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Miguel (admin)Mestre
Uma das características mais significantes do instinto é que ele determina um padrão de ações comportamentais para todos os indivíduos da espécie.
No caso da beleza física da mulher, não existe consenso entre as culturas…
Miguel (admin)MestreOla caros universitários, Gostaria que alguem me ajudasse realizar um trabalho comparando O mito da Caverna com a Realidade de hoje por exemplo( 11 de setembro de 2001.envie e-mail [email protected]}}
Miguel (admin)Mestrepreciso de um resumo do livro A Repubica de Platao pois tenho um teste e e indispensavel esse resumo.Muito obrigado
Miguel (admin)Mestrenão há sentido na vida, quando procuramos isso estamos tentando preencher esse tremendo vazio, uns só conseguem viver tapando o vazio, outras ñ sentem a necessidade e outros morrem tentando…
pena para qm morre tentando…
Miguel (admin)Mestrevoltando….
Desejo e Instinto são diferentes sim.
Acredito que instinto seja totalmente irracional e já desejo pode ser tanto irracional quanto racional.
Já li um livro sobre beleza nos corpos humanos, fizeram uma pesquisas em várias Culturas, inclusive em culturas afastadas da “civilizição” muitos conceitos de Belo convergiam.
Creio também que a Cultura ñ nasce do instinto, se fosse assim, todas as Culturas do Animal Homem eram iguais.
105 TORRE NORTE*: “A questão é: Estes Valores referem-se realmente ao mosso INSTINTO ? ou são apenas valores CULTURAIS ?”
Acho q ambos, no fórum, gostaria de discutir a parte instintiva disso. A parte cultural sempre vai refletir uma época, as gordinhas são bonitas quando convém etc… Sem falar que dependendo das influências pode-se absorver o conceito de Beleza de outros países.
Vc ñ acham que mulheres muito bonitas realmente chamam atenção, até mesmo de outras mulheres? Sempre quando vimos uma nunca nos contentamos com uma olhada, nem duas, nem três… Não é verdade?
07/06/2005 às 23:20 em resposta a: ….:::: Qual a influencia da midia na vida das pessoas?! ::::…. #79568Miguel (admin)MestreGostaria de mais informações sobre o autor Roland Barthes
Miguel (admin)Mestregostaria de uma sintese do pensamento de LEVI STRAUSS sobre os mitos, pode ser??
abraços
lana alves
Miguel (admin)Mestregostaria de uma sintese do pensamento de LEVI STRAUSS sobre os mitos, pode ser??
abraços
lana alves
Miguel (admin)Mestre“…o auge desse distanciamento entre os gregos se dá em Platão…”
É isso mesmo que eu gostaria de questionar: que distanciamento significativo, entre a crença na visão racionalista e a desconfiança na capacidade dos sentidos de apreender o conhecimento da coisa-em-si, existe em Platão, se o mundo das idéias servia justamente para representar de maneira satisfatória o mundo real.
Não é o chapéu ideal o modelo abstrato pelo qual posso re-conhecer todos os outros tipos concretos como chapéis???
07/06/2005 às 20:22 em resposta a: ….:::: Qual a influencia da midia na vida das pessoas?! ::::…. #79567Miguel (admin)MestreAgradeço sua atenção em ajudar.
Respondendo sua pergunta, é um trabalho de faculdade, cuja disciplina, chama-se Teoria do Discurso. E a referência é:RICOEUR, Paul. Interpretação e Ideologias. Rio, Francisco Alves, 1990
O meu trabalho está relacionado com a segunda parte “Ciência e ideologia”
Abraços e sou grato pela ajuda.}}
Miguel (admin)MestreNossa que conversa mais estranha!!!
O grande problema é que existem verdades e não “a verdade”, claro isso se levarmos em conta o aspecto subjetivo do conhecimento. Mas em suma o que seria a verdade? Muitos responderiam que seria a essência de algo ou a “coisa em si”. Desde que começou-se a desconfiar da validade dos sentidos no processo do conhecimento nos distanciamos de uma suposta realidade, a auge desse distanciamento entre os gregos se dá em Platão, o primeiro grande idealista, mas nesse caso e também naqueles que herdaram o legado platônico parece também haver uma espécie de crença pois a metafísica teve seu início com mitos (de Er, da caverna, do cocheiro). Na teoria do conhecimento talvez seja onde mais se aborde o tema da verdade, mas hoje com um possível processo evolutivo da filosofia e da ciência sabemos que o cerne dessas questões encontra-se na linguagem, não pensamos senão por conceitos e juízos. Representações? que sabe. Mas onde encontra-se a objetividade daquilo que seria a verdade?Miguel (admin)MestreCadê o painel que existia na pagina principal, e srvia para contabilizar o número de acessos ao site? por quê retiraram?
