Miguel (admin)

Respostas no Fórum

Visualizando 15 posts - 1,531 até 1,545 (de 6,713 do total)
  • Autor
    Posts
  • em resposta a: Viagem no Tempo #78556

    Desculpem me vcs. Mas acho que é pretencioso afirmar que qualquer coisa seja impossível. Einstein não era nenhum a toa. Tão pouco Stephen Hawking.

    “passado” não é uma questão de tempo apenas. Isto é senso comum= “passado não volta, ele já passou”. Senso comum puro!
    O tempo só existe em função do espaço, do movimento, por isso falamos em “tempo-espaço”. Logo, viajar no tempo é nada mais do que se deslocar no espaço. Obvio, que não é “apenas” isso… Mas deixo claro que, teoricamente é possível e provado. Apenas não é uma realidade ainda. Nem digo que o será, mas afirmar que não será, é pensar como pensava a Igreja Católica da Idade Média.
    Espero ter ajudado vcs, e não ofendido. Se me comuniquei mal, perdoem. Grato

    em resposta a: "Filosofia oriental" ,"filosofia de vida"… #80016

    O livro Elementos da Meditação de David Fontana é excelente! Recomendo essa leitura a todos os filósofos acostumados com o habitual/normal/comum/costumeito da “filosofia legítima”.
    Ter contato com esse tipo de “sabedoria” ou filosofia “oriental” (tão diferente para nós) é importante. Acredito que o fato da filosofia ser atribuída aos europeus, seja uma influência cultural negativa imposta durante a colonização e que permanece até hoje.
    Os impérios chineses e indus são muito mais antigos que os gregos. Muito do que os gregos falavam: “só sei que nada sei” já era dito pelos orientais. A diferença é que os gregos valorizavam a palavra, a fala, enquanto os orientais valorizavam o silêncio. “Aquele que sabe não fala. Aquele que fala não sabe. Feche a boca”- Lao Tzu.- isso pode ser paradoxal (ele falar isso, logo ele não sabe o que afirmou) porém é muito sábio mesmo sendo paradoxal (paradoxo não é a mesma coisa que se contradizer, vide a máxima do existencialismo que também é paradoxal porém não deixa de ter grande valor).
    Outra coisa que gostei no livro Elementos da Meditação é o seguinte: que na meditação descobre-se que nós não somos os nossos pensamentos, ou seja, nossa consciência independe de nosso pensamento. O pensamento é apenas uma ferramenta para pensar, assim como as mãos são ferramentas para pegar. Nossa consciência é um ser interior, ou eu interior. O pensamento é uma ferramenta desse eu interior, assim como todo o corpo também é uma ferramenta. A máxima que guia toda filosofia ocidental é “penso, logo existo”, mas para a meditação isso se torna absurdo, pois você descobre que você “existe, logo pensa”. Tudo isso que eu disse é segundo o livro de David Fontana.
    Para saber mais sobre a sabedoria milenar oriental, recomendo:
    http://www.novaacropole.org
    ou
    http://www.novaacropole.org.br
    Trata-se de uma “escola de filosofia” que existe no mundo todo. Há em várias cidades brasileiras (descubra se há na sua cidade). Lá se estuda a filosofia clássica grega e oriental.
    Há dois institutos ligados a Nova Acropole:
    1-Instituto Tristan: aulas de música somado à filosofia.
    2-Instituto Seraphis: medicina alternativa*, saúde e filosofia.
    Vale a pena conferir. As primeiras aulas são gratuitas e as demais são a preço simbólico. Eu fiz apenas as aulas gratuitas, e gostei. Faria o curso, mas não agora (por falta de tempo principalmente). Mas pela experiência que tive, eu recomendo: confira.

