Miguel (admin)

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  • em resposta a: A separação entre a ciência e a filosofia #71708

    Meu nome é Marina e sou nova no fórum. Li algumas dessas mensagens e surgiu na minha cabeça uma pergunta: quando foi que grande parte dos filósofos abandonou a ciência? O século XX foi marcado por revoluções do modo como a ciência encara o Universo (que pode até segundo alguns não existir como uno, mas sim como Multiversos). O tempo não é mais absoluto, a velocidade e posição da matéria não podem ser determinadas com certeza, podem existir “universos hologramas”, as menores partículas da matéria podem ser pequenas cordas que vibram. Onde está uma teoria filosófica que nos explique esse universo? Com algumas exceções, muitos filósofos ainda se situam num mundo do século XIX. Eu sinto muita falta dos pré-socráticos. Eles faziam modelos para explicar o Universo. Onde estão os filósofos agora que a ciência PRECISA deles? Onde estão os filósofos para explicar nosso mundo relativista e quântico?

    em resposta a: O bobo e os filósofos #78489

    caro(a) niger,
    nada sei das intenções das outras pessoas, mas de minha parte quero apenas trocar idéias, já que é difícil concluir qualquer coisa sobre qualquer assunto. Decidir alguma coisa? basta a ciência e a política. Já temos certezas demais, nunca a “realidade” se mostrou com tamanha brutalidade quanto nesses tempos de tantas religiões e tão pouca religiosidade, de tantas sensações e tanto sem sentido – o ápice da razão e a exacerbação da burrice.

    em resposta a: O rebanho escravizado pelas religiões #78229

    De tempos em tempos surgem “tempestades” por estas bandas.”Cheias de som e fúria”,raios e trovões…mas quem tem medo delas?..é só acender um cigarro esperar acabar e sorrir…

    E quem sabe ser “garoa” hoje em dia?

    em resposta a: A Gramatologia e a desconstrução da Modernidade #75945

    O leitor participa de uma briga? O que você entende por “briga”?

    Derrida afirma a não existência de território? Ou a não existência de fronteiras definíveis?

    Se não há lugar e nem território, então como pode haver texto? Como algo pode existir sem ocupar espaço? Ou como algo pode significar sem ter materialidade?

    em resposta a: Anarquismo #71905

    E aí pessoal!

    Não acredito que o anarquismo seja possível hoje. A maneira como aquela galera via a cultura naquela época era bem diferente da de hoje.
    A concepção de cultura é bastante abrangente e muita coisa que está nesse ambito, não esteve anteriormente. Tanto Marx, que teve grande ligação com os anarquistas(espinhosas ligações), quanto Bakunin, Proudhon… viam o ser humano homogeneizado. Não levaram em consideração o âmbito cultural, mas somente o econômico; mesmo porque era um pensamento comum na época e é preciso perceber que certos conceitos foram clarificados ao longo da história. “O MUNDO NÃO GIRA EM TORNO DO ASPECTO ECONÔMICO”.

    Sem contar que a valorização da diversidade cultural fez o ser humano perceber (ou deveria fazer, né?)que não somos iguais zorra de nada! Não somos iguais!
    Marx queria homogeneizar de maneira centralista e, se utilizando da força, manter a ditadura do proletário, até que a sociedade atingisse a maturidade da descentralização. Os anarquistas discordavam por não acreditarem em poder central e por acharem que Marx se aliava a democracia burguesa (era verdade, mas ele tinha seus motivos), mas ambos queriam a mesma coisa e entendiam o ser humano como seres iguais (erro fatal).
    É claro que é fácil dizer isso hoje. Mas é anacrônico pensar anarquismo para a sociedade que chegou onde chegou.
    Forte abraço (alô galera, me desculpem qualquer vacilo aê!)

