Miguel (admin)

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  • em resposta a: O que é consciencia ? #74609

    oi, estou desesperada com um trabalho da faculdade com tema: consciencia evidenciando a evolução historica. Me ajudem, dependo deste p/ pagar uma cadeira. Obrigada Patricia

    em resposta a: Nietzsche e Descartes #72782

    Mas voltando ao assunto, do qual vejo que a maioria ignorou, digo de entrada que Nietzsche considerava Descartes superficial, precisa dizer algo mais????

    Husserl era cartesiano, mas não bebia dele até o fundo do poço, dada a divergência quanto à concepção de Consciência…não seria substância, mas vento!

    O que muitos ainda vêem como essencial nele é a necessidade que o mesmo via na prévia elaboração de um método, daí Husserl ter feito a ontologia dos objetos a serem conhecidos….regiões ônticas.

    No mais, Nietzsche não é cartesiano, racionalismo, realismo, idealismo, empirismo não são sozinhos algo verdadeiro para o conhecer isento de erros de milênios!

    em resposta a: Nietzsche e Descartes #72781

    Deus = objeto ; Nietzsche foi um ser humano, sujeito existêncial, portanto…….Não poderia ser reduzido a uma fórmula matemática!

    …deus é objeto, claro é no pensamento de quem ver um ser perfeito, este não existe, ele há…..olha que Heidegger dizia que só era possível filosofar em grego e alemão, quantas ingenuidades vejo e ouço!!!!!!

    em resposta a: Informações e Ordem de leitura #79605

    BEM, em verdade, para ler Nietzsche não há uma regra.

    No conjunto das obras há uma certa divisão:Inicialmente temos um Nietzsche ´´pessimista“por influência da visão Shopenhaueriana e de Wagner.Livros como O NASCIMENTA DA TRAGÉDIA, A FILOSOFIA NA ÉPOCA TRÁGICA DOS GREGOS trazem essa influência.Entretanto é bom notar que há uma harmonia no pensamento de Nietzsche, muito embora ele negue Wagner(O CASO WAGNER, NIETZSCHE CONTRA WAGNER) e Shopenhauer nas obras posteriores, pois estes carregam em suas obras um quê de decadência, o que vai de encontro ao que Nietzsche fez no decorrer de sua vida e obra, ou seja, este ao contrário então passa a pura afirmação da vida(embora o niilismo anterior).

    No que tange a Zaratustra, ele é um livro anterior ao ALÉM DO BEM E DO MAL e é algo como um ´´Evangelho“ às avessas, tem como conceitos básicos o Eterno Retorno e Além-homem(ou super-homem).Nietzsche se honrava bastante por o ter escrito; porém considerava o ALÉM DO BEM e DO MAL seu livro mais abrangente…

    Quanto aos conceitos, um comum falaria ´´é necessário que tu saibas, antes conceitos como NIILISMO, VONTADE DE POTÊNCIA, ALÉM-HOMEM, AMOR FATI, MORALIDADE, CRISTÃO, ETRNO RETORNO, MODERNIDADE etc…“ PORÉM EU APENAS DIGO: leia as obras dele que delas brotarão tais definições, e tu, somente tu saberás como entendê-las, pois a linguagem de Nietzsche não chega a ser confusa como a de ADORNO OU WITTGEINSTAIN etc….

    Sugiro que leia todo o conjunto e não fique nesta ou naquela obra, pois somente assim verás o saldo, o resultado, que aparentemente traz paradoxos etc, mas na verdade o que fica é que não pode haver ´´convicção“ou má-fé(na linguagem sartreana) nas posturas`, vide o vir-a-ser que é a própria existência.A verdade seduz!!!!É como uma mulher, mas quem é ela?????
    Devemo-nos afastar da moralidade, da decadência existencial, qual se demonstra o espírito religioso que sempre nos faz ver a existência como ´´etapa“ para a vida que virá etc..
    Devemo-nos afastar das concepções filosóficas que dividem o mundo(real X aparente), devemos abandonar a compreensão metafísica dos anteriores a Heidegger….cheguemos de ser realistas ou idealistas, de ler Kant como herói!!!!!!!!!
    Ares de fenomenologia pintaram, mas vá aqui com cautela também!!!!!

