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Miguel (admin)Mestre
Preciso urgentemende do resumo do livro “o banquete” de Platão.quem tiver mande-me pelo amor de deus!!!
meu e-mail é “[email protected]”
obrigado.Miguel (admin)MestreO curioso deste debate é que aqueles que se declaram ateus insistem em 'afirmar' , sem poderem 'provar', a não existência de um ser supremo, e se engalfinham furiosamente nessa tese como se sua própria existência (dos ateus) disso dependesse. São ignorantes, arrogantes, intratáveis, uns loucos, enfim.
Os que crêem em Deus, como eu, entram aqui em busca de um debate aberto, sem preconceitos, imparcial, construtivo, amigável até mesmo – e acabam encontrando diversão gratuita, à custa da fúria dos ateus. Isso tudo é realmente muito engraçado…Miguel (admin)MestreNa minha opinião, o QOHELET é uma das maiores demonstrações da misericórdia de Deus (considerando 'misericórdia' como = 'sentir a miséria alheia' – etimol.).
O livro expressa tão somente toda a angústia existencial (que é inerente a todo homem), declarando a falta de sentido para a vida.
Entretanto, ao relatar a sua experiência pessoal na busca deste sentido (obstinação de todo homem), o Qohelet (ou Pregador – o escritor do livro) conclui, de forma sublime, que a vida do homem só adquire sentido real de existência quando este encontra a Deus.
“Não há limite para se fazer livros” e “O muito estudar é enfado da carne” são declarações que acentuam o sentimento de frustração de uma busca sem resultados, ou seja, iluminada APENAS pela razão. Para em seguida dizer: “De tudo o que se tem dito aqui, o fim é TEME A DEUS E GUARDA OS SEUS MANDAMENTOS” – ora isto não é uma imposição bíblica, uma ordem de um Deus tirano, como muito afirmariam, mas traduz um convite feito ao homem para que este conheça o seu verdadeiro Criador (por que eu deveria temer a uma pessoa, ainda que seja um deus, se não o posso conhecer? E mais ainda, em troca de que deveria guardar seus mandamentos, se Ele não puder se comunicar comigo para convencer-me de que tem algo melhor para me oferecer? – são questões implícitas).
CONCLUINDO: a falsa idéia sobre Deus, como um ser tirano que apenas exige obediência e descarrega sua ira sobre os desobedientes, é demolida pelo QOHELET na medida em que este livro expressa toda a compreensão e o sentimento de Deus diante de nossas próprias misérias nesta vida, além de convidar-nos para uma vida em relação direta com o Criador.Miguel (admin)Mestre“Como a paz seria possível?”, a conhecemos?, tenho a eterna mania de desejar a paz para as pessoas esperando suas respectivas respostas na tentativa de uma melhora para os turbilhões da minha mente e da humanidade, infelizmente é impossível não ser utópico falando em paz Patrícia, ela é sempre uma possibilidade, ou sendo aristotélico uma potência, mas com Nietzsche aprendi a confiar no homem e não fazer dialética entre “idéia” e “realidade”, no entanto ainda estou à procura da paz…
Quanto a evolução, bem… tenho divagado bastante sobre isso, tu me perguntas se é a principal função do ser humano, mas aí já está uma afirmação a meu ver um tanto perigosa, por que ele há de ter uma função? atribuir função ao homem é uma negação a vida, nesse sentido ele se identifica com um instrumento perdendo a sua essência (via Heidegger) , acho que podemos dizer que o homem tem objetivos e sei que tu não quis dizer nada de errôneo usando a palavra “função”.
Evolução e progresso são objetivos sim do homem e me perguntas também se é só dele, bem acho que aí está um outro possível problema, a saber, a distinção do homem e “o resto”, isso é inevitável, inconscientemente fazemos isso a toda hora, porém se o homem visa evoluir deve evoluir em sintonia com o meio, a ciência nos mostra um belo exemplo, está sempre refutando a si mesma pensamos evoluir com as evoluções científicas mas não conseguimos manter uma neutralidade ou harmonia para com os demais seres…
Parece coerente o que tu acha sobre progresso, as oposições condicionam o progresso mas não diretamente, não na antítese mas sim em algo que demonstra possivelmente o contrário da oposição que presenciamos, é a oposição da oposição, qual o ponto em que podemos alcançar um nível evolutivo considerável através da oposição?, bem não esqueçamos que temos que dizer sim à vida e juntamente à oposição (como estamos sendo heraclitianos!), se todos se prenderem aos grilhões do pensamento buscando incessantemente a evolução do mesmo então pouco se irá evoluir…Obrigada a quê?, só existe uma coisa a qual você é obrigada: a morrer, e ainda assim tendo dúvidas sobre a morte.
