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Miguel (admin)Mestre
Não há jeito de discutir nenhuma mudança profunda em qualquer sociedade sem ideologia. Ou seja, há que se ter um modelo, uma visão de mundo, de sociedade e tentar transformar o mundo deste modo. Isso deveria ser feito de maneira democrática, ou seja, tenta-se convencer, ao menos uma minoria, e então vai-se a implementação. Aí há que ter-se freqüentes discussões, avanços e recuos para que prevaleça o bom-senso , uma vez que nenhuma teoria econômica, sociológica, etc já vem acabada. Por que faço esta introdução? Porque, quero mostrar que as visões que têm sido dominantes em nossa sociedade são visões conservadoras e /ou reacionárias, que se fossem boas já teriam tido sucesso em fazer não só nosso país ,mas o terceiro mundo, em geral, avançar. Então, passo a comentar de maneira livre o que o Gallagher escreveu, não por implicância, mas para mostrar que a visão dele nada tem de novo, mas é o lugar comum que vem sendo aplicado, inclusive por esse governo populista e até, por que não dizer, traidor (das legítimas esperanças) do Lula. Desde já, só posso concordar com uma coisa. Programas populistas tipo fome /zero, nem sequer passam pela idéia verdadeiros esquerdistas/progressistas, que neste ponto sabem que isto é ineficaz (não nos interessa o rótulo que os conservadores dão de paternalista). Assim, os conservadores sempre atacam três pontos, que se configuram em tautologias: 1) O Estado não pode criar riquezas2) São contra os impostos; 3) São a favor da chamada flexibilização das leis do trabalho. Senão vejamos:
>Dito isso, agora vamos ao que interessa: o Fernando pede para que eu explique melhor o que eu denominei de “paternalismo”. Pois bem, partindo do pressuposto de que o Estado existe, não para criar riquezas, e sim distribuí-las, chegamos a uma conclusão simples, porém, pouco evidente: O governo não pode dar nada ao povo, sem antes já ter tirado dele. Por exemplo: o programa Fome Zero, o principal problema nele é que, não se pode dar um saco de feijão a um sujeito pobre, sem que antes o Estado já tenha tirado 10 sacos de feijões da sociedade, que é essencialmente constituida de pobres. E é sabido que as pessoas mais carentes pagam, relativamente, mais impostos do que os abastados. Portanto, qual é a minha linha de raciocínio: Devemos cobrar menos impostos, ao invés de tentar resolver o problema da fome de forma tão demagógica e assistencialista. O assistencialismo é o tipo de política que beneficia mais o assistente do que o assistido. Para se informarem mais sobre esse método, basta analisarem a gestão de Garotinho e de sua consorte, no Rio de Janeiro.
Comentários:Nada de novo : o estado existe não para criar riquezas: Não é assim que pensam governos social-democratas ou comunistas, ou mesmo progressistas, como sempre há´ideologia formada, o estado é mau empreendedor. Bobagem: Para não me estender muito: A Petrobrás é estatal é está entre as 10 maiores empresas do mundo. O Setor elétrico brasileiro só deu problemas, nas áreas privatizadas (não me peçam para discutir isso, pois vão se afogar-se em dados, sou engenheiro do setor elétrico). Na Austrália, por exemplo, o petróleo, eletricidade e telecomunicações são estatais. Um estado fortalecido, democrático, controlado pela sociedade pode e deve criar empresas e serviços de maneira eficiente.
>Outro exemplo de paternalismo é a CLT, que procurou proteger tanto o empregado que acabou protegendo-o do trabalho. Toda a mentalidade das leis trabalhistas foi invertida, ao invés de facilitarmos a contratação de mão-de-obra, estamos dificultando a demissão da mesma. Criamos enormes barreiras para que o funcionário seja demitido, elevando enormemente o custo de mandá-lo embora. O que acaba de gerar uma aversão por parte dos empresários, em se contratar pessoal.Comentários:Aí outro viés ideológico: pobres empresários que querem contratar mais são impedidos por uma legislação que os engessa. Com mais calma, posso trazer dados, mostrando que toda a chamada flexibilização levada a termo em boa parte do mundo, nunca serviu para aumentar o emprego (há uma exceção que cito adiante). Esta flexibilização serve para garantir grandes lucros aos empresários e premiar a sua ineficiência. De fato, a questão é mais profunda, mais levaria muito tempo e teria que colocar muito de economia (claro meu viés é do lado marxista), mas em princípio posso adiantar que, a crise é mundial e os empresários só garantem a sua taxa de lucro, aumentando a extração de mais-valia, via redução de conquistas históricas dos trabalhadores. A exceção que dou quanto a diminuição do desemprego é nos EUA, o país avançado mais “flexibilizado” do mundo, em compensação, os rendimentos dos trabalhadores americanos vêm caindo há 25 anos. As famílias estão mais endividadas em 10 anos e a criminalidade voltou a crescer.