    em resposta a: Vaidade Intelectual #74201

    Motivação para cursar pós-graduação

    Muitos estudantes optam hoje em dia por fazer o mestrado e doutorado logo depois da graduação. Pelo que observo isso acontece por duas razões: medo da voraz competição do mercado de trabalho e vaidade intelectual. Eu mesmo me pego em conflitos internos sobre começar a cursar pós ou não. Confesso que é difícil tomar essa decisão se isentando desse tipo de sentimento e pensando apenas na realização profissional. Quem é recém formado experimenta um turbilhão de dúvidas semelhante a quem está pra escolher a carreira do vestibular. É difícil ver seus colegas se engajando rapidamente num mestrado e doutorado e não sentir que você estará perdendo tempo não seguindo o mesmo caminho. Será que um título de doutor representa como parece, superioridade intelectual e excelência para fazer ciência? Ou será apenas um disfarce, uma máscara feita de jargões técnicos para esconder a ignorância natural dos iniciantes no meio científico? Qual a opnião de vocês a esse respeito?

    em resposta a: Monografia #79535

    Cara, tá complicado.
    Que curso vc faz?

    em resposta a: O Mito da Caverna #74005

    Olá Sandra,

    vou tentar traçar aqui um esquema de “A República”, que está longe de ser uma obra fácil, junto com um aviso: nenhum resumo conseguiria esgotar o tema, então, se for possível, tente ler mesmo os livros.



    A REPÚBLICA, ou Sobre a Justiça

    Esta é a maior obra de Platão. A divisão tradicional em dez livros não corresponde a nenhuma divisão desejada pelo autor, já que a obra toda se apresenta na forma de um único e longo diálogo contínuo entre Sócrates e um pequeno grupo de discípulos e amigos sobre a natureza da política. Por razões práticas, entretanto, também apresentarei o esquema seguindo a divisão dos dez livros:



    LIVRO I – A definição de justiça.

    Sócrates:
    – Será justiça “dar a cada um o que lhe é devido”?
    – Mas, fazer o bem aos amigos e o mal aos inimigos seria piorá-los! A verdadeira justiça não pode produzir injustiça.

    Trasímaco:
    – Justo é o que é útil ao mais forte.
    – Louvor à injustiça.

    Então a discussão gira em torno da discórdia gerada pela injustiça, em seus aspectos individual e social. “Um ser só pode atingir a felicidade cumprindo a função que lhe é própria: não estaria aí já a definição da justiça?”



    LIVRO II – A felicidade do justo.

    Glauco:
    – A justiça não passa de uma máscara inútil. (Quem possuísse o anel de Giges, que torna a vontade invisível, pareceria justo sem ser).

    Sócrates:
    – Para provar que a justiça é um bem em si, examina a natureza da justiça na escala da cidade e não mais do indivíduo.

    A cidade nasce das necessidades e da divisão do trabalho. Ela protege e cuida dos cidadãos.



    LIVRO III – O ideal político.

    Sócrates:
    – Para o bom funcionamento da cidade é necessário três classes de homens: os trabalhadores, os guardiães, os governantes.
    – Todos devem receber uma boa educação, cada qual de acordo com a sua classe.

    Para defender a cidade das ameaças, é necessária a manutenção dos guardiães. O guardião deve ter dons naturais e receber uma educação na qual a ginástica desenvolva a força moral, mais que a força física. Os governantes devem ser escolhidos entre os mais velhos, os mais ilustrados e que mais amem a cidade, para que não defendam seu bem pessoal mais que o bem comum.



    LIVRO IV – A felicidade da cidade inteira é mais importante do que a felicidade de alguns.

    Sócrates:
    – Dar aos guardiães bens próprios criaria duas cidades opostas: a dos ricos e a dos pobres.
    – A força da cidade vem da sua unidade, mas, será uma tal cidade justa?

    Em cada classe destaca-se uma virtude: a sabedoria está na ciência dos governantes, a coragem está nos guardiães, a temperança está nos trabalhadores, na obediência aos que comandam; e a justiça só existe quando cada classe cumpre bem a sua função sem usurpar a das outras.

    É apresentado o paralelo da justiça entre o plano da cidade e o plano individual: também no homem a alma pode ser dividida em três partes, assim como na cidade há três classes de homens. Quando no homem existem um desejo e alguma coisa que o retém, esses dois efeitos contrários só podem provir de duas partes distintas: uma desiderante e uma racional, mas é necessário acrescentar uma parte irascível, distinta das duas primeiras, que vai dar sustentação a uma e a outra. Nessa tripartição da alma permite-se a aplicação da definição de justiça: a razão auxiliada pela cólera comanda o desejo, e cada parte cumpre a sua função, realizando a harmonia interior. O justo é feliz, sendo a injustiça o conflito interno da alma.



