas influências globais,
nas identidades
– algumas manifestações globais:
— Crises econômicas de países
— F-1/ Futebol/ Olimpíadas/ Eventos Mundiais
— Mega produções cinematográficas
— Multi-acordos entre nações
— Terrorismos
— Virtualidades
(continua)
(31/05/04)Miguel (admin)MestreCara amigo Peregrino,
Primeiramente devo-lhe esclarecer (se você já não sabe) que o “homem do livro” não sou eu, mas sim o poeta, pintor (ilustrador?) e (porque não…) filosofo William Blake.A propósito, Rubem Alvez o descreve como “Nietzsche inglês”.As semelhanças são interessantes, mas as diferenças também não são pequenas (Blake é cristão).
Blake defende o perdão (forgiveness) acima de tudo, por isso desconsidera a moral (a moral que acaba queimando nossos “amigos pecadores”).Cícero e Platão foram “moralistas”, Jesus acima de tudo ensinou o perdão.
Nietzsche em certo ponto enxerga os homens apenas como “hierarquia de valores”.Como é possível odiar uma hierarquia de valor?Como não se identificar com outras hierarquias?Como não perdoar “hierarquia de valores”?
Sim, a filosofia de Nietzsche não para aqui, mas será possível não ter sempre isso em mente?
Outro ponto da filosofia (sim, podem me condenar!) de Blake que remete a Nietzsche é seu “poetical genious” (aquele que através da imaginação atravessa caminhos que ninguém pode trilhar) que (me) lembra o “além-do-homem” de Nietzsche.
Por ultimo Blake também desconsidera o predomínio da razão (por razões que ainda não explorei totalmente) em detrimento da imaginação.O interessante é que Blake faz tudo isso através de poesias, epigramas, provérbios….De forma artística.
Sobre Perguntas e Respostas:Creio que nos concordamos com isso também, até porque entendo que todas resposta trazem uma nova pergunta e toda pergunta procura ser respondida.
De qualquer forma, acho que todos nos temos de dar respostas, mesmo que provisórias (como as do velho “René meditativo”).Eu tenho de ter uma resposta sobre o motivo de estar escrevendo isso agora, certo?Posso até não conseguir explicar, mas tem de haver um motivo.Assim como tenho de dar uma resposta sobre porque quero estar vivo.Nietzsche diria que o valor da vida é a própria, o que não deixa de ser uma resposta, mas aí teríamos então de discutir o valor da morte.
Enfim, acho que estas respostas todos têm de dar, mesmo que elas sempre criem outras perguntas…Gosto dos filósofos que colocam as “perguntas primitivas” (mais um termo péssimo) de forma explicita em suas filosofias.Considero que a primeira pergunta que todo filosofo tem de responder é: “Para que (ou porque) devo ler filosofia?”…Pois se não fosse assim o “filosofo” seria um carpinteiro, um médico, um dentista, um filólogo.
Então, voltando ao “normal”, caro amigo Peregrino, acho que nós que não somos paladinos da verdade, não deveríamos tentar dar “lições” (no meu caso nem tenho “cacife” filosófico pra tanto) nesse pessoal que “cospe” com a saliva de Nietzsche (de Marx, ou qualquer outro), mas sim tendo em vista o perdão de Jesus/Blake fazer com que nossos “amigos pecadores” caminhem (procurem) conosco.Entendo que não há ignorância (ao menos filosófica) que paciência e bom humor não resolva…
Sobre Kierkgaard: Tenho um exemplar (xerocado, sou um pecador) de “Temores e Tremores” mas ainda não o li.Só dei umas folheadas e foi então que encontrei a fatídica (mas não pouco engraçada de qualquer forma) parte em que nosso amigo Soren zomba de Hegel.Quando fizer uma leitura podemos dialogar sobre ele.
A propósito você leu algo de Lev (Leon) Chestov?Li que ele é influenciado por Nietzsche e Kierkgaard (o que deve render bastante)…caso tenha lido diga me o que achou.
Bem,por hora é só !
Como não tenho nenhuma frase de efeito para terminar este post, vou citar em trecho de um poema de T.S Elliot que Gerd Bornheim colocou no inicio de seu livro “Introdução ao filosofar”:
“We Shall not cease from exploration
And the end of all our exploring
Will be arrive where we started
And Know the place for the first time”Abraço!
Miguel (admin)MestreRevolver & Resolver.
I) Então? Que fazer com Filosofia nas pegadas da Ciência?
Onde vai a Ciência, a Filosofia vai atrás – causo de quê?
1. Há mote: “Átila rei dos hunos, onde passava com seu
cavalo não nascia mais grama”.
