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Miguel (admin)Mestre
Ligeira abordagem sobre a Previdência: A previdência social é plenamente viável desde que se impeçam as fraudes e os roubos. Isso associado a extinção das aposentadorias, cumulativas e milionárias, de alguns(constituída por uma minoria de pms, políticos e outros que acumulam aposentadorias e não da massa de funcionários que, hipocritamente, se pretende taxar), tornaria a previdência quase viável. Para torna-la viável há que se incorporar a grande massa de trabalhadores informais que assim passariam a contribuir.Se faltasse mais alguma coisa para dar uma aposentadoria digna a todos os brasileiros, bastaria alocar-se os recursos vindos da tributação sobre os 2/3% mais ricos, impostos sobre heranças, etc.Essas coisas eu já expliquei na minha mensagem anterior.Basicamente , tratá-se de obter recursos via taxação da alta burguesia( para mim comuna , isso é um passo antes da expropriação, que aí dependerá da dinâmica da luta de classes). Ou seja a Previdência é viável, mas não nesta mentalidade pequeno-burguesa que constitui o senso comum. O que chamam reforma da previdência , certamente , atingirá apenas a massa mal-remunerada de funcionários e trabalhadores.
Miguel (admin)MestreOps… faltou concluir?
Da questão acima: poderíamos encontrar mais de uma diferença, mas interessante é observar o movimento adotado no método dessas duas correntes filosóficas:
- na primeira, racionalismo, o indivídual é o ponto de partida (e a multiplicidade torna-se o problema)
- na segunda, empirismo, a multiplicidade é o ponto de partida (e o individual torna-se o problema)
Abraços
Miguel (admin)MestreContinuando:
02 – Em que o cogito cartesiano difere do princípio de individuação – Locke e Hume? (eu não consigo relacioná-los de nenhuma forma)
Como o “cogito ergo sum” de Descartes é mais conhecido, então passarei rápido por ele: com o «penso, logo existo», Descartes enuncia: 1) a primera verdade claramente e distintamente conhecida, que é por sua vez a primeira verdade do seu sistema filosófico; 2) a afirmaçao de que fundamentalmente o homem é uma sustancia cuja essencia é pensar.
Normalmente se entende à manera de uma expressao intuitiva da evidencia que o sujeto tem de seus atos mentais. Essa formulaçao parece expressar uma consequencia: «existir» (sum) e «pensar» (cogito) sao duas intuiçoes que surgem simultaneamente.
Em filosofia anlalítica é o que Austin caracteriza como “enunciado performativo”, que é verdade no momento mesmo da enunciaçao. Logo, tanto vale dizer “choro, logo existo” ou “duvido, logo existo” (de fato, esse ultimo foi trabalhado por St. Agostinho).
Sobre o “principio da individuaçao”, vale acrescentar um pequeno resumo histórico: essa expressao é propria da filosofía escolástica, com a qual introduzia a seguinte questão, inspirada em Aristóteles: qual é a causa intrínseca do singular ou individual, ou, qual é a propriedade interna pela qual algo é individuo, e o que nos permite diferencia-lo de qualquer outro individuo? Em outras palavras: qual é a causa da distinçao numérica entre individuos cuja essencia ou natureza é a mesma? (Se todos cachorros sao cachorros, porque conseguimos diferenciar um dentre os outros?)
A pergunta que vc colocou é bastante genérica, mas já que vc citou Locke, vejamos:
Quando Locke considerava as idéias, tratando da substancia (termo caro a Aristóteles), pensava: obtemos a ideia de sustancia somente por inferencia, ao ter que imagina-la ou supo-la como suporte das qualidades (acidentais) que nao subsistem por sí mesmas; nao temos, portanto, dela nenhuma ideia clara e distinta, razao pela qual nao se trata de um verdadeiro conhecimento: referida à sustancias particulares, como, por exemplo, o ouro, se trata de uma ideia simples correspondente a propriedades reais desses corpos unida a uma ideia confusa de «algo ao qual pertencem».
É no meio desse contexto que Locke elabora uma doutrina sobre a identidade pessoal. Seguindo uma pura lógica empirista – nao há dados nas ideias da experiencia interna da sustancialidade da mente -, Locke devería ter questionado sua existencia e afirmado que ela se tratava, igual ao caso da sustancia, de algo desconhecido. Contudo, pos a essencia da identidade pessoal na identidade da conciencia:
O homem é identico a sí mesmo nao como é um corpo material ou um organismo – porque se mantem sua estrutura -, mas sim como acontece com uma pessoa: por ter uma mesma e idéntica consciencia de todos os fatos, presentes e passados.