    LIVRO V – A vida ideal de cada classe.

    É o livro mais criticado, podendo, hoje, até nos parecer ridículo. É apresentado um “modelo ideal” de cidade.



    LIVRO VI – A política desemboca numa metafísica do Bem.

    Sócrates:
    – A multidão perverte em grandes vícios as grandes qualidades do homem.
    – O conhecimento do Bem possibilita a ciência das essências, assim como o Sol permite ver o visível.

    O Bem dá ser às essências, assim como o Sol permite a geração do sensível. Mas, assim como o Sol não é a geração, o Bem não é essência, está acima dessas “em dignidade e poder”. O Bem é o princípio de todo ser, mas não fala, não se revela, não é objeto de fé: o Bem é objeto de inteligência.

    Distinguem-se dois gêneros de realidade: o visível e o inteligível. Cada um desses divididos em dois níveis, dão origem a quatro tipos de de conhecimento, cada vez menos verdadeiros:

    realidade conteúdo acesso tipo de saber
    inteligível essências conhecida pela dialética que vai das hipóteses aos princípios apenas pelo uso do raciocínio inteligência
    inteligível objetos matemáticos conhecidos pela inferência de hipóteses claras (mas não demonstráveis) que utilizam figuras visíveis como imagens (vide geometria) ciência discursiva
    visível objetos conhecidos pelos sentidos crença
    visível imagens também conhecidos pelos sentidos mas gerados pelos objetos (sombras e reflexos na água e etc) conjectura

    Distinguem-se, portanto, quatro tipos de conhecimentos: inteligência, ciência discursiva, crença e conjectura.



    LIVRO VII – A ascensão da alma.

    Sócrates:
    – Apresenta a alegoria da caverna.

    Já foi objeto de exposição em outra mensagem dessa lista. Ver comentário do Miguel.

    A educação ascende a alma, mas ela supõe um espírito sintético e idade madura; por isso, o homem indigno da filosofia a desacredita, mas o homem que pôde contemplar o Bem o utilizará “como modelo” para governar a si mesmo e a cidade.



    LIVRO VIII – Os tipos de governo.

    Sócrates:
    – Ao governo ideal são opostos os governos oriundos da corrupção dos costumes dos cidadãos: “pois tudo o que nasce está sujeito à corrupção”, mesmo para uma cidade bem constituída.

    Na “Timocracia”, guardiões menos dotados compartilham os bens comuns e submetem as outras classes: neles domima o amor pelo poder e pelas honras (e na alma, a parte irascível).
    Na “Oligarquia”, a cidade se divide entre ricos e pobres: agora a ambição perde para a avareza. Quando os pobres se revoltam, cai-se na “Democracia”, reino da licença, em que o homem não distingue mais os desejos necessários dos desejos supérfluos. E do excesso de liberdade surge o excesso de servidão, a “Tirania”, em que um demagogo se torna senhor de escravos.



    LIVRO IX – O homem injusto não pode ser feliz.

    Sócrates:
    – A cidade tirânica é infeliz, porque escrava do tirano; o tirano é infeliz, porque escravo dos desejos.

    Cada parte da alma tem seus prazeres, mas só o filósofo conhece todos e pode julgar, preferindo os prazeres melhores.



    LIVRO X – Que recompença se pode esperar da virtude?

    Sócrates:
    – As maiores virtudes são as que engrandecem a alma.
    – Apresenta o mito de Er, descrevendo o julgamento e a reencarnação das almas segundo a escolha delas, que depende da vida passada.


    Conclui-se, destarte, que essa obra de Platão abrange quase toda a sua filosofia, da ética à política e à metafísica.

    Espero ter ajudado.

    Abraços.

