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Miguel (admin)Mestre
a palavra desgostar não é bem correta, mas foi a q achei
Miguel (admin)Mestrea questão do mal…kkkk, não seria uma oportunidade de desgostar dele?!
Miguel (admin)MestreResposta simples ou resposta simplória?
A questão levantada dizia respeito ao mal, mas, fugindo pela tangente, concluiu-se com a não existência de Deus. Agora são duas questões sem resposta:
– a questão do mal, permanece sem resposta;
– a questão da existência de Deus, idem.São duas questões diferentes, portanto, da primeira não se pode concluir com qualquer resposta para a segunda. Aliás, aproveito para chamar a atenção para outra questão:
A razão tem pretensão totalitária, se julga capaz de explicar o todo, logo:
# respondendo com o não-sentido do mal, afirma-se que o mal é absurdo, aceita-se a incapacidade da razão explicar o mal. Havendo lacunas que a razão não consegue explicar, ficam abertos horizontes fora do alcance da razão: a razão “perde o poder” de emitir parecer sobre a questão da existência de Deus.
# com a posição agnóstica, respondendo com a possibilidade de um sentido para o mal, ainda que não descoberto, fica reconhecida novamente a incapacidade (ainda que momentanea) da razão: com o que se aceita (ainda que momentaneamente) a incapacidade de responder questões acerca de Deus;
# respondendo pela existência de um sentido para o mal… essa eu estou ainda pagando para ver! Nesse ponto a primeira mensagem cumpriu um papel.
Miguel (admin)MestreCaríssima Carla,
Não costumo visualisar os movimentos políticos, principalmente no Brasil, pelo viés de Revolução, por isso, apenas suspeito que vc esteja falando do Movimento de 1930. Correto?
Estas titulações dos movimentos políticos e sociais ainda são discutidas na historiografia brasileira. Por exemplo, a “revolução democrático burguesa” de 1930, não é considerada como tal por Ítalo Tronca( REVOLUÇÃO DE 1930 DOMINAÇÃO OCULTA , brasiliense 1932), o autor afirma que esta revolução foi uma construção do pensamento autoritário no Brasil, a partir da memória dos vencedores daquela década. Quando a classe média desempenhou papel fundamental, contrariados por terem sido alijados pela oligarquia do café durante a Rep. Velha e os tenentes foram a ponta de lança em muitas ocasiões, 1922, 1924, 1927. Enquanto a classe operária era apenas uma “ameaça potencial” Ou seja, a historiografia vê a Rev. de 30 como resultado de um grande embate entre as grandes forças: oligarquia X tenentes, eliminando os vestígios de uma luta de classe que se deflagrava na década de 20. Um discurso de dominação, e sua materialização foi observada logo após ao golpe com acentralização sindical, encenando uma parceria com os trabalhadores.
Maria Helena Capelato( O MOVIMENTO DE 32 A CAUSA PAULISTA, brasiliense,1981) também comunga da mesma opinião.
“ (…) a Revolução de 30 pertence ao movimento da ideologia, uma vez que essa idéia procura ocultar o percurso percorrido pelas classes sociais em conflito”
O mov. de 30, assim como a de 32, foi abordada como um conflito isolado, excluindo a dimensão das classes envolvidas.Mas se fizermos uma abordagem mais tradicional, ficamos no embate entre Oligarquia X Tenentes com a vitória destes últimos, sendo que o grupo tenentista era composto por uma aliança entre diversos setores da classe média, mas, após o golpe houve uma centralização por parte do setor militar(os tenentes), provocando assim um racha nesta Aliança e as conseqüências foram observadas no embate de 1932 entre Paulistas e o Governo central de G. Vargas.
Um historiador deve estar sempre atendo as distintas abordagens que se dão ao mesmo fato e não tomar nenhum deles como verdade absoluta.
Não sei se ajudei.
Miguel (admin)Mestrecomo foi a revolução democratico-burguesa?
Miguel (admin)MestreO erro fundamental de Sartre foi o de considerar a consciência humana como um ente capaz de apreender a pura realidade.
A consciência é antes de mais nada uma imagem construída com idéias e conceitos que não são absolutamente originais e das quais não somos plenamente conscientes.
Logo, o grande risco de alguém agir baseado nessa crença ultrapassada de uma fenomenologia da consciência pura é o de que essa pessoa passe a repetir inconscientemente tudo aquilo pelo qual ela se propõe a mudar…
Miguel (admin)MestreDizer que a existência precede a essência é um idealismo barato, é o próprio esquecimento que faz com que a história sempre se repita.
O ser humano está condenado a ser livre: imagina-se que em determinadas situações ele possa escolher entre continuar a ser um escravo vivo ou morrer, lutando pela sua “liberdade”…
Miguel (admin)MestreOlá sou estudante de Psicologia e preciso de um resumo ou comentário dessa parte do livro ” O Banquete” (Sócrates/Diotima).
Se alguém tiver alguma coisa pra me passar, por favor, mandem para meu e-mail mais rápido possível pois preciso elaborar um trabalho sobre isso, Obrigada!Miguel (admin)MestreOlá, eu sou estudante de Psicologia e estou fazendo um trabalho sobre “O Banquete” do Platão, por isso, se fosse possível, gostaria de receber no meu e-mail algum resumo ou comentário que defina bem as idéias presentes na parte do livro que é o Discurso de Sócrates e Diotima. Por favor, será muito útil para elaborar meu trabalho, espero o e-mail.
Obrigada.Miguel (admin)MestreMerleau-Ponty:
“Nascer é ao mesmo tempo nascer do mundo e nascer no mundo” e “Nunca há determinismo e nunca há escolha absoluta, nunca sou coisa e nunca sou consciência nua”.
