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Miguel (admin)Mestre
Quando se põe a pergunta: Você acha que existe um Deus? Logo de inicio presumo que a pessoa que começou este tema, não tem qualquer crença ou que então tem certas dúvidas na existência de um Deus! Mas, não poderei de escarnecer o meu comentário em forma de possibilidades de pensamento.
Se acredito na existência de um Deus! É claro que acredito na existência de um Deus, ou melhor, de muitos “Deus”. Não é peculiar ou estranho encontrar alguém que se chama “Deus Pinheiro” ou que combina esse simples nome de “Deus” com qualquer outro. Mas por certo que não merecerá qualquer tipo de reverência pelo simples facto de se apelidar de “Deus” e sendo desta forma, claro existe “Deus”. Agora a esse facto unir a crença já é algo que não deixarei transparecer a minha desconfiança, como poderei eu confiar em alguém que desconheço as suas intenções. Deixando a partir deste momento de fora a possibilidade de que acredito em “Deus”. Sendo assim, aceito a sua existência, mas desconfio das suas pretensões.
Não poderei concordar com a criação de uma nova crença inquestionável, como vejo neste fórum de discussão, ou seja a entrega de todas as perguntas a resposta da ciência. Não me pré disponho a deixar de fora qualquer forma de conseguir as resposta que procuro. Entregando-me a uma pretensiosa forma de lógica, demonstrando que em parte me acho capaz de alcançar algo que mesmo a ciência por vezes não encontra respostas refutáveis para as suas perguntas. Pois se existe algo tão impreciso nas suas empresas, não será a ciências em toda a forma de sínteses, antíteses e teses! Algo que foi criado pelos homens de fé, para justificarem aquilo em que a religião não conseguia respostas. Será que poderemos neste momento descartar qualquer meio de pensamento tal como a é a tanatologia, Gerontologia, ciências criadas para justificar aquilo que a própria ciência tem dificuldades em fazer quantificar em seus quadros esquemativos! Como poderemos acreditar em algo que não nos dá todas as respostas, mas somente algumas hipóteses ou possibilidades de como domar o ambiente, o criar e transformar a nosso favor. Acho que se deixa uma grande lacuna ao querer se demonizar a crença que muitos dela dependem, devido a um defeito de nascença e de educação, mas aos quais a ciência falhou para lhes explicar a morte, o defeito genético e a casualidade, tudo aquilo que a crença culpabiliza a Deus.
É certo e sabido pelo senso comum que as antigas escrituras se fazem reger por um mundo feito de alegorias e de questões metafísicas. Mesmo o crente não encontra justificações para um profeta ter separado um mar, mas sabe que a ciência hoje tenta rivalizar as forças de um pseudo-Deus, abrindo mares, transformado o percurso de rios e dando vida onde a mesma não existia. Talvez seja esta a nova bíblia feita a medida das gentes de hoje, em que não faltarão profetas deste novo milénio, com os seus compêndios em alto, justificando o caminho trançado pelo moderno vate, derrubando um antigo, que sem meios escreveu uma pré destinação, que somente servia para dizer que derrubar montanhas e transformar rios, fosse uma forma de descrever uma vontade interior dentro do próprio homem. O que diriam os anteriores pagãos, que renegavam a nova crença como o fazem os católicos em relação a Era de Aquários, se soubessem que as agruras e os terrores que os Eclesiásticos citavam, foram em frente por um novo braço de Deus que se chama ciência!
Não sou crente, nem mesmo incrente! Sou aquilo que mais antagoniza a crença, sou a duvida. Pois o ateu é tão definitivo, seguro e fechado. Ele mesmo uma espécie de crença.Miguel (admin)MestreOlá, Miguel!
Gostaria de saber sobre o paradeiro da professora Isabel Maia. Ela iniciou um tema, que muito me interessava, sobre Derrida, depois parou de participar.
Miguel (admin)MestreAí você está bem equivocado. Certamente, você não fala sobre Derrida. Posso não ser um expert não assunto, mas já sei um pouquinho para distinguir um bom debate de conversa fiada.
Por exemplo, para Derrida não se trata de afirmar que o autor não está presente para o leitor e vice-versa. O que ele diz é que não se pode determinar com certeza a que tipo de leitor o autor se dirige.
“Com a desconstrução do significado e a indeterminação espacial do contexto, tem-se também a ruptura da presença, ou a ausência da presença “de qualquer destinatário empiricamente determinado em geral” (Derrida:1973:62). Com esta afirmação, pode-se concluir que, quando se produz um programa de rádio, por exemplo, por mais levantamentos que se faça da audiência, não se consegue determinar quem será o ouvinte de fato.”