    *Obs: chamar a medicina milenar chinesa de medicina “alternativa” é um rótulo negativo,que discrimina a medicina chinesa em detrimento daquela “medicina” que não precisa de rótulo. Vale o alerta. Goste ou não de acupuntura, yoga etc, a discriminação “alternativa” é uma produção de discurso da poderosa influência européia.
    A medicina tradicional é científica (possui método). Não sei dizer se a medicina chinesa possui método científico, mas mesmo que não, o conhecimento empírico também é válido.
    Um abraço

    em resposta a: Mundo de Sofia #73294

    Olá Sofia,
    finalmente encontrei alguém disposta a debater sobre esta grande obra. Li o Mundo de Sofia duas vezes, e prentendo ler novamente. É um livro excelente. Gostaria de fazer algumas perguntas a você:
    1- Qual sua opinião sobre o livro? Gostou?
    2- O que voce entendeu do final? Sofia e Alberto se libertaram?
    3-Eu tenho minha propria interpretação do livro. Acho que vc vai achar no minimo curioso.
    Vamos debater sobre o livro nesse forum. Acho que vale a pena. Tenho várias questoes a serem levantadas.
    Um abraço

    em resposta a: Sócrates realmente existiu? #78299

    Platão era um contador de estórias. Falou sobre a Atlântida e até hoje estão a procurá-la no fundo dos mares.

    Concordo com essa visão do Platão como o grande difusor, e mesmo inseriu certas suspeitas que até hoje permanecem fundas no imaginário. O mito de Atlântida é uma delas, a outra é essa suspeita em relação à realidade sensível, e a outra é a metempsicose.

    Mas não é meramente o criador delas e sim o grande difusor. A metempsicose vem por exemplo das escolas pitagóricas. E embora ele seja a maior fonte sobre a Atlântida, existem outras. O que está em jogo ali é o reconhecimento da antiguidade da cultura egípicia. A tradição ocidental coloca a Grécia como criadora da filosofia através do advento do logos em contraposição ao mito. Mas existe uma discussão entre os helenistas se a Grécia é ou não autócne, aliás comentada por Nietzsche em A filosofia na época trágica dos Gregos. Porém Platão e Aristóteles prestam conta ao Egito. Vocês devem se lembrar que Platão, depois da morte de Sócrates, viajou por vários anos, incluindo ali no Egito. No Crítias, aparece o legislador Sólon contando de sua viagem, e um sacerdote zombando da eterna juventude do povo ateniense. Ao passo que o Egito, inventor da escrita, mantinha uma História, a Grécia tudo perdia novamente a cada dilúvio. É quase um grito patriótico afirmar que no lugar onde existiu Atenas em V a.C estava outrora uma poderosa cidade grega que liderou a resistência ao invasor Atlante.

    Aristóteles na Política lida com a origem de vários hábitos e reconhece que muitos se originam na civilização egípcia, mas que os gregos não devem se envergonhar em copiar quando julgarem necessário, mas eliminar os vícios onde encontrarem.

    Sobre Platão ser contador de Histórias e portanto ter inventado Sócrates, acho que é uma conclusão meio precipitada. Primeiro teria de se lidar com o problema real das outras fontes que falam deste personagem.

    em resposta a: Sócrates realmente existiu? #78298

    Os interlocutores de Sócrates parecem os seres humanos ideais, parece até que nasceram só pra fazer papel de coadjuvantes.

    É comum ao leitor dos diálogos esse estranhar com os interlocutores de Sócrates e seu papel meramente coadjuvante, a expressar simplesmente diante da argumentação “Por certo que sim, Sócrates”, “É forçoso que sim, Sócrates”, “Por Zeus, Sócrates”.

    Isso é a mais pura dialética. A dialética era praticada em toda a sociedade ateniense. Como vocês sabem, palavra na mesma raiz de diálogo. A dialética exige esse jogo de perguntas e respostas, muitas vezes entre mestre e discípulo. A investigação funciona dessa forma, delinea-se o objeto de estudo e ao interlocutor cabe ou não dar asserção ao princípio exposto. É um papel fundamental. Se ele concordar, de acordo com a arguição, a investigação prossegue para outro grau. Se ele discordar, é preciso repassar tudo até achar a falha lógica. Uma vez admitido um princípio terá que se arcar com suas consequências, e não se poderá voltar atrás.

    Platão identifica esse método dialético com o único melhor meio de ascender à contemplação da idéia, através da eliminação das hipóteses falsas.

