Respostas no Fórum
-
AutorPosts
-
Miguel (admin)Mestre
Voltando a questão das cotas, ou melhor sobre as ações compensatórias ou afirmativas. Não fiquei muito surpreso ao ver as opiniões contrárias as ações afirmativas por aqui, afinal o conservadorismo é o “ estado natural” da maior parte das pessoas, com algumas poucas exceções. Os liberais, alegam que o importante é a parte social, coisa que eles nunca lembravam antes. Me surpreendeu mais, alguns contatos que tive com marxistas em meu cotidiano, que alegando a questão da importância da luta de classes, simplesmente desconsideram o problema. Por estranho que pareça fica mais fácil ter o apoio de pos-modernos que consideram que as questões são multi-facetadas, etc. Mas vou resumir a seguir argumentos pró e contra as ações afirmativas, onde eu entendo que se mostrará a fragilidade dos argumentos dos que são contrários as ações afirmativas. É uma cópia de um quadro de um livro editado pela UFSC( Univ. federal de santa Catarina) – Ação Afirmativa e Democracia Racial de Sandro César Sell, livro que recomendo a leitura aos progressistas e aqueles que não têm posição sobre o assunto( os facistóides liberais não têm jeito, pois são contra tudo que seja mudança). Os argumentos contra e pro, são:
Contra: Contrariaria a crença nacional de um pais que não faz distinção de raças.
Pro: Os indicadores econômicos mostram que efetivamente essa distinção é feita.
Contra: Não há limites rígidos entre as raças do ponto de vista biológico.
Pro: Mas há clara fronteiras sociais associadas á cor da pele que traçam limites de oportunidades objetivos.
Contra:Medidas universalistas, como políticas públicas aos mais pobres, ajudariam os negros, sem depender de temerárias separações de cor.
Pro: Medidas universalistas, por sua própria natureza, atuam como se a discriminação não existisse, então acabam, em suas concretizações, privilegiando os já privilegiados.
Contra: Com uma legislação penal forte contra o racismo, o problema racial brasileiro tenderá a diminuir.
Pro: Uma legislação penal forte depende de condutas típicas bastante claras, como o racismo brasileiro é camuflado, terão pouco efeito em seu combate.
Contra: Os negros que conseguissem sucesso serão vistos como “auxiliados”.
Pro: Os negros que obtém sucesso a duras penas no sistema atual já são vistos dessa maneira.Pensem nisso, apóiem as ações afirmativas,não fiquem como os facistóides liberais.
Miguel (admin)Mestretendo dito tanto sobre crianças, e me fazendo passar por preocupado, tenho medo de cair na vala dos hipócritas q muito dizem ser as crianças o futuro do brasil, sem nada fazer para realizar isso, talvez somente dificultando…mas vamos lá, trago agora uma reportagem de Januária Cristina Alves:
“É impossível falar de democracia sem levar em conta o q pensam crianças e jovens do mundo inteiro. esta é a conclusão a q chegou o Fundo das Nações Unidas para a infância (UNICEF) em seu Relatório Situação Mundial da Infância 2003, lançado em dezembro último. o tema central é a participação e o impacto que diversas ações coordenandas e encabeçadas por crianças e jovens têm nas mais diferentes esferas de suas vidas.é preciso comemorar iniciativas como esta do UNICEF que comprova q crianças e jovens precisam ser ouvidos, não só como consumidores q investem pesado em publicidade para eles, mas também como cidadãos capazes de refletir, opinar e transformar a realidade em que vivem. há alguns anos educadores têm falado sobre a importêncai do “protagonismo juvenil”, ou seja, sobrea responsabilidade que toda a sociedade tem de formar indivíduos capazes de acreditar em si próprios e em seu poder de interferir no mundo em q vivem, mais do que um termo em voga na educação, o protagonismo juvenil tem dado mostras de que é uma realidade, é só observarmos os diversos projetos de instituições´públicas, privadas e de ONGS no Brasil e no mundo atestando que, quando ouvidos e estimulados à ação, os jovens operam transformações importantes”.
