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Miguel (admin)Mestre
[nota:“O conservador e o socialismo andam taco-a-taco no
aspecto de reprimir, reduzir, decidir, dirigir.”
Não concordamos com isso daí.
Temos a impressão que o autor dá favorecimentos ao liberalismo “reduzindo” ou “dirigindo” o conservadorismo num patamar inferior.
Atitude esta muito bem descrita na tentativa dos socialistas em desacreditar as virtudes do capitalismo, sendo a via social espécie de via única.
Ora o autor está a assumir postura de-esquerda ao taxar o conservadorismo de forma tão negativa.
Poder-se-ia tb dizer que o liberalismo está fundado numa plataforma racionalista pragmatizante que não admite que é niilista, ou seja, o tal liberal-racional-pragmático não quer ser chamado de niilista.
Esta espécie de postura niilista enseja a decomposição da sociedade e faz com que a sociedade fique escrava de um senhor sem alma.Não nos parece justo definir um liberal, ainda que tão misterioso ou místico como propõe o autor, de forma tão inferiorizada, beirando até mesmo o demoníaco.
Da mesma forma dizer que o conservador caminha taca-a-taco com o socialismo no sentido de dirigir ou coisas do tipo.Consideramos o conservador atitude natural do ser humano que já não está tão ingênuo assim para a vida. Se o conservador de hoje foi o liberal de ontem então tudo está na ordem do dia e de bom tamanho.
Os perigos estariam nos liberais de mais de 50 e nos conservadores de 25.
Há situações em que se exije um atuar liberal, noutras um atuar conservador, sendo cada qual o contraponto essencial da outra.]Miguel (admin)MestreMelvinCH em Sexta, 02 de Abril de 2004 – 6:54 pm:
“Tudo o que JC falou está nos trinques em 2004! Tudo!”
Certamente.
Consideremos que ser humano é animal que não aprende através da própria experiência.
O estilo “Não há nada de novo debaixo do sol” está num constante atual.
Enquanto Cristo era tentado no deserto era possível nos grandes centros presenciar:
1. imoralidade
2. descaso com o bem estar do povo
3. desprezo cínico pelas virtudes
4. libertação de criminosos a fim de gerar caos e terror, condunzindo a uma ditadura em nome da emergência
5. abandono da religião
6. permissividade social
7. guerras infindáveis
8. políticos venais que lisonjeavam as massas em troca de votos
9. inflação
10. escândalos nos cargos públicos
11. manifestações de rua
12. perda da firmeza masculina e feminização do povo
13. pilhagem do erário
14. atitude de vale-tudo e tolerância diante das injustiças
15. burocracia e burocratas
16. desprezo pelos homens de bem e honrados
17. busca da riqueza materialista
18. e o mais importante, a filosofia de que Deus estava morto e o homem reinando absoluto.O ser humano ao que tudo indica tb era o mesmo.
Haviam ativistas e militantes do cristianismo que ensoberbecidos provocavam os “pagãos” de modo odioso.
Ao que tudo indica os Cristãos naquela época não foram perseguidos pela sua fé, até pq o mundo Romano era tolerante com todas as religiões.
Estes militante, raramente espirituais, consideravam que a instauração do Reino de Deus significava opulência material para si próprios, desejando ainda poder numa atitude egoísta e num constante buscar de punições aos seus inimigos.““Amar uns aos outros” em modo paradigmático indica
que os humanos se devem e se obrigam, ou seja há fatores
absolutos primeiros universais pró todos, independente de
externalidades e internalidades.”
A interpretação que faremos é diferente.
Este paradigmático estaria correto se Cristo afrontasse Roma, mas não foi isto que aconteceu. Consideramos que cristo não estava nem aí para problemas socias ou injustiças.
Não raras vezes Cristo pregou que o amor, a misericórdia e a justiça brotariam de um coração transformado por Deus e não por leis ou regulamentos.
O secularismo ou o utilitarismo não irá educar o homem: “quem discorrendo, pode acrescentar um palmo a sua estatura?”
Consideramos que apenas Deus e a religião, segundo a interpretação que temos de Cristo, pode instalar no ser humano o tal “amar uns aos outros”, pois trata-se de experiência individual concreta e não de experiência social abstrata: A experiência transmite evidências, mas há limites na linguagem. O que quero dizer é que consideramos que a instalação de “fatores universais primeiros” está insuficiente. Não haveria como descrever cores a um cego ou convencê-lo de que existem cores. É claro que é necessário transformar a experiência numa espécie de discurso razoável ou conceitual tal e qual fez Cristo, mas lembremos que Cristo buscou o discurso dentro de um paradigma religioso. Ivã Karamazov diria que “se a alma é mortal e Deus não existe, tudo é permitido”. ou seja ética sem religião ou moral sem Deus é algo bastante duvidoso, da mesma forma ficaria o “amar uns aos outros”.“Nem uma nem outra!”
Quando falamos de um amor sobrenatural fazemos crítica ao humanismo-naturalismo que prega um tal Evangelho Social que teima em afirmar que o mundo deve ser reconstruído, esquecendo-se estes pregadores que Cristo não estava interessado neste Mundo, pois afirmava que o Seu Reino não era deste Mundo. Além disto Cristo falava para um interpretação que deve se dar no campo da compreensão e da experiência dentro de uma plataforma religiosa que nos fala sobre mistérios.“…soltaram os
cachorros pra cima de JC… Sem … sem … sem … a História estaria noutras!”
Certamente.
Daqui interpretamos que a história está rasgada por Deus.
Para o judaísmo-cristianismo há uma presente dinâmica da vontade de Deus nos desígnios da história.
Quando colocamos cristo como fiasco e sem-ressureição estamos a contextualizar:
Ele foi recebido como honras por uma multidão – foi cevado.
Esperava-se dele algo mágico no estilo transforma pedras em pães ou coisas do tipo, mas Ele ficou na Dele.
Diversas pessoas saíram naquele dia de suas casas para receber o messias e…..bom depois voltaram para casa com cara de cachorro que lambeu graxa, sendo motivo de risadinhas dos vizinhos.
Quando Ele foi preso todos esperavam uma reação poderosa.
A reação que o povo desejava nos é revelada nos atos de Pedro naquele momento da prisão…tipo dar porrada naqueles caras e mostrar para eles. Mas Cristo ficou novamente na Dele.
Logo depois o povo que o recebeu na entrada da cidade resolve que deve dar lavada nas mãos ou ficar tipo a esperar no último minuto um milagre, mas já muito na moita.
Pedro mesmo em seguida nega Cristo por 03 vezes.
O povo já estava com gosto de graxa na boca e alguns começaram a ficar na bronca com Cristo.
Tudo aproximadamente e figurativamente é claro!Para nós a história está de bom tamanho, não há o que por nem o que tirar.
“Ainda não dá para afirmar…”
Ora M. estás a sugerir o que com isto?
Está evidente as diferenças de ser humano e demais animais.
Consideramos, num particular, que os animais tem consciência, mas o animal caído é o homem…. angustiado é o homem, que sabe que é finito…um-ser-para-a-morte.
O tal naturalismo humanismo caminha de mãos dadas com a ciência, e como já dissemos a ética sem Deus desbanca no niilismo.
Quando falamos em racional, estamos a dizer que o homem é espécie de animal que caminha no sentido de aproximar-se mais e mais do aspecto mais sutil da realidade.
Os animais, quem sabe, já sabem, e o homem sabia, mas perdeu ou esqueceu.
A vantagem de que M. fala não faz do homem um animal mais bem resolvido consigo.
Os cachorrinhos estão sempre a abanar os seus rabinhos e o homem está cheio de depressão.
É bem provável que as descobertas científicas não resolva as angústias do ser humano.“…buscar o óbvio, o literal, o evidente-por-si…”
As coisas não mudaram mesmo. Moisés com as tábuas lembrou dos perigos da idolatria que está em coisas óbvias, literais ou evidentes-por-si.
O nosso interesse é compreender a receita de sucesso de idéias como o marxismo, o socialismo, o humanismo-naturalista e o racionalismo niilista.
Consideramos que a antropologia-religiosa-hebraica seja capaz de lançar um pouco de luz sobre esta questão.
Grandes pensadores se tornaram marxistas, pessoas cheias de cultura acreditaram e continuam a acreditar no marxismo, de modo que o estudar pode, muitas vezes, até facilitar a aproximação com idéias de cunho niilista, socialista, secular, etc.abs.
