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Miguel (admin)Mestre
A única coisa que posso reconhecer, não-humildemente, é de que tenho muito o que aprender sobre isso…
Contudo, teimo:
é uma especulação dizer : ” uma pessoa em um millhão entende isso” – sim, pois poderia nenhuma em um milhão, mas duas em dois milhões. Mas tal especulação não é ainda uma “probabilidade”? Uma probabilidade não são possibilidades em especulação. Uma pessoa lá na China nunca viu o Nomade, mas pode especular a sua existência, por que não pode refutá-la.Miguel (admin)MestreCláudia,
Nem toda insatisfação humana é passível de ser apazigüada, malestar na civilização/cultura…
…todavia, muitas vezes, as pessoas se enganam achando não existirem alternativas.
Eu acredito que a humanidade deveria ter a chance de explorar os recantos longínquos do cosmos, encontrar novas formas de vida, e quem sabe, assim, nossa cultura evoluiria significativamente, abandonando às velhas crenças que ainda são ferozmente mantidas.
Mas, infelizmente, quanto mais estudo, mais percebo que o ser humano é um animalzinho diferenciado, porém muito inconformado com sua natureza primitiva e frágil.
Miguel (admin)MestreEu não disse que há possibilidade conjectural, mas o contrário disso. O que há são impossibilidades lógicas sob a forma de paradoxos insolúveis.
Para se afirmar que existe uma possibilidade real, seria necessária a existência de comprovação empírica.
A viagem no tempo não é uma possibilidade, é uma especulação de possibilidade…
Miguel (admin)MestreClaudia,
Apesar de você ter silenciado para comigo, e de forma alguma eu poder ajudá-la, considero que as suas questões também são de meu interesse: Mas o que você propõe ?
Miguel (admin)MestreO que eu queria dizer é que um corpo não pode ocupar o mesmo espaço, a não ser que seja ele mesmo. Se o tempo está relaciondo direntamente com o espaço e com a matéria quem vai garantir que ainda possa existir o passado ? Devemos desconsiderar o passado como constante, já que ele não será mais um requisito para o futuro, e sim o próprio instante a que se entrou na máquina, ou seja, o presente – que será ele mesmo, e simultaneamente, também, passado e futuro. Ou seja ocorrerá uma confusão e não existirá mais divisão temporal e somente tempo.
Miguel (admin)MestreMas se há “possibilidade conjectural” houve já a comprovação fática conjectural… Eu apenas conjecturei uma projeção de uma possibilidade real , baseada em uma experiência impossível – para a ciência vigente . Ontologicamente eu posso estender as possibilidades. E uma possibilidade “improvável” é ainda uma possibilidade. Contrariando as leis da física: paradoxalmente eu posso me utilizar de uma lei física contra outra. Como aquela velha questão ” do que acontece se pegarmos a espada que penetra em qualquer matéria e chocá-la com o escudo que nada pode rompe-lo ?” ou como o que acontece quando amarramos às costas de um gato, um pão, recheado de margarina, aberto, se ambos têm a tendência de cair com a fronte ao chão ? [ esse último sim é uma conjectura da maneira a que você se referiu, e não da minha perspectiva.Não há solução. Não se pode comprová-los e nem refutá-los.
Miguel (admin)Mestreacho que fui um pouco infeliz ao tentar desenvolver meu pensamento – O que digo não é cabal, nem tem a mínima intenção de servir como “verdade” para o que quer que seja, são apenas cogitações. Não há mais espaços para formatações, tampouco faço parte do establishment, ou das disputas pelo poder, seja ele qual for. Importa-me, no entanto, que as coisas sejam efêmeras, que passem por nós, que consigamos passar por elas – que o presente não seja uma estagnação, um dèja vú sempre atualizado. Acho difícil, não impossível, sair das regras hà séculos estabelecidas e, de uma forma ou de outra, aceitas (as revoluções, os pensadores, muito mais que mudar, serviram para legitimar o poder). Parece-me que tudo muda apenas de classificação – mudam os catálogos, os protocolos, os gêneros, as espécies, os termos, as palavras, tudo é nomeado e renomeado – tudo variações da mesmice. As academias, as escolas, as ruas, as casas, as intituições, o trânsito, tudo em prol da uniformização – somos soldadinhos de chumbo – falta uma pergunta – talvez Você, Nômade, possa me ajudar… obrigada.
Miguel (admin)MestreCaro Niger,
Mas como você pode afirmar ser uma possibilidade real, se existe a possibilidade conjectural de não ser possível viajar no tempo?
A distinção que faço entre física e metafísica é que uma é predominantemente empírica e a outra, conjectural.
Novamente, sem termos feito qualquer experiência física, nos deparamos com outra problemática das viagens temporais:
Se um corpo fosse transferido para o passado, o que ocuparia seu lugar no presente? E que lugar ele poderia ocupar no passado?
