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Miguel (admin)Mestre
Tudo bem, prometi, então escrevo de novo.
Um homem mudo não fala.
Um homem em coma, ou em estado de animação suspensa, não raciocina. Um homem morto deixa de ser homem? Nem a morte encontra definição precisa, morte cerebral pode nao significar necessariamente morte do resto do corpo, existem aparelhos. Em todos os casos o homem (paciente) deixou de ser homem?Sua definição de homem falhou em ambos os casos, mas vc está começando, entao tente outra vez.
Sobre o que disse o dicionário: não respondem a questão em jogo as definições para o conceito de essência, já que por hora uma essência pode até mesmo ser um devaneio. O que está em questão é justamente a existência a priori de uma essência. (Vc recusou a proposta da fenomenologia, azar seu.)
Providencie uma definição melhor. Detalhe, nao utilize adjetivos do tipo “adulto”, pois um nao adulto nao deixa de ser ainda um homem. A condicao de “adulto”, segundo uma intervencao anterior sua, é um acidente e nao faz parte da essencia. E que coisa é aquela de “normal”? Essencia nao é justamente o que vale sempre? Abandone os acidentes!
Miguel (admin)MestreTudo bem:
Excetuando-se os casos anormais, seres humanos adultos se diferenciam dos demais seres por falarem e raciocinarem.
Não, melhor, eu preferi buscar num dicionário comum, só pra ver o que as pessoas em geral entendem por essência, já que o pensamento de Sartre seria o particular:
“Essência – O que constitui a natureza das coisas, substância.
Essencial – Que constitui a essência. Indispensável, necessário.” (Aurélio)
Mas, estou começando a gostar, parece-me que você está aprendendo a jogar limpo! Isso mesmo, continue pagando pra ver…
Miguel (admin)MestreTudo bem, já que vc anda se esquivando farei um desafio: defina quaisquer limites para a “essencia de homem” que terei prazer em mostrar que, uma vez definido de forma rígida, o conceito não da conta do homem. Terei prazer em procurar um contra-exemplo. Essas coisas costumam ser bem divertidas.
Se o que está no dicionario ainda vale, procure lá o tópico “SARTRE”, que com certeza constará
Vou ficando por aqui, já ficou claro que vc não está dando conta do debate, então, qd apresentar algum argumento novo talvez eu torne a escrever, até lá tenho outras coisas para fazer. Estou me recordando do que escrevi, da existencia inautentica, tagarelice, curiosidade e equívoco, e por sorte tenho vida fora da net.
Miguel (admin)Mestreoiiiii
meu sou a loirinha de BH.
CARENTE DE AMIGOS…
ADORO FILISOFIA!!!!!Miguel (admin)MestreO conceito de essência ainda está no dicionário de filosofia. Não irá mudar só por que um existencialista achou que poderia significar outra coisa qualquer, como acidente, por exemplo. O que mais há pra se dizer???
E o seu argumento é bastante falacioso: daqui a um bilhão de anos, se ainda estivesse vivo, as críticas a Sartre continuariam valendo, não acredito em involução…
(Mensagem editada por Nômade em Setembro 19, 2004)
Miguel (admin)MestreOi1 Eu estudo Direito e a professora pediu para fazer um trabalho sobre o livro I e IX de Platão
alguém pode me ajudar? meu e-mail é [email protected] obs: é urgenteMiguel (admin)MestreCitando minha msg anterior: Não existe filosofia perene.
Não se apegue muito a moda. Em breve será a vez de Derrida, como foi de Lacan e de Camus, todos eles um dia perdem notoriedade. Vc está enganado noutro ponto: passarão várias carreiras de anos e Sartre ainda será lido, comentado, lembrado, e eventualmente “recuperado”. Já aconteceu com todo tipo de filósofo, entre sofistas, clássicos, escolásticos, e tantos outros mais. Diga-se de passagem, estranho esse interesse pela descontrução, vindo de quem ainda fala de “essencias”. Parece desespero de causa. Então? Desistiu da demarcação dos limites da “essência do homem”? Vc ainda não tocou no assunto.