Sendo essas as premissas para encontrar em que consiste a identidade pessoal, devemos agora considerar o que significa pessoa. Penso que esta é um ser pensante e inteligente, provida de razao e de reflexao, e que pode considerar-se a si mesma como uma mesma coisa pensante em diferentes tempos e lugares; o que só pode fazer porque tem consciencia, porque é algo inseparavel do pensamento, o que para mim é o essencial, pois é impossivel que um perceba sem perceber que percebe. … Pois como o estar provido de consciencia sempre vai acompanhado de pensamento, e isso é o que faz que cada um seja o que se chama sí mesmo, e deese modo se distingue de todas as demais coisas pensantes, nisso consiste unicamente a identidade pessoal… “Ensayo sobre el entendimiento humano”, l.2, cap. 27, n. 11 (Editora Nacional, Madrid 1980, vol.1, p. 492-493).
Espero ter ajudado.
Abraços(Mensagem editada por Fox em Junho 02, 2003)
Miguel (admin)MestreO seguinte escoliarca do Liceu – Estratão de Lampsaco – já não é aristotélico de forma alguma, embora imagine que o seja. Acredita estar sendo fiel ao mestre no instante em que expõe doutrinas que são já lhe são radicalmente contráras. Estratão interpreta Aristóteles num sentido empirista, isto é, declara que todo o conhecimento vem exclusivamente pela experiência sensível. Mas Aristóteles não é nem empirista nem racionalista, e acho mesmo que ele não veria nenhum sentido nesta oposição. Segundo ele, o inteligível não está separado da realidade empírica, oculto num céu onde só possa ser alcançado pela razão pura; está antes imbricado no tecido mesmo da experiência, de onde é preciso desembrulhá-lo pelos esforços conjugados da análise metafísica e da pesquisa experimental. A experiência, para Aristóteles, não é concebível fora dos quadros lógicos que, por sua vez, se fundam na intuição intelectual dos primeiros princípios, os quais não poderiam ser obtidos da experiência ( por mera indução quantitativa ) mas também não poderiam chegar ao nosso conhecimento sem ela. Estratão esmaga logo toda esta sutil combinação, reduzindo a filosofia de Aristóteles a um empirismo, um erro tremendo que, quase dois mil anos mais tarde, será causa de outro erro complementar e oposto, que é o de tomar Aristóteles por um racionalista hostil à investigação experimental. ( Não há filósofo em torno do qual se tenham acumulado tantas imagens equivocadas, e é por isto que, neste curso, adoto esta abordagem indireta, de ir cercando Aristóteles através dos Aristóteles imaginários concebidos pelos que o comentaram, defenderam e atacaram. )
Miguel (admin)MestrePara Melissa: apesar do help indicar os comandos também em portugues, como alternativa (por exemplo [barra-invertida]preto[abre-fecha-chaves]), isso nao funciona. Utilize os comandos em ingles apenas.
Para Maria Cristina: estou sem muito tempo entao vou comentar a primeira das 4 questões. Se der tempo volto ao site depois.
01 – Por que Aristóteles não é empirista? (o que eu entendo é que o empirismo iniciou-se com ele..)
Esse é uma confusão muito comum. Platão tinha interesse pelas ciencias matemáticas mas nao pelas ciencias empiricas e, em geral, nao manifestou interesse nenhum pelos fenomenos empiricos considerados em si mesmos. Por outro lado, Aristoteles teve muito interesse por quase todas as ciencias empiricas, e também pelos fenomenos empiricos enquanto tais, razao pela qual se dedicava a coleta e classificaçao de dados empiricos. Daí, muitos concluem apressadamente e caem no erro de incluir Aristoteles entre os empiristas, o que está muito longe de ser verdade.
Pelo que foi dito, podemos concluir apenas que Aristoteles tinha outros interesses além dos interesses puramente filosoficos – no caso, um interesse pelas ciencias empiricas. Essa foi uma das razoes que levou seu pensamento a uma sistematizaçao dos problemas e a uma diferenciaçao nos métodos em relaçao a Platao: enquanto Platao tendia a envolver a conjugar sempre todos os problemas numa espiral abrangendo quase o todo, Aristoteles sucedia numa sitematizaçao estável e fixada em quadros de classificaçao do saber filosofico (metafisica, fisica, psicologia, etica, politica, estética e logica).