Miguel (admin)MestreIremos fazer uma prova sobre o livro a A aguia e a galinha e precisamos de algumas dicas para sairmos bem.
Entrar em contato com
[email protected] ou
[email protected]Miguel (admin)Mestrequais as influencias de platão para santo agostinho
Miguel (admin)MestreFernando, 06 de Abril de 2004 – 11:12 am:
I) “…assunto do fórum descambou para as questões
climáticas …”
1. Mensagista F. engata marcha errada! Se em semáforo
da 9 de Julho, viraria tapete-de-lata.
2. Fórum não “descambou para climático”, não ô gaiato F.!
3. Sobre desfavores em geral, em mensagem atrás
relacionou-se, para exemplificar:
– ciclone/estiagem
– caixas eletrônicos
– MP anti-bingo
– peões no lidar com tropa animais no campo
– carga&descarga de macro atacadistas
– promoção de produtos
– ampliar do e-commerce.
4. Ocorre que F. abusado&fundamentalista (“abaixo rico!”)
colocara “… existe exclusão, pobreza, porque existe a
riqueza …”. Ora pois, considerou-se isso super
errado-ao-cubo!
5. A tecnologia provoca mudanças, bem mais que as
intempéries. Está-se a colocar que não está
na “riqueza” qualquer origem da “exclusão”, está
sim no desenvolvimento e mudanças e progressos e
complicadores da natureza (também!). Mas pelo
desenvolver – + competitividade&produtividade
– , haverá muito mais exclusão pelo globo!II) “… colocação … sobre cataclismas que seriam azares …”
1. Epa! Sem essa de “azares”! Cataclisma é da Natureza
que vinga na superfície terrestre. Ciclone não tem nada a
ver com azar ou sorte! Quando há ressaca no mar, há e só
há, e ponto final!III) “… liberais dizem somos naturais, filhos da natureza,
devemos apelar sejam aos deuses …”
1. Tô fora, ô cara-pálida! Xô xô xô cara!
2. Para pensar liberal há dois fundamentos a ocorrer desde
que humano atingiu época SapiensSapiens:
– Liberdade
– Independência.
Pelos últimos séculos até atualmente, a Democracia está para
destacar Liberdade e, Capitalismo para Independência.
A Democracia dá tratos pró igualdades humanas, mas
Capitalismo instala desigualdade.IV) “… Lisboa século 18, secas, enchentes, ventanias,
furacões, terremotos. Como do Caribe, 2 anos anos 50,
Engenharia de Recursos Hídricos de Lesley e Franzini,
cada 5 anos. SC e RS Paraná, o rio Uruguai, do Prata.
sites da ANA o Canoas 1937 300m3/s. 90 e 70 m3/s, o
1945, 22 m3/s. 12 anos, El Niño, La Niña, 1976. 20/30
anos 1945, hidrelétricas São Paulo, Tubarão Florianópolis.
1974, 410 mm 24 horas. 2 meses de verão. dezembro/94,
380 mm 3 horas, 495 mm 24 horas, Los Angeles, Frankfurt,
Austrália, Floripa 90 anos 100 anos Catarina 150km hora,
Criciúma/SC, Torres/RS. Arroio do Silva em SC, e Passo
de Torres/Rs NBR 6123, Isopletas 160 km/h, Curitiba,
30 anos. 100 e 120km/h 12/15 anos. Oklahoma, Dakota,
Brasil. anos 70, sudoeste de São Paulo, e oeste do Paraná,
sudoeste do Paraná, 15 anos LT. Rio de Janeiro para o
sul. Big One, Califórnia San Andreas Golden Gate 1906
Arroio do Silva N. Y 1954 …”
1. Cruiscrédistutufunscábrisdipéstis!
2. Isso daí está na mensagem do tipo F. o Rachão – FoRa!
3. Está a valer tudo no fórum? Negos batem-pino e logo
racham, viram rachão! Mas não vão levar não! Resistir é
preciso! Nâo passarão!
4. Êi F., tira cavalinho-da-chuva que não tem pr’ocê, não!
5. F. o Rachão! Que ruindade! Sem estudo só por abusivos!
Ignorar paradigmáticos e, nem querer encarar exercícios de
raciocinar! Ora pois … bem feito, então!V) “ … minimizemos os azares climáticos …”.
1. Novamente “azares” de F.! Coisa de zeca-tatú!VI) “ … Há recursos no mundo … manter-se um padrão
razoável de contingências …”
1. Não há recursos no mundo! Há recursos nos Estados-
nações!
2. FSP, 06/04/2004: “…No caso alemão, o crescimento
econômico é risível desde o início da década de 90, e o
desemprego não recua a menos de 10% há meses. A França
ainda apresentou um crescimento econômico razoável até
2002, mas o desemprego também é alto -9,6% no geral,
21% entre os menores de 25 anos … A globalização faz que
várias empresas européias deixem o continente em busca de
mão-de-obra barata na Ásia ou na América Latina …”
3. Reparar que cada Estado-nação corre atrás de recursos
para suas necessidades e suficiências.
4. Puro fantasióide “há recursos” no externar de tipo F.VII) “… É hora dos socialistas se recuperarem da derrota
que sofreram …”
1. Ten-ta ten-ta ten-ta ten-ta …manda brasa, mora!
2. Sugestão para F.:
– balde e pinça cirúrgica
– joelho e coluna firmes para agachar e ajoelhar
– tempo a perder de vista
– catar grânulos do pó-socialismo que ciclones tsunamis espalharam
3. Tsc tsc tsc … F. vai dispender a vida nisso? Quanta panaquice!VIII) “… enfrentando espírito liberal
metafísico irresponsável …”
1. Estudar está preciso, matuto! Impossível ó
tipo F.! Não há maneira para tal! Esquece essa de
“enfrentar liberalismo”, pois não há desfecho
nunca!
2. F. nunca de nunca perceberá a respeito do
liberal; sugere-se F. bancar um “conservador”,
daí sim (só assim!) terá embates com liberal.
(MCH, 06/04/2004)Miguel (admin)MestreUm período de estiagem aniquila muita gente, e a
tecnologia aniquila muito mais!(MCH,05/04/04)Coerente com o espírito marxista de tentar superar a diferença entre o trabalho braçal, intelectual, no esforço de superar a divisão de classes, e avançar-se para uma sociedade onde as potencialidades da humanidade sejam realizadas, é interessante, aqui, fazer-se um esforço no sentido da multi-disciplinaridade. Já que o assunto do fórum descambou para as questões climáticas. Penso ser interessante colocar algo , mais técnico, para uma maior reflexão.
A colocação de M, sobre cataclismas que seriam azares, merecem alguma consideração adicional. Pelo que M, diz, parece que a sua interpretação liberal, remete-o a idéias anímicas e metafísicas, incompatíveis com a sociedade tecnológica que todos, sejam liberais, esquerdistas ou independentes, não gostariam de contestar. O pensamento de M, está conforme aquele que se estendeu desde a pré-história, passando pela antiguidade, idade média, até a idade moderna. Ou seja, somos naturais, filhos da natureza, devemos apelar sejam aos deuses, no caso dos povos antigos, ou a deus,único supremo para que nos poupe das catástrofes climáticas. Sabe-se dos sacrifícios, das orações aos deuses da chuva, etc, ou a deus supremo. M, ainda está nessa fase. As catástrofes acontecem pelos pecados humanos e só resta a humanidade suportá-las. Isso começa a mudar com o terremoto de Lisboa em fins do século 18, quando já se começava a se contestar a questão do castigo divino. Na época ao representante do alcaide que se lamentava, dizendo que poderiam fazer, devido a tão grande castigo, disse o Marques de Pombal: – deixemos as preces de lado, vamos enterrar os mortos e alimentar os sobreviventes-. Daí começou a reconstrução de Lisboa, e um novo paradigma para a humanidade. Voltemos as catástrofes, as secas, enchentes, ventanias, furacões, terremotos. Como deve pensar um homem contemporâneo ancorado na ciência, tecnologia, na engenharia? Vamos por partes:
-Definir o que são catástrofes, fenômenos imprevisíveis, e fenômenos passíveis de prevenção.
– Pode-se dizer, e tento explicar um pouco mais adiante, que, ao menos, podem ser previstos com alto grau de precisão, hoje em dia, a maior parte das secas, ventanias.
