Miguel (admin)

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  • em resposta a: Leitura dos textos em offline #73065

    Para quem se interessar, vendo um CD com o conteúdo HTML do site por r$25,00. Contato por email.

    em resposta a: Obras #76914

    Rodrigo

    Obrigado pelo comentário. Reformulei o site com a seção de “Biblioteca”, textos de pensadores, e essa seção realmente tem sido desprilegiada. Existem ebooks em vários sites de filosofia, em português temos O Dialético, de Thiago Maia e em clientes p2p, como o emule

    A tendência é ir fazendo esse processamento do material, análise, crítica, resumo, comentários, e pondo menos ebooks e livros. Eu tenho um banco de citações -frases – que foi retirado do site mas futuramente talvez seja aproveitado.

    abs

    em resposta a: ética a Nicomaco #76132

    Em qual instituição está sendo desenvolvida a monografia, qual bibliografia está sendo trabalhada, qual é a abordagem a ser feita da obra?

    em resposta a: Privacidade na Internet #71375

    Acho que a tendência é diminuir a privacidade, mas não por conta da ação de hackers, e sim por uma política falha das próprias empresas. Muitas não desenvolvem a “Privacy Policy” e terceirizam dados. Outras adotam uma política agressiva oficialmente, e mesmo assim fazem sucesso, por conta da pouca importância que as pessoas dão ao assunto.

    O desenvolvimento de coisas que aumentar a privacidade, como a criptografia de dados/email, está a todo vapor, mas ainda são adotadas em pouquíssima escala.

    Por outro lado nós temos uma empresa como o google, com os serviços de busca web, que podem facilmente dar um perfil de cada usuário que navega através de seus searchs… o email, com o serviço gmail, e também o orkut onde as pessoas jogam espotaneamente detalhes de sua vida pessoal. É o fim do anonimato da Internet, que existia de forma precária ou ilusória, de início.

    O papel dos hackers, então, estaria mais na outra frente de vanguarda, ou seja, garantir que não haverá monópolio de informações por parte das corporáções, garantir o acesso a elas.

    Um dos riscos é o desenvolvimento centralizado, não aberto, proprietário, que tende facilmente a favorecer um grupo particular, em seus fins econômicos ou escusos.

    em resposta a: O livro eletrônico #71362

    Não creio que o livro eletrônico substituirá o livro de papel. O objeto livro é de um valor imprescindível para a leitura. É uma outra relação corpo/texto, segurar, folhear, e agride menos a vida. Acho que os dois tipos conviverão uns com os outros. A televisão não acabou com o cinema, nem o rádio com a TV etc. O livro existe há milhares de anos, não será agora que irá ruir. Além disso, o ebook depende da eletricidade, e o livro no acampamento, na praia, na aldeia? E a possibilidade de apagão?

    O problema ecológico pode ser minimizado com áreas de replante ou de reciclagem, como já se faz. A tendência é informatizar papelada burocrática/jurídica e o livro ir se tornando um bem cada vez mais sofisticado, em termos de design edição e papel.

    em resposta a: Open Source e Software livre #71415

    Muito bem notado. Renomeei o tópico para minimizar o problema.

    em resposta a: Os sofistas #78374

    Olá,
    Meu nome é Cleuza e eu estou começando a fazer um curso de Filosofia e no último encontro a discussão era mesmo sobre os sofistas e ler este texto, Miguel, foi bastante esclarecedor. obrigada.

    em resposta a: Prolegômenos – Kant #79589

    Prolegômenos a toda Metafísica Futura que queira se apresentar como ciência é um livro de Immanuel Kant que foi publicado em 1783. Essa data é importante porque sabemos que a obra magna do autor, a “Crítica da razão pura” tem a primeira edição em 1781, e a segunda em 1787. Diante da recepção da sua obra, Kant escreveu os prolegômenos, mudando o método de exposição de analítico para sintético, e buscando assim atingir um público mais amplo para suas pretensões de estabelecer uma ciência metafísica. Os prolegômenos são, pois, como que uma explicação da Crítica, com as mesmas questões tratadas de forma menos detalhada, mas ainda assim, não menos brilhante.

    Isso já havia sido feito anteriormente por outros filósofos como David Hume, que escreveu o Essay concerning Human Understanding de forma a recolocar as questões tratadas no primeiro livro de Ensaio sobre a Natureza Humana. E mesmo fez publicar anonimamente um Resumo do Ensaio.

    em resposta a: Banquete de Platão #74131

    É importante considerar nesse diálogo a importância do Belo e Bom – kalos k'aghatos. O amor (eros) é a força inspiradora que possibilitará a ascese em direção a Idéia central de Bem. O belo e o bom designam o homem que atingiu a excelência, a virtude (areté), nos moldes de Zeus, que é a plenitude da virilidade. É uma expressão, portanto, ligada à aristocracia.

