Miguel (admin)

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  • em resposta a: "Filosofia oriental" ,"filosofia de vida"… #80022

    A Marilena Chaui tem uma visão muito acadêmica do que seja a filosofia. A filosofia é tão somente tentar conhecer a natureza e suas leis. A sabedoria também se encaixa aí, já que o sábio é aquele que conhece as conseqüências da ação impensada.

    O taoísmo não é o que aparenta ser. Você irá se surpreender: não se trata de um dualismo…

    em resposta a: Sócrates – mártir ou louco? #72044

    Sócrates era tão idealista que preferia ser vítima de uma injustiça irreparável do que cometer essa mesma injustiça contra outrem e ficar impune, tal qual um onipotente tirano.

    Esse tipo de idealismo é uma alienação do eu moralista, um estoicismo masoquista que não leva muito além do sonho de uma civilização utópica. É mais uma detecção do caráter racionalista na filosofia helênica.


    em resposta a: O nome da Rosa e Aristóteles #74188

    POR FAVOR …
    preciso responder as seguintes questoes:
    1 – Discuta a partir do filme (O nome da Rosa)se é possivel considewrarmos que durante a Idade Média Ocidental Cristão havia uma visão unica orientando os principios da Igreja Catolica(cite exemplos no filme)
    2- Debata como a pelicula permite ponderar que o pensamento catolico possuia uma postura dubia em relação aos pensadores considerados pagãos (Aristoteles e platão entre outros) e pq era necessário a tradução de alguns desses filosofos.
    3- Escreva como o filme permiote apreender aspectos da nõção de tempo e historia predominante no pensamento catolico de então.
    4- Debata pq o riso, o prazer e o livre arbitrio eram combatidos pelo pensamento hegemonico no periodo e como atraves do tribunal da “Santa Inquisição” podemos chegar à historia dos que eram julgados.
    5.- Pq o filme denomina-se “O Nome da Rosa”?

    por favor preciso até o dia 11/07
    grato

    em resposta a: A ambiguidade da pergunta #71860

    Eu vou mais além. A justiça é uma utopia ainda mais porque, em certos casos, muy dificilmente reparará os danos causados aos indivíduos…

    em resposta a: "Filosofia oriental" ,"filosofia de vida"… #80020

    E o que seria a sabedoria, o saber não-letrado do come-quieto?

    A sabedoria também é conhecimento, saber. Os orientais sabem bem disso. Porém, tanto no ocidente quanto lá, houve uma apropriação indevida do pensamento filosófico pelos teologistas.

    A filosofia taoísta, por exemplo, foi transformada numa religião. Lao Tsé era filósofo, não, um Buda…

    em resposta a: "Filosofia oriental" ,"filosofia de vida"… #80018

    A ciência era a atividade dos filósofos, até que houve uma subversão dentro da filosofia e as relações de poder preteriram a capacidade de raciocínio.

    Hoje em dia, ciência é algo que não se pode desvincular da palavra metodologia, o que é uma grande incoerência e tamanha burrice, posto que os primeiros raciocínios dos quais parte sempre toda a evolução científica jamais foram empíricos, metodológicos ou positivos…

    em resposta a: Sócrates realmente existiu? #78303

    .

    Eu acho que a mensagem que se pode extrair disso é a mesma que Diotima passa a Sócrates: o que não é positivo, não é necessariamente negativo!

    A imagem da mulher não é positiva nem negativa; a mulher não será melhor vista, nem pior vista, caso sejam boas ou péssimas na filosofia…

    Eu concordo com a Diotima de Platão quando ela diz que o amor não é o desejo do que é belo, mas o desejo da parte que lhe completa.

    No meu gosto pessoal, as melhores mulheres são aquelas mais acatadas e desvinculadas de tarefas que são tradicionalmente executadas pelos homens.
    Ou seja, quanto menos parecidas forem com os homens, até em relação aos tipos específicos de tarefas que executam, melhor…

    .

    em resposta a: Marx é moderno ou pós? #79937

    Caro Renan

    Qual a sua opinião sobre o capitalismo de bem estar social vigente nos países Escandinavos?

    Não seria uma evolução do capitalismo para o socialismo Democrático, sem a necessidade da Ditadura do proletariado?

    Marx para você é perfeito, irretocável? Será que uma ideologia do século 19 se aplicaria ao capitalismo financeiro- globalizado-moderno?