    (Mensagem editada por fox em Janeiro 10, 2005)

    em resposta a: O Mito da Caverna #74004

    Olá,
    Eu sou sandra estou me preparando para fazer o Vestibular pela UFMA e a obra filosófica que fora pedida para este ano é a República de Platão livros 6 e 7.Gostaria de saber se alguém de vós pode me dizer algo sobre esses dois livros. Tipo uma análise geral, a mensagem central, linhas de pensamento que direcionam essa parte da obra, etc. Afinal a coisa é tão confusa que nem mesmo a pergunta eu sei fazer.
    Grata por sua ajuda.
    Sandra A. Santos

    em resposta a: A vida tem algum objetivo? #78610

    O objetivo da vida é a própria vida. O objetivo
    da vida do indivíduo é viver. A vida como
    movimento se movimenta em direção ao infinito.
    Segundo a Lei da Inercia, todo movimento
    uniforme e constante tende a permanecer neste
    mesmo estado até que uma força exterior o faça
    mudar de direção. Então, o grande desafio do
    indivíduo é superar a morte, que acontece
    devido a fatores externos que impedem a vida de
    mover-se ao infinito.

    em resposta a: A vida tem algum objetivo? #78609

    Gostaria de deixar meu comentário sobre a
    opinião do João Carlos, e ajudar a refletir um
    pouco sobre o sentido da vida.


    Na minha análise do argumento proposto, pude
    perceber que se fundamenta de modo geral em
    teorias sofisticadas da ciência moderna.
    No entanto, do ponto de vista filosófico (não
    sou daqueles que submetem a filosofia ao
    conhecimento cientifico, por mais avançado e bem
    sucedido que ele seja … para mim filosofar é
    sempre um ato de transceder as limitações
    humanas, sem nunca perder de vista o grande
    milagre da existência do SER) o argumento
    conclui a partir de premissas questionaveis,
    o que compromete em muito a sua aceitação.

    Em primeiro lugar, parte da premissa não
    demonstrada de que a vida humana é resultado
    somente de um processo evolutivo e casual, e de
    que não existe diferença entre o pessoal e o
    impessoal. Creio que o Evolucionismo seja um
    modelo de interpretação razoavel dentro dos
    limites da investigação humana, porém não passa
    de várias deduções da realidade observada.
    Deduções que geram proposições particulares (e
    assim duvidosas) pois falta uma proposição
    universal, que garante resultados universais. A
    “ignorância” fez surgir os mitos, e
    a “ignorância” não poderia fazer também surgir
    a ciência? (aqui entra um juízo de valor, o que
    é mais importante para o homem a visão
    cientifica ou a visão mitica?). De qualquer
    forma o Evolucionismo é uma teoria e não uma Lei
    que possa fundamentar especulações sobre temas
    metafísicos.

    Em segundo lugar, parte da premissa reducionista
    das necessidades humanas. Ignora que uma vez
    satisfeitas as necessidades biológicas e
    afetivas (que tem haver com relacionamentos
    sexuais) o homem ainda tem a necessidade de auto-
    realização. É verdade que o sexo é algo muito
    relevante nas buscas humanas, assim, como beber
    água e alimentar-se. A questão que faz o sexo
    ser tão proeminente é que alimentar-se é uma
    relação entre uma pessoa e um ser impessoal,
    enquanto que o sexo ocorre dentro de uma relação
    de duas pessoas, o que gera frustrações e
    consequente busca de satisfações, num nível mais
    consciente do que alimentar-se. Quanto ao
    instinto de preservar a prole, isto pode ser
    explicado melhor dentro da perspectiva do
    envolvimento emocional e sentimental
    entre as pessoas, o que não quer dizer que seja
    atribuido somente de pai para filhos, mas a
    qualquer um que tenha relações sentimentais com
    outro ser.

    Em terceiro lugar, parte da premissa não
    comprovada de que a felicidade depende da
    satisfação de necessidades biológicas, ignorando
    que a felicidade pode ser um estado de
    satisfação interior, podendo ser experimentada
    até mesmo em face de grandes provações. Um
    celibatário pode ser feliz, assim como uma
    pessoa que desfrutou de tudo na vida ser uma
    pessoa infeliz. A felicidade é um valor
    subjetivo ao que a experimenta, e que não
    necessariamente está ligada com o sentir prazer
    corporal.