Mas, já que frequentemente vc anda citando “aquela crítica” de Camus a Sartre, e utilizando isso como pretexto contra o existencialismo, queria lembrá-lo de que “aquela crítica” diz menos respeito ao existencialismo e mais ao posicionamento de Sartre a favor do marxismo. Embotado pela militancia marxista stalinista da época, Sartre teria cometido o impropério de avaliar a obra de Camus como “ideologia burguesa”. Mereceu o que recebeu. Na verdade, e eu concordaria com Camus, a posição de Sartre nessa questão quase pode ser considerada uma traição ao existencialismo. Não foi só de Camus que ele se afastou, mas também de Merleau Ponty, por exemplo. Contuto, isso nada depõe contra a obra anterior de Sartre, e acho muito superficial avaliar a obra de um filósofo por alguma bola fora que ele deu na sua vida. Já vi comentários bobos tambem contra Heidegger, dizendo pouco de sua filosofia por conta de uma possivel (e, sabe-se lá, provável) aproximação sua do nazismo (todavia, não creio, e tampouco isso me interessa). O fato de Newton não escovar os dentes (se é que foi o caso) não tem nada a ver com o fato das suas leis da física valerem ou não. Quem sabe, com um pouco mais de tempo, eu poderia citar trechos da carta aberta de Camus a Sartre.
Miguel (admin)MestreConcordo plenamente com os argumentos de Brigitte, e também acho que o tema proposto não está sendo discutido. Além disso, estou vendo que o tal Pilgrim é que está tendo faniquitos, pois não tem argumentos para contradizer a realidade que Brigitte expos. Já fui católico e evangélico, e vi que essas duas religiões não passam de organizações manipuladoras da razão e da vontade da população mais carente, mais frágil e mais inculta. Paguei muito dízimo para pastor viver vida boa, enquanto trabalhei 8 horas por dia. A quantidade de dinheiro que passa aqui pela Basilica de Aparecida é enorme, vinda de fiéis pobres do país inteiro, e os padres aqui levam vida de principes. Será que toda essa podridão é aceita pelo deus deles ? Prefiro não ter religião. A propósito, será que o Pilgrim é psicólogo, para querer analisar os outros e manda-los procurar por um ? Além de julgar os outros , também dá diagnósticos sem conhecer as pessoas. Cuidado ! Assim começam as Guerras Santas.
Miguel (admin)MestreNão vale mesmo…
Se é pra dizer que concorda plenamente comigo pra, logo depois, dizer que minhas críticas a você leonardo estão equivocadas, melhor seria não ter dito coisa alguma, “darüber muB man schweigen” como diria Wittgenstein.
E quanto a você, Margarido, esperava algo um pouco melhor do que um simples “deixa disso”. Não é lícito ficar em cima do muro quando se faz injustiça e o criminoso aqui é liso como peixe…
Miguel (admin)Mestre“Ele está morto, não pode mesmo dar mais conta de nada.”
– Ele ainda estava bem vivo quando o Albert Camus destrinchou ele com aquela crítica. Não me consta que Sartre tenha feito qualquer outra coisa além de romper a amizade.
Depois ele continuou a ser criticado por outros filósofos até começar a perder a notoriedade.
Quando leio Lacan e Derrida, ainda encontro algumas referências vagas sobre a superação dos paradigmas existencialistas e o abandono da fenomenologia da consciência pela desconstrução e a crítica da metafísica da presença.
Miguel (admin)Mestreé antonio concordo com você é essa a pura verdade
filosofia é a razão da inútilidade e a útilidade da razão .. não vale mesmo cada palavra que escrevi me desculpem eu fui presunçosoMiguel (admin)MestreMeus caros amigos.
Vejo como vocês estão digladiando a partir da historinha do bom rabino, de forma absolutamente inútil. Vocês todos, nós todos cremos em milhões de coisas sem ver. Quem já viu o conceito de “coisa em si”? Que cor tem o “dasein”? Por que se A e B, logo C (silogismo)? Etc, etc. Tudo isso somente por um motivo: cremos que é assim. Assim como admitimos por crença que 0 X 1000 = 0.
Essa discussão de vocês é ABSOLUTAMENTE inútil.
Miguel (admin)Mestre– Só se for na lua…
bem vindo a lua.
