Miguel (admin)

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  • em resposta a: Pena de Morte #75013

    Aliás, nos países onde existe, a pena de morte é pena mais severa q a prisão perpétua, mas pergunto-lhes, vcs prefeririam ser logo executados ou ficar lá atrás das grades indefinidamente? Qual é a mais severa pra vcs?

    em resposta a: Pena de Morte #75012

    Caro Alguém já disse isso, observo com bons olhos sua inquietação sobre o debate e sua indignidade sobre a existência ainda de tão famigerada pena, q em alguns locais ainda se reveste do manto do Direito, q por sua vez se diz procurar a Justiça. Realmente parecem ser coisas diversas, pena (e de morte) e justiça…homens querendo consertar homens através do instrumental errado (concordo com vc)…e ainda mais, incluindo aspectos q nem de perto conhecem…nem sabemos o q seja morte e queremos dizer q há pena. Reale bem traz a análise da pena de morte, viajando pelo q seja morte à luz da filosofia existencial em Sêneca, Agostinho, Heidegger, Sartre, analisando se a pena de morte seria pena em cada um dos pensamentos . Seria bom pro amigo q quer aprofundar. Aspecto q daria muita discussão, pq cada um tem sua idéia sobre morte. Mas ele tb traz outro ponto, bem mais técnico é verdade, mas não menos importante, é o da gradação das penas, e como não quero falsear seu pensamento, trago aqui com suas palavras:

    “Podem variar as doutrinas no concernente à conceituação da pena, uns pondo em realce a sua natureza retributiva, ou então preferindo uma apreciação conjunta dos dois aspectos para concebê-la como uma “repressão de escopo preventivo”, mas são todas expressões de um mesmo e inevitável propósito de fundação racional da pena, com base nas lições da experiência. A pena é, em suma, necessariamente, uma CATEGORIA RACIONAL, assim por sua natureza como por seus fins.

    Todas as penas constituem espécies de sanções, distribuindo-se elas segundo uma GRADAÇÃO RACIONAL que procura levar em conta uma série de fatores peculiares a cada hipótese de ilicitude penal, bem como à personalidade de cada delinquente.

    O poder-dever de punir, que compete ao Estado, abre-se, desse modo, em um leque de figuras ou “medidas”, segundo soluções escalonadas, mensuráveis em dinheiro ou em “quantidade de tempo”. Essa ordenação gradativa é da essência mesma da justiça penal, pois esta não se realizaria se um critério superior de igualdade ou de proporção não presidisse à distribuição das penas, dando a cada infrator mais do que ele merece.

    Pois bem, quando se decreta a pena de morte, rompe-se abrupta e violentamente a apontada harmonia serial; dá-se um salto do plano temporal para o não tempo da morte.

    Com que critério objetivo ou com que medida racional (pois ratio significa razão e medida) se passa da pena de 30 anos ou da prisão perpétua para a pena de morte? onde e como se configura a proporcionalidade? qual a escala asseguradora da proporcionalidade?

    Dir-se-á que também há uma diferença qualitativa entre a pena de multa e a de reclusão, mas o cálculo daquela é redutível a critérios cronológicos, podendo ser fixada, por exemplo, segundo o que representará em termos de jornada de trabalho perdido, para que possa significar privação e sofrimento à pessoa do infrator, em função de sua situação patrimonial. De qualquer modo, são critérios racionais de conveniência, suscetíveis de contrasteação na experiência, que governam a passagem de um para outro tipo de pena, enquanto que a idéia de “proporcionalidade” submerge-se na perspectiva da morte.

    Não se pode estabelecer uma “verdadeira proporção” ao preferir-se a pena de morte ao máximo de pena temporal por falte de um denominador comum de referência.

    Se visualizarmos o assunto do ponto de vista da defesa ou da prevenção sociais, preferindo ao punitur quia pecatum est o punitur ne peccetur, não será menos evidente o salto que a pena capital representa no escalonamento das sanções infligidas pela justiça. se o objetivo é afastar o delinquente do convívio social, a pena máxima de reclusão ou mesmo a prisão perpétua se oferecem como soluções de tipo racional, de igual natureza, sem falar na sentença com pena de duração indeterminada com a qual se pretendem aferir, em funcionalidade concreta, a pena, a personalidade do réu e a tutela dos valores de convivência. A opção pela pena de morte, nessa ordem de idéias, não é ditada por motivos de caráter racional, jogando-se com o “terror da morte”, como possível instrumento de prevenção criminal.

