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Miguel (admin)Mestre
Isso já deveria ser conhecido, mas é um aviso que sempre vem tarde para muitos:
Assim falou Zaratustra é um livro dificilimo, deveria ser o último livro de Nietzsche a ser lido. Exige pre-requisitos demais, incluindo uma boa ideia da obra de Nietzsche e uma leitura razoavel (pelo menos) de Hegel. Acrescente-se a isso o agravante de ser de leitura agradavel e escrito em linguagem aparentemente fácil, com o resultado perigoso de um leitor pouco versado achar que entendeu quando na verdade nao sabe nem onde passou a bola.
Sobre os riscos de uma leitura desavisada, quem se interessar valeria uma leitura de “Zaratustra – tragédia nietzschiana” de Roberto Machado.
[]'s
Miguel (admin)Mestrequem somos nós para dizer quando do amadurecimento de idéias? quando se daria senão no “fim” da vida? é em argumentos como esse que se sustentam as nossas preguiças, quem sabe nossas ignorâncias e nossos erros, tranferindo-os para aqueles q estão ávidos e preparados para novos direcionamentos… nossos sonhos e desejos da juventude muitas vezes se perderam e se perdem(aqui em relação aos mais novos) pq não encontraram apoio. aplausos ao ensino filosófico, seja em que idade for, se é q isso existe
Miguel (admin)Mestreque moral Gontijo?
Miguel (admin)MestrePegando carona nas palavras do Alex:
Quem disse que a única forma de racionalidade é aquela que pode ser provada em laboratório ou em raciocínios lógico-matemáticos?
“O coração tem razões que a própria razão desconhece” (Pascal)
Acho engraçado encontrar gente que critica Hegel, mais apoiado na desinformação do que em alguma outra coisa, que se acha discípulo de Nietzsche ou sei lá mais quem, mas depois desdiz tudo ao se enveredar pela mesma e antiga via da razão que procura englobar tudo. Talvez sejam mesmo discípulos, sem o saber, da corrente em que Hegel foi o maior. Hegel foi quem chegou ao ápice dessa jornada. Ninguém mais racional.
Hegel foi genial ao ponto de elaborar um sistema tão “perfeito” que já incluia tanto a “ida” quanto a “volta”. Um hegeliano defenderia o sistema mostrando, sem muita dificuldade, que mesmo as críticas no fim acabam sendo integradas e reforçando o sistema. Com alguma boa vontade (?), seria possível vislumbrar algo do gênero na trama do segundo Matriz.
Fechando o parêntese: as criticas de tantos contemporâneos não dizem nada para os que criticam outro tipo de racionalidade? Só a atualidade da pergunta “Que razcionadidade?” em si já é reveladora. É bastante interessante notar que mesmo os instrumentos da filosofia de Nietzsche podem ser voltados contra os ataques e para a defesa da fé.
No fim, talvez, “A fé é um tipo de razão que a própria razão desconhece” .
[]'s
Miguel (admin)Mestreacreditar no acaso é Fé? desculpa a ignorância, mas não entendo como possa eu crer que algo q eu não interfira nem um pouco ou q possa estar no mínimo ao meu alcance de conhecê-lo ou fazê-lo um dia seja Fé…ou somente se eu conseguir interferir no acaso, daí não seria mais acaso, e isso poderia se chamar fé…acho que não existe fé em nada, a própria fé, seja sentimento, seja conhecimento, seja ação, já é algo q movimenta, q modifica, que afasta qualquer tipo de acaso ou sorte.
Miguel (admin)MestreA Moral é virulenta e indecente.
Miguel (admin)Mestreacho um total despautério o ensino de filosofia no ensino médio, pois a filosofia requer um amadureciemnto das idéias, e o que se vê hoje em dia é que os adolescentes não estão nem aí com isso, podendo afetar de forma real um desenvolvimento sadio filosófico futuro, quando estiver realmente habilitado para o contato com a mesma.
Miguel (admin)MestreOlá
Discordo da palavra necessidade. Sempre que discutimos religião chegamos nesta palavra.
Gostei muito do tema deste fórum pq podemos falar sobre fé e, no meu mode de ver, sobre um elemento da fé que seria a revelação.
Caberia, quem sabe, falarmos sobre pensamento e inteligência.
Mas vou ficando por aqui.
” – Você não pode agir como agia antes. Console-me.
– As pessoas se dividem em dois grupos. Quando passam por algo de sorte, o grupo número 1 vê como mais do que sorte… mais do que coincidência.
Eles vêem como um sinal. Evidência de que alguém está cuidando deles.
O grupo número 2 vê como pura sorte. Um acaso feliz.
Tenho certeza que o grupo número 2 está olhando para essas 14 luzes de forma suspeita.