    O Próprio capitalismo já não traria em seu seio a sua auto-destruição, visto que com a maquinização excessiva, o homem está perdendo espaço para a máquina? E sendo o homem a própria força motriz do capitalismo, enquanto consumidor, isso não implicaria em desemprego e falta de poder de compra o que geraria uma crise no capitalismo, através de convulsões sociais ou de acordos que levariam o capitalismo a ser embrião do socialismo democrático, sem que houvesse a necessidade de uma elite pequeno burguesa se arvorar o direito de falar pelo povo?

    Você acha que é possível impor uma ordem social a partir de uma centralização absurda? Com os fins justificando os meios? A supressão do subjetivo em favor do coletivo até que ponto seria sustentável do ponto de vista moral?

    O fetichismo pela mercadoria, pelo dinheiro, a mais-valia e etc…. não poderia ser suprimido num regime alternativo( que não o capitalismo e o comunismo)?

    Você não acha que os paises nórdicos caminham nesse sentido? Evolução ao invés de re-volta?

    em resposta a: Sócrates realmente existiu? #78302

    Olá Sofia

    Aristóteles tem uma visão da mulher sobordinada ao homem. Ele relacionada a sua ontologia do ato e potência com o papel masculino na relação, que seria mais ativo, enquanto o da mulher seria passivo.

    Além disso, na Política, ao desenvolver as hipóteses da origem da polis, ele coloca a importância dos clãs patriarcais, e o patriarca como o primeiro líder.

    Bom, em Atenas, a mulher não participava da democracia, assim como os escravos. Não eram consideradas cidadãs. E a maior parte de suas tarefas estava ligada ao ambiente doméstico. O Chico Buarque até fez uma música ironizando isso, chamada Mulheres de Atenas, você conhece?

    Sócrates passava muito tempo com os convivas, e embora fosse casado com Xantipa, não a considerava intelectualmente, sendo ela caricaturizada como um estorvo às suas atividades filosóficas. Em alguns trechos ele chega mesmo a maldizer isso.

    Na República, o casamento é visto com fins predominantemente de procriação, há mesmo uma prática da eugenia, nos moldes da legislação de Licurgo que é descrita por Plutarco. Mas você tem razão ao identificar que Platão delega mais importância à mulher do que Aristóteles, uma vez que elas tem capacidades de ascenção igual à dos homens na Politéia, podendo executar as mesmas tarefas, limitadas somente pela forma física.

    É interessante ao invés de pensar um autor como “feminista” ou como tendo uma mensagem “positiva” ou negativa, primeiro, se precaver contra juízos de valor acerca de um objeto que se põe a estudar, e segundo tentar evitar o anacronismo, tentando entender o autor segundo sua própria época, na medida que isso for possível. O anacronismo consiste em analisar uma época com os valores de outra e é um erro crucial em ciências humanas. Você deve saber que o movimento feminista ganha força somente no século XX, especialmente depois do movimento democrático, direitos nas fábricas e direito ao voto.

    abs

    em resposta a: Mundo de Sofia #73296

    Olá Sofia Amundsen,
    Você está certa, há coisas nas “entrelinhas” (a própria Sofia diz isso no livro, e a Hilde diz que terá de ler mais uma vez para entender).
    Quando eu li o livro pela segunda vez, comecei a anotar “pistas” e coisinhas que me chamavam a atenção que aparecem desde os primeiros capítulos até o final. Algumas pistas:
    1-Quando Paulo fala para os gregos, uma mulher (Damaris) se converte ao cristianismo. A esse fato é dado extrema atenção. O Alberto Knox diz que “é um nome que precisamos gravar”. Até hoje não entendi o porque dessa ênfase para a história. Sei que o autor (Gaarder) não colocaria isso no livro a toa.
    2- Quando Hilde acorda (no dia em que seria a festa no jardim) o relógio marca 6:66. Ora, essa hora não existe! Isso é um símbolo do final dos tempos (apocalipse, representado pelo número 666). E foi o que realmente aconteceu. Na festa do jardim, o sexo explícito(luxúria), o caos, desordem, brigas, avaresa etc estavam evidentes entre os convidados. Era o “fim do mundo” para o “mundo de sofia”.
    Numa primeira interpretação, quando o carro desgovernado vai em direção a Alberto e Sofia e bate na árvore, o casal desaparece. Esse “desaparecimento” para mim, é um sinal de que eles morreram no acidente na festa. Em seguida eles se tornam fantasmas (lembra?). Esse foi o “fim do mundo de Sofia”, o apocalipse. Essa é uma possível interpretação, mas não foi a única que tive.
    3- Porém o que mais me chama a atenção é a ênfase dada ao episódio do “barco a deriva”. Isso aparece várias vezes no livro. Fico louco, não é possível, há alguma coisa muito evidente e eu não consegui ver(voce entendeu a ênfase ao barco?)
    Há muito mais “pistas” que anotei. E você, o que acha, cara Sofia?