    Por fim, em quarto lugar, parte da premissa
    indiretamente afirmada de que a realidade
    absoluta se resume à realidade apreendida
    pelos sentidos humanos. Ignorando que a
    realidade consciente do homem (interior e
    exterior) possa ser parte de um sub-conjunto de
    uma realidade mais ampla.
    Ou seja, pressupõe uma visão reducionista da
    realidade ao nível humano, e mesmo que se dê um
    nome de materialismo absoluto, nada mais é do
    que idealismo. Mesmo partindo da visão evolutiva
    do homem (não comprovada, embora razoável), quem
    pode garantir que a Natureza supriu o ser humano
    com todos os orgãos sensoriais para perceber a
    realidade externa? Quem pode demonstrar que
    somos a perfeição evolutiva da natureza e que
    podemos perceber tudo o que existe? Não seria
    também um ato de fé dizer que tudo o que existe
    é o que o homem percebe e estuda pela ciência.


    Mudando um pouco o foco, gostaria de acrescentar
    algo que poderia ajudar na compreensão do
    sentido da vida. Então, Quanto ao sentido da
    vida, posso pensar de acordo com as seguintes
    proposições:

    1.o. Tudo que existe, existe como movimento no
    tempo e no espaço. (“Tudo tem seu tempo e há
    tempo para todo propósito debaixo do céu.”).

    2.o. Todo movimento tem um sentido. (É sempre um
    estado de mover para algo numa relação).

    3.o. A vida humana é um movimento logo ela tem
    um sentido.


    A questão então é definir qual o sentido da vida?

    E para definir qual o sentido da vida, primeiro
    tem-se que determinar o sujeito da vida.
    Quem é o homem?

    Para quem crer que o homem é uma máquina
    biológica, o sentido é algo natural e
    temporário, ou simplesmente a morte. Para quem
    crer que o homem é uma máquina biológica
    agregada a um princípio imaterial (pessoal –
    indivisivel) integrador de todo o ser, o
    sentido da vida é algo eterno, absoluto e
    infinito.

    Como todo conhecimento humano é especulativo,
    falar da natureza do sentido da vida é sempre uma
    questão metafísica. Somos seres metafísicos,
    negativa ou positivamente.


    Na minha opinão, o sentido da vida deve ser
    analizado numa perspectiva da singularidade do
    individuo. Não sou daqueles que defendem uma
    visão humana dentro de uma perspectiva geral. A
    especie acima do indíviduo. Creio que toda
    realidade existencial é expressa numericamente
    (os átomos podem ser reduzidos a particulas
    minusculas elementais, que creio ainda podem ser
    reduzidas a um elemento único, “o ser” em
    contraste com o “não ser”, e que o sujeito
    pensante estrutura, assim como faz na lógica
    booleana utilizada na ciência da computação, em
    que tudo pode ser representado com “0” e “1”,
    estruturado dentro de esquemas de dados). Uma
    vez expressa numericamente, tudo tem um código
    único (como um número de cpf) que identifica
    e diferencia de todo o resto da realidade,
    mesmo compartilhando de propriedades em comum.
    Creio na imortalidade do individuo, porque o
    individuo pode ter suas propriedades e
    estruturas conservadas de forma abstrata e
    separada da realidade material. Uma vez que é
    expressa em termos numéricos pode ser pensada
    pela inteligência, assim, como se representa e
    armazena textos, imagens e sons na informática,
    independentemente dos meios de armazenamento.
    E como a imortalidade é algo possível, creio
    então que a vida pode ter um sentido absoluto e
    infinito, assim, como infinito é o movimento da
    inteligência ao pensar nos números.

    Concluindo, toda analise existencial que ignora
    a singularidade do indivíduo é na minha opinião
    incompleta.

    em resposta a: Deus existe? Então me Prove ! #78662

    Como entender que viemos de descargas elétricas, aminoácidos, macaco?

    em resposta a: A vida tem algum objetivo? #78608

    de que serve o eterno criar, se a criação em nada acabar?

    em resposta a: Anarquismo #71912

    Estou procurando informações sobre um sindicalista de nome Afonso Contieri, que dá nome a uma rua em cidade Tiradentes, na cidade de São Paulo. Esse é o nome de meu avô, ele veio de S. Paulo para o R. G. do Sul por volta de 1919. Eu achava a história dele interessante(contada por ele e meu pai), mas fiquei surpresa ao descobrir a homenagem. Quero saber se este Afonso é o meu avô. Como não conseguia mais emprego nas fábricas de chapéus, veio trabalhar na fábrica de chapéus Reinghantz.Peço ajuda, pois moro em Porto Alegre e não sei como pesquisar. Se conseguir confirmar que é ele, tenho fotos dele que gostariar de doar. Agradeço desde já. .

    em resposta a: Não acredito em Deus, Graças à Deus ! #77810

    Olá a todos! Li em algum lugar alguém citar “O Anticristo” de Friedrich W. Nietzsche. Acho esse livro bastante interessante; concordo efusivamente com parte dele e discordo completamente em outra.