Outro erro seu seria achar que para Derrida não existe isolamento entre o autor e o leitor.
Também Derrida não afirma que as relações humanas se reduzem à meras repetições de círculos viciosos, não é exatamente isso que ele quer dizer com desatualização.
E não há tão grandes controvérsias a respeito de Derrida. É só uma questão de achar textos mais explicativos, mais fáceis de se digerir.
Não acho que você seja um “a quem deve-se evitar” para elucidar alguma questão minha”. Você só está “errado”, mas isso é fácil de perceber…
Miguel (admin)MestreCada um acredita na lenda que quiser. Se quiserem crer que Moisés abriu o Mar Vermelho, que creiam, embora a Ciência já tenha provado que Moisés nem existiu, e que as pragas do Egito fazem parte de um fenômeno natural após uma erupção vulcânica (no caso, a do Vulcão Santorini); e assim por diante. A Ciência vem mostrando por A + B a verdade das coisas. Quem quiser continuar cego crendo em fábulas cristãs e manipulados por pseudo mestres, pastores dos dízimos, pontífices opulentos, profetas irracionais que se danem. A Verdade libertará aqueles que quiserem enxergar questionando e reciocinando com lógica. Quem sabe discernir realidade de misticismo pode muito bem enxergar a verdade até num livro do Cebolinha. Quem não é capaz de caminhar com suas próprias pernas fica dependente de um deus qualquer e joga suas culpas num demônio qualquer. Antes de filosofar em vão seria bom se inteirar das descobertas científicas; caso contrário, vamos voltar a Idade das Pedras, duvidar que existe celular e micro ondas, não tomar mais anti bióticos, etc, porque são frutos da Ciência. Por quê não pulam de um avião sem paraquedas e oram para Jeová anular a Lei da Gravidade ? Será que a verdade é uma Maria Virgem dando a luz ? Será que é Noé colocando na Arca um casal de todas as especies do mundo (inclusive cangurus, coalas e iguanas que não existiam no Oriente Médio)? Será verdade que Eva e Adão existiram e iniciaram a raça humana (lógico que para isso os filhos de Eva teriam que cometer incesto)? Verdade é mais Ciência ou Religião ?
Miguel (admin)MestreOi Pilgrim!!
Talvez o que eu sinta quanto a vontade de vida e vontade de potência não esteja exatamente no contexto do Zaratustra, ou melhor, tenho dúvidas que fogem um pouco desse contexto, então acho que não seria certo de minha parte expressar meus questionamentos que não têm muito a ver com o tema deste fórum!
Mas foi de muita ajuda suas respostas, deixaram muitos pontos mais claros e direcionaram minha visão à novos focos importantíssimos que não dava tal valor.Muito Obrigada!!
Beijos.Miguel (admin)MestreEu sou também um aluno de ensino médio e tenho uma visão bem diferente da sua, Mariana. Não discordo de você. Eu estou no terceiro ano do ensino médio e nunca tive sequer uma aula de filosofia, mas se for pra ter uma aula a mais de decoreba como você disse que foi a sua prefiro realmente ficar sem. O que observo nos jovens que comigo estudam é um grande interesse pelo pensamento, mas uma tremenda insegurança. Por volta dos 70% também, na minha turma, os jovens se interessam por pensar e divagar. O problema é que eles tem certas verdades pre determinadas que eles não gostam de quebrar. Não digo que o que eles acham é o errado, porém eles, na maioria das vezes, nao estão dispostos a olhar por outra perspectiva.
Acho que a filosofia alcançou sim os jovens, o que falta é interesse. Pelo menos a meu ver, a questão de se “é nerd ou não” já “saiu de moda”. No terceiro ano do ensino médio eu vejo muito pouca gente ainda com esse conceito(apesar de ainda existir alguma)
Miguel (admin)MestreToda moeda tem dois lados.
Miguel (admin)MestreSobre a questão da cruzada anti-cristã. Quando for ela bem sucedida passaremos de um estado de dominação cristã(segundo Brigitte) para um estado de dominação científico?! A meu ver, para alguém que afirma ser dono de si mesmo, está tão controlado pela ciência quanto os cristãos pelo seu cristianismo.
Gostaria de saber porque a ciência é a verdade? Você já viu um átomo? Você acredita no átomo?
Será que um cristão já viu Deus? Mas será que ele acredita em Deus?Miguel (admin)MestreTodavia, não seria bom esquecer de mencionar que mesmo professores competentes necessitam de apoio e de um certo grau de liberdade dentro das instituições de ensino para desenvolverem seus trabalhos com os alunos.
De que adiantaria o professor ter iniciativa e ser criativo se a instituição o limitar a seguir um rígido programa de aulas no qual ele não encontra espaço para desenvolver seu talento.