2. Pois bem, dá para colocar a Ciência de um jeito maneirado
de cavalo-de-Átila, pois quando as cientificidades entram pra
valer, é um deus-nos-acuda nas coisas existentes até então.
3. O primeiro indivíduo a colocar o mundo em polvorosa foi
Galileu Galilei (1564-1642), munido de uma lunetinha e a
elaborar leituras dos astros siderais. A partir desta época, a
Filosofia foi assumindo status de entrar na jogada no segundo
tempo.
4. Atualmente a Filosofia anda no vácuo da Ciência, uma
coisa velocíssima, que por onde passa “nada fica na mesma”.II) Qual a finalidade da Filosofia?
1. Bem … essa questão aí necessita de prolegômenos.
[“prolegômeno: introdução geral de uma obra; prefácio
extenso; preâmbulo; exposição preliminar dos princípios”]
2. Reparar que em todas as épocas, a razão humana se vale de
dois fundamentos: Liberdade e Independência. Desde os
Faraós a coisa vem assim, ou melhor, desde que há 40 mil
anos surgiu o SapiensSapiens.
3. L i b e r d a d e … I n d e p e n d ê n c i a
4. Isso está bastante evidenciado com os gregos clássicos –
Sócrates, Platão, Aristóteles e Outros; a mensagem de Cristo
foi ancorada no duo liberdade&independência. Atualmente –
séculos próximos passados -, para Liberdade está incumbida
a democracia e, à Independência se emprega o capitalismo.III) E quanto à finalidade da Filosofia, pô!
1. Calminha aí, não é assim no mais que finaliza-se!
2. Tomás de Aquino (1225-1274) fez das-tripas-coração na
busca de argumentos para dar racionalidade à existência da
divindade, e tirar a metafísica-religião do sufoco em que se
encontrava na Idade Média. Todo mundo está a saber, que em
momento de exaustão, TA se expressou mais ou menos assim:
“Minha obra descomunal, de toda a minha vida … não vale
um vintém furado”. Ocorre que ele não conseguiu seu intento
de provar por exercícios de raciocínio, a existência de Deus.
3. Eis então que Galileu (1564-1642) – após vários filósofos
empenhados em descolar a metafísica da razão humana -,
engendra o primeiro pulo-do-gato.
4. Logo após surgiu Isaac Newton (1642-1727), com um dos
maiores pulo-do-gato, e a Ciência se fez e despencou, rolou
ribanceira abaixo, levando tudo de roldão, naquele estilo
onde-passa-não-nasce-mais-grama (tudo obsoletiza).IV) E a respeito da Filosofia, ainda nada?
1. Como já está todo mundo careca de saber, a Filosofia –
assim entende-se aqui -, está no vácuo da Ciência.
2. Atenção: “no vácuo” não tem nada de “na poeira”! O
sentido está pró interpretar estar impossível cientificidades
sem filosoficidades para preencher vacuidades, ou seja, onde
as ciências vão as filosofias vão atrás … sem-choro-nem-vela!
3. Mas filosofias vão atrás das cientificidades pra quê?
4. Ora ora … isso tá barbadinha de esclarecer …V) Causo de quê as filosofias brincam seguir-o-chefe com as
cientificidades?
1. Ô psit-da-poltrona … ainda não caiu-a-ficha? ‘Tás de
mente lerdinha, hein? (…) erdinha com “L”, evidentemente!
2. As ciências associadas com as tecnologias formam uma
dupla-medonha, desconsideram as coisas existentes, fazem
do ser humano uma vassoura-detrás-da-porta.
3. Cabe às filosofias arrumar-a-casa-depois-do-
vendaval. Os seres humanos, após outra passagem
da dupla-infernal, parecem ficar em situação
pindurado-no-pincel, calças-na-mão, nú-e-crú,
cara-lamber-graxa, atolado-no-brejal, salve-se-
quem-puder, … As filosofias – pacienciosas e
solidárias -, ajeitam coisas, maneiram modos,
condicionam trastes, restabelecem autoestimas,
reconfiguram perspectivas, desaparecem com
entulhos, renovam ares e descortinam … fazer
com que valha a pena viver …
(continua)
(31/05/04)Miguel (admin)MestreDemocracia e Indução
I) O curso de Filosofia, na maioria das faculdades, talvez que
se possa dizer quase todas, começam mal, desenvolvem mal,
desfecham mal: “mal” ao cubo!
1. No primeiro dia de calouro iniciar o curso, já deveria
se dedicar para dominar o emprego do método socrático, e ao
longo do curso – todos aqueles anos -, continuar a aplicar o
método, para se permitir sair da faculdade afiadíssimo.