Miguel (admin)MestreOnde posso encontrar as obras de Nietzsche no idioma germânico?
Aqui você encontra: http://www.geocities.com/thenietzschechannel/
Você conhece esse livro?
Acabei de conhecer. Pela sinopse, parece ser bem interessante…
07/06/2005 às 18:19 em resposta a: ….:::: Qual a influencia da midia na vida das pessoas?! ::::…. #79566Miguel (admin)MestreOlá Marcelo,
Estou meio sem tempo agora mas vejamos se consigo ajudar mesmo assim em alguma coisa. Pelas informações que vc passou, suponho que falamos do tema que vem abaixo. Arriscarei trazer um pequeno resumo:
A noção de discurso
Para Ricoeur, o discurso é uma realização da linguagem que tem como condição de possibilidade a noção de distanciação. Só existe possibilidade de linguagem porque há distância entre o sujeito de linguagem e o mundo – é essa distância que permite a racionalidade e, portanto, a linguagem.
Em “Do texto à ação”, Ricoeur explica que esta distanciação aparece na dialética do evento e da significação. O evento aqui é o discurso, porque alguma coisa sempre acontece quando alguém fala, e alguma coisa acontece porque o jogo dos sinais que comportam o código da língua leva a uma relação entre nomes, predicados, verbos e sujeitos, que contrói uma frase, que constitui a base do discurso, que liga (dialeticamente) o evento com o sentido.
O discurso como evento
Todo discurso está situado no tempo, e se realiza sempre no presente. Mesmo qd lemos um texto antigo, fazemo-lo agora; por exemplo, vc está lendo AGORA esse texto que escrevi.
O sistema da língua, por outro lado, constitui uma dimensão formal, não tem sujeito, não é temporal como o discurso.
Em consequencia, todo discurso remete para o seu locutor, seja pelo uso dos pronomes pessoais ou por outros indicadores. Com isso, o evento prende-se à pessoa daquele que fala, com os sinais da lingua remetendo para outros sinais no sistema, de modo a que todo discurso estará sempre ligado com alguma coisa, refefindo-se ao mundo que pretende descrever, exprimir ou representar.
Isto também implica que o ato discursivo que estabelece a comunicação supõe sempre um “Eu” e um “Outro”, não prendendo agora o discurso a apenas um mundo, mas sim a um interlocutor ao qual se dirige. O discurso é evento porque sendo uma realização na linguagem, surge através de um sujeito que, sendo um “ser-no-mundo”, surge também como alteridade a esse mesmo mundo (é “do mundo” e é “o outro do mundo”) e que estabelece a ponte entre essas duas dimensões precisamente através do discurso. Essa mediação (onde tempo, sujeito, mundo e comunicação se interligam) é o evento do discurso.
O discurso como significação
O outro lado do discurso que faz jogo dialético com a noção de evento é a significação. Ainda em “Do texto à ação”, Ricoeur estabelece que “se todo o discurso é efectuado como evento, todo o discurso é compreendido como significação”.
Para Ricoeur, a significação é aquilo que permite ao discurso se superar, atestando a ntencionalidade da língua. A superação revela, novamente, a distanciação de que falávamos inicialmente. Para falar da significação, Ricoeur recorre à teoria dos “Atos de Linguagem” de Austin e de Searle, mas isso fica para outra vez
. A fala e a escrita
Segundo Ricoeur, texto será todo o discurso fixado pela escrita, e fica estabelecida nesta definição uma distinção entre linguagem oral, falada, dita e linguagem inscrita, fixada.
Falar de “fixação” aponta (parece) para o fato de que toda a escrita foi antes uma fala. Contudo, “a relação escrever-ler não é um caso particular da relação falar-responder. Não é uma relação de interlocutor; não é um caso de diálogo. Não basta dizer que a leitura é um diálogo com o autor através da sua obra; é preciso dizer que a relação do leitor com o livro é de uma natureza completamente diferente: o diálogo é uma troca de perguntas e de respostas; não há troca desta espécie entre o escritor e o leitor, o escritor não responde ao leitor; o livro separa até em duas vertentes o acto de escrever e o acto de ler, que não comunicam; o leitor está ausente da escrita; o escritor está ausente da leitura. O texto produz, assim, uma dupla ocultação do leitor e do escritor; é deste modo que ele toma o lugar da relação de diálogo que liga, imediatamente, a voz de um ao ouvido do outro”.
Dialogar e ler são, portanto, atitudes diferentes. Tal como fala e escrita. A escrita é algo que surge como liberta da fugacidade da fala. Enquanto o discurso falado se dirige a alguém que sabemos a priori de quem se trata (está à nossa frente) um texto escrito dirige-se a um leitor desconhecido – potencialmente a todos aqueles que saibam ler.