-Não se pode prever nem tanto os furacões, mas sabe-se que no entorno do Caribe, indo a parte do hemisfério norte, acontecem furacões , quase a cada 2 anos, mas os terremotos, estes sim, praticamente imprevisíveis. Não onde, mas quando!O que é uma seca, uma enchente? Ou melhor, o que seria previsível de secas e enchentes? Ou, o que seriam secas e enchentes excepcionais?
1) Secas:
Se pegarmos o livro, clássico, escrito nos anos 50, Engenharia de Recursos Hídricos de Lesley e Franzini, veremos que os autores relatam que o meio oeste dos eua, passam por uma seca, a cada 5 anos. Ou seja, isso é previsível. Pode-se trabalhar, projetar, armazenar, contingenciar para este tipo de seca. A observações estatísticas já mostraram.1 a) O caso do oeste de SC e RS.
Pode-se vislumbrar bem as secas desta região, estudando-se as vazões do maior rio da região, fora o Paraná, o rio Uruguai, um dos formadores da bacia do Prata. Mas sem paciência, para coletar os dados do Uruguai, que estão nos sites da ANA, e outros, cito o de um dos seus afluentes, o Canoas, dos quais, disponho, dados, de cabeça e podem nos dar uma boa idéia para secas e/ou enchentes, vindas é claro, da falta ou excesso de pluviosidade. A vazão do Canoas, média de longo período, observada desde 1937 é da ordem de 300m3/s. Nos últimos meses ela oscilou entre 90 e 70 m3/s, o que caracterizou uma seca,mas não tão excepcional. Sabe-se que a maior seca, foi registrada em 1945, onde a vazão do Canoas ficou em torno, no mês mais seco, de 22 m3/s. Analisando os dados estatísticos, vê-se que a seca atual, deve ocorrer a cada 12 anos, uma seca severa, mas previsível. É fato que esta foi agravada por uma seca, de menor recorrência ocorrida a 2 anos anteriores. Fato também, que, algumas enchentes e secas, aparentemente vêm se agravando, devido a fenômenos El Niño, La Niña, que, também aparentemente vêm se intensificando na região a partir de 1976. Todavia é prematuro, falar-se em mudança climática. Resumindo: secas do tipo da ocorrida são previsíveis, e deveriam estar contingenciadas.Claro, não é viável contingenciar-se para secas com recorrência maiores que esta, se ocorrerem cheias com mais de 20/30 anos de recorrência, ou repetir-se a seca de 1945, até meados do século, teremos algo que poder-se-ia assumir como imprevisível.
2) Enchentes:
Mesmo raciocínio pode ser aplicado as enchentes, Usando-se os métodos estatísticos clássicos e em alguns casos (grandes hidrelétricas), usar-se métodos, mais sofisticados, estocásticos e hidro-metereológicos. Caso da cidade de São Paulo, fica fora destes estudos, ali parece tratar-se de alteração do micro-clima, devido a área e a verticalização da megalópole.
2 a) Catástrofes em SC.
Chuvas intensas consideradas como de pouca probabilidade ocorreram nas cidades de Tubarão e Florianópolis. O caso de Tubarão foi terrível conduzindo a muita destruição e mortes. Ocorreu em 1974, quando chuvas intensas caíram de forma abrupta nas cabeceiras do Rio Tubarão. Na cidade de Tubarão foi registrado 410 mm em 24 horas.Coisa que só acontece em 2 meses de verão. Em Florianópolis, em dezembro/94, apesar da pequena destruição pela ausência de grandes rios, vários bairros, foram inundados, devido a chuvas nunca antes registradas. Choveu 380 mm em 3 horas, fato que se acontece nos dois meses de janeiro e fevereiro, totalizando 495 mm, em 24 horas, o que só acontece se computado todo verão. Impossível projetar-se drenagem urbana, pavimentos, pontes, para eventos deste tipo. Tanto assim que ocorrem enchentes em Los Angeles, Frankfurt, na Austrália, etc, em todo primeiro mundo. Estudos,ainda, incompletos, indicaram que a chuva de Floripa foi a maior, talvez ,dos últimos 90 anos.
3) Ventanias, Furacões, Tornados
3 a) Furacões, Ventanias
Sabe-se que são raríssimos os ciclones e furacões no hemisfério sul. Não que não ocorram, mas provavelmente sua recorrência, deve ser da ordem de mais de 100 anos. Todavia ocorreu o ciclone, furacão (ou híbrido), Catarina, com ventos de mais de 150km por hora, causando grande destruição, naufrágios e algumas mortes ao sul de Criciúma/SC, até Torres/RS.Cidades como Arroio do Silva em SC, e Passo de Torres/Rs foram muito destruídas, quase sem aviso da defesa civil. Todavia, entendo que não se pode considerar tal fenômeno como imprevisível. Vejam bem!! Não o Furacão, assim, cuja outra ocorrência é remota (só se estiver existindo mudança climática,coisa que ainda não se pode especular),mas ventos desta magnitude não são tão incomuns nestas latitudes. Se pegarmos as normas de vento, que orientam, por exemplo, projetos estruturais, ou de linhas de transmissão, podemos ver, por exemplo, na NBR 6123, em suas primeiras páginas, mostram as isopletas. Isopletas são as curvas prováveis de vento. Para resumir, ventos com rajadas de até 160 km/h, ocorrem, já algo ao sul de Curitiba, com recorrência de 30 anos. Ventos entre 100 e 120km/h podem ocorrer a cada 12/15 anos. Tais ventos já causam muita destruição.3 b) Tornados
Sabemos que são comuns os tornados nos eua, onde atingem do Texas, passando por Oklahoma, Dakota, etc. Todavia existem tornados, também, no Brasil. Claro que os dos eua, são muito mais freqüentes e intensos. A freqüência devido as condições climáticas, mais abruptas e a intensidade, mais devido as condições topográficas (grandes planícies). Já nos fins dos anos 70, linhas de transmissão derrubadas no sudoeste de São Paulo, e oeste do Paraná, mostraram configurações típicas de tornados. Fotos aéreas, tiradas pouco tempo atrás depois da derrubada, em série, de várias torres de linha de transmissão, na região do sudoeste do Paraná, mostravam áreas desmatadas, com formato sinuoso, irregular, com características de tornado. Nos últimos 15 anos começou-se a considerar ventos mais intensos nos projetos de LT. Mais freqüentes são os tornados que ocorrem, no mar, nas costas brasileiras do Rio de Janeiro para o sul. Em geral, são de curta duração e logo se dissipam.4) Terremotos
Estes são muito conhecidos e popularizados dado a freqüência de sua ocorrência, e as grandes destruições e mortes que causam. Sabe-se com certeza, quais as principais regiões a serem atingidas, mas nunca se sabe quando. Embora, não tenham interesse, aqui, para nós no Brasil, as contigências são assumidas, ao menos, nos países mais adiantados. Claro que se ocorrer o Big One, na Califórnia, na célebre falha de San Andreas, será a grande catástrofe. Todavia, a ponte Golden Gate, foi reforçada recentemente. Ela não resistiria ao terremoto de 1906.
Considerações:
Tudo isso, serve para ajudar para que entendamos a diferença entre:
– Catástrofe, imprevisível, ou de magnitude tão grande, que não é viável que se planejem contingências para evitá-las. Todavia, sempre se pode manter equipes de socorro alertas. Em Arroio do Silva, pessoas dormiam em casinhas de madeira e não foram sequer avisadas, para, por exemplo, procurar abrigos em prédios mais sólidos de alvenaria. Já em N. Y, onde é rara a ocorrência de furacões (o último foi em 1954), a prefeitura mantém esquema para atuar caso ocorra um novo evento destes.
Conclusão: A tecnologia atual, nos dá os meios para que minimizemos os azares climáticos. Podemos, evitar as secas e enchentes corriqueiras, minimizar os eventos extremos. Tudo isso depende dos recursos de cada sociedade. A questão como um verdadeiro esquerdista vê, é como proporcionar estes recursos para todos. Aí voltá-se ao esquema original. Há recursos no mundo, para ao menos, manter-se um padrão razoável de contingências, alertas, mas o espírito puro de acumulação capitalista, só permite isso para as economias centrais. Só um real planejamento a nível mundial, proporcionado pelo socialismo, permitiria a humanidade fazer face à estas questões de forma ampla, global. É hora dos socialistas se recuperarem da derrota que sofreram ,passar as iniciativas reais, enfrentando o espírito liberal, metafísico e irresponsável. Já aprendemos muito com os erros do socialismo real. Sabemos que , em termos de ciência, o estalinismo, fez, também barbaridades. Todos sabem, do apoio a Lysenko, dado por Stalin, que usando argumentos Lamarquistas, olvidou a a visão Darwuinista, atrasando, a ciência, a bio-tecnologia soviética . Agora com as idéias liberais no poder, a visão de reprodução do capital, via, entre outros dispositivos, lucros aos acionistas, atrasa o enfrentamento da humanidade, frente a questões climáticas. Hora de consolidar a denúncia, passando as soluções.