Certamente, ele não poderia ocupar o mesmo lugar que ocupava no passado…
Miguel (admin)MestreNomade,
Devemos observar que trata-se de uma acepção estrita, e apesar de não estar no campo da comprovação é uma projeção de uma possibilidade real – mesmo porque como comprovar que o que pensamos é metafísico, quando os próprios físicos dizem que as atividades neurais não passam de fenômenos provocados por substâncias.Utilizamo-nos de fundamentos físicos para pensar uma possibilidade física, impossível…e você deve concordar que no campo metafísico nada é em possível, no mínimo, individualmente( “per persona”, ilimitado. E o tempo não é algo metáfisico, apesar de relativo.}[ Mas isso ( e qualquer proposição minha) eu não posso estender e assegurar, pois que sou desentendido de quase tudo( tratam-se de opniões aceitáveis ou não-aceitáveis). ]
…Mas voltando à fantástica questão: E se ao voltar no tempo ele passasse a ocupar o mesmo espaço do seu eu passadoMiguel (admin)MestreAí é que está, construir uma máquina do tempo é impossível, pois contraria a lógica…
…você não poderia convencer o seu outro eu, do passado, a não viajar no tempo, pois se o fizesse, você mesmo não teria viajado, hehehe…
…e, se viajou, foi só por que o seu outro eu do futuro não te convenceu a desistir, hehehe…
Miguel (admin)MestreE se a resposta estiver na forma como perguntamos?
mas se eu desisti de viajar para o passado
Como assim “desisti”?
Você fez a “viagem”, e tanto fez que conseguiu convencer um outro você a não “viajar”.quem foi que veio do futuro no meu lugar???
Como assim?
Foi Você quem veio do futuro.
Mais do que qualquer outro será Você quem certamente vai perceber isto aí: Foi Você quem veio do futuro.
Mas se foi Você quem “viajou”, quem é aquele outro você?
Novamente será Você que vai perceber que aquele outro você não é Você, pois Você já viveu experiências que aquele outro você} não viveu.
E o seu outro você também vai querer saber quem é Você.
No fundo Você ou vc é sempre uma unidade.Nesse ponto Você não é vc.
Miguel (admin)MestreClaudia,
Parece que não escolhi uma boa palavra já que ficou aberta uma porta para essa interpretação. Quando lancei mão da palavra (talvez tenha sido mesmo uma escolha infeliz) foi na acepção de “grosseiro”, outro significado muito comum, e não pensava propriamente em falta de estudo ou de conhecimento. Também espero, como vc, que possamos todos nos tratar com mais respeito, apesar das muitas diferenças de opinião. Já que se busca a razão, não seria isso algo que se esperar? Ou…
Miguel (admin)MestreHá algum mal em ser ignorante? Acho bom que reconheçamos nossa ignorância, talvez assim nos tratemos com mais respeito, além da mera formalidade. Se é que isso me diz respeito…
Miguel (admin)MestreClaudia,
Não sou rico, mas acabei de encomendar da França um livro chamado Le Facteur de la Verité, cujo conteúdo é inédito aqui no Brasil. Estou me esforçando para ler os pós-modernos e tirar minhas próprias conclusões…
…se a humanidade volta a pisar em suas próprias pegadas e só não percebemos isso porque as universidades uniformizaram nosso pensamento e, portanto, os clássicos gregos soariam inéditos na mente desses agnósticos culturais de conhecimento superficial OU se há uma resistência enorme a se desapegar das velhas teorias e assumir uma postura filosófica realmente contemporânea.
Eu diria que cometi um grave erro retórico, pois alguns contemporâneos meus são muito mais atrasados e bitolados do que os pensadores medievais. Então, só posso esperar, torcer, para que você tenha entendido o que quis dizer sobre a contemporaneidade…
Miguel (admin)MestreToda a elocubração que fazemos sobre viagens no tempo, até mesmo a minha afirmação sobre a impossibilidade de viagens temporais, é metafísica no sentido de não ser um raciocínio lógico sustentável por comprovações empíricas.
Tanto é que o ponto forte da Física é que em algum lugar suas teorias tem que ter comprovações práticas.
A lógica, como você mesmo observou, nos diz que, antes mesmo de entrar numa máquina temporal, o objeto poderia estar se materializando bem ao lado…
…todavia, tal como aconteceu num filme alemão de ficção científica, o cientista estava para colocar um rato na máquina do tempo e, ao se materializar o rato começou a se degenerar. Então, o cientista ficou tão chocado com o que viu que abortou a experiência…
…mas, se a experiência aconteceu ele não poderia te-la abortado. Contudo, ele só poderia abortá-la se ela houvesse acontecido…
…é um paradoxo metafísico que, sem dúvida alguma, nada tem a ver com o empirismo científico. O paradoxo é lógico, posto que, mesmo que tivessem construído uma máquina do tempo real, teríamos que nos confrontar com os mesmos fenômenos sem explicação.
Justamente por isso que acho aceitável acreditar ser impossível…
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