2. Aventa-se que dentre 99,99% de estabelecimentos
brasileiros, método socrático esteja de lado (até ignorado);
conhece-se só um que não deixa passar, e é mantido a sete-
chaves (não revelável).II) Qual a finalidade a dar ao método socrático?
1. A primeira everéstica vantagem estaria na facilidade para
lidar com a indução, conter a indutividade, interditar o
indutivismo.
2. Ocorre que na democracia – “o menos ruim dos regimes” –
, grassa a indutividade de maneira adoidada, o maior defeito
da democracia é deixar solto o indutivismo. Diz-se “defeito”
e poder-se-ia dizer “fragilidade”, e até dizer “qualidade”. Eis
paradoxo: tanto vale “defeito” como “qualidade”! Putzgrilla!
3. Ocorre que a democracia dispõe de um zêlo pró liberdades,
porém a regulação de direitos e deveres está sempre a colocar
nos trilhos as liberdades. Se assim não fosse, tudo desandava.
4. Daí que a indução, as indutividades, o indutivismo está um
ótimo recurso para lidar, conter e interditar a regulamentação.III) Deu para entender o acima? Não deu, né? Tudo bem,
explica-se:
– a regulação está indispensável na democracia
– a regulação amorcega a democracia
– a indução é uma coisa horrenda na democracia
– mas indução bate de frente com a regulação
– daí que “hip hip hurra” à indução e à regulação!
1. Eis então que o indivíduo enquanto na democracia está a
dormir-com-os-dois-inimigos: indução e regulação. E
evidente que esses dois fazerm do indivíduo gato-e-sapato.
Mas há uma saída legal para o embróglio dos dois acima:
surge o paladino da individualidade … método socrático.
2. Caso, notícia no Terra 31/05/04: “Autoridade retorna da
China e, afirma que 100 mil chineses viajarão para o Brasil
nos próximos meses”:
– reparar que isso daí está indução de cair-queixo do leitor
– mas inerente – “necessária” -, à autoridade pública,
– pois deve explicativos à coletividade, de suas ações
– campanha eleitoral é indispensável à democracia
– no processo eleitoral a indução deita&rola.IV) E então, agora está nos trinques? Não ainda? Explica-se:
– na democracia a indução está um mal-necessário
– mas indivíduo não tem que se conformar com indutividade
– então como é que indivíduo precaver-se-á?
– pois bem …
– … no Brasil há uma faculdade que se considera esperta
– sistematiza nos alunos o método socrático anti-indução
1. Atenção. Tudo bem que esteja anti-indução, mas não com
intento de liquidar-de-vez com a indução – nada disso! -, mas
tão somente colapsar a indução. “Colapsar” no sentido de
interditar ao indivíduo que se manifesta publicamente.
2. Deu para perceber a sutileza da jogada? Explica-se:
– indução está liberada enquanto no âmbito da subjetividade
– propagandas, projetos, campanhas coletivas … tudo bem!
– mas no que indivíduo externa … êpa … calminha-aí, ô véio!
– quando indivíduo dá entrevista … puxa-o-freio, ô meu!
– se indivíduo soltar o verbo … furo-é-mais-embaixo, gaiato!V) O método socrático empregado sempre de sempre nas
oportunidades, com as quais os indivíduos se valem para
externamentos públicos – levar vantagem. Estaria o risco que
todo indivíduo se submeteria, daí valeria bem o mote “falar é
prata, ouvir é ouro”.
(continua)
(MCH, 31/05/04)Miguel (admin)MestreSwann,
Sou um admirador da obra do Bobbio, a qual recorro com freqüência, mas sobre esse tema em particular – divisão direita-esquerda – tenho alguns senões que dificultam minha concordância ipsis litteris. A propósito, veio de um amigo a indicação de um site interessante The Political Compass. Nas páginas desse site há um teste que busca definir a orientação política do entrevistado. Se tiver tempo, vale a pena conferir e, testes a parte, achei muito oportuna a diferenciação que lá foi feita entre orientação política e orientação econômica. Se estiver ruim de tempo, pelo menos dê uma olhada no link com os comentários sobre a análise do teste. No meu caso, o resultado não foi nenhuma surpresa: esquerda libertária.
Depois vou ler o “Direita e Esquerda”, a leitura do Bobbio é sempre interessante.
Um abraço.
Miguel (admin)MestreSe for de alguma utilidade, transcrevo abaixo escrito de Norberto Bobbio constante do pórtico da obra de Sérgio Cândido de Mello, cujo título é “Norberto Bobbio e o Debate Político Contemporâneo”, publicada em 2003 pela Annablume, com patrocínio da FAPESP.