    Além disso, em vários diálogos os oponentes de Sócrates argumentam com mais desenvoltura. Notadamente há uma discussão sobre isso no Protágoras, naquele trecho em que Sócrates exige as falas curtas e Protágoras quer exposições mais longas. O diálogo quase acaba e é preciso que os convivas que assistiam intercedam. Briga de cachorro grande, como disse um professor meu uma vez.

    em resposta a: Sócrates realmente existiu? #78297

    Em um dos diálogos de Platão, no caso O BANQUETE, ele coloca Socrates como “discipulo” de uma mulher (DIOTIMA), principalmente no que se refere ao Amor. O que vocês dizem disso?
    }

    em resposta a: Mundo de Sofia #73293

    Bom, eu queria dizer a todos vocês que fizeram questionamentos a respeito do MUNDO DE SOFIA que eu tenho a resposta para todas as suas perguntas, na verdade, estas respostas estarão mais completas se vocês simplesmente se “jogarem” na leitura desta obra como eu fiz á pouco tempo e por isso posso responder a todas essas perguntas.

    Se alguem quiser discutir comigo sobre a obra estarei a disposição!

    em resposta a: "Filosofia oriental" ,"filosofia de vida"… #80014

    Senhoras e Senhores

    Este é um tema necessário. Afinal, muitos já arriscaram uma definição sobre filosofia e nem sempre a definição é objetiva ou coerente com as demais definições já existentes.
    Afinal, o que é filosofia e o que não é filosofia?
    Precisamos definir filosofia, para poder delimitar seu campo de ação, ou para distinguir filosofia de ciência e religião, etc.
    Por outro lado, uma definição resume um amplo conceito em poucas palavras. Rotular o que é filosofia, ciência, religião, seita, mitologia, etc pode ser pragmaticamente necessário, mas talvez, filosoficamente impossível ou desaconselhável. Quem sabe? É realmente uma questão muito boa colocada pelo Nahuina. Vale a pena pensar nisso.
    Vou tentar dar início a partir de três definições:

    Uma do livro Redação Inquieta, de Gustavo Bernardo (excelente, recomendo). A definição era mais ou menos assim: a filosofia é algo entre a religião e a ciência. É uma definição simples e abstrata, porém muito rica se profundamente analisada. Também diz-se que filosofia não é um saber pragmático (o que eu discordo).

    A segunda definição é do livro Filosofando de Maria Lucia Aranha e Maria Helena Martins. Nessa obra é exposta a diferença entre filosofia e ciência: a filosofia não é um saber, ela observa o objeto do ponto de vista da totalidade e explica a realidade de modo a fazer juízo de valor (ou seja, como deveria ser). Enquanto a ciência é uma visão especializada, fragmentada e faz juízo de realidade (explica), mas não faz juízo de valor.

    Resumindo:
    filosofia= totalidade (conjunto)
    ciência= especializada (fragmentada)
    filosofia= faz juízo de valor (ética)
    ciência= não faz juízo de valor
    filosofia= não é um saber
    ciência= faz juízo de realidade (explica)

    A exemplo da ciência, a filosofia também tem métodos (o que não ocorre na religião): ironia socrática e a maiêutica, a dialética, órganon (lógica) e leis do silogismo, método cartesiano, racionalismo, empirismo, criticismo (Kant),positivismo (aqui a filosofia começa a virar ciência) etc.

    Uma terceira possível definição é do livro Introdução ao Pensamento Filosófico (edições Loyola). Os autores (professores de filosofia) dizem que: a ciência explica fenômenos e a filosofia busca as causas e os princípios (causas primeiras). Filosofar é uma reflexão, uma discussão de ideias, uma interpretação do mundo, da vida, um projeto de transformação do homem.

    Essas são as três definições que achei. Posteriormente vou mencionar a definição de Marilena Chauí.
    Espero que isto (somado a introdução que o Nahuina fez) contribua para dar início ao fórum.

    Grato.

    em resposta a: Genismo #73517

    Não há sentido algum nos gens. Não existe nem mesmo a garantia de que eles se perpetuem ad infinitum.