Miguel (admin)MestreFernando, 03 de Abril de 2004 – 8:37 pm:
I) “… A salvação está na esquerda entender o que deveria
ser óbvio. O inimigo são os RICOS!”
1. Wow … uau … orrameu! Tá acertado!
2. O mensagista do fórum queentra&quesai F. , enfim
fundamentalizou! Demorou mas se encontrou!
3. Para F., agora está tudo ou nada! Rico versus pobre!
E até conviria F. personificar róbin-údi de mente.
4. Neste fórum há agora F. o Fundamentalista – FoFu.
5. Está interdito ao FoFu coisas como colocou:
– “baixa inflação ao consumidor”
– “baixa relação entre dívida externa total”
– “elevado grau de abertura comercial”
– “elevada renda per capita em dólares”
6. Evidente que F. (ou Fofu) já dispensa isso daí! Sua
fórmula “rico versus pobre” ou “pobre versus rico”,
descarta tudo isso daí! Êi F. evita palavratório! Com F. a
coisa complica não! Inédito reducionismo! Manda brasa F.!Fernando, 04 de Abril de 2004 – 10:54 pm:
II) “…lugar comum … a carta de 88 …”
1. F. está equivocado (errado!). Sua opção atual pelo
externar fundamentalista, oblitera-o!
2. Associa-se que hegemônico espírito-de-esquerda atual
está institucionalizado na Carta Magna/1988/BR.
3. O que se trata de “espírito-de-esquerda”?
Entende-se o espírito-de-esquerda, como uma atmosfera
utópica, na qual o indivíduo flui seu pensar, de maneira a ir
além do real e das idéias explicáveis, pretender se gratificar
com certas coisas que não consegue explicar, procurar
comunicar coisas que nem existem, sempre a escamotear o
procedimento experimentos&erro.
O espírito-de-esquerda institucionaliza o atuar empírico na marra!
O empírico é a Lei! Pretensioso paca!III) Reproduz-se um estudo da Constituição 1988:
“O Governo Federal patrocina a desfiguração da C/88.
Ocorre que facilita – até incentiva! -, que Estado promova
transformações sociais. O problema está no impossível de
concretizá-la! Não há qualquer consistência entre o texto e
o possível concretizar. Há um agravante inédito, é que STF
tem poder constituinte, e se permite decidir contra. Não
dispõe de eficácias para cercear a irresponsabilidade na
atuação do Estado, para evitar a corporativização e a
privatização de partes do Estado.”
1. O FHC promoveu algumas mudanças, Lula/2003
promoveu outras mudanças … tudo perfumaria. Deu azar
para BR em 1988, pois em 1991 o mundo mudou e a
Carta/1988 fôra eleborada com vistas ao mundo antigo.
2. Indicativo do atuar constituinte permanente do
STF, aparece na mídia de 05/04/2004: poderá
intervir na Procuradoria e no Ministério Público!IV) “…Não haviam os tais capitais soltos …”
1. Após 1991, apareceu volume de capital imprevisível – da
noite pro dia -, coisa que nalguns anos disparou com
globalização, um “tsunami financeiro”. O Leste Europeu
mais China ficaram livres do calor-na-nuca soviético.
2. As privatizações/BR geraram dezenas de bilhões
de dólares: capital queria chão-firme.V) “…Liberal desconhece igualdade. Como se não
fôssemos, humanamente iguais …”
1. Espírito-de-esquerda nem descreve muito menos gera as
condições para “igualdade”. Inventaram o “socialismo”
para forcejar igualitarismos, mas não o conseguiram devido
que descartaram a democracia.
2. A igualdade na coletividade é instalada pela Democracia,
nunca Capitalismo.
3. Para pensar liberal há dois pilares:
– Liberdade atualmente promovida pela Democracia
– Independência atualmente promovida pelo Capitalismo.
O pensar liberal admite a igualdade dada pela Liberdade.
Pela Independência inexiste igualdade pois cada cidadão
difere dos demais em saber&poder&querer.
4. Fundamentalista F. tenta de tudo para escamotear que
soviéticos tiveram 70 anos para acertar o socialismo! Entre
1917 e 1991 tentaram de tudo, mas sumiram do mapa!
5. F. deveria estar atualizado a respeito da época atual!VI) “…Sempre a Carta. Solução burocrática …”
1. F. o Fundamentalista (“rico é inimigo”), ignora como
funciona a Constituição nacional.
2. Não há nada de burocracia, há tudo de espírito-da-coisa!
A coletividade está retratada na Constituição!
3. Evidente que mudar por mudar não leva a nada! Há
coisas na C/88 que valem tanto quanto zero-à-esquerda!
4. Porém a reforma agrária que consta na C/88, enseja o
pleito do Mst! Hoje 05/04/2004 noticiam que mais de vinte
fazendas estão ocupadas por todo o brasilzão. E que muitas
mais invasões ocorrerão nos próximos dias.
5. Reparar que reforma agrária da C/88, vale para
parcela pleiteante, mas não vale para Autoridade
nem para a coletividade em geral.VII) “…visão da humanidade pendente de clataclismas
naturais …”
1. O Fundamentalista F. desentendeu para desviar atenção.
2. Colocou-se que há “n” motivos para haver esgotamentos
e obsoletismos nas atividades da população.
3. Ler “Os Sertões”, de E. da Cunha. Aquele lugarejo
Canudos estava a reunir população de até 20 mil, estava a
dar nova chance ao indivíduos que havia caído na situação
de obsoleto ou antiquado ou inútil ou desprovido de tudo.
4. Um período de estiagem aniquila muita gente, e a
tecnologia aniquila muito mais!
(MCH, 05/04/2004)Miguel (admin)Mestre2. BR pegou bonde no contrapé! Os constituintes estavam
aferrados no elaborar nova Carta e nem se aperceberam que
URSS estava com dias contados! Foi coisa do azar pra cima
do BR! Os constituintes jogaram todas fichas num Estado
nacional do Bem-Estar Social.>> O lugar comum de M, a carta de 88. Estado de bem estar social. Como se tivéssemos algo parecido a um Welfare State aqui.
. Pós o virar-pó URSS – êxito do duo Reagan&Thachter -,
surgiu da noite-pro-dia um volume de capital solto-por-aí
inimaginável. O que estivera Leste Europeu, virou campo
aberto imenso para capitais, começar pela unificação da
Alemanha. Eis o trator Globalização que bancou, durante
uma década, um rebuliço que todos da atual geração no
graduação, acompanharam.
[nota: atual geração estaria entre 20 e 30 anos]
>> Imensos capitais soltos. Nada disso aí. Os capitais só estiveram algo sobrantes com os petro-dólares, que quase todo mundo pegou, mas com aquela armadilha dos juros flutuantes, isso nos anos 70. M, só faz leitura errada, confusa. Quando a URSS, foi ao pau, o mundo, já estava na época da hiper-financeirização. Época dos derivativos, da queima de grana, da busca por liquidez. Não haviam os tais capitais soltos. Melvin, vê o mundo como estático, em seu tolo otimismo de liberal caipira.Proposta de 1789 não vingou no Ocidente. Logo
no capitalismo não há nada sobre desigualdade,
pois desconhece igualdade! Essas “coisas”estão
fora-de-órbita no Ocidente!>> Perfeito. Liberal desconhece igualdade. Como se não fôssemos, humanamente iguais. M, é superficial, só porque é baixinho, usa óculos, pensa que é diferente, na essência, de qualquer pessoa de porte atlético. Há que se raciocinar de forma, mais profunda, abrangente, coisa impossível, para quem só sabe urrar contra a C88.
. Após 1991, a Igreja determinou que o capitalismo está
reconhecido como Do Bem Humano. O que cabe agora,
desde 1991, aos sacerdotes, está no recomendar e cobrar, as
aplicações condignas dos meios&recursos intrínsecos ao
capitalismo.