““Temos que parar de nos lamentar e rever os nossos 500 anos de burrice”, seria essa a sua opinião sr. Gallagher?”
Gisele, é basicamente isso mesmo.Comentários:Então é burro quem coloca em dúvida as tuas 3 premissas( que são o senso comum). Repetindo: 1) o Estado é mau empreendedor( Sempre???, mesmo a Petrobás, A Tenesse Valey Authority., a Eletricité de France, etc, etc????); 2) Baixos impostos: Para quem ? Para os grandes banqueiros, empresários, isto já ocorre. Vc quer saber como são taxados os bancos, como são taxadas as S.A, já parou para fazer uma comparação com a taxação do IR. Da classe média ( eu, por exemplo, e o maior banqueiro brasileiro, pertencemos a mesma faixa de 27,5% , de taxação de pessoa física).3) Por último facilitemos a vida para os pobres empresários , eles são os indutores da riqueza, sem eles ficaremos acéfalos sem saber como produzir. Aqui caberiam, algumas exceções, para a importância do pequeno comerciante, etc, mas façamos uma breve comparação: antes da revolução francesa, dizia-se: Como vamos viver sem os monarcas, sem sua gente de sangue azul preparada, como poderá o povo auto- governar-se? Ou seja, é o senso comum, a ideologia dominante, das classes dominantes (representadas no discurso Gallagheriano, pelos empresários), totalmente entronizado no pensamento do nosso colega( que nada tem de original, nunca é demais insistir)
Mas, no fundo talvez a questão seja de burrice, mesmo, mas de quem????
Miguel (admin)MestreGisele: Finalmente alguém , como vc, chega e permite que a discusão avance. Pelos outros “amigos” as coisas estavam postas de maneira muito vã. A questão da burrice que o Gallagher de maneira bem simplória colocou, vc rebateu bem mostrando que somos produtos da história.Ok, pode ser que não precisemos saber tudo de sociologia ou economia, mas ajudam bastante alguns conceitos fundamentais.Veja , que também citei a história que vc reforçou, caso contrário, ficamos no senso comum…é culpa nossa ,é burrice…temos que mudar…e aí vc colocou bem ..mudar como? Enfim , agora talvez seja possível iniciar-se uma discussão. O que vcs acham, por exemplo, não seria importante reduzir a criminalidade no país, para , que de fato, pudessemos construir uma sociedade civilizada. Tem a nossa alta criminalidade a ver com a nossa péssima distribuição de renda?( O Gallagher talvez diga que somos maus , mesmo…que coisa maus e burros). Neste ponto é bom que tenhamos em mãos os dados do Brasil, sua classificação no índice IDH, nos índices do PIB/per capita. Não há como fugir de alguns dados básicos, simples, para que comecemos uma discussão.Que bom que agora talvez possamos sair deste senso comum aqui de que somos burros(engraçado que quem coloca estas questões não se inclui entre os burros), enfim….vamos lá!
Miguel (admin)MestreGisele,
porque para discutir a pessoa precisa necessariamente saber sociologia e/ou economia?
e o mais engraçado é que ele também nao sabe!
Abraços.
Miguel (admin)MestreCaros amigos, lamento que isso esteja passando de discussão para provocação.
Se objetivo é realmente discutirmos, então concordo com o sr. Fernando. Precisamos mudar! disso todos nós sabemos, mas como?
Por revolução? Através de um líder? Por democracia e conscientização? Como faremos isso?
Esse é o objetivo de estarmos aqui, pelo menos na minha opinião, e seria lamentável se essa não fosse a opinião de vcs também.
“Temos que parar de nos lamentar e rever os nossos 500 anos de burrice”, seria essa a sua opinião sr. Gallagher?
O erro não foi nosso, somos apenas produtos da história, e não entendo porque todo esse orgulho, essa vergonha de dizer que fomos explorados. O EUA não foi culpado oficialmente por nossa condição social, mas sabemos que teve grande parcela de culpa.
Não tenho ódio dos americanos,como alguns querem colocar, só tenho certeza de que embora nós tenhamos culpa, eles tambem têm.