    em resposta a: Sócrates realmente existiu? #78301

    Quero saber da sua opinião sobre a leitura que Platão tinha da mulher, diferente de Aristóteles, ele era uma espécie de “feminista”? No BAQUETE ele coloca claramente a influencia de Diotima diante de socrates; seja coisa da cabeça de platão ou não ele usava essa “coisa” para deixar uma mensagem, e a mensagem que ele tinha a respeito da mulher era positiva na minha opinião.

    em resposta a: Sócrates realmente existiu? #78300

    Acho que Platão não inventou Sócrates, ele o reinventou. O Sócrates real deve ter mesmo existido, caso contrário, outros não teriam comentado sobre ele.

    Quanto à Atlântida, não foi encontrado absolutamente nenhum indício de sua existência. Por isso, os cientistas acreditam tratar-se apenas de uma alegoria do discurso platônico, uma espécie de parábola sobre os fins que podem suceder a um estado evoluído que sucumbe as tentações da ganância.

    em resposta a: Viagem no Tempo #78557

    .

    Ofensa nenhuma. Só acho que haja uma diferença de conceituação aí: o que você chama de definição senso-comum de passado é a definição original de passado. Se o passado fosse passível de alterações, seria incoerente chamá-lo de passado, pois se trataria de um tempo condicional.

    Eu não me opus exatamente às teorias de Einstein e de Stephen Hawking. Para ambos os autores, viagens no tempo são especulações e, não, realidades científicas.

    No caso de Einstein, por exemplo, ele nem sequer chegou a trabalhar profundamente essa questão. Eu diria até que alguns pontos da teoria einsteiniana são contrários à possibilidade de viagens temporais.

    As distorções temporais einsteinianas não são, de forma alguma, algum tipo de efeito de viagem temporal. Os pilotos das naves hipotéticas não viajariam no tempo, apenas entram num ambiente em que o tempo demora mais para passar. Ou seja, não se trata de viajar no tempo, mas de congelar-se no tempo em relação ao referencial estático…

    .

    em resposta a: Mundo de Sofia #73295

    Oi Renam,
    respondendo á sua primeira pergunta quero dizer que o livro simplesmente me prendeu do início ao fim, a cada capítulo eu viajava no enredo, era como se o curso de filosofia fosse pra mim, afinal, Sofia, Hilde e eu somos praticamente da mesma idade. No final já estava sentindo um frio na barriga, achei que todos os enigmas da história iriam se desvendar; depois de ler as últimas palavras fiquei um tempo paralizada tentando entender aquele final, procurei algo nas entrelinhas… simplesmente não entendi, apesar de saber que a coisa não seria entregue assim de “mão beijada” é preciso que cada um tenha sua leitura sobre isso. A minha leitura tambem é um pouco diferente de todas que já ouví, achei uma das mensagens propostas pelo autor seria o “poder” de quem escreve, de quem pensa, por exemplo, o Major controlava a vida de todos os personagens, podia brincar com os conto de fadas, os mitos, a vida real, os seres reais (se é que existe), e tudo o mais. E foi exatamente isso que Jostein Gaarder fez comigo, me envolveu nessa ficção e ainda me proporcionou um Curso de filosofia.

    em resposta a: A ambiguidade da pergunta #71857

    “Quem acredita na inviabilidade de um mundo justo, é porque está agindo de má fé”

    O inverso também pode ser verdade:
    -quem age de má fé, acredita na inviabilidade…
    ou
    -quem age de boa fé, acredita na viabilidade…

    Todas essas conlcusões não me parecem lógicas e sim normativas. Não concordo com nehuma dessas conclusões.

    “A justiça é uma utopia.”

    Depende da justiça a que vcs se referem. No caso aqui, entendo que seja aquela justiça ideal, igualitária, extensiva a todos. Essa realmente é utópica. Sendo assim, concordo com vcs.

    “se todos lutarmos para conseguir o mais justo possível então teremos, dentro do possível, o melhor para nos e para os outros…”

    Nahuina! não! Esse é um equívoco comum…

    Isso vai contra todo seu texto anterior.Observe: se todos lutarmos para conseguir o mais justo possível, cada um luta para conseguir o que ELE (cada um) entende como justo para ELE PRÓPRIO.
    “HOMO HOMINI LUPUS”.
    O justo é padrão humano subjetivo, logo não há justo ideal, não há justiça igual etc…como você mesmo disse.
    Acho que não preciso explicar mais, você já entendeu. Quaquer coisa, eu tento me justificar/explicar melhor outra hora (se houver necessidade)

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