    Minha concordância é referente às críticas levantadas contra a hipocrisia praticadas por MUITAS (não disse TODAS) ordens e de muitos que se declaram devotos de uma afirmação cristã, ou depositárias de entendimento cristão perfeito ou garantidor de “salvação”. Nietzsche é bastante perspicaz em capturar a soberba travestida em humildade, o cultivo de maneiras que nada são do que expressão da corrupção de coração, a covardia latente, a maquinação de mesquinharias de poder e manipulação, valendo-se tais corruptos do véu de “virtude”.

    Noutra parte Nietzsche chega a ser um completo obtuso quando se dispõe a analisar a escritura bíblica e faz comentários sobre religião. Um exemplo está no princípio do cap. 20 de seu livro:

    “Em minha condenação do cristianismo, espero, firmemente, não cometer injustiça contra uma religião afim com um número de crentes ainda maior: refiro-me ao budismo. Ambas devem ser classificadas entre as religiões niilistas – ambas são religiões da decadência – mas se distinguem uma da outra em um ponto muito importante.”

    Essa atribuição de niilismo ao Budismo é erro muito comum que os ocidentais alheios ao seu verdadeiro entedimento são prolíficos em anunciar. O atual Dalai Lama e Daisetz Teitaro Suzuki já abordaram as armadilhas pelos quais são enlaçados os ocidentais ao afirmarem niilismo no budismo.

    Outro erro grosseiro cometido por Nietzsche é quando aborda o ensino do apóstolo Paulo e o vê como apóstolo exato da ordem “religiosa” que se formou no decorrer do tempo e fermentador dos dogmas estabelecidos. Nietzsche faz uma leitura literal dos escritos, e para quem tem formação intelectual como ele e à crítica ao qual se propõe, é quase imperdoável o erro que comete. Interpreta de forma literal os evangelhos bíblicos, usando às vezes de cinismo na sua discordância. Admira um Jesus humano, tudo é humano, tudo é histórico, e por esse caminho faz leituras de Paulo, e erra estupidamente. Opõe Paulo ao Jesus humano e histórico que o filósofo extrai. Mel Gibson, que se revelou um obtuso fundamentalista, agradece.

    Vejamos alguns trechos do próprio apóstolo Paulo para demonstrar o equívoco de Nietzsche.

    I- Paulo demonstra inequivocamente que seus escritos não tratam de relações sociais entre seres humanos, mas um tratado psicológico:

    “I Coríntios 5:9 'Eu vos escrevi em minha carta que não tivésseis relações com devassos. Não me referia, de modo geral, aos devassos deste mundo ou aos avarentos ou aos ladrões ou a devassos, pois então teríeis que sair deste mundo.'”

    É necessário fazer aqui uma advertência. Os termos “homem”, “mulher”, ou de referência a animais, plantas expressas na Bíblia não podem ser identificados literalmente, como se os livros bíblicos tratassem das coisas ocorridas ou por acontecer neste mundo geológico. Paulo refuta esse modo de proceder, demonstrando sempre uma abordagem psicológica, assim como quando o faz com o “boi” e várias outros temas que constam do que se convenciona chamar de Antigo Testamento, uma arbitrariedade enganadora.

    São João da Cruz, que foi consagrado Doutor da Igreja Católica Romana em 1926, nos trechos que já pude ler, passa ao largo das convenções dogmáticas, e adentrado no caminho místico, interpreta-os psicologicamente, tanto os livros antigos como os de Paulo. Pertence ele à ala esotérica; a corrente predominante na Igreja política e histórica é a eXotérica, que não exige um atributo especial nem transformações, basta-lhe a “fé” comum, coisa do qual Nietzsche abominava, e que lhe dou razão. Entretanto Nietzsche olvidou da compreensão esotérica em sua crítica.

    II – Fim dos tempos, fim do mundo

    Não se tratando as escrituras de tratados geológicos, ou meramente de relações sociais, não se é de estranhar a seguinte afirmação de Paulo:

    “I Coríntios 10:11 'Estas coisas lhes aconteceram para servir de exemplo e foram escritas para a nossa instrução, nós que fomos atingidos pelo fim dos tempos'.