    O conceito de morte, em suma, é de tal ordem, que, como afirma Simmel, matiza todos os conteúdos da vida humana, podendo-se dizer q ela é inseparável de um halo de enigma e de mistério, de sombras q à luz da razão não é dado dissipar: querer enquadrá-la em soluções penais equivale a despoja-la de seu significado essencial para reduzi-la à violenta desagregação física de um corpo.” (Miguel Reale)

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77475

    Sim P32, tu foste contudente,parabéns! Mas como disse a idéia parecia interessante, como utopia, como horizonte a ser atingido em uma sociedade hiper-avançada.Como já disse, também,há sempre a possibilidade da barbárie, por sinal estamos já dentro dela, ao menos no terceiro mundo(mais em algumas regiões que outras). Todavia, repito, como utopia não seria impossível que todo o conhecimento retido em computadores com programas , altamente amigáveis, pudesse ser aplicado por pessoas sem diploma. As cirurgias seriam orientadas por supercomputadores, tendo sido o paciente já todo “mapeado” por super-tomografias, etc. As plataformas teriam já projetos padrões para todo tipo de mar, profundidades, etc, para opera-las, tão sofisticadas e simples que seriam, bastariam um curso de 2 semanas e por aí vai. Com isso sobraria tempo para as pessoas se dedicassem, mais as artes, esportes ao dolce-far-niente. Todavia, dada as contradições do capitalismo, entendo ser a barbárie o mais provável cenário.

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77474

    Que belas palavras! Agora teremos cirugiões cardio-vasculares formados em conversas de boteco, engenheiros de plataformas formados em torneios de truco e fisicos nucleares formados em rodadas de caipirinha nos churrascos na casa da Dona Geni.

    Alguem deveria também ter dito que bacharelados, mestrados e doutorados sao cursos diferentes daqueles de poda de pêlo de poodles. Talvez esteja nessa confusão a raiz de muitas das discussões.

    Mas para nao deixar escapar essas idéias geniais, alguém poderia por favor providenciar acesso a internet e rodadas de cervejinhas para os negros, pobres, amarelos e outros que não tem ainda diploma?

    em resposta a: Pena de Morte #75011

    a pena de morte somente tem o caráter de pena àqueles q seriam capazes de fazer o apenado se modificar, ou seja, quem o ama…seria punir aqueles q ainda tinham esperança naquela pobre ccriatura, matando o instrumento regenerador da tranquilidade, o substituindo por um vazio revoltante… QUEM AQUI NO FORUM ACHA Q PENA DE MORTE É PENA? tem caráter puinitivo? tem caráter preventivo? se violência institucionalizada fosse prevenir crime no brasil não existiriam criminosos, já q já temos pena de morte e tortura disfarçadas

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77473

    Sabe que tu, “alguém já disse isso”, tens razão!!! No fundo seria a utopia marxista do fim da separação entre trabalho intelectual e “braçal”. É, de fato,acho que podemos pensar que mesmo, as portas da barbárie, existem fatores de libertação. A internet pode ser o caminho para esta possibilidade do conhecimento sem diplomas. Todavia há vários outros fatores, mas a idéia é bem atraente, melhor que achar que o essencial é ter-se um diploma. O essencial, para mim, é que todos possam, ao menos, comer e ter moradia( o que não acontece) e daí que possamos aprender e crescer juntos.

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77472

    o conhecimento não tem donos. É como tentar segurar a água com as mãos

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77471

    se antes o conhecimento estava na igreja e se libertou na ciência, ele, quem sabe, num mesmo anseio de liberdade, se soltará das amarras do orgulho e brilhará para todos.

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77470

    universidades já não são locais de discussão, aprendizado e geração de idéias, elas tendem a acabar, ou o conhecimento a se expandir para fora de seus domínios…as formalidades inúteis, como o diploma, não terão mais sua razão de ser pq um dia entenderemos q é inútil…os mestrados, doutorados e outros cursos de vaidade dos homens serão abertamente discutidos em foruns na internet, nas calçadas das ruas, nas conversas entre amigos…quem sustentar a idéia retrógrada só alimenta o pouco tempo q resta para seu reinado da ignorância do saber de verdade, a ciência comprovará sua inutilidade em relação aos títulos, locais, e restrições, pq dentro dela mesma nascerá a nova idéia de conjunto, comunicação, contato e debates entre TODOS os grupos, classes e “divisões”.

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77469

    Ninguém garante, mas nao é isso que está sendo discutido aqui. É mais importante todos terem o seu diploma, tenha ele valor ou nao. Que interessam erros de grafia, pontuacao ou concordancia diante da necessidade urgente de qualquer pessoa ter um curso superior?