Aristoteles distinguiu as ciencias em 3 ramos: teoréticas (buscam o saber em si mesmo), práticas (buscam o saber para alcançar a perfeiçao moral) e poiéticas (buscam o saber em funçao do fazer); e nao podemos esquecer que ele as considerava segundo essa ordem de importancia: o saber mais importante estava ligado a “filosofia primeira”, ou metafisica (o termo nao é dele, foi cunhado depois), ou ainda teologia, cujos significados próximos, se traduzidos para hoje seriam: metafisica= “o que está além da fisica” e teologia= “saber das coisas divinas, que nao se corrompem”.
Uma vez que Aristoteles considera o maior saber aquilo que está além da fisica (considerado conhecimento de ordem inferior), é dificil classifica-lo como empirista, se considerarmos o empirismo como uma corrente filosofica para a qual a experiencia é o critério ou norma de verdade.
Abraços
Miguel (admin)MestreSou estudante de Psicologia e tenho um questionário de 40 perguntas de Genealogia do Pensamento Psicológico para responder até esta terça feira dia 03/06 e só faltam 4 questões a serem respndidas. Estou com dificuldades em responder, pois apesar de ter lido sobre esses assuntos,até mesmo nesse site não consigo responde-las por completo. Peço ajuda pois esse trabalho será parte da minha nota
01 – Por que Aristóteles não é empirista? (o que eu entendo é que o empirismo iniciou-se com ele..)
02 – Em que o cogito cartesiano difere do princípio de individuação – Locke e Hume? (eu não consigo relacioná-los de nenhuma forma)
03 – Em que sentido se diz que os empiristas preparam a Psicologia experimental?
04 – Qual a importância dos fisiologistas para a constituição da Psicologia? Cite algumas:
Aguardo resposta e continuo procurando de outras formas. Desde já agradeçoMiguel (admin)MestreHá um material muito interessante sobre esse assunto na série de Filosofia Política editada por Jorge Zahar Ed.:
“O Terror“, Denis Rosenfield & Jean-François Mattéi (editores) – Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2002, Revista Filosofia Política, Série III, nº4; Departamento de Filosofia da UFRGS.
Miguel (admin)MestreObs: ignorem o q ñ fizer sentido, as vezes eu não falo coisa com coisa
Miguel (admin)MestreAcho q eu tinha saido um pouco do tópico, mas acho q valeu apena, principalmente pq eu acho q prescisava desabafar, mesmo ñ encontrando niguem q acredite no mesmo q eu, já eustou mais aliviado….. qualquer coisa me desculpem…..
aliyson, acho q pensava mais ou menos de uma forma parecida com a sua, a uns tempos atraz, mas eu exagerava de mais, e cada vez mais acabava pior d q comecei, com conclusões do tipo: “tudo q se for ser explicado, esta baseado em outra coisa, se eu não aceitar nada em absoluto, sempre vou dar voltas e nunca encontrarei a verdade sobre nada…”
então comecei a tender para o lado do ceticismo (aquele em q ñ se acredita em nada mesmo), até q comecei a acreditar na teoria do “sim e ñ”.adriano, se a igreja pode racionalizar a fé pq eu ñ posso? eles mesmos não acreditam q fé é sentimento, já tentaram me convencer de que deus existe, e quando me mostrei cetico a seus argumentos, me pediram para ter fé, como último recurso.
pelo q eu entendi de contrato social, ñ houve um “contrato” literalmente, e ninguém “saiu da natureza”, e talvez seria mais correto dizer q houve um socialismo primitivo (tentativa ou proximidade maior com o comunismo do q o q há hoje) pois comunismo seria utopia.
dado q já descobriram q os alguns animais (ditos irracionais) demonstram ter memória, raciocinio, comunicação, e sociedade, seria um tanto quanto absurdo falar q houve um contrato, a ñ ser q seja de forma metafórica, como se dissesse: “é como se eles tivessem assinado um contrato, já q todos coperam em mutuo beneficio”, etc.pq ñ seria possivel q os homens pré-socraticos ñ entendessem nossas visões de mundo?
talvez eles tivessem até um potencial grandissimo, e vc os menospreza….se deus não pode ser explicado, cada um tem sua idéia de deus, de forma q cada idéia corresponde a um deus. ele talvez pudesse simplesmente enfiar a informação em nossa cabeça de forma irrefutavel e totalmente compreensivel, usando comunicação divina, telepatica, linguagem de deus ou sei lá.
se alguem ñ possui um deus ele é ateus, e se ele não é ateu ele possui um deus.