“Nenhuma pessoa de esquerda (sinistroso) pode deixar de admitir que a esquerda de hoje não é mais a de ontem. Mas, enquanto existirem homens cujo empenho político seja movido por um profundo sentimento de insatisfação e de sofrimento perante as iniqüidades das sociedades contemporâneas – hoje talvez menos ofensivas do que em épocas passadas, mas bem mais visíveis -, eles carregarão consigo os ideais que há mais de um século têm distinguido todas as esquerdas da história”.
Miguel (admin)MestrePILGRIM
Não aceito o repto de escrever sobre “Destra e Sinistra” de Bobbio, porque estou escrevendo sobre outro assunto e porque teria de me debruçar sobre o debate de Giancarlo Bossetti, Gianni Vattimo e o próprio Bobbio, mais tarde publicado em opúsculo publicado pelo Fondo de Cultura Económica intitulado “La Izquierda en la era del Karaoke”, bem como um delicioso ensaio de Bobbio sobre A Esquerda e suas Dúvidas publicado na coletânea efetuada por Giancarlo Bossetti a que deu o título de “Sinistra Punto Zero”.
Fica aí uma simples sugestão de leitura para quem quiser enveredar por esse verdadeiro tópico da “esquerda”.
Peço desculpas – humildemente – por utilizar “investigadores de pêlo em ovo”. Retiro a expressão infeliz.Miguel (admin)MestreSenhor Pilgrim, 29 de Maio de 2004 – 4:34 pm:
I) SP: “… o tom com que vc posta suas msgs …”
1. Olá SP! Primeiramente vai-se em busca do
rasto, no rasto sempre há indícios, quem está a
falar, como atua …
2. O fórum iniciou em 06/11/2000; ao entrar-se
no fórum em 24/01/2004, havia 30 mensagens,
trinta, trintinha, duas dúzias e meia! Agora há
na gaveta do BD 488 mensagens, para 4 meses
decorridos; Administrador aludiu à prolixidade …
3. Adota-se neste fórum um estilo para mensagens
bem apropriado, para lidar polemicamente, diante
do assunto mais em voga nacionalmente: Lula&PT e
tudo o decorrente.
4. Encontrou-se um de-esquerda F. e outro meio-
que-de-esquerda TN; para conduzir polemicamente
só diante de-esquerda, mas um fenômeno era
esperado: turma 61% tipos-da-silva iria sumir nas
bocas-de-lobo-da-vida, não iria bancar-o-rojão.
5. Atualmente num campus sem-fim, não se avista
mais um que seja, um unicozinho de-esquerda. Mas
isso estava previsível no período anterior ao
out/nov/2002!
6. Daí que está no ar a questão: como é que 39%
antevia e alertava, mas 61% desdenhava e tirava-
sarro? Essa questão não sai do ar! Pois não se
trata de picuinha! Não se trata de discussão de
quem-é-a-bola! Ou de quem-vai-pro-golo!II) Escreve-se “TN de-mente de-esquerda de-cueiros”, causo
de quê? Devido que TN dá a entender em suas mensagens
assumir postura de gurizote, neném-de-colo, miúdo, pirralho.
Parece marinheiro-de-primeira-viagem, não aplica segunda
leitura em coisa alguma! Mas quer dar-letra!
Escreve-se “F de-mente de-esquerda velhusco”, causo de
quê? Devido se anunciar marxista, aventar que burguesia-vai-
se-daná, ex-isso, ex-aquilo, e outras velhuscadas!III) SP: “… Custa tanto argumentar sem ofender os outros?”
1. Ô SP, estás a debochar, né?
2. Ofender há – não em fórum de mensagens ultra comedidas
-, sim lá no DF com Executivo&Legislativo&Judiciário!
3. Reparar SP – atinar! -, que Lula&PT&Duda induziram
para 61% de brasileiros, que o que havia estava errado.
Mas para 61¬eitar um “tá tudo errado”, significava que
havia 61% de displicentes, desligados, dissimulados,
disparatados, desvergonhados. É gente que não acaba mais
61%! E gente como a gente!IV) Imaginar – SP atinar! -, que Lula decidisse numa de
Espertalhão, em horário nobre, externar: “Peço desculpas –
perdão -, ao povo brasileiro, pelas esperanças que induzi. A
coisa está feia, e não tem outro modo de proceder”.
1. Ô SP … o que é que aconteceria nos dias seguintes?
Nem atinas posssibilidade? SP O SemFala, SPONF!
