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Miguel (admin)Mestre
Ele era dissidente em que sentido?
“Consciência só pode ser consciência de algo”
Isso não é específico de Husserl, vale tb para Merleau Ponty.
Por outro lado, ficaria grato se vc apresentasse uma passagem em alguma obra de Husserl para corroborar essas duas teses:
(1) “A consciência representa a realidade das coisas tal como ela realmente é”; e
(2) “a consciência não é jamais limitada pela linguagem”.Obrigado.
Miguel (admin)MestreCaros Miguel e Pilgrim
Respondo para vós.
Me corrijam se eu estiver enganado, mas creio que há uma outra questão que antecede e prepara o terreno para a colocação da questão dos universais.
O termo lógos possue, para a nossa língua, muitos significados (além das tradicionais variantes do verbo legei, que remetem ao sentido de calcular, ordenar, organizar, etc…), dentre eles, discurso e conceito.
Dedico uma atenção especial, espero que não demasiada, à questão do conceito, pois grande parte da compreensão que podemos ter da cultura grega, da filosofia e, por tabela, do pensamento ocidental passa por ela.
Creio ser do conhecimento de vocês que a palavra grega para verdade é alétheia, que significa, literalmente, desvelamento, desencobrimento.
Qualquer abordagem inicial da história da filosofia, tratará a questão do movimento intelectual grego que opôs um pensar articulado a uma cosmogonia mitológica. Neste contexto, aparece um termo, doxa, normalmente traduzido como opinião e entendido como senso comum. Muitos estudiosos contemporâneos estabelecem uma oposição entre a doxa e a episteme (normalmente traduzida por ciência). Discordo desta abordagem por preferir a colocação de que o lógos se opõe à doxa, sendo que a episteme é uma das faculdades do lógos (como concebido por Aristóteles).
Aonde quero chegar com isto?
Esta distinção sutil é um caminho para compreendermos a dimensão que a linguagem passou a ter como processo de cognição e, de certa forma, de construção da realidade.
O realismo se assenta na identificação do conceito (lógos) com a realidade em sua forma natural, ou seja, como ela é, o seu ser propriamente dito, acreditando que o discurso do lógos, ao contrário do discurso da doxa, promove o desvelamento (alétheia) da realidade. Acima de tudo, os primeiros pensadores gregos acreditavam na identificação do discurso com a realidade e não, como pensamos hoje, no discurso como representação da realidade (e, como representação, sendo pálida e mero simulacro da realidade). No sentido de reprodução, Platão já evoca o mundo sensível como reprodução (de certa forma até linguística) da realidade, lançando as bases para grande parte daquilo que hoje chamamos de pensamento ocidental.
Não é de estranhar que pensadores como Nietzsche e Heidegger se dedicaram a buscar uma certa pureza anterior, da aurora do pensar grego, acreditando que ali havia algo que tivesse sido perdido ao longo dos séculos.
Voltando ao assunto, a questão dos universais se divide, basicamente, em dois pontos de vistas opostos que podem ser resumidos, de forma até um tanto grosseira, em, por um lado, afirmar que a capacidade humana permite perceber e discursar a realidade em sua condição de ser tal como é, ou, por outro, que vislumbramos o ser, seja lá de qual forma, mas engendramos discursos que constróem a nossa realidade. Questão, certamente, muito maior do que simplesmente atribuir ou subtrair sentidos às palavras.Um Abraço
Robledo
Miguel (admin)MestreOlá prof. Onofre!
gostaria que ajudasse em um trabalho da faculdade.
Eu queria saber quais os princípios e valores da consciência?Miguel (admin)MestreMerleau Ponty já era dissidência dentro da própria fenomenologia…
A fenomenologia de Husserl era bem assim como falei: “Consciência só pode ser consciência de algo”.
Miguel (admin)MestreA consciência representa a realidade das coisas tal como ela realmente é, não sendo jamais limitada pela linguagem.
A fenomenologia NÃO afirma isso!
Uma das possíveis referências que poderiam ser indicadas para desdizer a afirmação anterior seria a “Fenomenologia da Percepção” de Merleau Ponty.