    O Bem tem etimologicamente esse sentido de ser nobre, de ter preponderância aos demais, de cumprir exatamente a potencialidade. A contemplação dos corpos belo leva ao Auto to kalon é Bem em Si, ou o Belo em Si, o belo MESMO, no sentido de Belo enquanto Ser, ou seja, Idéia.

    Só há beleza onde há ordem. No caos não pode haver beleza. A Idéia de Bem é também doadora de sentido, organizadora das outras idéias.

    Schopenhauer trata muito de Platão, especialmente em A Metafísica do Belo, que é uma parte de O Mundo como Vontade e Representação. Porém, vai admitir como possível o Belo na arte (o sensível), ao passo que Platão coloca a arte como afastada do ser, mimesis, e portanto, não-bela.

    em resposta a: Estruturalismo #76639

    Olá,

    Encontrei vcs e achei super legal.
    Estou começando essa abordagem no Estruturalismo e sei que ultimamente o que já está em discussão é o Pós-Estruturalismo. Então, vcs poderiam me explicar o que é o Pós-Estruturalismo?

    em resposta a: Estruturalismo #76702

    Olá,

    Encontrei vcs e achei super legal.
    Estou começando essa abordagem no Estruturalismo e sei que ultimamente o que já está em discussão é o Pós-Estruturalismo. Então, vcs poderiam me explicar o que é o Pós-Estruturalismo?

    em resposta a: O carácter formativo da filosofia #76174

    A questão perpassa também pela democratização da filosofia, se ela é ou não possível, e se for, como escapar da vulgarização. Junte-se a isso a questão da forma do texto ser escrito (método analítico, sintético, geométrico, ensaio, dissertação, aforisma) e o público ao que o texto se dirige (leigo, douto). Espinosa no Tratado-Teológico Político se dirige aos doutos. Marx escreve o Manifesto do Partido para o público geral – e nem por isso o texto perde em fecundidade – e o Capital para o público especializado. Hume escreve um Resumo de de seu Tratado para propagar suas idéias, assim como kant escreve os Prolegômenos para ajudar a se ler a Crítica.

    Abaixo uma frase do Sartre, que foi professor de Liceu durante muito tempo, assim como seu personagem Mathieu de Idade da razão, e outros grandes filósofos, como o Deleuze:

    “Sinceramente, acho que é possível que, no Ação, minhas teses tenham ficado um pouco enfraquecidas; acontece, freqüentemente, que pessoas não qualificadas venham fazer-me perguntas. Encontro-me, então, diante de duas soluções possíveis: recusar-me a responder ou aceitar a discussão ao nível da vulgarização. Escolhi a segunda porque, no fundo, quando expomos teorias no colégio, numa aula de filosofia, aceitamos enfraquecer uma idéia para torná-la inteligível, e não é tão ruim assim. Se a teoria é uma teoria do engajamento, temos de engajar-nos até o fim.”

    em resposta a: Informações e Ordem de leitura #79606

    Torre:

    Não é necessário seguir uma ordem de leitura nos textos de filosofia, isso tornaria impraticável qualquer estudo, uma vez que seria preciso sempre remontar aos primeiros textos, chegando assim à incomensurabilidade. No caso de Nietzsche, ler todos os textos é o trabalho de um especialista.

    Cada texto filosófico pode ser analisado em sua inteireza, tomando a ressalva de identificar seus momentos lógicos e tendo em vista que uma primeira leitura nunca esgota o autor. Assim, Além do Bem e Mal é uma obra de parágrafos que não estão ligados de forma dissertativa ou sistemática, mas versam sobre uma infinidade de temas. Você pode fazer um trabalho de garimpo nos livros, usando o índice de assuntos, que é ver o que Nietzsche fala para cada assunto em vários parágrafos e livros.

    Não obstante essa atenção à internalidade, você vai ir aprendendo a situar os momentos da obra inteira de Nietzsche, como o Flavio apontou, a “evolução” do seu pensamento, a associação mais próxima de um livro a outro.

    É sempre bom quando surgir dúvidas tomar o amplexo de um comentador e também ler os resumos de compêndios e manuais que sintetizam as principais questões e ajudam a situar uma obra em seu conjunto.

    Pilgrim, só para constar em futura referência:

    Essa é uma boa discussão, que está esboçada no seguinte link do fórum:

    http://www.consciencia.org/forum/messages/3/35.html?1096424337

    Quanto a identificar Nietzsche como mais um pensador romântico, aos moldes de Holdërlin, é a mesma linha que segue Habermas, que o coloca como um autor pessimista romântico. Mas o próprio Nietzsche aborda o romantismo de forma mais exata na Gaia Ciência e Para Além de Bem e Mal, se não me engano. Mas isso seria motivo para outro tópico.

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