    Não existe forma mais estável do que a simples poeira espacial. As formas mais simples e menos complexas já venceram a batalha pela existência contra as formas mais complexas, antes mesmo dela começar…

    Não são os gens que nos põem a competir com nossos semelhantes, mas a primazia da existência. A primazia da existência precede a força de perpetuação dos gens. Ou seja, os gens só se perpetuam porque isso satisfaz uma condição existencial.

    Se, algum dia, os nanorobôs satisfizerem melhor essa condição existencial do que os gens, tomarão inexoravelmente o seu lugar na cadeia evolutiva…


    em resposta a: Platão idealista? #71325

    .

    Eidos poderia ser uma forma de dizer A Linguagem? (É claro que não é bem isso o que Platão pensa).

    Sem a linguagem, não existe objeto para o sujeito, nem sujeito para o objeto…

    .

    (Mensagem editada por Mike em Julho 05, 2005)

    em resposta a: Viagem no Tempo #78555

    .

    Nômade: Aí é que está, construir uma máquina do tempo é impossível, pois contraria a lógica. Você não poderia convencer o seu outro eu, do passado, a não viajar no tempo, pois se o fizesse, você mesmo não teria viajado, hehehe!

    Ou antes mesmo de entrar na máquina do tempo, o seu outro eu do futuro deveria estar tentando impedi-lo de fazê-lo. Entendo.

    O que se entende por passado é “o que aconteceu”? Porque, se for, pela própria definição, é algo que não pode ser passível de mudança. Não se pode condicionar o passado ou deixa de ser um passado.
    Acho que o Sr. Nômade está certo, é logicamente impossível…

    .

    em resposta a: Da "a priori" e da "posteriori" #77975

    .

    Não quero nem desenvolver muito problema, só gostaria que pensassem o seguinte: se eu construísse um robô agora, desse inteligência a ele, “bom senso” (possível isto?) ele seria humano? NÃO. Porque falta o principal a ele: ser sujeito-no-mundo. Nós não somos simplesmente o que pensamos ou o que intuímos: somos seres-no-mundo, isto é, sujeitos históricos, com compreensão construída mediante nossa tradição, nossa comunidade linguística, mediante nossas experiências, vivências particulares. Não existe um mundo completamente real exterior a nós; existem vários mundos, isto é, mundos de cada um.

    Essa sua observação sobre a subjetividade aproxima-se muito da minha maneira de pensar.
    Acredito que não haja garantias para se poder afirmar que exista uma única realidade, mas, apenas, uma certa necessidade lógica.

    Por isso, o exemplo do daltonismo é importante: a garrafa é verde ou vermelha? Quem está mentindo?
    Ou ambos dizem a verdade? Onde fica o princípio da não-contradição?

    A consciência não pode ser a percepção de um mundo completamente real.

    .

    em resposta a: Da "a priori" e da "posteriori" #77974

    Nesse sentido, quando descobre existir um “eu” (penso, logo sou), continua problematizada a questão do “não-sou”.

    Não há garantias de que o ego seja puramente real. Ele mesmo é objeto de percepção e, portanto, passível de engano das aparências. O sujeito real está sempre no mais além da percepção, é um Ser-em-si.

    Para mim, a nebulosa cartesiana está na sua prova da existência de Deus, da qual, ele infere que, sendo Deus bom e justo, não seria o gênio maligno querendo brincar conosco, ou seja, a realidade é REAL porque Deus não é cruel (basicamente isso).

    Essa atribuição de predicado é um mero subjetivismo. Mesmo que o real de cada um fosse a própria realidade em todos os aspectos, isso não garantiria a inexistência de crueldade.

