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Miguel (admin)Mestre
Eu não só acho que não foram encontradas soluções satisfatórias para os paradoxos lógicos como também afirmo que não há teoria alguma que sustente a possibilidade física de viagens temporais. Só existem especulações, mais nada…
Miguel (admin)MestreA priori, acho que Sócrates pode ser considerado tanto filósofo como sábio. O mesmo vale para Confúcio e todos os sábios orientais.
Acho que o termo “filosofia de vida” não é senso comum nem não-senso. Pois, se você estuda Sócrates e aplica esse estudo em sua vida prática, e segue o exemplo de Sócrates, você tem uma filosofia de vida.
Todos temos filosofias de vida. TODOS, mesmo aqueles que não estudam filosofia. O caso é que nós não seguimos esse ou aquele filósofo, seguimos um pouco de cada, e ao mesmo tempo nenhum, e ao mesmo tempo, seguimos nossa própria distinção de ética, baseado na ideologia e outros fatores que nos cercam.
A filosofia e a sabedoria são coisas pragmáticas, aplicáveis na vida, e não apenas no papel, ou no fórum, ou no pensamento.
Mesmo Platão, que contemplava as idéias (e a priori não agia) tinha uma filosofia de vida, que era justamente ficar contemplando as idéias.
O que todos nós fazemos é baseado em várias filosofias, ideologias, etc. Isso é a filosofia de vida (e cada um tem a sua).
Se entendermos que a filosofia não pode ser algo pragmático e que não existe filosofia de vida, então não adianta filosofia nenhuma, é perda de tempo.
A filosofia (distinção do que é ético, estudo da moral, da estética, da política etc) é algo prático. Não importa se nós não seguimos 100% uma única filosofia. Nós possuímos uma hierarquia de valores, e quando temos um dilema entre a filosofia que acreditamos ser boa e a situação da vida real, nós escolhemos de acordo com a hierarquia dos nossos valores (que também são filosóficos).
Exemplo: os hippies tinham uma filosofia de vida: paz, amor, liberdade, naturismo, drogas, etc.
Exemplo: A etiqueta é uma “ética pequena”. A etiqueta estuda as boas maneiras, enquanto a ética estuda a moral e faz juízo de valor, de bom, de mau, de correto, de errado, segundo uma ótica filosófica.Miguel (admin)MestreSim entendi.
Você sabe como é materialmente viável. Trata-se das teorias de Einstein, e outros físicos. São teorias reais, com base na ciência (física, material).
Mas é como eu disse: possibilidade real de fazer uma máquina agora nós não temos. Isso por enquanto é ficção. Mas a viagem no tempo é uma probabilidade real científica. É possível a deslocação no tempo (na teoria). Aqui estamos discutindo apenas teorias e não como montar uma máquina do tempo.Miguel (admin)MestreConcordo com tudo isso.
Mas, se “Justiça é uma utopia”, logo devemos discuti-la como deve ser aplicada na prática, e não especular sobre uma justiça ideal que não existe.
Discutir sobre uma justiça do mundo das idéias não resolve os problemas. Acho que devemos discutir a justiça de forma materialista, e levar em consideração suas imperfeições reais e os fatores imprevisíveis.
Quando digo “levar em conta fatores imprevisíveis” (parece uma contradição) não quero dizer que temos que “prever o imprevisível”. Quero dizer que sempre haverá fatores imprevisíveis na singularidade de cada caso, e deve-se aceitar isso, saber disso, para concluir que perfeição não existe e que justiça ideal não existe.
Falar de justiça real é falar de Direito. Aí podem dizer: “a lei não funciona na prática”. Isso porque o Direito também não considera fatores imprevisíveis dentro dele próprio, tais como: juízes corruptos, advogados corruptos, promotores corruptos etc. Mas a idéia da lei é perfeita, a organização da Justiça é perfeita (na idéia).
Obs: se você se espantar porque estou dizendo isso, não se espante, talvez eu só não tenha explicado bem. Vou tentar justificar porque o Direito é perfeito (na idéia).
O Direito leva em consideração quase todas as probabilidades, julga os casos segundo sua singularidade e com base no que foi previamente estabelecido na lei, permite a participação popular atrávés de juri(do contrário a lei seria feita apenas por uma elite intelectual do ramo) e as leis são feitas por representantes do povo eleitos pelo voto direto (do contrário, as leis seriam feitas por jurístas apenas, e eles seriam os únicos benefeciados).
Apesar dessa “perfeição” há casos de impunidade. Por que? porque a Justiça não é oniciente. E ainda há casos de impunidade porque há corrupção. Como prever a corrupção? fazer uma lei que prevê punição a juristas corruptos? não adianta, isso já existe, mas a corrupção é um fator “imprevisível”, logo, por mais que se preveja a punição dos corruptos, os corruptos vão corromper a lei que prevê a punição da corrupção.