Aqui mesmo no nordeste, são as crianças q fazem grande parte dos projetos q modificam situações muito difíceis, como se fossem feitos para aquilo, ou como se realizassem coisas normais, mas q aos olhos de nós, pessoas de sonhos já esquecidos, parecem surpreendentes….depois trago mais coisa
11/12/2003 às 7:24 em resposta a: A ética em Maquiavel e a criação da ciência política moderna… #71252Miguel (admin)MestreCaros amigos,
Gostaria de indicar-lhes a leitura do “dossiê Maquiavel”, publicado na revista Cult n. 74 (novembro/2003). Tal “dossiê” foi organizado pelo prof. Renato Janine Ribeiro e conta com a participação de Newton Bignotto, Eduardo Rinesi, entre outros.
Apresentando linguagem acessível, sem recair em superficialidade, os artigos publicados são uma ótima opção para os interessados no pensamento do filósofo florentino.
AbraçosMiguel (admin)Mestre“Assim, todos juntos, continuavam a sua vida cotidiana, cada um a seu modo, com ou sem reflexão; tudo parecia seguir o seu rumo habitual, como em situações extremas, nas quais tudo está em jogo, e a vida continua como se nada acontecesse” (Goethe – Afinidades eletivas)
Miguel (admin)MestreDIÁLOGO COTIDIANO (COTIDIANO!!!???? DÁ ATÉ MEDO)
ah nós…quem dera poder dar mais valor a essa conversa…esse é um diálogo que ainda não foi firmado como o de amigos q se gostam, mas como o de pessoas q tem medo, indiferença e repulsa pelos defeitos do outro, q são os seus, fugindo à responsabilidade e ao conselho daquele q mais nos quer bem e não compreendemos, nós mesmos…
a fase ainda é de aproximação, descoberta de quem está do outro lado… ainda é o outro…
temos medo, preguiça, desprezo e indiferença de nos aproximarmos…ele sabe o q faço, quando erro, quem sou de verdade…
eu me envergonho, eu me abandono, “eu tateio sem ter”…
e ele me escuta, me vê, me sente, talvez me compreenda mais q eu mesmo…se comportando como minha projeção no espaço e no tempo, é dentro e fora, é passado, presente e futuro…
ele, na sua inabalável paciência, nos espera, compreendendo os momentos necessários q compõem essa individuação inafastável…ainda lenta, mas permanente…
e nós perceberemos, nós nos ajudaremos, nós nos conheceremos…
e chegará o dia do diálogo espontâneo, da tentativa de uma intimidade verdadeira, e quem sabe poderemos um dia dizer q chegamos a conhecer alguem de verdade
Miguel (admin)MestreAcho que o essencial nos já ventilamos aqui 105 Torre Norte. Para controle do estado, conselho de trabalhadores, mas não só estes, teríamos de ir além dos sovietes. Controle dos trabalhadores, das comunidades e coisa que existe no capitalismo e pode ser adaptado: controle dos consumidores. Mesmo um estado socialista não pode ser o único a decidir o que, como e quanto, produzir. Quando falei da mídia , lembrei da globo e outros orgãos que podem desestabilizar qualquer governo. Por outro lado sabemos da importância de uma imprensa livre, imparcial. Eu penso assim, dividamos a mídia em 3 “partes”. Uma parte estatal, outra terça parte de comunidades, e a ultima terceira parte privada. Isto,resumidamente,seria o que tenho em mente em uma transição ao socialismo. Queria dizer que não há nada de novo nisto. Logo que caiu a URSS, saiu um livro importante, basicamente de socialistas britânicos, muitos articulistas do prestigioso periódico de esquerda a New Left Review. Este livro, tinha o mesmo nome da peça do dramaturgo americano Arthur Miller, Depois da Queda. Alí, grandes esquerdistas como Robin Blackburn, Ralph Milliband(falecido em 2001 e criador do jornal The Millitant) e outros abordaram estas questões. Abraços
Miguel (admin)MestreO haver…..
Resta-me, acima de tudo, perguntar-lhe o que fazer?
Resta-me perdir-lhe perdão por tudo…. silenciosamente…perdoai…
Ele(vosso pai) quer matar-se(?), defender-ser(?), render-ser(?)… ou quem sabe entrear-se de tudo que há de ruim…ou perguntar-se, intimamente….numa economia de gestos… numa voz íntima,…e num falar baixo… : como será estar-se de saco-cheio diante de tudo…(???) como se o carnaval nunca tivesse existido, numa balburdia da vida não vivida…
E diante desta mão que tateia sem ter….