>> Ainda bem que o pessoal da Teologia da Libertação, não sabe disso. O problema da igreja, neste século vai ser lidar com a sexualidade dos padres.Considera-se que caso BR cogitasse de apurar sua Carta,
novas perspectivas descortinariam, e a maior estaria na
nova visão a respeito da Alca e futura UA.>> Sempre a Carta. Solução burocrática. Mudar a Carta, daí tudo se resolve!
Para F., ciclone e estiagem no Sul não
proporcionam desfavores humanos? Conforme duração
dos cataclismos, há empobrecimentos que perduram!>> Esta a visão de um liberal. A visão da humanidade pendente de clataclismas naturais. Raciocínio comum desde a antiguidade, até os primórdios do capitalismo, quando as forças produtivas não estavam desenvolvidas o suficiente. Terremoto destrói Kobe e 90 bilhões são empregados na reconstrução. Claro, aqui Catarina, causou só prejuízo de 1 bi, mas como tem que pagar juros aos banqueiros, dar retorno aos ricos,etc,não há verbas de contingência. Falando em cataclismas, uma coisa emblemática da fase do capitalismo, imperialista. Se a falha tectônica volta a ativar-se e San Francisco, vai pro saco, como foi em 1906, milhares morrerão, mas logo será reconstruída. 3 aviões são jogados contra os símbolos financeiros e militar do Império. Pouca destruição comparado, aos cataclismas, mas o Império decreta guerra eterna, abrindo as portas do inferno. Isso, é sabedoria capitalista!
Miguel (admin)MestrePor favor, gostaria de uma resenha sobre o Banquete de Platão.
Miguel (admin)MestreFernando, 03 de Abril de 2004 – 8:37 pm:
I) “… Isto é vital para ser entendido …”.
1. Estás errado, ôôôôô tipo F.!
2. O capital nem sempre joga o jogo do capitalismo.
Durante nazismo-fascismo o capital estava no jogo do
Estado. Na URSS nunca houve jogo de capital. No BR do
regime militar o Estado fez jogo com capital. Atualmente
BR está a jogar o jogo do capital. Agora sim BR está com
um pé no capitalismo – ao menos na ante sala!
3. No capitalismo inexiste igualdade/desigualdade. Há sim
jogo&jogadas&jogueios! Lá no cerne do capitalismo –
patamar exclusivo do Capital -, onde tudo se passa como
um comboio cifras&movimentos&variações&posições,
deve-se figurar como ambiente atmosférico onde ocorre ora
calmaria ora brisa ora ventavia ora ciclone ora tsunami. Ou
seja, o mundo do Capital está um outro mundo, em relação
ao mundo habitual dos viventes (nós os seres humanos).
4. Considera-se que o pensar liberal e espírito-de-esquerda
deveriam confrontar-se no patamar abaixo daquele ocupado
pelo Capital. Ou seja, ambos os dois antagônicos deveriam
bater-se quanto às aplicabilidades do Capital. Ou seja,
inexistiria socialismo (foi pras cucuias já tarde!), somente e
sempre haveria pensar liberal versus espírito-de-esquerda.
5. Aliás, tal embate estaria com o “nihil obstat” da Igreja
E para tal embate valer a pena, nem no imaginário deve
haver almejo de igualdade, ou reclamo da desigualdade.
Não é por aí que os embates vão dar frutos de valer.II) “…temos um bolsão de ricos, a nível dos países ricos e
uma multidão de excluídos …”
1. Xiiiiiiiii … tipo F. tá afim de bagunçar-o-coreto!
2. Sugere-se interditar “bolsão” e “multidão”, para evitar
enroscadas das brabas!
3. O que há é figurativamente uma estrutura piramidal.
Com alguns andares – ou muitos andares -, dependerá das
leituras adotadas. Mas desde que embates estejam em volta
de questões sobre tais “andares”, o pensar liberal e o
espírito-de-esquerda não vão bancar guerra-de-bugio –
certamente!
4. Na tal de pirâmide, evidente que o pico não estará para
ponta de agulha e a base para campo de futebol! Nada
disso, ô apressadinho leitor! Deverá haver negociação.
5. Reparar que tal modo de encarar, permite confrontar
propósitos tanto entre indivíduos do BR, como entre nações
BR e EUA.
[nota: texto F. estaria buraco-negro pras coisas desconexas, só!]III) “…existe exclusão, pobreza, porque existe a riqueza …”
1. Para F., ciclone e estiagem no Sul não
proporcionam desfavores humanos? Conforme duração
dos cataclismos, há empobrecimentos que perduram!
2. No sistema bancário, os caixas eletrônicos com
uso do cartão geraram poucos milhares de postos
de trabalho, contudo eliminaram dezenas milhares.
A MP-anti-bingo eliminou dezenas de milhares.
3. Há alguns anos atrás havia necessidade de 10 peões em
montarias, mais uma cachorrada em volta, para lidar com
centenas de reses. Atualmente um único peão a pé, dá conta
do recado.
4. Supermercado de porte, anos atrás beirava à centena em
funcionários na recepção/armazenagem. Atualmente não
completa uma dezena.
5. A atividade de caixeiro-viajante já desaparecera há
muito, atualmente o promotor de produtos está em extinção.
A Web está a dizimar inúmeras atividades.
6. A “exclusão X riqueza” que F. alude, estaria ajustada à
sua própria imaginação abusiva&abusada&abusóide!IV) Considera-se que F. não raciocina! De mente sem
raciocinar, atrasa lá para antes da pedra-lascada!
1. A riqueza que deve estar relevada – considerada para
efeito de beneficiar a coletividade -, não está na riqueza
individual ou de grupo.
2. Riqueza = serviços & acessos & aquisições.& produções.
3. A repercussão da atividade é que estabelece o grau de
riqueza. Daí que há “n” riquezas – tantas quantas forem as
atividades. Quanto mais complexidade em atividades, mais
riqueza na coletividade. O empreender acresce de maneira
significante em complexidades.
4. O que BR necessitaria? Um expandir em potência, para a
atividade “empreender”.V) “…taxa elevada de crescimento: Os liberais e bobalhões
em geral, diriam que tem-se que aumentar exportações …”
1. Estás arredondadamente (completo!) fora-de-foco, ô F.!
O pensar liberal nem está para “taxa de crescimento” e
exportaçõs e balança e assemelhados.
2. Para o pensar liberal, o que importaria sim quanto ao
fazer, indispensável começar de coisas, estaria quanto à
estrutura institucional do BR. O BR está desprovido de
identidade formal, pois a Carta Magna está não funcional,
está a beirar um patamar inferior cheio de inutilidades.
3. Considera-se que caso BR cogitasse de apurar sua Carta,
novas perspectivas descortinariam, e a maior estaria na
nova visão a respeito da Alca e futura UA.
4. Para exemplificar o aspecto de insanidade quanto ao
“crescimento e desenvolvimento e balança”, há na FSP o
colunista Paulo N. Batista Jr. – endoidado anti-FHC, agora
um quase imbecilizado ???-Lula.VI) “ … durante o auge da economia militar a economia
crescia e o grau de abertura comercial era mínimo …”
1. Circularmente errado, ô F.!
2. Nunca deves buscar no período militar referenciamentos
para a atual época. Naqueles tempos, havia a Guerra Fria
que condicionava tudo no globo terrestre. O Capital estava
amoitado, abichornado, encolhido, sob-colchão. Havia o
petro-dólar e só!
3. Na década dos anos 80s houve o acelerado para liquidar
com URSS. E todo mundo esteve à espreita, pois ninguém
estava afim de jogar jogo-sem-fim, somente EUA bancou.
Havia capital para regimes que mostravam “garantias”, do
gênero que BR o fazia.
4. Nos anos 70s houve o delfinano-milagre-econômico
artificioso, forcejado pelo regime. Porém sem democracia a
coletividade acolheu sem rigores&apuros. O Ensino não
viveu em clima de liberdade necessária para alavancar uma
‘intelligentzia’ apropriada. Sem democracia tudo estoura de
errado adiante: foi nos 80s com a Carta/1988.
5. Com FHC houve o deu-pra-ti em coisas geradas pelo
regime militar, porém falta muito no âmbito administrativo!
Com FHC surgiu a Lei da Responsabilidade mas o âmago
das travas está na Carta/1988.