O que essas frases querem dizer?Miguel (admin)MestreSobre o fragmento de Parmênides de Eléia
Sobre a Natureza(DK 28 B 1-9) 1.Sexto Empírico VII…
As éguas me levam onde o coração pedisse
etc..
Gostaria de uma ajuda para entender esse fragmento de Parmênides.. Gostaria de saber o que se entende, do que se trata esse texto… do que esta falando.. tipo qual o assunto…
No mais… um abração para todos. ObrigadoMiguel (admin)MestreSaudações,
O facto que é verdade, é que perante os dois caminhos a escolher no acreditar ou não acreditar, sempre por um temos que optar. Não se pode pôr de lado aqueles que acreditam que não existe Deus! Esses fazem parte dos que escolheram o caminho da crença e que caminham de costas voltadas e que por negarem a Luz para onde caminham de costas, não deixam de observar a sombra deles mesmos reflexo dessa Luz.
Tal como Pascoal, prefiro remeter-me à dúvida na existência de um Logos, Deus, Hiram Abiff, Allah, Yeova e todos os nomes que a ele atribuem. Talvez por isso, caminho no trilho do “não acreditar” e atenção que não profiro “não acreditar” tal como descrença. A propósito desta frase, Pascal, diria: “Aquele que duvida e não investiga torna-se não só infeliz mas também injusto.” A bem vivo com esta minha infelicidade pré destinada, Talvez sempre com a boa sensação de através da ditosa infelicidade, ter a noção de felicidade (Philos). Talvez a vida me preencha de infelicidade, por ter a duvida e nela buscar conhecimento, conhecimento que duvido que seja alcançável e no final de tudo, sempre será mais agradável ver a jogada final como um straight flush no tampo da mesa de Horus e nesse momento poder me satisfazer com uma ágape, sempre muito mais duradoira, que uma mera felicidade finita, neste campo, neste inferno que os homens brincam de Deuses.
Como Deus existiria se o Homem não o tivesse criado, pois primeiro, o homem viveu na escuridão e depois, como que se procurasse uma justificação para existir ele inventou no seu demonstrado engenho, um Deus feito a sua forma e medida. Mas nessa sua criação, ela revelou-se mais sábia que ele, mais potente, poderosa como nenhum outro Ente e dessa forma o Homem se perdeu e se deitou no chão, procurando compreender, porque esse imenso Ser solicitou a sua própria existência. E desse modo o Homem tem vivido na procura para essa criação, para a compreensão desse Ente e tem sido sempre esse o objectivo desse Homem que criou o seu criador. Agora a parte final, acho que se encontra na resposta de François Chateaubriand e se a resposta for encontrada, então teremos o verdadeiro Deus que os “crentes em não acreditar Deus” tanto ambicionam.
Pax
Miguel (admin)MestreOlá Antonio,
Não entendi bem o que vc quis dizer com Nietzsche procurando situar o campo do sujeito.Acho que o caso é que Nietzsche constrói sua filosofia através do terreno subjetivo (ou da perspectiva do sujeito).
Alguem que fundamenta sua filosofia no terreno “social” poderia,por exemplo, considerar valido o fato de alguns individuos serem sacrificados para o bem daqueles que viverão no futuro.No caso de alguem mais voltado para o terreno subjetivo isso seria menos toleravel.
Claro, não existe (pelo menos pelo q me consta) um filosofo totalmente “social” ou totalmente “subjetivo”, até porque naturalmente esses campos se imbricam.
Quanto a leitura de Foucault: Para Foucault a “sacada” de Nietzsche foi inventar uma nova ferramenta de interpretação, onde não mais fosse visada os significados ultimos dos signos (pois estes não existem, os signos já são uma interpretação), mas sim sua proveniencia.A pergunta seria então “Quem fala?”.A moral, a linguagem, a estética seriam “estruturas” a serem dominadas.Atraves da historia os valores seriam então transvalorados inumeras vezes, dependendo de “quem interpreta”, algo como uma luta continua.
Foucault no entanto (segundo a leitura de Scarlett Marton) ignora que Nietzsche introduz um crivo nesses valores.Os valores afinal de contas não se equivalem, alem da questão “quem interpreta” devemos inquirir se o valor em questão é ascendente de vida ou descendente.
Aqui no site tem uma tese de mestrado sobre Foucault/Nietzsche que trata dessa questão da “morte do sujeito”,caso voce tenha lido e queira explicar algo seria de grande valor.
Inté Mais!
Miguel (admin)MestreMas não vai ser por isso que eu vou deixar de tecer minha crítica…
1. Existe o problema estético: o fórum tem aparência de cidade fantasma, devido as mensagem sem participação há mais de ano e seus moderadores inexistentes.
2. Existe o problema funcional: com tantas salas e com tantos tópicos fica difícil se localizar aqui dentro, é cansativo e frustrante ter tanto trabalho. Nunca se sabe exatamente quais as mensagens que foram respondidas.
Taí, é isso que penso e, se discordarem, nem precisam responder, por que isso não está em discussão, é só a manifestação da minha insatisfação que só ira mudar o dia em que o fórum mudar…
Miguel (admin)MestreAna
Se você é seminarista de uma faculdade, talvez seja interessante problematizar ao invés de simplificar, passar para debate as dificuldades encontradas. A obra de Platão tem essa característica de nos colocar desconfortáveis com nossa leitura, e isso é muito rico. Não é fácil trocar Platão em míudos, alguma coisa sempre vai se perder aí.
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