    Exú/Ogum/Xangô

    em resposta a: O rebanho escravizado pelas religiões #78228

    pq crer q Deus existe ou não? realmente temos q percorrer diversos caminhos e pensamentos, mas saber o pq e para q deles é imprescindível, pq senão se torna gratuito e ofensivo

    em resposta a: O rebanho escravizado pelas religiões #78227

    Será que as pessoas são tão cegas que nem ousam discutir essa questão ? São tão cheias de filosofia e presunção que ignoram as verdadeiras questões da existência.

    em resposta a: Não acredito em Deus, Graças à Deus ! #77777

    Caros Camaradas. Sou ateu sim. Não creio em nenhum dos seres citados antes. Foi só um desabafo de que eu preferiria crer em seres mais lógicos e racionais.> Sei que Nietzsche é anticristão apenas, e eu também o sou. Estou engajado numa Nova Cruzada anticristã. Chega da opressão e manipulação do cristianismo sobre as nossas mentes e vidas. Os cristãos hipócritas só crêem num deus como última tábua de salvação de suas vidas pútridas.. LUCI4EVER !

    em resposta a: Ressentimento #78455

    Miguel, primeiramente obrigado pela citação ela é bem esclarecedora.

    Pois é, também me parece que a moral vigente não traz felicidade para o individuo, acho que para Nietzsche a moral vigente funciona sempre como repressora das vontades do individuo, por isso todos louvam aquele que morre de tanto trabalhador, afinal o “trabalhador” não faz mal a ninguém, mas também segundo Nietzsche deixa muitas vezes de fazer bem a si mesmo (tanto deixa, que morre).No entanto isso não significa que os preceitos da moral vigente sejam sempre ruins ao individuo.

    É engraçado isso de sofrer fazer parte da vida, geralmente quando pensamos nisso, pensamos que necessitamos sofrer para sermos mais felizes depois, mas acho que não é somente por este motivo que devemos “sofrer”.

    Creio que dificilmente alguém acharia correto educar uma criança de modo que ela só tivesse boas experiências, “achasse que o mundo fosse colorido”, e não creio que isso seja só pq ela poderia sofrer depois, mas sim porque parece um tanto “doentio” viver em uma ilusão, recusar a experimentar algo que existe.Acho que isso é um certo apego incondicional a procura da “verdade”.Claro nós podemos temperar isso tudo, podemos ser mentirosos um pouco para podermos suportar estas verdades (será essa a forma de superar o niilismo?).O próprio Nietzsche diz que não é recomendável ficar nem muito alto, nem muito baixo, o mundo é mais belo a meia altura!

    Concordo com sua definição de felicidade, mas acho que problema essencial não é determinar o que é a felicidade em Nietzsche (embora isso seja importante também, para afinal definir nosso assunto), mas saber qual o papel da felicidade na vida em Nietzsche.Como você escreveu é preciso buscar até que ponto a vida trágica e o niilismo se contrapõe.

    Bem, eu disse que nós muitas vezes pensamos que precisamos sofrer para depois sermos mais felizes.É isso que diz Nietzsche no aforismo 12 do primeiro livro de “A Gaia Ciência”
    No aforismo (chamado “Do objetivo da ciência”) ele diz que os estóicos possuem certa razão em desejarem pouca felicidade para pouco sofrerem, pois aqueles que sofrem mais (aqueles que agüentam mais perspectivas como bem esclarece o parágrafo transcrito)
    também deve ter mais prazeres.Para Nietzsche talvez (este talvez é essencial) seja verdadeiro que “quem quiser aprender a “rejubilar-se até o céu” tenha de se preparar também para estar “entristecido de morte”.Engraçado, Nietzsche deixa posto desta forma mas apenas sugere que “talvez” seja assim.

    O aforismo 429 do Aurora da a entender que os bárbaros são de fato mais felizes.Sim, são felizes de uma felicidade grosseira (sem este paixão ou vicio do verdadeiro), mas se contarmos que a felicidade é algo fisiológico (e eu concordo com sua definição) os bárbaros são sim, definitivamente mais felizes.Mas então, qual é o sentido da vida?

    Tenho ainda que freqüentar muito mais a obra de Nietzsche (agradeço muito a ajuda) para definir com um mínimo de credibilidade as respostas (e perguntas) de Nietzsche sobre este assunto, mas acho muito interessante ler a filosofia (ou literatura) “existencial”, ou “pessoal” depois de Nietzsche, a maioria que li adotam um certo pessimismo relutante, acho que constataram que quem sabe narrar, quem sabe “ser outrem”, não sabe viver.Não da pra ser nem ave de rapina, nem ovelha, quando podemos ser ambos, só nos resta uma fantasia rasgada.