(04/04/2004)Miguel (admin)MestreFernando, 03 de Abril de 2004 – 8:37 pm:
I) “ … pérola de argumentação … A última voz para
reconhecer a superioridade do capitalismo é… o Papa …”
1. Colocou-se transcrito, não no sentido de argumentar –
equívoco grosseiro de F. -, foi tão somente para corroborar!
2. F. ignora segunda leitura, de situações paradigmática!
3. A Igreja está com propósito de durar – no mínimo! -, o
atual milênio. E para tal êxito, está obrigatório atuar
segundo o dizer da vovó: dieta caldinho-de-galinha, e andar
pela sombra e, devagarito no más. É o que a Igreja o faz de
forma arguta. Para caso Galileu deixou rolar 4 séculos!
Nada de apressamentos, há sempre tempo para assimilar e
momento para incorporar: Igreja opera em sistema aberto,
pelo modo long-play.
4. A Encíclica estabelece Verdade de Fé. E a Verdade de Fé
não está dirigida de princípio, aos fiéis, está sim dirigida
para a força-tarefa: sacerdotes e devotados abnegados.
5. Após 1991, a Igreja determinou que o capitalismo está
reconhecido como Do Bem Humano. O que cabe agora,
desde 1991, aos sacerdotes, está no recomendar e cobrar, as
aplicações condignas dos meios&recursos intrínsecos ao
capitalismo.
6. Isso, e só, pô!II) “… Brasil caído de 8º … 15º PIB … “
1. Parte-se da Carta/1988.
2. BR pegou bonde no contrapé! Os constituintes estavam
aferrados no elaborar nova Carta e nem se aperceberam que
URSS estava com dias contados! Foi coisa do azar pra cima
do BR! Os constituintes jogaram todas fichas num Estado
nacional do Bem-Estar Social.
3. Pós o virar-pó URSS – êxito do duo Reagan&Thachter -,
surgiu da noite-pro-dia um volume de capital solto-por-aí
inimaginável. O que estivera Leste Europeu, virou campo
aberto imenso para capitais, começar pela unificação da
Alemanha. Eis o trator Globalização que bancou, durante
uma década, um rebuliço que todos da atual geração no
graduação, acompanharam.
[nota: atual geração estaria entre 20 e 30 anos]
4. Muito azar do BR! Estava de Carta/1988 novinha em
folha, tudo ainda a regulamentar e já cheia de êrros fatais!
Tutufúmdúcaráiu pra cima do BR!
5. Reparar em aspecto de primeiríssima ordem: a reeleição.
Todos os países ocidentais admitiam a reeleição, mas BR
ignorou! Depois FHC necessitou um período para obter o
segundo período! Foi desatino dos incautos constituintes!
6. “Incautos constituintes” está um dizer ultra indulgente!
E já está bem dito: “Povo obtém pelas suas performances”.
7. Considera-se que a Carta/1988 só veio para travar! O BR
necessitaria de uma nova Constituinte. O FHC-Nojo-da-
Gente piorou ao não trabalhar, LulaBah! em 2003 piorou
tudo!
8. Dupla que BR quis: Nojo-da-Gente&Bah!-Sem-Estudo.III) “ … Dizer que o pensamento tem sido esquerdizante …”
1. Para o pensar liberal, não fazer a leitura do Ocidente,
caracteriza adotar espírito-de-esquerda.
Básicos para dispor de leitura correta “Ocidente”:
– inexiste império EUA
– EUA dá sim vetor do Ocidente, não dá os trâmites
– próximo embate será Ocidente versus Oriente-Ásia.
2. Há obra [*] de onde extraíu-se: “O Governo federal
patrocina a desfiguração da Constituição/1988. Ocorre que
C/88 facilita – até incentiva! -, que Estado promova
transformações sociais. O problema da C/88: impossível
concretizá-la! Não há qualquer consistência entre o texto da
C/88 e um possível concretizar. Há um agravante inédito, é
que o STF tem poder constituinte, e se permite decidir
contra a C/88. A C/88 não dispõe de eficácias para cercear
a irresponsabilidade na atuação do Estado, para evitar a
corporativização e a privatização de partes do Estado.”
3. Pelo pensar liberal, a C/88 está a institucionalizar o
espírito-de-esquerda no BR e, a ignorancia quase que
absoluta da ‘intelligentzia’ nacional a respeito do modo de
estar do Ocidente, idem!
[* “(Neo) Constitucionalismo”, Instituto de Hermenêutica
Jurídica/2004]IV) “…há problemas na questão crescimento econômico …”
1. Não de não! Não há nem “problemas” nem “questão” tal
como proposto pelo destaque de F.
{nota: F. obliterado em vistas e idéias!]
2. Enquanto questão “Mst” não estiver encarada a Primeira
Questão nacional, qualquer outra questão trava na largada.
A Carta/1988 dota Mst de poder institucional! Movimento
de aglutinado humano com poder constitucional? Coisa de
país chegado à esqusitices&babaquices&abostices!
3. A Autoridade, ‘intelligentzia’ e inúmeras instituições do
imenso brasilzão, deveriam dedicar atenção especialíssima
para como proceder na questão-problema Mst.
4. O que é o Mst? Esta interrogação deveria oportunizar
muitos seminários, congressos, debates, impressos.
5. Reparar que Mst aglutina indivíduos que não querem
virar favelados, de montar barraco nas periferias dos
centros urbanos. Ou seja, pessoas que não se conformam
com displicências e disparates do Estado&SciedadeFormal.
6. Enquanto persistir Mst nem pensar em “melhoria social”.V) “…capitalismo, manterá sempre a sua pujança a custa da
desigualdade …”
1. Está errado F. – errado por obliterado!
2. Está coisa de mente do fantástico cogitar “igualdade”!
Para Ocidente – Gregos&Cristo não cogitaram igualdades.
Em 1789 surgiu pela primeira vez almejo “igualdade”.
http://www.ambafrance-br.org.br/14 julho/libegfr.html
3. Proposta de 1789 não vingou no Ocidente. Logo
no capitalismo não há nada sobre desigualdade,
pois desconhece igualdade! Essas “coisas”estão
fora-de-órbita no Ocidente!
4. Tipo F. é capaz até de anunciar estar a dar nó
em pingo d´água – aposta-se todas as fichas que
não! F. se daria bem com pegadinhas-do-faustão.
(MCH, 04/04/2004)Miguel (admin)Mestre>>Em 1991 o Papa emitiu encíclica para anunciar que
>>a Igreja reconhecia superioridade do capitalismo
>>sobre o socialismo, inclusive para regredir a
>>pobreza no terceiro Mundo.”
>>(MCH, 03/04/2004)Que pérola de argumentação do Melvin, o caipira liberal!! A última voz para reconhecer a superioridade do capitalismo é…pasmem!!!…o Papa. Que pérola!
Mas vamos a alguns dados econômicos, sobre o Brasil. Impressionante que em cerca de 10/12 anos o Brasil tenha caído de 8º, depois 10º, depois 12º, afora 15º PIB do planeta. Culpa dos comunistas, esquerdistas? Ora nunca houve regime comunista no Brasil. Dizer que o pensamento tem sido esquerdizante, só mesmo na cabeça de quem aceita o Papa, como autoridade final para entender a superioridade de um sistema econômico sobre outro. Não é nada disso. O fato é que há problemas na questão do crescimento econômico. O capitalismo, é dinâmico, mas nunca pode proporcionar riqueza para todos. Por sinal, nenhum sistema pode proporcionar riqueza a toda a terra, no curto prazo, mas o capitalismo, manterá sempre a sua pujança a custa da desigualdade. Isto é vital para ser entendido, mas nem sequer as esquerdas entenderam. Não, todos não podem todos crescer. O Brasil cresceu a taxas médias de 6 a 7% desde o século 19. Isso acabou, agora é a vez de outros. São as bolhas que o capitalismo promove. É sintomático, para quem sabe ler as tendências que nosso PIB, tem ficado em comparação a outros no mundo, para trás, mas nossos ricos dobraram neste tempo. Ou seja, temos um bolsão de ricos, a nível dos países ricos e uma multidão de excluídos. Esta é uma das causas da criminalidade, e pior da falta de crescimento do país. Volto a falar disso mais adiante. Mas afirmo que existe a exclusão, a pobreza, porque existe a riqueza. Os ditos socialistas têm que entender isso, ó óbvio, mas que não aparece, no pensamento da esquerda. Socialistas devem ter como meta, nem ricos nem pobres, mas a sociedade sem classes. Se não se puder, acabar com a pobreza (e como vimos o capitalismo não fez isso em 500 anos), que acabemos com os ricos e em conseqüência com a exclusão social, no Brasil e na Terra. Voltemos a questão do PIB brasileiro:
“Brasil fica atrás de emergentes em 2004
ÉRICA FRAGA
da Folha de S.PauloO magro desempenho da economia nos últimos três anos tem feito dos 3,2% de expansão esperados para 2004 motivo para festa. Ainda assim, o país continuará na rabeira do crescimento no mundo emergente. Pesquisa divulgada recentemente pela revista “The Economist” mostra que 19 entre 25 países em desenvolvimento terão desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) superior ao do Brasil no próximo ano.