Isso aconteceu muito no ensino didático das décadas passadas onde predominava um retrocesso à postura positivista, a qual primava pela especialização em detrimento da capacidade de compreensão dos alunos, como uma espécie de preparação para absorção de “mão-de-obra” por algum sistema tecnocrático.
Miguel (admin)MestreLú,
entendo seu apreço pela diferença, mesmo pq sou dos que acreditam que é difícil nao deixar espaço para ela, contudo…
por isso VIVA AS DIFERENÇAS!! cada um entende de um jeito..e nem tudo corresponde a uma resposta
O risco desse tipo de posição ficar estagnado no senso comum é muito grande. E não sei porquê (ele de novo) já fico imaginando vc perguntando: “e qual o problema?” Esse filme costuma terminar naquele letreiro “the end” no fundo de um beco sem saída.
Problema maior ainda é a ausência de problemas. Se cada um tem direito a “o seu jeito”, cada um pode entender o que quiser como quiser, se não existe norte nenhum e toda interpretação é igualmente válida, se tanto faz andar contra ou a favor do sol, temo que se caiu na solução fácil da preguiça mental que pensa ter encontrado a saída do buraco ao ter-se resolvido morar dentro dele. Ou algo parecido. Ou sei lá.
Alguns casos limítrofes às vezes ajudam pelo tipificar outros: (1) Dever-se-ia respeitar a opinião dos nazistas e deixá-los continuar nas suas crenças, exterminando os grupos que quisessem. Respeito a todas as visões tem que incluir o respeito à visão do preconceituoso porque ele tem direito a visão que quiser. (2) Quem não respeita as diferenças tem tanta razão quanto quem respeita, logo, para que chamar a atenção de quem não respeita? (3) Ler Cebolinha e Cascão tanto faz quanto ler Nietzsche ou Kant, cada um entende o que quer, como quer, quando quer, e para que quer, e está tão certo quem interpreta a Critica da Razao Pura como um livro de doutrina espirita quanto quem lê Chico Bento como tratado de literatura russa.
Viva as diferenças, portanto, viva a igualdade. Muitos amam a igualdade.
Um abraço.
Miguel (admin)MestreSerá que alguém entendeu que não sou seguidor de Nietzsche ? Apenas li sua obra. Já disse que sou meu próprio mestre, e não um cordeirinho do rebanho cristão. Nosso grupo de hereges e ateus já conseguiu libertar vários desses cordeirinhos dependentes. A verdade capaz de libertar começa pela ciência, e não tem nada a ver com as lendas, fábulas e parábolas daquele livreco chamado Bíblia, que alías é cheia de contradições à luz da razão, além de mentiras desmentidas por estudos históricos e arqueológicos (Ciência). Só mencionei Nietzsche porque admiro a luta dele contra os cristãos hipócritas que deturparam as idéias de seu profeta. Discutir com gente que acredita em Papai Noel não é mole não; gente que só leu o malfadado livreco, ou que só sabe analisar as coisas sob a ótica cristã. Ainda bem que cada vez mais temos mais ateus, só assim nos libertaremos desses profetas de araque. Quem quiser que siga Nietzsche, Jeová, etc…, eu apenas leio e analizo o que disseram ou dizem que disseram, traço meu caminho, e continuo com meus companheiros a CRUZADA ANTI CRISTÃ.
Miguel (admin)Mestrejeová = OPRESSÃO E REPRESSÃO SEXUAL
EROS = INSTINTO NATURAL e LIBERDADE SEXUAL
lucifer = LUZ, VERDADE E PRAZERSÃO MOEDAS DIFERENTES
Miguel (admin)MestreOps…
Ainda tratando dessa relação Nietzsche e cristianismo, mais especificamente sobre o conceito que estabeleceu ao nomear cristianismo ou ateismo como “instrumentos de trabalho”. Imagino semelhanças com a idéia de “chave de leitura”, comum em muitas correntes – leitura aqui, claro, vai além da interpretação de sinais gráficos impressos em papel. Mas… voltei porque me esqueci de passar um link interessante que tem ver com o que falávamos:
El Anticristo de F.Nietzsche como propedéutica de la fe cristiana
Miguel (admin)MestreO ponto de vista de Derridá é motivo de controvérsias por toda a parte. Minha única contribuição aqui foi a de exaltar a não posição tomada do autor para o leitor – ou seja, onde nenhum está presente ao outro, embora nessa desatualização mesma, fazem seus rótulos – apelidos – na guerra, na instabilidade.Assim, leitor e autor não existem nem isolados e nem compostos. Não são Sujeitos individuais e nem compoe uma universalidade de sua relação.