    Mas, mesmo havendo uma possível objetividade, com a garantia de consensos, ainda assim, as pessoas se enganam e se iludem bastante quanto ao real da realidade.

    em resposta a: Da "a priori" e da "posteriori" #77973

    Para Gustavo…

    Não me parece nem um pouco absurda a concepção a priorística kantiana do tempo e do espaço. Seu raciocínio é perfeitamente construído, sendo que de fato é impossível abstrairmos completamente o tempo e o espaço. O grande detalhe de Kant, ao meu ver, não está no fenômeno, mas no noumenon, esta coisa-em-si impassível de ser conhecida. Para tanto, Kant é forçado a afirmar que o sujeito representa a realidade de acordo com certas categorias, captando, portanto, somente os fenômenos. No fim, se você for um existencialista ferrenho ou um fenomenólogo (que geralmente criticam muito Kant e gostam de Hume), deve perceber que a própria noção de espaço é construída pelo homem mediante seu próprio corpo. Trocando em miúdos, tanto faz pensar que o tempo e o espaço são a priorísticos ou são noções construídas através de nossa experiência no mundo: o resultado é que não podemos abstrair o tempo nem o espaço. A meu ver, Kant abre perspectivas mais promissoras no tocante à ciência, pois, se há um mundo-em-si, uma razão que determina os fenômenos, podemos perfeitamente pensar que outras razões vislumbrariam outros fenômenos. Pensar: “como seria o mundo em cinco, seis, sete dimensões, se tívessemos capacidade de percebê-las?”…. Acho BASTANTE razoável afirmar a razão ter certa natureza e, quem sabe até, certos “vícios”. Talvez o tempo e o espaço sejam muito mais vícios desta razão do que propriamente noções oriundas de nossa experiência enquanto seres-no-mundo. De toda sorte, repito: por uma razão ou por outra, é impossível abstrair tempo e espaço.

    em resposta a: Da "a priori" e da "posteriori" #77972

    Acredito, fidedignamente, que a partir da premissa cartesiana do “penso, logo existo” não poderemos obter uma resposta satisfatória. De toda sorte, vale explicar o caminho do cogito. Descartes começa negando tudo, e isso o coloca no estado da completa incerteza. CONSCIENTE de sua incerteza completa, de suas dúvidas, Descartes tem o estalo de que ele mesmo é quem dúvida, ele mesmo é quem pensa e quem põe em dúvida sua existência bem como a existência de tudo o mais. Nesse sentido, quando descobre existir um “eu” (penso, logo sou), continua problematizada a questão do “não-sou”. Para mim, a nebulosa cartesiana está na sua prova da existência de Deus, da qual, ele infere que, sendo Deus bom e justo, não seria o gênio maligno querendo brincar conosco, ou seja, a realidade é REAL porque Deus não é cruel (basicamente isso). Essa é a base cartesiana. Pensar a questão das máquinas fundado no pensamento cartesiano é praticamente impossível. Isso porque as premissas cartesianas são equivocadas. Não quero nem desenvolver muito problema, só gostaria que pensassem o seguinte: se eu construísse um robô agora, desse inteligência a ele, “bom senso” (possível isto?) ele seria humano? NÃO. Porque falta o principal a ele: ser sujeito-no-mundo. Nós não somos simplesmente o que pensamos ou o que intuímos: somos seres-no-mundo, isto é, sujeitos históricos, com compreensão construída mediante nossa tradição, nossa comunidade linguística, mediante nossas experiências, vivências particulares. Não existe um mundo completamente real exterior a nós; existem vários mundos, isto é, mundos de cada um. E cada um não poderia ser o que é baseado apenas no conteúdo de sua consciência. Somos também gosto, cheiro, sabor, experiências diretas que experimentamos (desculpe a redundância) de maneira particular. Como pensar num robô que não teve infância? Que não teve a carência do leite materno? Que não desenvolveu gradativamente a sua compreensão? Que não passou pelo trauma do primeiro “NÃO”? A idéia de um “robô humano” deve ser muito criteriosa, isto é, seria necessária a reprodução em diversas escalas das possibilidades de experimentação humana. Então, “penso, logo existo” responde isso? Não, essa pergunta já deriva de uma visão excessivamente racionalista, que não é capaz de apresentar (ou representar, para alguns) as nossas demandas filosóficas.

Visualizando 15 posts - 1,531 até 1,545 (de 6,713 do total)