Haveria um desejo de servir…. de sentir-se igual a todos…..num grande medo….
Diante disto….quem sabe um ridículo desejo de ser útil?
E dentro de nós haveria uma luz não-codificável…
Num diálogo cotidiano…Num ser tão grande como uma treva incoercível…
um abs…
A idade pergunta: O que pensas de tudo isto?
(Mensagem editada por alex em Dezembro 08, 2003)
(Mensagem editada por alex em Dezembro 08, 2003)
Miguel (admin)Mestre“o ser onipotente criado pelos homens, é um entrave a sua liberdade” . Bicho se ele pensou assim…cara, Bakunin era muito escravo, ele se importava com isso?!…se for por aí ele nunca vai ser livre, mas é nunca mesmo…acho q trilhava caminho contrário se pensava assim.
Miguel (admin)Mestreo homem é escravo da idéias, sejam a favor ou não de Deus…
Miguel (admin)Mestremeu pai tem uma arma em casa, o q ele deve fazer?
Miguel (admin)MestreAutoritarismo…….
Um modelo de govrno que tenha como base o autoritarismo está fadado ao fracasso, é eminente a necessidade de liberdade. Os meios de comunicação permeiam esta questão; liberdade de expressão.
Uma mídia duramente controlada pelo Estado, tende a, gradativamente, perder credibilidade, depois, ser odiada.
Por outro lado, sabe-se do poder de manobra que os meios de comunicações exercem sobre as massas, quanto menos educada, mais manobrável,frágil se torna. Um Estado socialista deve manter-se equilibrado neste meio termo; uma mídia privada e estatal.Mas, surpreendentemente, as coisas não são tão simples assim.
Miguel (admin)MestreJá que vc tocou no assunto….
O que importa a Hebe… ela foi honesta e depois crucificada…vergonhosamente voltou atrás… uma pessoa na idade dela não deveria se prestar a situação tão vergonhosa.
Que se dane os senhores promotores que desejam processá-la… estes guardiões da justiça (alguns com 24, 25 anos de idade e na falta de algo mais inteligente para fazer…) se não fazem parte da solução são parte do problema. Mas ela voltou atrás do que disse… e nisso pecou contra ela mesma.
A pergunta é:
O que o seu o coração… a sua consciência… diz a respeito de pessoas como o Champinha?
Lembro-me de um personagem do chico Anísio… se não me engano chamava-se Nazareno… ele tinha ao seu lado uma mulher horrível, e sempre a maltratava….. no apogeu de seus atos de crueldade contra a “pobre” e horrorosa mulher ele soltava a seguinte frase olhando direto para nós telespectadores:
“Tá com dó!… leva pra casa.”
Henry Sobel tb voltou atrás, com estes Borgs “resisitir é inútil”…
Quando perguntaram para o rabino se ele não estava agindo e falando baseado em emoções, este respondeu algo mais ou menos assim:
Como ser humano só posso fundar os meu atos baseado em emoções.
logo depois completa:
Pode ser que os Liberais me condenem pelo que estou dizendo, mas prefiro se honesto com a minha consciência.
Dias depois faz pipi para a imprensa.
O que eu acho?
Ultimamente… pode parecer ridículo, mas (para mim) mais importante que a existência de Deus é a presença do demônio… dizem que a grande jogado do Demônio foi fazer as pessoas acreditarem que ele não existe.
Se todo pobre praticasse estupro coletivo e degolasse as sua vítimas….
Bom quem conhece a realidade do dia a dia, da violência urbana, sabe que menor pratica crime por ausência de um Leviatã. Como é mesmo que eles dizem:
“tô nem aí… não dá nada…”
Há quem diga que o brasileiro é um alienado incapaz de saber o que é certo ou o que é errado, para isso temos os juristas que leram livros de outros juristas, e repetem estatísticas de outros países, e fazem afirmações com ar de superioridade, como se a roda tivessem inventado. Discordo deste feudalismo. O povo não é tão ingênuo assim.