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77468

    Sejamos mais francos! Eu, como o tal Zoiudo, jamais fui, totalmente, alfabetizado na questão da pontuação. Então, P32 seja honesto, não foi erro de digitação, mas sim gravíssimo erro de ortografia. Ademais, quem me garante que tu ,também, não tenhas um diploma de alguma faculdade fajuta? Isso é apenas para mostrar que o assunto das cotas, deveria ser tratado com mais seriedade.

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77467

    É como foi dito, arrumem cotas para todos, talvez seja outra opção criarem programas na TV para distribuirem diplomas de curso superior para todos os tipos de pessoas – direitos iguais para todos!
    Com o Silvio Santos, o Gugu e o Ratinho distribuindo diplomas, logo acabariam as injustiças e todos poderiam ter o seu diploma, o seu lugar ao sol (para morrer esturricados). Inclusive, eu e o Zoiudo queremos nossas cotas, eu não acerto na digitaçao e ele nao conhece pontuação.

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77466

    Inclusive, era bom que existisse cotas para analfabetos funcionais, como por exemplo, o P32, que escreve relachamento.

    em resposta a: Cota para Negros nas Universidades. #77465

    Por que nao pensarmos tambem numa outra hipotese mais coerente como seja a de o governo nao mais reconhecer os diplomas e fechar uma grande quantidade de escolas e de vagas para cursos ditos “superiores” ? Em toda esquina se abrem faculdades, daqui a pouco existirão mais que padarias.

    Quem foi que disse que todo mundo tem que ter curso superior? Nao tem nada de superior nisso. Pelo que sei, estao precisando é de primeiro e segundo grau, pois até engenheiro que nao sabe somar e medico que nao sabe como funciona o sistema circulatorio já tem por aí.

    Em vez disso, discutimos cotas para negros, amarelos, pobres, analfabetos e deficientes. A pessoa mal mal passou pelo segundo grau, praticamente empurada, mas tem o direito de ter tambem curso superior para ficar tudo politicamente correto. Fora com cotas de qualquer tipo, relachamento no vestibular e sucateamento das universidades federais. Isso nao vai resolver nada, é pura demagogia e populismo. SE estivessem mesmo interessados em ajudar negros, pobres, amarelos, azuis e listradinhos, porque nao pensar em algum tipo de bolsa-de-estudo que acompanhasse a criança desde cedo, para depois essa pudesse disputar uma vaga numa federal sem ter seu diploma valendo como atestado de incompetencia?

    “Dê o seu diploma para uma criança pobre.”

    em resposta a: Pos-Modernidade #78123

    Conforme seja o autor(es) que se considere, estamos na era da informação, na era pos-industrial, na era pos-moderna. Parece que os rótulos de sociedade pos-industrial e de informação, precederam o rótulo,era pos-moderna. Essa então seria uma teoria, que cobriria a questão da sociedade pos-industrial e de informação, além de introduzir novos elementos, sendo um deles, a questão que acabaram-se as grandes narrativas, não havendo mais espaço para utopias gerais, totalizantes.Estaria então contestado o conceito de moderno, que sempre foi baseado em progresso contínuo, desde o século das luzes. Este progresso contínuo fica bem evidenciado pela questão da industrialização.Todos se industrializaram ou perseguiram a industrialização, na esperança do progresso, mas eis que se esbarra em limites ecológicos e mesmo econômicos. Haveria o progresso constante, digamos espiritual da humanidade,mas eis que continuam as guerras, os nacionalismos, tribalismos. Quanto a informação…estará ela , um dia, disponível à todos? Mesmo que se desconsidere isto, haverá sempre um problema. Quem seleciona, filtra, toda esta informação, até porque, no meio há muito lixo. Mas como, vc ,Marcio disse, isto tudo pode ser muito vago e poderíamos dizer que vivemos a era do pré-imperio chinês. Assim gostaria de fechar mais a questão, dizendo que pretendia debater a questão, como está colocada , no âmbito do pensamento ocidental,herdeiro do Iluminismo, ora contestado pelo pos-modernos…ou não? Agora…a arte, a música, a arquitetura, também está incluída nos estudos pos-modernos, mas como me interesso mais pela parte, econômica,social, nada teria a dizer, mas gostaria muito de ouvir os esclarecidos ou não(aproveito para me desculpar com o Marcio. A idéia não era desqualificar. Bom que vc tenha dado prosseguimento a discussão). Abraços

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