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Miguel (admin)Mestre
Claudia,
Os teus argumentos me são de cara conta – mesmo não tendo preços[temos essa necessidade de dar “preço” às coisas]-, pois que posso tomá-los como conselhos. No entanto não vejo nada de maléfico em sermos guiados. Aliás foram-se os tempos em que as pessoas de “grande virtude” tomavam para si a responsabilidade de ensinar, como mestres, o que lhes eram de importância sublevadora. Os professores ensinam, mas não ensinam como aprender. Os alunos aprendem mas não aprendem por quê aprenderam( ou como). E esse ciclo que passa de pai para filho, de professor para aluno é conformado como uma sistema que funciona bem. Muitos amaldiçoaram um tal Sócrates ( um daimon, um demônio…). E alguém mais que ele foi motivo de chacota – que o diga Aristófanes! – ? Nossos tempos necessitam, indubitavelmente, de sublevações… nossa geração necessita de um Sócrates… Porém lanço uma questão: “Como encontrar um Sócrates,ou melhor, como formar um filósofo?
Esse bobo.
Miguel (admin)MestreQuero dizer: a interpretação do que captamos pelos sentidos e chamamos de realidade não é uma forma mais ou menos inconsciente de pensamento?
Miguel (admin)MestreDifícil polêmica: incluir a disciplina de filosofia no segundo grau, à priori, parece ser uma boa idéia…
..será que, se atulharmos o segundo grau com disciplinas que consideramos importantes, os jovens ficarão mais inteligentes?
Ou será que, se os atulharmos de disciplinas, eles terão um conhecimento cada vez mais superficial e uma vida cada vez mais neurótica?
Será que a qualidade de ensino das universidades consiste em aumentar o número de horas na grade curricular?
To be or not to be?
That's the question!Miguel (admin)MestreMarina,
O quê? Só dezessete? Deve ser brincadeira…
Bem, eu diria que não é obrigação do filósofo formular cosmologias ou ideologias existenciais. Embora, já houveram muitos filósofos que pensassem assim.
A essência do trabalho filosófico é o estudo dos fundamentos do conhecimento, ou seja, não é saber qual o lugar do ser humano no mundo, mas formular uma teoria do conhecimento que melhor fundamente o processo dialético que há entre o cientista e o real.
Miguel (admin)MestreNomade, percebi agora que realmente não fui muito clara nas minhas mensagens anteriores. Primeiro, queria dizer que não estou falando que TODOS os filósofos abandonaram a ciência. Estou querendo dizer que muitos filósofos de hoje em dia não estão se preocupando em fazer suas próprias teorias de mundo levando em vista os avanços e descobertas científicas.
Queria dizer que tenho apenas 17 anos e desde os 11 me interessei muito por filosofia e também por física moderna (relatividade, mecânica quântica, teoria das cordas, caos…). Nessas minhas leituras fui descobrindo muitas coisas, como o princípio da incerteza. Eu não conseguia encaixar essas coisas com muito do que já tinha lido de filosofia. Eu não conseguia encarar um mundo de incerteza. Pensei comigo: a maioria dos filósofos que eu já li morreu muito antes dessas descobertas, será que elas teriam mudado muito suas visões de mundo? Porque elas mudaram muito a minha.
Então, pensei em ler filósofos mais modernos na esperança de que algum deles tivesse criado alguma filosofia de vida que não excluísse as novas descobertas da ciência. Não consegui achar (pode ser que existam, mas eu não conheço). Você disse:Não estou entendendo, já que a filosofia sempre foi cúmplice das políticas de ensino, das posturas científicas e dos desenvolvimentos tecnocráticos…
Não estou negando essas contribuições da filosofia à ciência. Simplesmente me pergunto quando os filósofos da nossa era vão tentar explicar as conseqüências das novas descobertas científicas e o lugar do homem em um universo cada vez mais confuso. Por exemplo: como o homem deve encarar a possibilidade de viver em um universo que é apenas um holograma de outro onde outro “você” pode existir? É um dos deveres da Filosofia tentar explicar ao homem seu lugar no cada vez mais estranho universo que a ciência desvenda.
Miguel (admin)MestreCaro Niger
acredito que quando cada um de nós tansformar-se em algo melhor teremos transformado também o mundo, mas há que se revolucionar tudo, desde essa necessidade de guias.Foi muito longo o caminho para descobrirmos a destruição e volvermos a nada. Melhor esquecer tudo o que pensamos saber…se quisermos algo realmente novo…temos que parar com essa mania de interpretar teorias – depois dos gregos, eu diria dos orientais, nada houve de novo -só interpretações – Onde estão os filósofos?
até.
claudiaMiguel (admin)MestrePrecipitei o meu fim, devo confessar. Monologar, monologar. Por isso sou um momo, e quem diria que não sou, já que me apresentei assim? A questão é se o pretesto sempre deve antecipar a intenção. Todos no fim vêm resolver seus problemas, e o meu o do homem-sem-bússula – sabendo-se que esse homem é moderno, e está psiquicamente dependente da tecnologia.Procuro um guia que trabalhe os meus limites, respeitando as minhas debilidades de bobo. Isso é possível, ou é um pedido de mendigo ?!
Esse bobo.