Quanto ao paternalismo, concordo com vc. Elegemos um Messias, estávamos precisando de um, precisamos de um messias que leve a massa que não sabe ler, precisamos pensar que tem um cara como nós no poder, nós brasileiros “que nem sequer podemos nos sustentar decentemente”(pode criticar essa frase !). Caro amigo, não seja tão racional, tão positivo, tente o ver como um mal necessário.
só uma pergunta sr.Fernando! porque para discutir a pessoa precisa necessariamente saber sociologia e/ou economia?Miguel (admin)MestreHavia, já , enviado a mensagem ao Alguém, quando deparei com a postagem do Gallagher. Sem ofensas , mas acho difícil, discutir com alguém despreparado. Para discutirmos, espero que vc tenha , ao menos, alguma leitura em economia e sociologia, e talvez história, neste ponto, entendo que a formação em filosofia não ajuda muito(daí não se deduza que não seja importante).Todavia vamos lá, Gallagher: Poderias explicar melhor o que chamas de paternalismo, uma vez que isto parece ser central no teu raciocínio? Nossas fraquezas podem até ser abordadas pela história, mas as burrices que falas, não conheço abordagem séria antropológica, econômica, histórica que a contemple, mas enfim, quem sabe tu nos ensina. Quanto o importante ser tranformar o mundo e não entende-lo , conforme Marx, trata-se , sim, de transforma-lo, conforme um certo entendimento. Entendo que isto é usar Marx fora de contexto, que de qualquer maneira não é sagrado para mim.
Miguel (admin)MestreSimples: Onde estão as propostas para as mudanças?: Basta só mudar o ridículo nome “colonizado” de Gallhagher para Alguém? Não seria uma lamentação queixar-se de idéias marxistas totalitárias , que por sinal não foram aventadas aqui( a não ser por Alguem)? O fato é que, há que desconfiar de todos que são vagos e dizem ..há que mudarmos! Este já é um problema que dificultam as mudanças.Quem sabe ,alguém ousa listar um mínimo de requisitos para uma mudança em nossa sociedade. Entendo que, ao menos,por hora, estou dispensado, uma vez que há tempos venho mencionando os requisitos , mínimos, para essa mudança.Não sou gênio, mas incompreendido o sou, mas não me queixo, uma vez que nunca pretendí, mesmo, ser compreendido por facistóides confusos, imersos no senso comum, como via de regra se esbarra por toda a parte. Mas sei que há muitos que entendem a questão, apenas cansaram ou não querem se envolver. Não estão errados, eles sabem que não adianta atirar pérolas à porcos.
Miguel (admin)MestreNossa! Que sujeito confuso esse tal de Fernando…
Não está bastante claro a que tipo de mudança o outro se referia?
Acho que já passamos da hora de parar com as lamentações, e mudarmos.
Mudança = parar com essas lamentaçoes que nao levam a nada. Qual a dúvida?
Mudanças tem que estar baseadas em sólidos programas e mesmo em ideologias
Puxa vida! O cara engole até ideologias? Qualquer mudança serve? Quem sabe entrar para a igreja do Edir Macedo ou vestir o Lula com uma farda verde? Que desespero!
Mudar por mudar? Ora, isso é roleta russa. Aliás, mudança para um sistema marxista totalitário foi a mudança russa. Deixando essas coisas russas de lado por um tempo. Deixando essas “fantasias” de bolos e proletariados crescendo para termos um mundo melhor depois. Depois. Depois. Depois.
Sim! Seria mesmo bom mudarmos. Mas só se for para melhor! Mudança para pior, prefiro ficar como estamos.
Iniciar uma discussão está difícil? Por que? Ninguém concorda com voce? É dificil ser um genio esclarecido e incompreendido?
Miguel (admin)MestreIsabel,
Quando resolvi postar a msg anterior, considerei, de fato, que o citado estava mais para uma apologia do senso comum, pela negação ou desvalorização da própria pergunta da lista, e, talvez (?), de outras. Pareceu-me, por isso, algo como mais uma daquelas críticas já batidas à filosofia, do tipo “filosofia é perda de tempo”, “filosofia nao serve para nada”, “filosofia só serve para fazer perguntas sem sentido”. Se exagerei ou não é algo a considerar, mas foi o sentimento que o que li me trouxe.