as alternativas são:
-> ateu (ceticismo (somente) em relação a deus);
-> acredita em deus, alguma divinidade, enegia superior, ou algo;
-> ele está indescisos, ou se nega a escolher, não tende a nenhum dos lados e coisas do genero;
-> ele acha q isso é relativo, ou coisa do genero (em um determinada situação, e ponto de vista ele é uma das opções acima);
-> ele acredita e ñ acredita em deus;
se vc estava se referindo a outra opção q ñ se encaixe em hipótese nenhuma nas 5 acima, eu ñ endendi.Miguel (admin)MestrePrezados amigos:
Em primeiro lugar,a fé é sentimento,é algo que devemos vivenciar e não racionalizar.Em segundo, todas as grandes religiões tem suas doutrinas e seus fundamentos racionais.Dizer que Adão e Eva é estória,mito,etc,eu respondo:É a teoria do Contrato Social,que levou Hobbes,Locke,Rousseau e Kant,a basearem sua filosofia política,realmente existiu?Existem provas empíricas(Históricas,
Arqueológicas,Antropológicas,etc),sobre o exato momento que toda a humanidade se reuniu e estabeleceu esse suposto contrato,para sair do estado de natureza e ingressar na sociedade?O comunismo primitivo da filosofia marxista existiu?
São hipóteses que os pensadores criaram,para basear suas doutrinas e não importa se existiram ou não.O mesmo sobre o Paraiso e Adão e Eva,são hipóteses,sugestões figuradas que autores de 3000 anos A.C se utilizaram,para explicar o surgimento do homem e seu estabelecimento em sociedade.Se foi Deus ou não,que revelou a estes autores,devemos pensar:Caso fosse possível,voltar no tempo e explicar,aos seres humanos da época dos Pré-Socráticos,conceitos como o Big Bang,DNA,
Evolucionismo de Darwin,Fisíca Quântica,etc,como fariamos?Usariamos os meios que conhecemos hoje?
Impossível,pois a realidade daqueles homens,não seria capaz de entender.Imaginem então,um Ser superior como Deus,tentar explicar aos homens, a origem do universo??? Existem outras alternativas ao deismo e ao ateismo sim.O Budismo e o Jainismo,são religiões que não possuem um Deus ou uma divindade que explique o universo,mas também não são ateus que o explicam de forma materialista.Com certeza,também não são agnósticos.Um grande abraço a todos!!!!Miguel (admin)MestreGallagher :
Primeiro lugar, Robin Hood é figura lendária, transmitida pela cultura do mundo anglo-saxão. Mesmo vendo pelo nick que, adotas, que es um anglófilo, não acho uma boa comparação. Tirar dos ricos para distribuir aos pobres, não só funciona, se for aplicado adequadamente (e aí há que ter-se uma política revolucionária), como é a praticamente a solução central para eliminar os conflitos , próprios, de sociedades desiguais. Quanto as propostas concordo com o teto máximo para aposentadoria, mas acho que as propostas deverão ser mais amplas e não contemplar apenas a questão das aposentadorias. Um início, de reforma deveria contemplar, ao menos os seguintes aspectos. Sendo os valores, sempre baseados em rendimento de um trabalhador médio.
· Em um primeiro passo:
Elevação do salário mínimo para R$ 500,00.
Teto máximo de aposentadoria estatal de R$ 1500,00.
Teto máximo de salários de R$ 5000,00.
Taxação progressiva do IR, acima de R$ 200.000,00 anuais, com alíquotas de 35%. Acima de R$300.000 existiriam alíquotas de 35 até 80%.
Taxação em 50% de todas as fortunas superiores a 1milhão de reais.
Taxação progressiva de Iptu e Itr.
Taxação sobre heranças.· Em um segundo passo:
Estatização sob o controle dos trabalhadores e comunidades de todas as empresas de água, energia , telecomunicações , siderurgia e insumos essenciais como cimento.
Fim do sistema privado bancário.
Fim das aposentadorias privadas e fundos de pensão com seus ativos conduzidos a um fundo estatal único de aposentadoria (os valores máximos já foram mencionados antes).
Início de uma transição para abolição da transmissão de bens por herança.· Em um terceiro passo:
A dinâmica do movimento iria mostrar se já seria possível a passagem à sociedade sem classes.
Miguel (admin)MestreNa mensagem acima …
Onde se lê “insanidade” leia-se sanidade ou lucidez.
abs.
}
Miguel (admin)MestreCarlos
Retomando …
“Pex. vc citou o Nash, ora, a menina seria um fato? Ou sua doença o era…”
Bom imagine que eu e vc estamos conversando pessoalmente. Num certo momento vc me apresenta a sua namorada que é candidata a Missi Brasil.