    III – A Bíblia utiliza-se de linguagem alegórica, afirmação de Paulo:

    “Gálatas 4:21 a 26 'Dizei-me, vós que quereis estar debaixo da Lei, não ouvis vós a Lei? Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da serva e outro da livre. Mas o da serva nasceu segundo a carne; o da livre, em virtude da promessa. Isto foi dito em alegoria. Elas com efeito, são as duas alianças; uma, a do monte Sinai, gerando para a escravidão: é Agar (porque o Sinai está na Arábia), e ela corresponde à Jerusalém de agora, que de fato é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém do alto é livre e esta é nossa mãe,…'”

    No sentido esotérico, a Jerusalém do alto, ou celestial, designa a Sabedoria transcendental. A Lei acima referida é a Torá. O “Amor” e “Sabedoria” da tradição semítica (judaísmo e cristianismo dos apóstolos), corresponde no Budismo à “Karuna” e “Prajna”.

    Sendo a Bíblia um escrito esotérico, de linguagem alegórica, exige uma especial atenção também nos nomes que figuram como personagens. Em muitas Bíblias traduzidas perde-se a possibilidade de captar os sentidos figurados em nomes, que é de importância capital para um verdadeiro entendimento, além de que há muitas distorções e inserções que a língua original não expressou.

    “Jesus”, segundo André Chouraqui – Matyah (O Evangelho Segundo Mateus), deriva de: “Iéshoua', diminutivo de Iéhoshoua', IHVH, significa Yah salvará. O mesmo nome foi transcrito, ao mesmo tempo, como Josué, sucessor de Moshè (moisés), e como Jesus. Como os chiados e os guturais não existem em grego, Iéshoua' tornou-se, Iesou, de onde deriva Jesus. A volta à pronúncia autêntica deste nome lhe restitui aqui sua significação hebraica, anunciadora da salvação.”

    IV – Deus, o que seja, sem se atentar para a interessante doutrina de Pai, Filho e Espírito Santo, que são convenções surpreendentes para expressar os diversos ângulos de abordagem do Infinito em sua perene transformação, da criatura senciente que experimenta identificação no Criador, e desses entendimentos, Paulo faz uma afirmação, em Atos dos Apóstolos, cap. 17:24 a 28, transcritpo por Lucas, o evangelista. Dá-se em Atenas, onde o apóstolo, abandonando por pouco, mas não de todo, a linguagem figurada e as fórmulas apostólicas, retrata um entendimento do que seja Deus aos atenienses, no centro do Areópago.

    “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, o Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas. Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa, ele que a todos dá vida, respiração e tudo o mais. De um só (*) fez toda a raça humana para habitar sobre a face da terra, fixando os tempos anteriormente determinados e os limites do seu habitat. Tudo isto para que procurassem a divindade e, mesmo se às apalpadelas, se esforçassem por encontrá-la, embora não esteja longe de cada um de nós. Pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns dos vossos, aliás, já disseram: 'Porque somos também de sua raça.'”

    (*) Algumas bíblias traduzem por “Por um só homem” ou algo assemelhado, em vez de por “Por um só”, mas o fazem sem a permissão do grego, língua-matriz. É uma tradução espúria. São fundamentalistas de imposição do dogma de Adão como o primeiro ser humano. Uso da Bíblia de Jerusalém aqui, o melhor que encontrei, mas ridícula e completamente tendenciosa em algumas anotações.

    Entretanto, a Bíblia de Jerusalém é ousada na tradução dos seguintes trechos de Isaías, 45:5-7, no que é acompanhada por “New American Standard Bible – NASB” no mesmo sentido:

    “Eu sou Iahweh, e não há nenhum outro, fora de mim não há Deus. Embora não me conheças, eu te cinjo, a fim de que se saiba desde o nascente do sol até o poente que, fora de mim, não há ninguém: eu sou Iahweh e não há nenhum outro! Eu formo a luz e crio as trevas, asseguro o bem-estar e crio a desgraça: sim eu, Iahweh, faço tudo isso. (meus grifos)

    Bom, enchi muita ligüiça por ora, acho…

    Um abraço a todos!!!

    em resposta a: E… e Aristóteles? #79533

    Gosto muito da lógica aristotelica e também da metafísica. Creio que é muito relevante o estudo de Aristoteles. Este filósofo foi responsável por muitos termos importantes para a reflexão filosófica.

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