O levantamento é feito com base na média das projeções de dez importantes bancos e institutos de pesquisa. Segundo os resultados, o Brasil empatará, em 2004, com duas outras nações e ganhará de apenas três: Egito (3,1%), Israel (2,2%) e Hungria (2,9%).
O pior é que economistas são unânimes ao afirmar que a capacidade de expansão brasileira, no médio prazo, é limitada. Segundo alguns analistas, o chamado PIB (Produto Interno Bruto) potencial do país –capacidade que uma economia tem de se expandir sem pressões inflacionárias– gira em torno de 3%.
Esse é um entre vários outros indicadores de vulnerabilidade da economia brasileira que deixam, apesar da recente recuperação, o país ainda longe de preencher os requisitos para ser considerado porto seguro para investimentos.”
Tirando parte do texto, para não ficar muito extenso ,vamos ao que interessa:
“Os indicadores
Uma análise de seis desses indicadores feita pela Folha com base em dados de consultorias, bancos e da agência Moody's mostra que o Brasil está muito aquém de outros emergentes que já receberam essa classificação:
1) taxa elevada de crescimento. Apesar da melhora de 0,7% neste ano para 3,2% em 2004, o Brasil ainda ficará a uma longa distância de países que são grau de investimento, como China (7,7%), Rússia (5,1%) e Malásia (5%);
2) elevada renda per capita em dólares. A do Brasil perde significativamente para a de de países emergentes considerados de baixo risco. Deve encerrar 2004 em US$ 2.829, 68% inferior à do Chile e 118% menor que a do México;
3) baixa inflação ao consumidor. Embora deva cair de 9,7% neste ano para cerca de 6% em 2004, a inflação ao consumidor (medida pelo IPCA) ainda estará bem acima da de outros países, como Malásia (0,8%) e Tailândia (1,5%), no próximo ano;
4) baixa relação entre dívida externa total (pública e privada) e receitas em contra corrente (como exportações, royalties e ganhos com fretes). Quanto menor esse indicador, maior a capacidade de determinado país para fazer frente ao seu endividamento sem depender de recursos externos.
5) elevado grau de abertura comercial, medida pela corrente de comércio (soma de exportações e importações) em relação ao PIB. É outro indicador listado como de extrema importância para a redução da vulnerabilidade externa.
6) ausência de episódios de moratória a partir de 1975. O Brasil decretou moratória em 1982 e deu o calote no pagamento da dívida externa em 1987.”Vamos tentar comentar estes indicadores, tendo em vista que muitos são tendenciosos, fornecidos por representantes de banqueiros, corretores, liberais deslumbrados, em geral.
1) taxa elevada de crescimento: Os liberais e bobalhões em geral, diriam que tem-se que aumentar as exportações. Se forem dobradas as nossas exportações, nosso crescimento, irá no máximo para 4%. Para ter-se um crescimento, razoável, acima de 5% as exportações teriam de ser quadruplicadas. Isso, é irreal, vendo-se as barreiras de todo tipo que colocam os países, principalmente, os ricos. São barreiras , que variam desde alfandegárias, sanitárias, pseudo- ecológicas, sindicais, o diabo. Solução? Aumentar o mercado interno, mas aí, esbarra na concentração de riquezas que fale que se reflete no item 2).
2) elevada renda per capita em dólares: Nem precisa dizer muito. Temos uma renda per capita agora menor que os 3mil dólares que eram alardeados. Como criar mercado interno? Taxando pesadamente, as fortunas, acumulação pessoal dos ricos (vejam que não falei, em taxação em investimentos de empresas ainda).Na realidade a renda per capita baixa, mas o número de ricos que duplicaram em 10 anos, mostra que os ricos sugam e não investem no país. Remetem dinheiro legal e ilegalmente ao exterior (O guru de Melvin G. Franco, é o apologista da conta CC5, que sangra , legalmente, a riqueza brasileira), compram imóveis em Miami, etc.
3) baixa inflação ao consumidor: Sim a inflação está controlada de maneira, macro,mas persiste a inflação ao pequeno consumidor, mais uma vez isso é fruto de concentração de renda, rico não liga se feijão e arroz dobram de preço.
4) baixa relação entre dívida externa total (pública e privada) e receitas em contra corrente (como exportações, royalties e ganhos com fretes).
Aí não tem jeito. Não há como aumentar, de maneira drástica as exportações, royalties , etc, só negociando a dívida.
5) elevado grau de abertura comercial, medida pela corrente de comércio (soma de exportações e importações) em relação ao PIB
Isso é bobagem, coisa de banqueiro, provinciano liberal. Só funciona quando vc pode exportar produtos, serviços, em alta escala. Quando se tem uma economia, não só grande, mas enorme, que atua como blindagem, para eventuais choques externos. De fato, o Brasil só cresceu, a grandes taxas, quando sua economia era mais protegida. Isto é história econômica, não dá para contestar. História recente: durante o auge da economia militar a economia crescia e o grau de abertura comercial era mínimo. Só liberal louco, irresponsável prega estas coisas.
6) ausência de episódios de moratória a partir de 1975.: Isso também é bobagem. Vários paises tiveram que decretar moratória e cresceram. Dívidas injustas podem e devem, sempre, serem contestadas. Se houvesse uma união dos endividados, o capital, teria que afluir, bem ou mal, pois esse tem que se reproduzir.
Disso tudo, fica a questão principal: Só não crescemos mais, em grande parte por cauda de nosso ricos. A salvação está na esquerda entender o que deveria ser óbvio. O inimigo são os RICOS!
Miguel (admin)MestreMais extraídos de “A felicidade francesa”, Guy Sorman,
Ed. F. Alves/1996:
I) Onde deveria haver a autocrítica do liberalismo?
1. O caso de Costa do Marfim. Seguiu uma via liberal e …
está arruinado. Os produtores privados de cacau e de café
não souberam reinvistir seus lucros nem melhorar a
qualidade dos produtos exportados. Acabaram por serem
expulsos dos mercados mais emprendedoras. A pergunta
que deve ser feita: – Será que os africanos, independente do
regime político, não conseguiriam ser empresários?
A resposta está de que a sociedade africana não tem cultura
para bancar o espírito competitivo dos países mais
avançados. Pois eis onde a autocrítica liberal deveria estar a
mil. A cada cultura deve haver um diferencial para segurar
as pontas, diante das dificuldades de atuação. Todo
empresário africano sabe de antemão que seu capital será
devorado pelos incontáveis ‘primos’ da tribo a que
pertence. Pois então o Fmi e Bid deveria sustentar
programas para superar tais questões culturais regionais.
Não obstante toda a dinheirama que o Fmi liberou para os
capitalistas africanos, o capitalismo não vingou. O africano
não abre mão de sua cultura, seus modos de conviver – é
um direito deles. Pois então os órgãos mundiais devem
elaborar novos programas de adaptações. Ou então desistir
dos africanos … o que convenhamos é um absurdo!II) Em Moscou tudo normal.
Após 1991 os russos não vivem mais com medo; não sentir
medo, eis um sentimento que em mil anos a maior parte de
todas as gerações não havia conhecido. A Rússia vive
realmente uma mudança sem igual – a Revolução!
Não só aboliu 1917, Lenin, Stalin, mas inverteu mil anos de
opressão: tártaros, boiardos, delírios imperiais, gulags. O
modo de ver ocidental se mostrava fascinado de capacidade
russa de conviver em tanta anormalidade: como esra
possível um povo aguentar tantas opresões?
Ora pois, eis que num estalo a Rússia se torna normal!