– Não, o cara nem era cientista, estava curioso, consturiu um microscópio e começou a ver mais do que queria.
seu tom sarcástico não argumentou nada nem significou nada .. mas vou tentar esclarecer melhor com uma situação e uma questão a você
você acha mesmo que rutherford iria fazer a experiência com os folhetos de ouro sem ter fé que o átomo em certa parte não era maciço? assim como issac newton,einsten ,dalton ,bohr,thomson etc todos os grandes pais da ciência tiveram fé de que algo existia e eles comprovoram ! fé não é uma palavra ligada a dogma , e sim crença em algo , pode ser deus , pode ser um cavalo marinho gigante pode ser minha mãe … é a fé que movimentou esses cientistas
– Fé é crer no absurdo ou, pelo menos, no pouco provável…
sim não diria no absurdo , apenas no pouco provável a mentes fechadas.. afinal de contas ninguém aceitou quando galileu disse que a terra não era o centro do universo de fato ele provou e a fé mais uma vez moveu a ciência além da religião.
– Tenho certeza que não. Nem todos são como Descartes que começam na dúvida e depois trocam-na pela garantia de um deus não-enganador.
me cite um exemplo de alguém que fez uma descoberta sem pré-supor algo por favor .
– Não, a religião estabelece dogmas. Não há nada de muito abstrato nisso. Deus não quer que comas carne de porco e fim!
sim , claro porém quem pode afirmar que deus não falou que o homem não pode comer carne de porco por má digestão??? os seus argumentos não muda nada na visão de um cristão fanático e cegado pela razão de deus , por situações como essa acredito parcialmente nas coisas, justamente os dogmas bloquearam as descobertas da igreja isso é um fato pode não ser verdadeiro..– Que verdade? A realidade ou a fantasia?
a verdade de existir um deus que responde a suas presses e resolve seus problemas .. é bem mais fácil acreditar nisso do que parar pra estudar física nuclear ow desenvolver uma tese científica.
– Agora é você quem diz… disse tudo kraagora vou dar um argumento pessoal. Meu caro não quero prolongar essa discussão pelo simples fato que vejo que você é levado por instinto crítico quase que doentiu.. você a maioria das vezes só critíca e critíca em vez de tentar compreender alguma coisa.. parece que você está aqui somente para rebater e não discutir.. lamento meu caro mas se isso for o caso você deviria jogar ping-pong quem sabe ir a escalas maiores jogando tenis ou sei lá não leve isso como uma crítica sem fundamento que você custuma lançar sobre vários ,leve como uma crítica construtiva caso queira discutir algo ow continuar discutindo eu me rendo e pense oque quiser porque na verdade oque passar daqui será mera perda de tempo (ow não) mas se quizer argumentar mesmo use mensagem particular e vamos polpar os leitores de nossa ''batalha''pessoal , eu escrevi isso guiado pela vaidade e afirmo que isso era pra mostra a você mesmo que antes de criticar e rebater procure entender eu não sou cristão nem acredito em um ''deus'' nem por isso tento deixar de entende-los , espero que sua resposta seja extremamente ofensiva como essa minha foi. porque será o seu direito .. posso ter te subjulgado, posso ter visto as coisas de modo errado mas ainda assim é isso que você deixa transparecer .. espero que sua resposta não seja sarcástica (pra mim isso não passa de uma fuga ,a fuga da ironia) forte abraço sr.
Miguel (admin)MestreOnde foi que eu afirmei que o sangue é homem???
Ao definir o homem pelo dna!
Agora, mude-se a carga genética do ser humano pra ver o que acontece, daí eu quero ver se ele continua sendo o mesmo…
Mudando a carga genética, ou o ambiente, ou a época histórica, ou o círculo de relações, em todos esses casos será outro homem! É justamente isso que o existencialismo prega, cada indivíduo é diferente.
Essas suas críticas foram muito imbecis, responda a outra mensagem onde espero que seja mais imparcial e menos arbitrário…
Tentarei…
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(1) “Como pode o homem preservar a sua unidade ou ser ele mesmo no afã permanente de ser-outro?”
– Ele não pode preservar sua unidade, pois sua unidade é mesmo uma ilusão.
