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Miguel (admin)Mestre
Saudações. Gostaria de saber se vcs possuem a alegoria da caverna em movimento ou se sabem algum site que o tenha.
Por isto seque meu e-mail}}
Atenciosamente
Rui MiguelMiguel (admin)MestreConcordo. É bom lembrarmos que quando Wagner embarcou na onda do germanismo, Niet rompeu com ele: invadiu sua casa e atirou uma partitura de Brahms sobre seu piano. E escreveu até um livro, me parece, chamado Anti-Wagner.
O mais correto talvez fosse dizer que, se vivo, Niet seria anti-nazista, na medida em que o nazismo é uma exacerbação do germanismo.
Miguel (admin)Mestreprecisamos da infelicidade para que haja a felicidade…
Miguel (admin)MestreAproveitando o fim de semana…
respondendo pela existência de um sentido para o mal… essa eu estou ainda pagando para ver!
Já houve muitas tentativas de resposta para essa questão tanto na filosofia quanto na teologia. Dentre as mais conhecidas (na filosofia) estão as de Platão, Plotino, Sto Agostinho e as de Malebrance e Leibnitz. Também na teologia houve muitas tentativas de “explicação”, embora, contemporaneamente, seja consenso apontar a questão do mal como sendo mistério, e, consequentemente, considerar todo tipo de resposta como exercício hermenêutico.
Sto Agostinho tratou extensamente desse tema, sendo, portanto, bastante difícil resumir suas considerações aqui; entretanto, em um “resumo” é quase certo que seriam apontadas as influência do pensamento de Plotino e, claro, de outros autores cristãos (notadamente as cartas paulinas). A grosso modo, o Mal não existe absolutamente, apenas o Bem. O Mal nada mais é do que o reconhecimento de uma certa “ausência” ou “distância” do Bem, assim como as trevas aumentam com o distanciamento da luz. Já no séc V, Agostinho questionava a existência de um “ser maligno” que atuasse como princípio: “para explicar a existencia do mal não há necessidade de recorrer a nenhum ser maligno, basta reconhecer a natureza do homem”. O “mal”, portanto, dentro de um contexto mais amplo, acabava confirmando a existência da liberdade: a “prova empírica” de que Deus criou o homem livre é a possibilidade real do homem se afastar da luz e fazer o mal. Não houvesse realmente essa possibilidade o homem seria “determinado” a fazer o bem: assim, num contexto mais amplo, sendo a liberdade reconhecidamente um grande Bem, a “existência” do mal aparece como sendo “o mal menor”
(ver Do livre arbítrio) Noutro contexto e de modo diferente, embora aparentemente chegue ao mesmo resultado, está o pensamento de Malebranche. Malebranche (no seu Tratado da naturaleza e da graça, e nas Conversações sobre a metafísica), afirma a possibilidade da existência de vários mundos, já que o mundo depende de Deus, e este é onipotente: Deus poderia criar tantos mundos quantos quisesse, portanto, o mundo atual é apenas um caso particular dentre infinitos mundos possiveis. Agora, sendo que Deus é um ser perfeito e onisciente, se criou este mundo e não outro é porque este é o melhor e o mais simples de todos os possíveis.
A noção anterior (o melhor dos mundos possíveis) foi depois difundida por Leibniz ao relacioná-la com diversos pontos fundamentais de seu sistema metafísico: as idéias de mónada, contingência, onipotencia e liberdade divinas, e o otimismo metafísico que caracterizava seu sistema. Para Leibniz (especialmente na Teodicéia e na Monadologia), há infinitos mundos possiveis que diferem entre si por variaçoes mínimas. O mundo real existente é resultado de uma decisão divina, mas isso não impede a possibilidade da existência de todos os outros mundos que podem ser pensados sem contradição. Nesta noção funda Leibniz a definição de “verdade necessária”: aquela que é verdadeira em todos os mundos possiveis. Mas dos infinitos mundos possiveis, só pode existir um, se se entende por «mundo» o conjunto de todo o existente, não é possivel uma pluralidade de mundos. Conclue então que o mundo atualmente existente é a região das verdades eternas, geradas da inteligencia divina: pela aplicação do principio da razão suficiente, e tendo en conta que a) é Deus quem cria o mundo, b) Deus é onipotente e onisciente, conclui-se que este é o mehor dos mundos possíveis.
O pensamento de Leibniz estava diretamente conectado com a pergunta metafísica fundamental e mais radical: “por que existe o ser e não o nada?”. Esta pergunta pela razão do ser, despertada pelo criacionismo cristão, representa um giro fundamental a respeito da metafísica antiga que propunha somente o problema “o que é o ser?”. Leibniz responde usando o principio de razão suficiente: já que nada contingente pode ser causa de si mismo e, posto que nada existe sem razão, tem que existir uma causa suprema e necessária, ou seja: Deus. A pergunta decorrente “por que as coisas são assim e nao de outra maneira?” é respondida por Leibniz apelando para a perfeição de Deus: sendo Deus perfeito e bom, faz o maior bem possivel, portanto criou o melhor dos mundos possiveis.
Para não estender ainda mais, tocando no pensamento de Teilhard de Chardin, sobre a criação continuada, partilhada e livre e no mal como etapa do processo evolutivo, nem em outros mais, ficarei por aqui.