Paz a todos?!Miguel (admin)MestreQuando se trata do livro QOHELET, realmente é um livro magnifico, sempre compartilhei com alguns que este livro é uma obra prima da filosofia, mesmo que muitos não o considerem (um filósofo não liga mesmo para o que os “muitos” dizem). Ao tratar sobre o sentido da vida e o propósito da práxis humana sobre a terra à luz da morte o autor confronta a todos sobre a vaidade da vida. O autor faz menção sobre Deus(e exorta todos a temer a Deus), porém avalia a vida do ponto de vista temporal como algo sem sentido. Mudando um pouco de foco, quando se fala do livro que mais impactou a história da filosofia, no sentido específico da palavra, creio que a obra de Kant “Critica da Razão Pura” tenha causado um impacto muito grande.
Miguel (admin)MestreDúvido que alguém aqui já tenha lido o QOHELET, indiscutivelmente, na minha opinião, a obra filosófica por excelência. Não apenas aborda de forma única o grande problema da filosofia, a existência, como aponta o caminho para sua superação.
Desafio os colegas à leitura desta obra e aguardo os comentários.Miguel (admin)MestrePaz….. Me diga, Lizard Utopic, como a paz seria possível??? Tem alguma sugestão? E peço-lhe que não seja utópico! Ou seja, quem não o é?
“por que temos que gastar nossa preciosa energia nisso ao invés de buscar por evolução e desfrute na vida?”
Aprecio suas críticas, são muito boas.Evolução…. Você acha que essa é a principal função do ser humano e só dele?
Me parece que o progresso se dá quando existem oposições, quando se é necessário provar a capacidade de fazer algo que é subestimado. Posso estar errada, mas o que faço não são afirmações, mas suposições.
Parece que este comportamento de se opor quanto a algo é intrínseco.
O que você acha?Obrigada!
Miguel (admin)Mestrepor favor preciso de material sobre o surgimento da geometria analitica para um trabalho da faculdade .obrigado .
Miguel (admin)Mestrequeria suplica que vcs me mandasem os trexos no qual socrates participa no banquete relatado por platao
Miguel (admin)MestreA parti de hume nao e aoenas estranho que nao possamos sair de nossas cabeças,e sobretudo estranho que talvaz nem mesmo estamos em nossas cabeças.Como compreender a ideia de que o “eu” e so uma ilusao.}
Miguel (admin)MestreMe parece que o título do debate começou errado, “deus, uma alienação humana”, se assim fosse já se estaria afirmando a palavra “deus” como geradora de possíveis problemas, o problema que a maioria dos homens vêem e debatem sobre isso não é propriamente “deus” mas sim “religião”, sendo o primeiro possivelmente subjetivo, pois “deus” para determinada pessoa pode ser um pedaço de pau onde se fuma haxixe, ou para outra, o grande pai de um miserável e bondoso homem que foi pregado em uma cruz. A palavra “religião” é ainda mais complexa, onde está a complexidade? no postulado, no profeta, no milagre, na comunhão, no dízimo, no fundamentalismo, na negação à vida… as pessoas não conseguem simplesmente viver seus deuses, sendo que poderiam ser elas mesmas…
Há alguém alienado por deus? absolutamente não, não é deus(incógnita) que aliena e sim a religião, caso contrário boa parte dos religiosos teria conhecido melhor a felicidade plena,se não fossem os “pecados” que fazem a natureza do ser parecer uma verdadeira anomalia viveriam melhor, e assim contribuiriam também para seus irmãos viverem melhor.
Quanto a existência ou não de deus parece que a linguagem é um tanto perene para a provar ou a mostrar como falsa, se deus não é palpável e nem cientificamente provável, tudo bem, por que temos que gastar nossa preciosa energia nisso ao invés de buscar por evolução e desfrute na vida? por que o homem tem a eterna mania de transferir seus problemas e suas glórias para um plano metafísico, deve ser por isso que ele ainda não descobriu sua essência, e que a humanidade encontra-se em crise.
Paz a todos (é possível!)Miguel (admin)MestreNão acredito que a elite esteja preocupada com a castração do uso da filosofia na sociedade, pois se esta castração foi imposta por eles a tempos atrás, o que vivemos agora é simplesmente a inercia destes períodos, trata-se de uma preguiça tão somente individual que como não poderia deixar de ser reflete-se diretamente na sociedade.
Será que nós que estamos aqui, utilizando este site, com a nossa formação, nosso estilo de vida, não somos a própria elite?