Da sua msg, acho que concordo com a maior parte do que escreveu, mas ela foi algo bem diferente; colocou sua opinião, ou ótica, e procurou justificá-la. Assim podemos conversar, trocar idéias, do outro jeito não sei. Talvez não convençamos um ao outro, nem cheguemos a uma resposta, mas não acho que isso seja o que importa, na verdade, suspeitaria se acontecesse assim. Acho que o que filosofia busca não é saber todas as respostas, quem sabe seja mais saber fazer as perguntas.
Um grande abraço também.
Miguel (admin)MestreQuando li o post do Fabio Luz eu entendi de uma forma mais cientifica e menos filosofica. Sentido da vida, nao eh ter subjetividade, e sim procriar e gerar mais vida. Subjetividade ja eh outro papo. Eh problema da consciencia.
Vida, só quer saber de mais vida!Miguel (admin)MestreArauto…não me parece “correcto” colocar no mesmo patamar, por assim dizer, mesmo que por força de expressão, coisas tão distintas como sejam “viver”, “mastigar” ou “falar bobagem”. Veja…é evidente que há coisas cujo sentido se esgota em si próprias, não procurando um fito ulterior, por exemplo, qual é o sentido de eu beber chá verde? Simplesmente o prazer que isso me dá…bebo porque gosto e pronto! Não há que procurar alguma finalidade última nisso e assim, tudo o que eu faço para beber chá faz sentido em si mesmo. Outra coisa muito diferente é perguntar pelo sentido da vida, porque aí eu estou a perguntar por algo que não se resume à vida em si, mas antes por algo que confira à minha vida um valor, e um valor universal, porque é evidente que, de uma forma ou de outra e, subjectivamente, a minha vida fará sentido para mim…a questão é saber se em si ela faz sentido, se ela tem um sentido que ultrapassa essa subjectividade…é evidente que não tem de haver uma finalidade última para o que quer que seja, mas a verdade é que quando perguntamos pelo sentido da vida nos perguntamos por algo diferente dos exemplos que deu…na minha óptica, claro.
Abraços.Miguel (admin)MestreAs pessoas não têm o menor cuidado em ” emitir pérolas”. O cara vem e diz que é hora de mudarmos! Poderia , ao menos, definir o que seria mudarmos? Mudanças tem que estar baseadas em sólidos programas e mesmo em ideologias. Antes há que se fazer uma profunda avaliação de toda conjuntura. E isso, nunce se vê , neste tipo de gente que diz, orgulhosa…há que mudarmos! Este é o problema , nem sequer se consegue iniciar, de fato, uma discussão para que consigamos mudar.Desde já aviso, não me venham com lugares comuns. Dirão , tem que baixar os juros, investir na educação, etc. Isto todos, da direita a esquerda(esta esquerda fajuta do Lula), dizem. Poucos de nós , de fato, poderíamos iniciar uma discussão, mas por aqui, fica difícil. Todavia,vamos a ver se alguém aqui, diz o que fazer para….mudarmos!!!
Miguel (admin)MestreIsso SE estivermos aqui até lá!
Antes da tao propagada queda do Estado Americano pode haver tempo mais do que suficiente para que o resto do mundo caia antes umas 5 a 10 vezes. A extinta URSS que o diga. Um dominó já foi.
Preconceito é preconceito, seja contra judeus, árabes, brasileiros ou americanos!
Coisa mais triste essa exaltaçao dos americanos pelos gritos de “eu te odeio, eu te odeio, eu sou vítima, eu sou vítima…”. Chega dessa autopiedade ridícula! Se nao fossem eles seriam outros.
Miguel (admin)MestreO sentido da vida é a própria vida.
O sentido do universo é o próprio universo.
…
Sentido da vida? Viver! Sem mais!Por acaso, seriam esses pensamentos (pensamentos?) alguma apologia do senso comum?
Sentido da vida, viver.
Sentido de mastigar, mastigar.
Sentido de falar bobagem, falar bobagem.
Sentido de urinar, urinar…Pobre, para um site que se propoe a discutir filosofia. Da vida complicaria mais, mas mais claro está a falta de sentido do que seja filosofia.
Miguel (admin)MestrePq quem disse isso ou nao leu as obras dele, ou nao entendeu patavinas!
Miguel (admin)MestreFalou bem Fabio Luz…..
Ms…. a proposito… a vida nao tem sentido dentro do universo. Ela apenas eh! O universo eh uma estrutura condenada, tanto pela morte entropica quanto pelo big crunch (tanto faz qual das duas, o que importa eh que nao eh eterno) assim como a vida que esta dentro dele. Sentido da vida? Viver! Sem mais!
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