Não sei o que vc entende por “unidade”. Se não existisse unidade nenhuma vc não poderia ter qualquer esperança de eu responder a sua msg, mas vc sabe que eu responderei justamente pq eu ajo de um modo previsível, pq minhas ações, e de qualquer outra pessoa, definem um tipo de comportamento que te permitem se relacionar com alguém representado por uma “unidade” humana. E mesmo se vc algum dia perdesse fosse traído em sua esperança com relaçao a alguém, “reconfiguraria” esse “novo” alguém por acrescentar “não confiável” àquela “unidade”.
Essa ilusão de unidade podemos percebê-la em Freud, em sua descrição da neurose, o homem está sujeito a desejos contraditórios: pode afirmar uma coisa, no fundo desejando o contrário disso.
Não é desse tipo de ilusão que trata Freud. A “unidade” descrita anteriormente engloba id, ego, super-ego. Na verdade, vc acabou reafirmando a validade do “torna-te o que tu és” por outra via: o processo de cura psicanalítico caminha justamente na busca da integração do Eu (ego) com o Outro (id). Esse é um passo apenas em relação ao “torna-te o que tu és” da filosofia, que considera o aspecto anterior juntamente com outros.
Só o que se mantém imutável são algumas características estruturais do ser humano.
Nada é imutável, exceto o motor imóvel
Mesmo essas “características estruturais do ser humano” estão em um processo de evolução. Tente explicar-nos qual o ponto exato em que o macaco deixou de ser macaco e se tornou homem, ou o limite exato que faz com que essa “essência de homem” deixa de ser essência de homem para ser essência de outra coisa. Qual gene pode ser mudado e qual não? Quantos genes podem ser mudados e qual tipo de mudança seria permitida sem que o homem deixasse de sê-lo? Explique-nos melhor como estão definidos os limites dessa “essência de homem”? Se me permitir uma brincadeira, reconheço a essencia de baunilia, mas não uma essencia de homem. Então, o melhor seria dizer que a essência do homem é o que há de imutável em sua estrutura ou assumir que a personalidade só se afirma na paranóia.
Te responderei essa depois que vc me responder a anterior.
críticas continuaram chegando e Sartre não foi capaz de dar conta delas, chegando a ser quase totalmente esquecido pelos pós-modernos…
Ele está morto, não pode mesmo dar mais conta de nada. Não existe filosofia perene. Os pós-modernos que vc cita (quem são?) tem hoje outras questões candentes que procuram responder porque Sartre e seus contemporaneos já fizeram um bom trabalho anterior. Mesmo da filosofia podemos falar, ainda que impropriamente e por analogia, sobre uma “unidade”; existe um depósito (vivo) de saber que ajuda a determinar o valor de uma obra, e como a “unidade homem”, a “unidade filosofia” é viva e portanto muda – está se tornando cada vez mais o que é.
Interessante vc citar isso que chamou de “pós-modernos”. Hoje a questão de que se fala mais tem a ver com a linguagem, e é unanimidade, desde Wittgenstein, que não existem “essências”, mas que os conceitos são apenas figuras utilizadas para nos comunicarmos.
Quem sabe eu tenha respondido…
Miguel (admin)MestreOnde foi que eu afirmei que o sangue é homem???
Agora, mude-se a carga genética do ser humano pra ver o que acontece, daí eu quero ver se ele continua sendo o mesmo…
Essas suas críticas foram muito imbecis, responda a outra mensagem onde espero que seja mais imparcial e menos arbitrário…
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A OUTRA MENSAGEM:
“Como pode o homem preservar a sua unidade ou ser ele mesmo no afã permanente de ser-outro?”
– Ele não pode preservar sua unidade, pois sua unidade é mesmo uma ilusão. Essa ilusão de unidade podemos percebê-la em Freud, em sua descrição da neurose, o homem está sujeito a desejos contraditórios: pode afirmar uma coisa, no fundo desejando o contrário disso.
Só o que se mantém imutável são algumas características estruturais do ser humano. Então, o melhor seria dizer que a essência do homem é o que há de imutável em sua estrutura ou assumir que a personalidade só se afirma na paranóia.
Que a questão seja demasiado complexa quase chegando ao inefável, não justifica que os existencialistas tentem tapar o sol com a peneira, mesmo porque as críticas continuaram chegando e Sartre não foi capaz de dar conta delas, chegando a ser quase totalmente esquecido pelos pós-modernos…
(Mensagem editada por Nômade em Setembro 19, 2004)
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