2. Não aconteceria nada de nadinha! Continuaria tudo como
está atualmen te, pois o 61% está a “perdoar LulaLá” o tempo
todo! Caso não houvesse FSP/ Veja e alguns outros, o 61%
estaria até divinizaria aquele indivíduo …V) Certamente que SPONF não se apercebeu! Ocorre que
espírito-de-esquerda hipnotiza a coletividade brasileira, não
tem volta: 61%+39% tá tomado da mesmice!
(30/05/04)Miguel (admin)MestreCiência versus Filosofia.
I) FSP, 29/05/04: “… presidente Lula afirmou
que o Brasil – apesar de feito o dever de casa
reclamado nos mercados financeiros globais -, viu
agravadas estatísticas miséria e desesperança …
apesar de feito reestruturação economia, saneado
finanças públicas, mais ações governamentais,
responsabilidade fiscal, reduzir vulnerabilidades,
mais interagir na economia mundializada … Lula
alerta que ‘Mas é evidente que não basta fazer o
dever de casa, sacrifício não impediu inalteradas
e até pior, estatísticas fome&pobreza&desemprego
e também muita desesperança’ …”.
1. A partir dessa deixa de Lula, vai-se abordar
assunto legal: Filosofia; intento visa sugerir
que indivíduo ao pleitear autoridade eletiva
pública, federal/ estadual/ municipal … teria
sim que se propor a dispor de básicos encontrados
na filosofia ocidental.
2. Evidente que não se trata do graduação em
filosofia, nada a ver com conhecer a história da
filosofia.II) Para que serve a filosofia? Não o curso, sim
a filosofia em si, indivíduos fazerem filosofia –
pra que serve?
1. Considera-se que a Filosofia na atualidade
anda a reboque da Ciência, mas nada a ver com
modo cavalo&carroça, nada disso não! (“F” para
caracterizar um andar junto à Ciência)
2. Ciência está à frente da Filosofia, por contar
com meios geradores de novidades: laboratórios,
instalações, equipes, equipamentos, campos de
prova, projetos, programas.
A Filosofia está atrás na vacuidade gerada pela
Ciência – figurar com F-1, carro mais veloz gera
vácuo, no qual veículo detrás se aproveita para
dispor de alguns ganhos.
3. Mas a Filosofia tem papel distinto da Ciência,
nada a ver entre essas duas diretivas da razão
humana, relativo ao propor competitivo, ou ao
pretendido.
4. A Filosofia desempenha performance exclusiva,
na qual a Ciência não deu/ dá/ daria conta do
recado, lhe faltam meios e recursos para lidar do
modo que a Filosofia o faz.III) O que é que a Filosofia faz que a Ciência não faz/ faria?
1. Começa-se com a Ciência, que faz o que só ela
sabe fazer: ampliar/ estender/ deslimitar a razão
humana. Onde a Ciência passa/ aborda/ elucida, as
coisas existentes ficam inicialmente antiquadas
e, logo adiante obsoletas. Ou seja, Ciência é uma
“matadora”, munca à toa, ela coloca antes alguma
novidade, ou seja, a Ciência é uma “novidadeira” –
alegre e faceira e sisuda e carrancuda e
peremptória: “faço e nem tô pro’cêis!”.
2. Diante da razão-de-mundo, que passa e revolve
tudo, eis que atrás vem a Filosofia a curar-
feridos, fazer-recaldos, distribuir cautelas-
caldinhos, fazer-mimos, maneirar-revolvidos.
3. Nota: imagina-se que neste momento o Leitor
esteja tomado de crescente curiosidades.IV) Como é que a Filosofia se faz presente no cotidiano?
1. A Ciência põe e a Tecnologia dispõe. Essa
dobradinha proporciona rebuliços na coletividade;
dois extremos – usufruidades e miserabilidades -,
e entre eles o rebuliço.
2. Esteja onde estiver entre duas extremidades, o
indivíduo está envolvido-pelo-furacão, sem
escapatória, seja estar usufruir&sobreviver, seja
a penar&sobreviver; o diferencial entre as duas
situações é coisinha, titica, nadinha; as duas
situações extremadas têm em comum uma baixíssima
compreensão sobre o que se passa; aquele duo
infernal não se liga ao seu rasto (rastro), o que
deixa pra trás.
3. Nota: ver no início o fazer-choro de Lula.V) Reparar que as questões sobre Filosofia nem
foram respondidas! É que primeiramente deve-se
colocar o ambiente deixado pela Ciência, para daí
sim permitir um intervir da Filosofia; não é uma
moleza tal empreitada, não!
(continua …)
(MCH, 30/05/04) -
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