Essa libertação do texto em relação à oralidade arrasta uma verdadeira transformação tanto das relações entre a linguagem e o mundo como da reação entre a linguagem e os sujeitos envolvidas, o autor e o leitor. E essa transformação tb afeta a relação referencial da linguagem com o mundo.
O discurso como criador de mundo
Na troca de palavras, os interlocutores estão frente a frente e diante do meio que os rodeia. Na fala, o remeter para a realidade é remeter para uma realidade que “está ali” e que pode ser mostrada, o que influi, quer se queira quer não, na própria fala. Para Ricoeur, “a linguagem está bem equipada para assegurar esta fixação; os demonstrativos, os advérbios de tempo e de lugar, os pronomes pessoais, os tempos de verbo e, em geral, todos os indicadores “deíticos” ou “ostensivos” servem para fixar o discurso na realidade circunstancial que rodeia a instância do discurso”. Na fala, “o sentido do que se diz” e “aquilo do qual se quer dizer” estão próximos, embora essa referência real tenda a confundir-se nos casos limite.
O mesmo não sucede no texto. O movimento de referência para a exibição é interceptado, embora não suprimido, pelo movimento de leitura enquanto interpretação, cuja tarefa é a de efetuar a referência. Deixa-se uma referência ostensiva, mais própria do discurso falado, em troca de uma referência interpretativa, que é dada através da leitura, e que, de certa forma, coloca o texto suspenso, fora do mundo.
É graças a esta suspensão que cada texto pode entrar em relação com todos os outros textos, da mesma maneira que os interlocutores na fala se relacionam com a realidade circunstancial que os envolve.
Esse modo específico de discurso que chamamos literatura, libertos da referência situacional, não são, contudo, sem referência. Ricoeur é muito claro: “…os textos poéticos falam acerca do mundo, mas não de um modo descritivo. […] O apagamento da referência ostensiva e descritiva liberta um poder de referência para aspectos do nosso ser-no-mundo que não se podem dizer de um modo descritivo direto, mas só por alusão, graças aos valores referenciais das expressões metafóricas e, em geral simbólicas” A metáfora e o símbolo são, assim, a pedra de toque que permite aos textos ficcionais e poéticos dizer algo sobre o mundo.
Com isso fica alargado o significado de “mundo”. Diz Ricoeur, “aquilo a que chamámos a ocultação do mundo pelo quase-mundo dos textos gera duas possibilidades. Podemos enquanto leitor, permanecer na expectativa do texto, tratá-lo como texto sem mundo e sem autor; explicamo-lo, então, pelas suas relações internas, pela sua estrutura. Ou, então, podemos levantar o suspense do texto, consumar o texto em falas, restituindo-o à comunicação viva; nesse caso, interpretamo-lo”. A dialética entre estas duas possibilidades constitui a leitura, que o mesmo é dizer que ler corresponderá então a uma atenção à estrutura do texto (ficarmo-nos pelo texto enquanto texto), mas também estabelecer pontes com “o mundo da vida”, criando sentido.
Por hora, fico por aqui. Se tivesse mais tempo tentaria mostrar como o que foi dito pode ser interpretado também como uma crítica ao estruturalismo
Mas, no que diz respeito a sua pergunta:
qual dos conceitos de Ricoeur (função de mediação, função de denominação ou função de deformação) está predominante na cronica?
Entendo, pelo que foi dito, que essas funções são indissociáveis.
Todo texto revela algo do autor: “Essa mediação (onde tempo, sujeito, mundo e comunicação se interligam) é o evento do discurso”. Relaciona-se com o mundo: “se todo o discurso é efectuado como evento, todo o discurso é compreendido como significação”. E transforma o mundo: a ocultação do mundo pelo quase-mundo dos textos (…) estabelece pontes com “o mundo da vida”, criando sentido”.
Assim sendo, e se eu não me enganei em relação a sua pergunta, e se eu não forço demais a interpretação de Ricoeur, a sua pergunta poderia ser traduzida em: o texto “O novo papa num boteco do Leblon”, esclarece mais sobre o autor, esclarece mais sobre o mundo, ou se presta mais a transformação do mundo? Vejamos… letra (a)?
E se não for nada disso (achei estranha essa função de “deformação”, vc tem a referencia?) então: sorry. OBS: Isso diz respeito a algum trabalho de faculdade? Pelo menos merece um elogio ao modo como trouxe a questão
Miguel (admin)MestrePreciso de ajuda!
Análise da obra Aula, de Roland Barthes, e do texto de Wolfgang Iser, Problemas da teoria literatura atual: o imaginário e os conceitos-chaves da época, contido na obra:
LIMA, Luiz Costa (org). Teoria da Literatura em suas fontes. V 2. 2. ed ver e ampl. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983. p. 359-383
comparar os dois textos, para tanto buscando semelhanças e diferenças nas categorias relativas ao proposto e conceitos relativos à Teoria da Literatura.
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