Em suma, da relação entre Leitor e Autor – e com isso se supoe Pai e Filho, Professor e Aluno, reácionário e revolucionário, etc – alguma transborda viciosamente.Não se trata de evolução, e nem memso de progressão. É repetição viciosa.
Um exemplo: Uma briga entre comadres. Cada qual goza com a réplica da outra, ou seja, responde deixando sempre um ponto cego para a outra replicar – é o lugar da indecisão, e portanto, um entre-lugar.
Sim, esse ponto de vista já existia em Foucault e Deleuze… Há tantas controvérsias a respeito de Derridá que é perigoso arriscar no que ele quis ou não dizer.
Abraços. Espero ter pelo menos servido de “a quem deve-se evitar” para elucidar alguma questão sua…Miguel (admin)MestreOi homem do livro, ou melhor, meu amigo leitor de Blake,
Boa!
Aproveitando sua msg, e seguindo nessa trilha provocativa, queria acrescentar algumas coisas: me lembrei do livro que a prof. Scarlet Marton escreveu para aquela excelente coleção “Encanto Radical”, ela escreve no prefacio que Nietzsche já foi interpretado de varias maneiras inclusive como “cristão ressentido”
Os livros da Scarlet Marton costumam ser boa leitura, exploram bem as possibilidades dos textos nietcheanos. Junto com eles, eu sugeriria ainda os de Roberto Machado e de Oswaldo Giacóia, especialmente, “Zaratustra – Tragédia Nietzschiana” e “Os labirintos da alma – Nietzsche a a auto-supressão da moral”, respectivamente.
Achei interessante sua msg porque gosto justamente de ressaltar esse “carater multifacetado” a que vc fez referência. Suspeito sempre qd leio proposições do tipo “o cristianismo é ruim” ou “o ateísmo é ruim”… que diabos isso significa??? A começar que nunca conheci esse tal “critianismo” estanque, engessado, empacotado e catalogado. Que projeto maluco esse, colocar mais de um bilhão de pessoas dentro de um mesmo saco de gatos, como se ao se converter ao cristianismo uma pessoa mergulhasse dentro de um liquidificador. Não digo que nunca cometi essa falha, costumamos – é defeito de fábrica nosso – “catalogar” as coisas… o lamentável é que se não cuidamos passamos a considerar pessoas também como “coisas”. “Curar-se” disso, é caminhada que exige esforço.
Aliás, posso ter mentido. Talvez tenha conhecido um certo “cristianismo” (que de Cristo não tem nada) engessado, embolorado, vesgo e bitolado. Procuro passar longe dessas coisas, são como musgo , brotam em todo lugar onde tem umidade e escuridão. Ou melhor, não o devo ter conhecido mesmo! Alguma coisa assim só existiria na medida que existiria alguém com esses atributos, que, sem conhecimento de causa ou de efeito, se “auto-batizasse” (?) “cristão”.
Não é para menos. Kierkegaard, dinamarquês, achava estranho milhões de pessoas, todas se apresentando como cristãs, sem que isso modificasse em cada a sociedade: “tem algo de podre no Reino da Dinamarca”. Foi quem primeiramente introduziu o conceito de “cristandade” como característica cultural ocidental em oposição ao “cristianismo”: uma “cristandade” formada de “pagãos modernos”. Nietzsche dizia do rebanho, Kierkegaard falava da multidão de macacos, e os ecologistas provavelmente não vão gostar, ofenderam vacas e macacos
Não sou dos que concordam com essa colocação de Nietzsche como “cristão ressentido”, Nietzsche não é, certamente, cristão! Não gosto de “cristianizar” pessoas contra a vontade e não vejo com bons olhos associar adjetivos “bom” e “mau” a alguém apenas pelo fato de ser cristão ou pagão, o mesmo vale para ateu. Tenho que me cuidar bem mais quanto a isso de não “paganizar” “cristãos” – daqui a pouco vem um citando Nietzsche, hehe – mas… não sou perfeito, ou quem sabe o seja, já que tenho defeitos.
O poeta alemão Novalis define filosofia como “nostalgia, o desejo de estar em toda parte como em casa”
Talvez seja, hehe, uma parte de terapia existencial, pena que muitos pacientes morrem do remédio. E tem tarja-preta?
Minhas crenças são uma piada, se são ao menos que sejam de bom gosto certo?
Quem aprendeu a rir de si mesmo já está com mais chances de cura, é um bom sintoma.
Ah… ainda estou devendo uma leitura melhor de Blake. Costumo eleger um autor de tempos em tempos, e por agora estou estudando Heidegger.
Um abraço.
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