Expliquei bem?Miguel (admin)MestreMas é justamente isso que eu questiono:
Eles eram filósofos ou sábios?Aí vai depender de como alguém define filósofo e sábio. Eu, como disse anteriormente, não faço distinção entre eles, desde que se entenda “sábio” como alguém que sempre busca conhecer a sabedoria…
Miguel (admin)MestreNão, não senhor! Quero a explicação sobre como seria materialmente viável criar as condições para uma viagem temporal.
Vi que as teorias acima estavam mais concentradas na tarefa de evitar os paradoxos do que explicar como seria possível por a experiência em prática. As explicações não convenceram, os paradoxos ainda existem.
Eu mesmo poderia dizer que uma nave poderia mergulhar no universo paralelo de Dirac, onde o tempo corre no sentido contrário, e emergir no passado. Mas e daí? Grande coisa! Como é que vamos mandar uma nave material atravessar o tempo-espaço no universo de anti-matéria? É inviável…
Miguel (admin)MestreNahuina, sei que você considera muito o Sócrates, seja ele o real ou não. Mas é bom lembrar que a ontologia helênica é muito distinta da nossa.
Se eu os chamo de racionalistas é porque eles almejam um patamar ético possível, um Ser dentro do existente, que é o Ente. Para os pós-modernos e os contemporâneos, esse patamar é inexistente ou, pelo menos, não é um Ser. Sartre diz que o ser humano é um Ser-para-si sempre almejando tornar-se um Ser, sem jamais conseguir sê-lo…
Em Derrida, a coisa se complica ainda mais, pois nenhum patamar se presentifica, ele está sempre na dependência de fatores que o transcendem, sejam do passado ou no futuro próximo. A ética pode até ser sustentada, porém não é, em si mesma, sustentável…
(Mensagem editada por Mike em Julho 09, 2005)
Miguel (admin)Mestre“Filosofia de vida” é um não-senso. Qual filosofia não se relaciona com a nossa vida?
O que chamam de filosofia-de-vida é, senso-comum, a doxa, opinião, os paradigmas pessoais.
Na cultura oriental existem bons filósofos: Confúcio, Lao Tsé, Sun Tzu.
Miguel (admin)MestreNesse fórum há varias, nao sei se vc já leu
Onde estão?
Miguel (admin)MestreAlém de brincar com as fábulas, o autor (Gaarder é formado em filosofia, literatura e TEOLOGIA)
O que voce acha da possibilidade de alguma coisa (Deus, o destino, ou sei la) controlar tudo o que fazemos? Voce já imaginou que nossa vida pode ser apenas uma historia escrita por alguem? Voce ja assistiu a Matrix e ao Show de Truman? O que achou desse filmes?
abraçosMiguel (admin)MestreNesse fórum há varias, nao sei se vc já leu
Miguel (admin)MestreNahuina,
Eu acho que a evolução da consciencia por si só, ou seja, um pensamento que se autodetermina, uma coisa idealista (e nisso eu concordo com Marx), por essa razaõ a evolução se daria primeiro pela ação material, e esta sim determinaria a evolução do pensamento. Entendeu meu ponto de vista?
A “revoluçaõ eminente” eu encaro como uma “probabilidade científica”. Tem um tom profético sim, mas é “probabilidade científica”.
Por que é científico? Aí vamos ter que discutir o que é ciência e o que é filosofia(seria uma discussão longa). Vou resumir ao máximo: é científico porque é empiricamente verificável e não apenas especulação.(mas também não é empírico. Tem toda uma metodologia científica para fundamentar Marx)Miguel (admin)MestrePara mim, justiça é uma forma de poder (dentro do conceito de justiça discutido nesse fórum). Quase não há diferença entre justiça e poder. Mas pode ser que eu esteja exagerando, pois esse tema me deixa meio revoltado (risos)
“Não se pode sufocar a diversidade individual em conclusões generalizantes e precipitadas baseadas nas tendências mundiais… ”
– Concordo com vc, minha conclusão foi um pouco radical e precipitada.Miguel (admin)MestreVocê pode não concordar, mas é fato…
Pode até não acreditar, mas você está muito à frente de Sócrates e Platão, Nahuina.
Só o fato de você ter lido Sartre te abriu uma perspectiva não-racionalista e inteiramente nova se comparada com a filosofia helênica. Se você dissesse algo assim “A existência precede a essência” para um Aristóteles, provavelmente iria tirá-lo do sério…
Miguel (admin)MestreAliás, assisti a um vídeo sobre as teorias de Stephen Hawking, há muito tempo atrás. Embora tenha gostado (interesso-me por esses assuntos) esqueci a maior parte dele. Acho que falava mais sobre buracos-negros do que sobre a possibilidade de viajar no tempo.
Se alguém conhecer alguma teoria consistente sobre viagem no tempo, favor explicar pra nós…
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