…já que vc perguntou….
Miguel (admin)MestreCaro Fernando, vc destacou uma questão muito pertinente; as estatais, como vc disse, de grande importancia também para países capitalistas.
Não resta dúvida que o setor primário da economia, em sua totalidade, deve ser estatizado considerando um modelo socialista. Aquí esbarramos em dois problemas. 1. Este vc já tinha destacado.Trata-se da gerência anti-democrática e burocrática observada nas experiências soviéticas, que reduziam a produtividade. Uma transição lenta da direção das indústrias das mãos do Estado para as comunidades seria um caminho, sendo cada região, responsável pelo gerênciamento das suas fábricas, com regimes de eleições internas permanentes. Federalizar.
O segundo grande problema está presente na necessidade de regular o poder estatal, pois, como terá sob seu comando a totalidade das indústrias, seria necessário e vital a construção de um conjunto que atuasse regulando o poder do estado.Aprofundemos estas e outras questões amanhã.
Miguel (admin)Mestre105 Torre Norte: Vamos falar um pouco, sobre o estado, mais especificamente sobre as estatais. Entendo que este tipo de empresa tem tido um papel central não só no socialismo. Dada a grande necessidade de capitais, e ao grande período de retorno para remunerar o capital, as estatais foram e ainda são (apesar de muitas privatizações), muito utilizadas em vários setores dos países capitalistas, notadamente na área de energia( mas não só nela). Assim, a eletricidade sempre teve uma grande atuação estatal assim como o Petróleo. A construção de hidrelétricas foi promovida pelo estado até nos EUA. Também a parte de abastecimento d´água e saneamento teve sempre a administração do estado. A siderurgia foi estatizada em muitos países, sendo que em outros utilizou-se subsídios na área de energia, mantendo-se as usinas em si em mãos privadas. Essa de liberalização geral é uma tentativa de voltar-se ao século 19, até os anos 30 do século 20, no máximo, período onde prosperaram os grandes barões industriais capitalistas. A mudança neste modelo a partir dos anos 30 e mais intensamente a partir do fim da segunda guerra, foi gerada pela incapacidade do capitalismo gerir-se por meio das grandes empresas privadas. Já os socialistas, chamados reais, sempre foram estatizantes até a medula, com exceção de alguns países que admitiam empresas mistas e/ou permitiam a atuação privada em alguns setores não essenciais. O gerenciamento, altamente burocrático e anti-democrático destas empresas, levou-as a baixa produtividade e baixa qualidade em geral, mostrando que a exemplo dos barões capitalistas que pensavam poder gerir as suas empresas a seu modo, fechado e também burocrático, a necessidade de mudanças profundas nesta estrutura. Os russos jamais encararam este problema de maneira séria, embora já houvesse críticas de um Trotsky exilado nos anos 30. Quando tentaram faze-lo já era tarde. Há que se considerar que foram, sempre muito pressionados ao tentar manter a igualdade militar com os EUA.
Eu entendo que o papel do estado continua central em uma economia socialista. O desafio é criar empresas transparentes, democráticas, onde as comunidades e consumidores tenham representação no gerenciamento destas empresas. O mercado é algo que não deve ser abolido por decreto(por sinal o mercado precede ao capital e ao capitalismo), há que se tolerar elementos de mercado, enquanto se faz a transição ao socialismo. Pode-se por exemplo, permitir que no empreendimento de agro-indústria coletivizada, os funcionários vendam excedentes da produção. Sem falar de mercadinhos, quitandas, e outras micro-empresas que devem e podem ser aceitas. No caso de energia, comunicações, insumos básicos, essenciais, não se pode admitir o controle privado. Mas eis que chega um grande problema…e os meios de comunicação, a mídia, a televisão? Deixamos para falar isto outra hora.Miguel (admin)Mestreahhh, como aqui tb parece ser um fórum pra queimar a mídia, o q vcs acharam da Bebe? eu ouvi falar q ela incentivou a vingança privada e tá levantando a bandeira da maioridade penal aos 16? o q vcs acham, ela está mesmo precisando se aposentar ou é normal pra uma pessoa da idade dela?
-
AutorPosts