Miguel (admin)Mestre“O espetacular desempenho escolar de Greg surpreende mesmo quando ele é comparado a outros pequenos prodígios. Michael Kearney, um americano hoje com 18 anos, terminou a faculdade de antropologia aos 10. No entanto, Michael não mostrou a mesma genialidade de Greg no quesito atrair a atenção da imprensa. Muito bem agenciado pelos pais, Greg chega a faturar 10.000 dólares por palestra e é uma celebridade desde os 5 anos.” Locke
Este Garoto parece ser um gênio mesmo, passou por aquí (Salvador) recentemente. Mas apenas o fato dele ou alguém ter criado uma imagem de uma pessoa bem relacionada, “boa praça” não quer dizer que necessariamente ele seja uma pessoa feliz consigo mesmo, pode ser uma frágil faixada construída por seus pais, parentes, etc. Como vams ouvir o choro angustiante deste garoto em suas noites solitárias?
Miguel (admin)Mestre“Os universais existem na realidade ou somente no pensamento?”
– Mas a realidade é pensada, se considerarmos que a conscientização do que é percebido também é uma forma de pensar…
Miguel (admin)MestreMarina,
Que vácuo seria esse, deixado pela filosofia no lugar onde supostamente deveria estar?
Não estou entendendo, já que a filosofia sempre foi cúmplice das políticas de ensino, das posturas científicas e dos desenvolvimentos tecnocráticos…
…basta lembrar de algumas correntes de pensamento como o positivismo, o futurismo e o pragmatismo.
Miguel (admin)MestreRespondendo ao Nômade, queria dizer que acho que você me interpretou mal. Eu não estou sugerindo que os filósofos comecem a se preocupar em calcular a curvatura do espaço. Eu simplesmente estou constatando que a ciência progrediu muito nesse último século e que existe um vácuo no lugar que a filosofia deveria ocupar, o de pensar nas consequências dessas novas descobertas para a nossa visão de mundo. Lógico que existem várias outras preocupações que a filosofia tem que encarar nesses nossos “tempos modernos”, mas queria saber o porquê de a filosofia abandonar um campo tão interessante e complicado do saber humano.
E para o Ricardo realista, queria dizer que adorei o fragmento de texto. Queria saber de onde você o tirou.(Mensagem editada por Hécate em Julho 19, 2004)
Miguel (admin)Mestrepreocupação bacana, mesma preocupação de apolodoro quando indagou sócrates sobre a filosofia investir no conhecimento das estrelas, lembrei desse questionamento da marina quando lia o texto de um amigo q falava disso, e sócrates explicou da seguinte maneira: “O que está mais perto de ti este belo pórtico com suas estruturas e adornos ou a beleza das estrelas?!(…) A divindade é sábia, Apolodoro!(…)ora, colocando-te mais perto da engenharia utilizada para construir este pórtico, quer o Deus que tu conheças primeiro este saber, o da beleza e construção do pórtico, ou o da colocação dos pilares que sustêm os astros e os céus?! Deus te pôs mais perto de teus amigos, para que os conheça antes ainda de conhecerdes o pórtico, e mais perto de ti mesmo para que conheças a ti antes disso ainda.”
Miguel (admin)MestreEstimada claudia,
A felicidade de bobo me toma nesse instante. Imaginei que ninguém se prestaria a perder seu precioso tempo dando atenção à um escapio. Agradeço-lhe desde já. E mais, devo concordar com todos os seus termos. Essa brutalidade que se adaptou os nossos corações – e, sabe-se lá até que ponto, a comedida moral – , que gelam à mesma proporção que a terra se aquece…Isso porque a arte está morta… Crer em tudo, e crer em nada. Sintetismos, e ambivalências…Perdemos tanto tempo em definir que esquecemo-nos por quê razão definimos. E o que é mesmo razão…? Ah, sim, aquilo que nos difere de um macaco. Ninguém matou Deus, no entanto aos poucos matam a metafísica, com métodos, de tortura, de Inquisição. Lembro-me já, que este bobo deve calar, pois que os que não têm razão devem ser isolados, ou devem se isolarem a si mesmos…Mas que isolamento não traz a sua tentação ?!
Até.
Ps.: Trata-me como caro, pois que tal gênero é o que me convém.
Miguel (admin)MestreEis outra msg com vc destilando rancor e vingança… mas filosofia se constroi com argumentos e não com resmungos. Pelo visto vc entendeu pouca coisa do que Nietzsche escreveu. Se já bastam de cruzadas e inquisições (de outra intervenção infeliz sua), quem sabe fosse melhor se engajar em coisa que valha.
Talvez soe novidoso até, mas: argumentos.
“… que o homem seja redimido da vingança: esta é para mim a ponte para a mais alta esperança e um arco-íris depois de longas intempéries. Mas outra coisa, sem dúvida, é o que querem as tarântulas. (…)
“Vingança queremos exercer, e ignomínia, sobre todos os que não são iguais a nós” – assim se juramentam os corações de tarântula. (…)
Meus amigos, não quero ser misturado e confundido. Há aqueles que pregam minha doutrina da vida: e ao mesmo tempo são pregadores da igualdade e tarântulas.” [Assim falou Zaratustra, segundo livro, Das tarântulas]
Costumas sempre fazer referência a Nietzsche, mas, se já leste mesmo alguma obra desse autor, deverias conhecer as passagens acima e outras semelhantes.
Miguel (admin)MestreOnde estão os filósofos agora que a ciência PRECISA deles?
As questões filosóficas não são exatamente as mesmas dos demais teóricos e cientistas.
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