    De qualquer forma tem alguns filósofos “pós-nietzscheanos” que arrumam meios de afirmar a vida “no vazio”, Susan Sontag escreve no texto “Pensar contra si mesmo”, que John Cage (o musico) é um destes casos, não li nada ainda.Parece-me que o filosofo espanhol Ortega Y Gasset também fundamenta a vida de forma mais alegre, comprei um livro para verificar.Sei que mesmo o desafeto de Gasset, Miguel de Unamuno Y Jugo não é dos mais deprimentes, mas pelo pouco que li me parece que o “vazio” lhe pesa.Hermann Hesse acho que também fica no meio termo.Bem, Cioran nem precisa dizer…tenho ainda que freqüentar um pouco Camus,Heidegger,Chestov,André Gide,Kahil Gibran etc(aceito sugestões).Claro isso contando apenas os “pós-nitzscheanos”

    Mas então, a pergunta/resposta que estou procurando em Nietzsche é esta: “Qual o sentido de sua vida, caro Fred Guilherme Nietzsche?”.Definições diferentes de felicidade em Nietzsche são também de sumo interesse.

    em resposta a: Deus existe para quem acredita #78310

    Graças a Deus um bebê se salvou num acidente aéreo onde morreram 499 pessoas, inclusive os pais do bebê. Graças a Deus 50 pessoas se salvaram numa igreja evengélica que ruiu sobre suas cabeças matando 15 outras pessoas que também oravam e louvavam a Deus. Graças a Deus meu time não foi rebaixado, mas sim um timinho do interior. Graças a Deus Joana D'arc fez os franceses dizimarem milhares de ingleses inimigos na guerra. Graças a Deus uma mulher conseguiu sair a tempo do World Trade Center e não morreu com os outros 3000 infiéis imperialistas. Graças a Deus as Cruzadas mataram em seu nome milhões de crianças e mulheres pecadoras e pagãs. Graças a Deus a Aids e a Tuberculose estão matando milhões de inocentes na Africa. Graças a Deus eu não acredito em Deus, porque me sentiria um estúpido completo se acreditasse.

    em resposta a: Ateu, sim, mas quais as possibilidades? #76912

    Até hoje somente pessoas pancadas, esquizofrênicas, drogadas e hipnotizadas viram deus, Jesus, Matia e outras coisas fictícias que as religiões manipuladoras da verdade e da fé apregoam aos 4 ventos. Por quê que tem que haver só um deus, só um filho dele, e esse ser filho de uma virgem ? Nada garante que não sejam vários deuses, ou nenhum deus, com vários filhos espalhados pelo mundo em várias épocas, ou nenhum filho. O pior é achar que o próprio deus encarnaria num mortal por 33 anos para atender aos necessitados da Palestina, enquanto o restante do Universo ficava às baratas. Me poupem ! Para ese tal deus seria muito mais racional aparecer pessoalmente no céu para todos verem que ele existe do que esperar que seus adoradores irracionais convencessem o restante da humanidade da sua existência. Se Maria era virgem, então Jesus tirou a virgindade dela ao nascer ? Muito mais lógicos são os indígenas que crêem que o Sol é deus, pois sem ele não haveria a Terra, os homens, as plantas e os animais. Ser ateu é ser racional.

    em resposta a: O rebanho escravizado pelas religiões #78226

    O Deus apregoado pelos religiosos é ilógico, anti natural e contraditório. A visão irracional que se tem desse deus opressor, vingativo e seletivo, não resiste a mais singela indagação da razão.

    em resposta a: Não acredito em Deus, Graças à Deus ! #77776

    Lú Manowar – 11/07/2004

    “…tbm não tenho Deus como uma figura humana…por tanto não acredito que seja um ser perfeito…”

    Não sei qual é de fato a forma como vc compreende Deus.
    Ao que tudo indica (e parece ser de consenso geral) Deus é um Ser Eterno e tb princípio gerador, já o homem seria um ser finito fruto da vontade de Deus.