Será que somos os próprios coitadinhos excluidos ou somos os preguiçosos reclamões que não assumimos uma postura realmente transformadora no nosso próprio quintal?Miguel (admin)MestreUma boa discussão sobre o método de análise e de como Descartes o utiliza está em BATTISTI, César Augusto. O método de análise em Descartes: da resolução de problemas à constituição do sistema do conhecimento. Cascavel: Edunioeste, 2002.
Para Kant, tem o texto do LOPARIC. The methods of analysis in Kant's speculative philosophy. Campinas: Unicamp, 1982. Tese de livre docência.Miguel (admin)MestrePrezado, Flavio Bitir, desculpe, se ofendi alguém (seres humanos não são totalmente racionais, nossas emoções determinam nossos pensamentos). Mas continuando, ao falar de um Cristo separado da tradição apostólica, fala-se de um fantasma que ninguém conheceu. Pois, Cristo como é conhecido, foi transmitido dentro da tradição da igreja primitiva. Muitos quiseram encontrar um Jesus histórico, porém não encontraram nada, ou seja, do Jesus nada se aproveitou. Quanto a derespeitar alguém só por insinuar que este não detém conhecimento profundo sobre determinado assunto, não creio que seja assim. Se alguém me disser que não compreendo bem a teoria da relativadade, quando falo dela, estou sendo desreipeitado? Porém, um cristão não é o que nunca ofende (onde aprendeu isto?) e sim aquele que ofende mas pede perdão, e isto já fiz. E por fim, quando alguém diz “crer nisto se quiser”, isto não é nenhum pouco racional ou moderno, é mais pós-moderno. Você sai do campo da visão (visão – eidos – idéia) e entra no campo da irracionalidade/liberdade/Contigência/Incerteza pois querer está ligado também, e acima de tudo, com a vontade (vide Schopeauher) e não somente com o pensamento. Até que ponto, nosso querer não carrega uma pitada de arbitrariedade? Creio que este diálogo é relevante, ajuda-nos a refletir nossas posições. Posso querer crer em Deus ou não crer em Deus, porém, minha vontade deve ser guiada pelo exercício da deliberação. Devo examinar tudo, sem no entanto, usar falácias, devo duvidar, mas não devo ignorar minha limitação. Devo compreender que conhecimento humano racional puro é impossível.
Miguel (admin)MestreQuando se trata de existência de Deus, tanto quem nega, quanto quem afirma, quanto quem suspende seu juízo, todos incorrem no dogmatismo. Por que? É porque falar de Deus, enquanto ente transcendental, é sempre uma questão fora do alcance da mente. Para a surpresa, de muitos, a maioria dos que se dizem ateus, que acreditam na ciência, obteram seus conhecimentos por meio da revelação. Por exemplo, vocês podem saber o que penso sobre o assunto, só porque neste momento estou revelando a vocês, caso contrário estarias em ignorância quanto ao que penso. De que forma vocês obtem vossos conhecimentos? De forma totalmente empirica (a posteriori)? E o que dizer da maioria dos vossos conhecimentos, foram revelados a vocês na escola, em casa, na rua, na mídia, na internet, no fim sobra muito pouco em que a própria pessoa, ela mesmo, descobriu por meio da razâo ou do método ciêntifico por conta própria. Gostaria de conhecer um sábio que não parte de algum pressuposto dogmatico. Os homens são finitos, e existe um mistério da existência, que se eles tiverem que opinar incorrerão em dogmatismo. Gostaria de crer na ciência como muitos crêem, parecem religiosos, fecham os olhos ao bom senso, e se entregam piamente em fé aos resultados obtidos. Quantos amantes de Euclides, caíram da fé quando seu sistema se mostrou ultrapassado. Gostaria de saber o que muitos hoje, fariam se suas teorias fossem ultrapassadas, tal como esta teoria da Evolução. Quando vejo a descreverem para explicar o processo da transformação das espécies, lembro-me dos mitos gregos, a diferença é sútil, porém com muitas semelhanças mas todos muito especulativos. Diferente dos religiosos, seu lema é a tolerância, afinal “verdade” que para eles é relativa, é somente um “nome”, porque não dizer logo, que verdade nem existe. Mas, se fazer, isto como sabem que eles próprios são verdadeiros no que dizem? Por fim, me convencer sobre assuntos meta-físicos, usando argumentos que nossos advogados sofistas usam num tribunal de causas humanas, é inútil. No nível meta-físico, a ignorância intelectual das religiões e a inconsistência moral dos religiosos, não podem ser premisas de nenhuma conclusão. Desafio alguém a provar a não existência de Deus, por conta própria, sem usar conhecimento de terceiros (revelados), usando somente a razão, pois a ciência nunca poderá falar de “meta-física”, pois ela trata da “física”. Gostaria de ver um argumento contra a existência de Deus, sem ser dogmático, é possível?
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