Abraços.
Miguel (admin)MestreA fenomenologia é uma corrente filosófica que considera todo conhecimento como conhecimento das coisas mesmas. A consciência representa a realidade das coisas tal como ela realmente é, não sendo jamais limitada pela linguagem. Pretende, assim, superar a oposição tradicional entre realismo e idealismo, combatendo o empirismo e o psicologismo.
O estruturalismo, por sua vez, analisa a realidade segundo o enfoque sistemático. Na linguagem, há o predomínio da estrutura sobre os elementos. Por isso o conhecimento deve privilegiar a identificação da estrutura na análise das relações sistemáticas de seus elementos.
Miguel (admin)MestreAlguém pode me explicar o que seria fenomenomelogia e estruturalismo??? Estou muito perdida nesse assunto…
Miguel (admin)MestreGENTE! ALGUEM ME AJUDA A ENTENDER O FICTICIO E O IMAGINARIO DE WOLFAGANG ISER?
ISSO VALE MEU PASSAPORTE PARA O MESTRADO RSRSMiguel (admin)MestreConcordo com a abertura de um novo tópico em Outros Assuntos.
Miguel (admin)MestreVou concordar e, às vezes, discordar.
Isso, sim, é dialético.
Aparece no forum do MARX tambem.
Posso fazer uma sugestão contrária: ao invés de ir ao fórum do Marx, por que não abrimos um novo tópico? Seria Soluções aos Problemas Brasileiros, em Outros Assuntos.
Eu quero saber de novas teorias, novas soluções…
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Miguel (admin)Mestre“Eventualmente, é necessário que concordemos com a mesma idéia…”
Concordo!
Eu procuro reconhecer quando o outro tem razão.
Muitas vezes voce viu eu colocar a frase” concordo” junto a comentários seus.
Exemplo: “a liberdade é uma utopia” (concordando com o Mileto)-postado em 15 junho 2005. Há varias outras vezes que concordei com vc, esse não é um exemplo isolado.E as vezes tambem discordo.
A base da dialetica é a evolução proporcionada pela discordia. Concorda?
Vou concordar e as vezes discordar.
Aparece no forum do MARX tambemMiguel (admin)MestreEventualmente, é necessário que concordemos com a mesma idéia…
…não tem lógica argumentar, se a resposta será um eterno “discordo”.
Miguel (admin)MestreNahuina,
Não some do forum nao. Eu coloquei um texto muito legal no forum do Marx. Depois passa no Sartre tambem. lê o que eu coloquei. Nem sei se vc leu minha resposta para sua perguntaDuvida: nao consigo colocar negrito no texto. eu marco o texto e clico na tecla de negrito mas ai ele apaga o texto. Sou novo aqui, alguem me explique por favor. Grato
Miguel (admin)MestreMileto, meu amigo,
Consenso significa que todos nós temos que concordar com a mesma idéia. Voce acha possivel ou necessário concordarmos com a mesma idéia?
Acho que não temos essa obrigação. Se acontecer bem, mas não é o objetivo do forum sairmos daqui todos concordando um com o outro. Discutimos para que haja um processo dialético, mas não necessariamente chegarmos as mesmas conclusões. Mas se acontecer será bem vindo.“Argumentação pra quê, se não podemos ter certeza de que o que dizemos é conclusivo ou não?”
A filosofia como processo dialético NUNCA será conclusiva. Sempre haverá novas teses, antíteses e sínteses (negação da antítese), daí a síntese se transformar em tese, para novamente sugir uma antítese. É um processo de evolução, mas nunca de conclusão. Evolução (processo) não tem fim
Se voce concorda, ou mesmo discordando, espero que possamos continuar sendo amigos e debatendo nossas idéias (se for sua vontade).
Voce pode chegar a conclusões se quiser, e eu nao concluir nada, mas acredito que ambos vamos evoluir (progredir)muito debatendo nossas ideias.Miguel (admin)MestreAcho que, novamente, houve um desvio do asunto…
O tema proposto era “Deus existe? Então me Prove!”.
Do meu ponto de vista, trata-se de um interessante desafio: é aceitar ou fugir!

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