Eu fico perplexo, pq não vejo nada. Mas vc insiste e chega a me chamar de louco e sem educação, pq a sua linda namorada está me cumprimentando e levando a mão em minha direção.
A coisa fica realmente complicada pq por um instante eu acho que estou realmente louco, mas eis que surge o Márcio, e ciente do que está se passando, concorda comigo que não há mulher alguma diante de nós (-Ufa, eu não sou louco, penso comigo).
Vc fica confuso e começa achar que eu e o márcio estamo brincando com vc. Brincando uma brincadeira sem graça.
Outro amigo nosso surge. É o Pilgrim, vc sabe que o pilgrim não é de brincadeiras.
Tendo por ele grande amizade a admiração, e já inseguro da sua insanidade, desesperadamente pergunta ao Pilgrim se este é capaz de ver a sua linda namorada ….
Pilgrim, calmamente, olhando para vc responde:
-Carlos, não há moça alguma aqui.
O silêncio toma conta por alguns instante e então …
Pilgrim olha para todos e diz:
– mas o que é isto?
Carlos vou ficando por aqui, não vou lhe responder as outra perguntas para não atravessar o samba.
Digo apenas que considero como fato o fato de vc ver uma mulher que só vc vê.
…ou transferindo para o nash, o fato de ele ver uma menina que só ele vê.
“o q vcs acham?”
ps. ainda bem que não sou escritor, pois do contrário morreria de fome.
Miguel (admin)MestreOi, vejamos:
Bem, será um fenômeno compartilhado por todos? Se não podemos chegar a coisa-em-si e o mundo se apresenta como fenômenos possíveis de apreensão, será que o fato poderia ser esses fenômenos?
A mim pareceu que vc está conduzindo a reflexão para a fronteira da filosofia da linguagem ao falar de “fenômeno compartilhado”.
Nesse novo contexto poderíamos reintroduzir a questão dos “fatos” mais uma vez: o que vc está chamando de “fato”? Poderíamos falar de fatos lógicos, fatos gramaticais, fatos empíricos, fatos imaginários etc:
– Peter Pan é adversário do Capitão Gancho.
– 2 + 2 = 4.
– Eu me sinto bem.
– Ai que dor!
– A água ferveu.
Tudo isso são fatos?Além disso, como vc sabe que os outros concordaram com vc? O “concordar” é algo bem complicado de se analisar, vc nunca saberia se concordaram com vc, cada um poderia ter a sua própria interpretaçao e ainda assim se expressarem de modo “parecido” ao seus olhos – e vc interpretaria (ou não) como igual.
Pois chamá-los de coisa-em-si e dar aos fenômenos uma carga semântica de não existência, não ajudaria muito.
Mas estou tentando fazer o contrário na verdade, estou dando aos fenômenos uma carga semântica muito maior, o que existem sao os fenômenos, à coisa-em-si nós nao temos acesso.
Como vc já notou, tudo isso parece resultar num relativismo exacerbado e irrestrito, e, de fato, muito “filósofo” preguiçoso já parou por aí. Contudo, ainda tem muito mais coelho nesse mato – a ligação com a filosofia da linguagem já reapareceu e ainda nem tocamos direito no problema da metafísica.
Detalhe, vc disse que apresentou a msg para os outros e eles concordaram: podemos dizer que a essência do “concordar” estaria numa “regra”? Regras são convenções e instruções de interpretação? Quem ensina a ver/ler/sentir o mundo? Os “fatos” também sao ensinados? Evidentemente tudo isso tem um limite, ficar no relativismo somente é filosofia de botequim, mas inicialmente pode ser um modo de romper com o dogmatismo. Já notou a insistência em fatos, ciências empíricas etc?
Abraços.
Miguel (admin)MestreOi Marcio,
Os fios dessas tramas, sao os fatos.
Já falei de outras vezes sobre isso, acho o positivismo uma roubada: não existem fatos! Só há interpretações, o que vc vê como sendo um fato é a sua interpretação de algum fenômeno.
Fatos nao existem, “fato” é algo que cheira a mito, é de novo aquele antigo sonho da “coisa-em-si”. Só temos acesso aos fenômenos, ou seja, à aparência. Logo, o que para vc é um fato, para outro é uma ilusão, e para outro é uma deturpação de outro “fato”.
Acho fenomenologia muito mais interessante, filosoficamente, que positivismo. Esse último eu considero uma doença da razão.
Deixo assim por hora, acrescentar, de uma vez, F. linguagem, hermeneutica e metafísica ficaria indigesto.
Abraços.
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