    Assim Deus seria vontade e onipotência, ao passo que os demais seres (inclusive o homem) seriam intelecto ou realização ativa daquilo que Deus pode, ou seja, os demais seres constituem a realização da potência de Deus enquanto princípio criador, vontade ou querer.

    Ao contrário do texto em destaque acima, a condição que coloca Deus numa condição de perfeição é a de um Deus Vontade, Onipotência.
    Ao considerarmos Deus uma figura humana estaríamos a tirar de Deus a sua qualidade de perfeição, pois o principio gerador eterno estaria numa condição finita e limitada,… que como sabemos é a condição humana.

    abs.

    em resposta a: Ressentimento #78454

    Olá

    Achei que sobre o seu primeiro post, um parágrafo de Para Além de Bem e Mal reforça um pouco o que você diz. Vamos a ele:

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    “Dificilmente alguém tomará por verdadeira uma doutrina apenas porque ela torna feliz ou virtuoso: excetuando talvez os doces 'idealistas' que se entusiasmam pelo bom, belo e verdadeiro, e fazem nadar em seu viveiro toda as espécies de idealidades toscas, coloridas, benévolas. Felicidade e virtude não são argumentos. Mas as pessoas, e entre elas espíritos sóbrios, esquecem de bom grado que tornar infeliz e tornar mau também não são contra-argumentos. Algo pode ser verdadeiro, apesar de nocivo e perigoso no mais alto grau; mais ainda, pode ser da construção básica da existência o fato de alguém se destruir ou conhecê-la inteiramente, de modo que a fortaleza de um espírito se mediria pelo quanto de “verdade” ele ainda suportasse ou, mais claramente, pelo grau em que ele necessitasse vê-la diluída, edulcorada, encoberta, amortecida, falseada. Mas não há dúvida de que, para a descoberta de determinadas partes da verdade, os maus e infelizes estão mais favorecidos e tem mais possibilidade de êxito; sem falar nos maus que são felizes – espécie que os moralistas não mencionam. Para o surgimento do espírito e filósofo independente, forte, talvez a dureza r astúcia forneçam condições mais favoráveis que a suave, fina, complacente disposição, a arte de aceitar as coisas com leveza, que é apreciada e justamente apreciada num filósofo. Pressupondo o que vem antes de tudo, isto é, que o conceito de “filósofo” não seja restrita ao filósofo que escreve livros – ou até mesmo faz livrosda sua filosofia! Stendhal contribuiu com um último traço para a imagem do filósofo de espírito livre, e no interesse do gosto alemão eu não quero deixar de sublinhá-lo: – pois ele vai contra o gosto alemão. “Pour être bon philosophe“, diz o último grande psicólogo, “ il faut être sec, clair, sans illusion. Un banquier, qui a fait fortune, a une partie du caratère requis pour faire des découvertes en philosophie c'est-à-dire pour voir clair dans ce qui est” [Para ser bom filósofo, é preciso ser seco, claro, sem ilusão. Um banqueri qoe fez fortuna tem parte do caráter necessário para fazer descobertas em filosofia, ou seja, para ver claro naquilo que é].”
    Tradução de Paulo Cézar de Souza.

    Por aí vemos um pouco as direções da nossa investigação. Existem maus felizes, a felicidade não está apenas ligada a moral, ao seguimento das leis. Não se pode apenas valorar como mais positivo ou negativo um sentimento, sofrendo também se vive. Precisa ver até que ponto o sofrimento pode estar ligado ao trágico e a vida sem que isso descambe num niilismo, como você colocou.

    em resposta a: Não acredito em Deus, Graças à Deus ! #77775

    BRIGITTE DREAMS..respeito sua opinião..maas Nietzsche não é anticristo..não mande as pessoas lerem Nietzsche sendu ki eli eh apnas contra o cristianismo..nao contra Deus..”sou ateu graças a Deus”…acho que a expressão graças a Deus já está deformada..simples fatos são motivos pra usá-la..a usam até mesmo sem pensar no significado..aí está o pq da frase “sou ateu graças a Deus”…concordo com o rodolfo quando diz que o simples fato de dizer “graças” já significa que vc cre em algo..tbm não tenho Deus como uma figura humana…por tanto não acredito que seja um ser perfeito..

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