Tentativas de resposta houveram, mas nenhuma responde tudo e é sem problema. A idéia mesma do “melhor dos mundos possíveis” foi duramente criticada por muitos; dentre alguns recordo Voltaire que teceu diversos comentários carregados de ironia. Contudo, embora criticada, esse idéia ainda tem servido de inspiração para pensadores contemporaneos. A possibilidade de conceber outros mundos distintos do atual foi o ponto fundamental para a teoria semântica da lógica modal: mundos possiveis são modelos teóricos compostos de conjuntos não vazíos de objetos e propriedades que podem servir como interpretação de todos os enunciados da lógica modal. Contemporaneamente, o filósofo analítico Saul Kripke tem sido um dos mais destacados defensores da idéia dos mundos possiveis, que usa em lógica modal para contemplar universos alternativos. Utilizando lógica modal, os filósofos Kripke e Putnan têm criticado posições de outros filófosos de renome como Russell, Frege, Quine e outros. Todas essas discussões acabam sendo praticamente incompreensiveis para quem não é do campo da filosofia, mas diversas correntes de lógica ainda discutem acerca de se estes mundos tem alguma realidade (realismo), se são meramente instrumentos lógicos (formalismo) ou mero produto da mente humana (constructivismo).
E sobre a resposta para a questão do mal: reconhecendo o mistério, ainda continuo pagando para ver uma que dê conta de tudo
Abraços.
Miguel (admin)Mestre“Se é verdade que não se pode negar a experiência para o conhecimento humano, destacando-se com isso a importância da apreensão das coisas pelos sentidos e não existindo, com isso, idéias “a priori”, como se assegurar da veracidade do conhecimento através da experiência, se a mente somente tem acesso ao ser através dos sentidos?”
É uma excelente pergunta, mas no que podíamos nos basear para respondê-la? O que se coloca como experiência no seu sentido é uma contextualização à priori sobre a mensuração metafísica da coisa em si. Apartir desta conclusão o existir se desqualifica quando se posiciona em uma plataforma da solucionalização dos problemas que deve solucionar… o que lhe aplacaria a existência, pois a existência se dá enquanto se existe algo novo para que se possa compreende e experimentar, isto é um dos motivos do porvir filosófico dado em um processo dialético entre o sujeito e o objeto, ambos se significando e pleiteando o que se chama experiência de imanência material. A veracidade de tal funcionalidade se dá de uma forma constitutiva e não meramente intencional, porque esta mesma intencionalidade não constitui todo o processo orgânico que reduz ou sintetiza os pontos e associações tangíveis que o ser traça em sua experiência de práxis. A mente e o corpo se dão em processos equivalentes, apesar de haver uma diferenciação… as imagens e os conceitos revificados pela consciência sensorial/perceptiva se atrela ao relacionismo transcendental da mente para dar uma 'carga estrutural' na idéia de movimento que o corpo sente e passa através das ações direcionados no espaço-tempo, numa relação neguentrópica que assimila as reminiscências empíricas. Tendo em vista esta relação da relação complementar do corpo e da mente (reflexiva dos conceitos espirituais) a dialética da experiência e do idealismo intencional do conhecimento abstrato se inter-realacionam atribuindo um sentido a experiência e, assim, simultâneamente um valor virtual que se aplica ao fato mesmo da experiência…
* as questões dos valores e posteriormente uma interlocução moral eu posso vir a falar em outros instantes.
Obrigado Pessoal e Antônio Margarido pelo Questionamento.
Miguel (admin)MestreOlá,
Estava fazendo uma pesquisa sobre “o que é Tempo” para alguns filosofos e acabei entrando nesse forum de discussão.Gostaria de elogiar o nível dos comentários, que me entreteram e fizeram com que eu lesse quase todos os topicos e seus comentários!! (rs)
Bom, peço a vocês informações sobre a minha pesquisa.
Grata.
Miguel (admin)MestreAh, sim, obrigado pela correção…
…mas você não acha que, justamente por ser contra o germanismo, ele não apoiaria o nacional-socialismo alemão?
Miguel (admin)MestreNiet não é contra o nacional-socialismo – porque o nacional-socialismo não existia em sua época. Niet era contra o germanismo.
Miguel (admin)MestreCom certeza a minha verdade não coincide com a sua verdade que, por sua vez, não coincide com a Verdade. Acho que a chave da filosofia encontr-se em Platão. Não é à toa que Bertrand Russel dizia que toda a filosofia ocidental nada mais era do que notas de rodapé às obras de Platão.
Miguel (admin)MestreGostaria de uma sugestão de como preparar um seminário com o tema: Filosofia Moderna : Racionalismo e Empirismo .
Miguel (admin)MestreBoa tarde,meu nome é thiane e eu tenho uma dúvida sobre o livro 7(Alegoria da caverna) da republica de platão.Por favor,quem poder ajudar-me agradecerei,se possivel para agora;}}
Grata.Miguel (admin)MestreNietsche era contra o nacional-socialismo…
…acho que não preciso dizer mais nada…
…seu único pecado foi ter uma irmã doente da cabeça.
Miguel (admin)Mestrese existe verdade ela não é transmissível, pois posso saber algo como verdadeiro, mas quando eu expor essa minha verdade para outro ente ela já não é mais verdade poi ela está em contato com outro universo, outro ser, desse modo, sabemos que ela é relativa, será mesmo que nós entendemos o que os pensadores dizem? e se a realidade deles for completamente diferente da nossa?
Miguel (admin)Mestrenão hitler não se baseou pela filosofia de Nietzsche, se baseou sim pela interpretaçõa que ele fez de Nietzsche, interpretação esta que é errada, o super-homem nietzschiano não busca uma superação social e sim uma superação de pensamento e ética, as idéas de hitler provavelmente fariam Nietzsche dar risada e reafirmar que a ignorância proporciona grandes estragos
Miguel (admin)MestreOi,
Gostaria que me enviasse o resumo de A águia e a galinha para a realização de um trabalho.
Obrigada -
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