Independente de Chechênia, máfia moscovita, banditismo
geral, o que importa é que o essencial está radiante: sair do
regime de exceção e poder levar uma vida privada, poder
ter desejo de conforto e liberdade, se envolver com
individualismo e capitalismo.
A Rússia se livrou da ‘alma russa’ e da ‘intelligentzia’, o
que resta então são os novos russos, europeus como os de
Paris e Londres.
A ‘alma russa’ não surgiu do povo, ela foi a marca-de-ferro
que os dirigentes infligiram sucessivamente, sem intervalo,
ao povo russo. A mídia russa não publica nada a respeito da
‘alma russa’, quer abolir da mente a ‘alma russa’.
E a ‘ intelligentzia’ surgiu no século XIX: publicitários,
oradores, escritores, poetas, burocratas, jornalistas,
aposentados bem remunerados. A ‘intelligentzia’ levou
todas as utopias a sério, desposu todas as modas, sem
sombra de crítica, e a impôs ao povo tal como se
empanturram os gansos. Tais ‘trabalhadores intelectuais’
deram o curso da História. O momento e delírio redentor
ocorreu com a presença de Lênin/1917. E properou pelas
décadas afora. Em 1991 havia a União dos Escritores que
mantinha 10 mil penas e porta-vozes, produtores de
slogans, discursos, arengas.
Os russos não se tornaram de repente todos imaginativos,
empreendedores – nem os franceses o são! Mas é inegável
que sem o comunismo surgiu uma vontade de empreender,
de criar, de descobrir, inventar, de compor e desenvolver.
Os russos estão tão normais quanto os europeus ocidentais
o estão. O russo nunca foi passivo, sempre esteve na
passividade devido o regime que o submetia. Agora
ninguém quer renunciar a viajar e a consumir produtos do
estilo que os ocidentais estão habituados.
(03/04/2004)Miguel (admin)MestreNo texto desta mensagem vai-se colocar tópicos de
livro oportuno:“A felicidade francesa”, Guy
Sorman, Ed. F. Alves/1996:
“O que propõem os ‘verdadeiros liberais’? Ninguém
o sabe. Ninguém ainda conseguiu legitimidade de
se dizer ou indicar um ‘verdadeiro’ liberal. A
marca ‘Liberal’ não está registrada, o pensamento
não tem fundador, sem partido, sem paga nem
endossos, sem obra de referência. O pensar
liberal está o inverso do socialismo que tem
dono, obra, regras, policiamento.
Quando os liberais se reconhecem, só constituem
uma família esparsa sem chefe; os liberais
preferem desposar a sua época e a geografia
planetária, recusam o ideologizar.
Um liberal escocês como A. Smith não poderia ser
confundido com um liberal francês ou alemão de
qualquer época. As sociedades liberais – até numa
mesma nação -, diferem entre si; o inverso ao
velho socialismo que visava a uniformidade em
todos os climas do planeta.
Características de pensar liberal:
– lutar por suas idéias sabendo que elas são relativas
– não ver no adversário um inimigo de abater
– há chance de arrazoado adversário estar à frente.
Tais características colocam o liberal numa
fraqueza política, pois a conquista do poder
requer mitos coletivos.
O liberal se distingue do conservador pela
tolerância de costumes: conservador admite a
repressão.
O conservador e o socialismo andam taco-a-taco no
aspecto de reprimir, reduzir, decidir, dirigir.
O liberalismo está mais para um espaço do que
para dogma e, há uma falta que custa caro ao
liberalismo: insuficiência de autocrítica.
Para adversários do pensar liberal, não é exigido
qualquer pensar para vociferar que liberalismo é
dominado por determinismos materiais. Daí que as
ditaduras se valem do liberalismo para esmagar
direitos sociais!
Os liberais ainda não encontraram o tom certo,
para explicar que por detrás das cortinas do
Estado, só há lugar para corporativismo e
domínios particulares.
A má fé do anti-liberalismo, está no fato de
levar discursos às massas, deliberadamente pró
nutrir ignorância total a respeito de mecanismos
da economia, até os mais elementares, que todo
indivíduo entenderia de imediato.
Inexiste até momento atual, sistema na história
da humanidade que supere a economia liberal, para
progredir a vida humana e planetária.
Em 1991 o Papa emitiu encíclica para anunciar que
a Igreja reconhecia superioridade do capitalismo
sobre o socialismo, inclusive para regredir a
pobreza no terceiro Mundo.”
(MCH, 03/04/2004)Miguel (admin)MestreAlex Haydin, 02 de Abril de 2004 – 1:51 am:
I) “ … evidente que amar uns aos outros não constitui
solução para nada-de-nada …”
1. Vai devagar, pela sombra, sem marola!
2. Toda a palavra de Jesus deve estar paradigmatizada!
Não pode adotar literalmente – ipsis literis -, o que está nos
Evangelhos. Pois JC externou para a compreensão em sua
época, mas o recado valeu até a época atual.
3. Tudo o que JC falou está nos trinques em 2004! Tudo!
4. “Amar uns aos outros” em modo paradigmático indica
que os humanos se devem e se obrigam, ou seja há fatores
absolutos primeiros universais pró todos, independente de
externalidades e internalidades.II) “ … pura perda de tempo coisas do tipo … e tudo ficará
uma maravilha …”
1. Cada indivíduo que decida por si para si consigo!
2. “Perda de tempo” de si para si em si!
3. “Ficará maravilha” de si para si em si com si!III) “…não está para Amor natural, mas sim Amor
sobrenatural …”
1. Nem uma nem outra!
2. JC falou para humanos que literalmente nem
entenderam, no máximo as pessoas intuiram que
aquele orador estava a se importar com eles, pois
viviam como massa populacional excluída.
3. O “amor” da fala de Cristo valeu em 2000 anos,
pelo aspecto paradigmático que adquiriu.IV) “…povo é guiado pela confiança …”
1. O indivíduo aplica seus valores antes de decidir, cada
um dispõe de seus valores na sua mente. Quanto mais
valores de senso comum, maiores chances de compor
massa populacional.
2. O alvo da confiança pode coincidir, mas cada confiança
está de exclusividade de cada mente, cada indivíduo.V) “…Cristo estava para Messias, Rei, Salvador …”
1. Não “estava para”! Estava somente pró despertamentos.
2. Os contrafeitos ou contrariados ou contrários soltaram os
cachorros pra cima de JC, visaram estigmatizar com
posturas soberbas-pedantes.VI) “…Sem ressureição Cristo já era ou nem teria sido …”
1. Sem … sem … sem … a História estaria noutras!
2. Caso não houvesse chovido na madrugada de
18/06/1815, torrencialmente até quase o amanhecer – 240
peças de artilharia atolaram no lamaçal -, Napoleão teria
posições de tiro para alvejar todas as possíveis posições do
inimigo, e assim conseguiria comandar a dinâmica pelos
vários frontes. E certamente – há historiadores que
garantem sem pestanejar -, Waterloo teria desfecho oposto!
Napoleão vencera batalhas anteriores graças ao papel dado
à artilharia.
3. História está repleta de “quase que …” de
mudar eventos, outros rumos à vida humana.VII) “…ser humano é animal+racional …”
1. Credocuzes! Tá-se fora dessa daí, óxente!
2. A Vida dota o ser vivo de funções básicas, no mundo
animal e vegetal e humano.
3. Ainda não dá para afirmar que animal não dispõe de grau
de raciocínio! Em espertezas animais deixam claro que são
chegados! E quanto grau de esperteza de-raciocínio é coisa
para tempos futuros.
4. Ocorre que o raciocinar humano está tão adiantado, se
distanciou tanto dos demais seres vivos – animal e vegetal –
, que deixa a impressão de inexistir nestes.VIII) “…povo é de-esquerda pq coletivamente não há
solução para o povo sair desta condição …”
1. Interpreta-se de outro modo.
2. Considera-se que o povo dá guinadas à esquerda devido
buscar o óbvio, o literal, o evidente-por-si. O aglutinado
humano anseia pelo aqui-e-agora-e-já.
3. Ocorre que aglutinado humano nem cogita
nem raciocina nem aventa nem prospecta. Mas todo
aglutinado humano perspectiva o corrente no
futuro!
4. Explica-se assim: por não aventar a respeito
de futuridades, o aglutinado bola uma solução de
presente e, o anseia para todo o sempre.
5. O indivíduo deixado consigo – de si pra si -,
nem tá pra se coisa-de-esquerda ou coisa-qualquer.
(02/04/2004) -
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