Para eles a situação é meio a meio. Poderia ser ruim…. poderia ser boa.
Mas por dentro, eles sentem que não importa o que aconteça…. estão sozinhos.
E isso os enche de medo.
Estas pessoas existem.
Mas tem muita gente no grupo número 1… e quando eles vêem essas 14 luzes no céu… estão vendo um milagre.
E por dentro sentem que não importa o que aconteça, alguém lhes ajudará.
E isso os enche de esperanças.
Vc deve se perguntar que tipo de pessoa vc é?
Vc é do tipo que quando vê sinais, vê milagres?
ou vc acredita que as pessoas dão sorte?
ou então….
Será que coincidências não existem?” Sinais
O texto acima já responderia, de certa forma, a pergunta de VDJ. Mas alguém poderá dizer tratar-se de um problema da psicologia.
Tirando o problema psicológico haveria, talvez, uma outra resposta para a pergunta de VDJ.
A fé “poderá ser sustentada por uma razão ainda por descobrir – por que pensar que já conhecemos todas as razões possíveis? – e por isso é racional num sentido mais amplo, que leva em conta todas as boas razões que há e que haverá, na eternidade.”
abs
08/07/2003 às 1:01 em resposta a: A Reflexão sobre a política de Hannah Arendt, um novo tema! #77899Miguel (admin)MestreOps! Foi mal aí amigão é que eu achei que este espaço tivesse ligações com a Editora por que você entrou no debate apenas para indicá-lo, um confusão meio fundamentada, não acha?
Miguel (admin)Mestre“Por que o homem sempre teve necessidade de ter fé.”
Admitindo q seja essa uma pergunta, caro vdj, diria q por segurança. Imagine, caro amigo, vc em São Paulo, fazendo o caminho de sempre para a casa, ouvindo seu radinho, suas músicas, vc então chega em casa. Houve qualquer despreendimento de energia excessivo? Qualquer stress além do que já é normal? Bem, vc estava seguro do trajeto. Agora imagine, no meio do seu caminho, um desvio por uma rota q nunca vc passou antes, vc recebe uma descarga de adrenalina, começa a suar, fica nervoso, atento a qualquer variável q possa atentar contra sua vida. Vc está inseguro, porém tem fé de chegar em casa, acredita q se tudo der certo, chegará são e salvo. Portanto a necessidade da fé é para aliviar a insegurança, é esfriar os ânimos. Isso no meu míope entendimento.
Abraços
GustavoMiguel (admin)MestreOlá pessoal, concordo com o márcio sobre os dois caminhos usados para se acreditar numa coisa.
Por que umas pessoas só acreditam em certas coisas através de fatos, e outras no entanto através da fé?
Para os dois lados o outro, é considerado errado, ou seja, para um ciêntista a fé é um absurdo e pra um religioso a ciência está longe da verdade.
Acho que uma questão interessante é.
Por que o homem sempre teve necessidade de ter fé.06/07/2003 às 20:44 em resposta a: A Reflexão sobre a política de Hannah Arendt, um novo tema! #77898Miguel (admin)MestreRealmente, o link se encontra quebrado, esse é o problema de se linkar base de dados. Sugiro uma busca pelo nome da autora no site da livraria cultura.
Veja também em uma biblioteca, como
a da FFLCHNão acho que seja uma dica “comercial”. Não há interesse comercial. Usei o site da Livraria Cultura, que é notório, como catálogo.
Se estiver fora de catélogo, sugiro uma busca em sebos. Existe um Guia de Sebos na Página do Zadoque
abs
(Mensagem editada por miguel em Julho 06, 2003)
06/07/2003 às 19:38 em resposta a: A Reflexão sobre a política de Hannah Arendt, um novo tema! #77897Miguel (admin)MestreA dica comercial do moderador não deu certo. Aí vão alguns livros e editoras, bem como as possibilidades de se encontrar em livrarias de fácil a difícil, vamos lá:
Entre o Passado e o Futuro, Editora Perspectiva, fácil
Crises da República, Editora Perspectiva, fácil
Da Revolução, Editora Universidade de Brasília, dificil, aliás dificílimo.
A condição Humana, Editora Forense Universitária, médio
Origens do Totalitarismo, não me lembro a editora, mas é difícil
Com esses já dá para se divertir bastante, precisando eu mando outros…
Espero ter ajudado um pouquinho que seja
Abraços
Miguel (admin)MestreCaro amigo,
é impossivel fazer qualquer coisa “por si próprio” neste contexto em que a coisa foi colocada. Caso contrário, vc estaria a postular a não educação e a inexistencia da cultura, ou seja, tirar das pessoas aquilo que as torna pessoas propriamente humanas?
Existe uma relação dialética que nao pode ser negada: a cultura faz cada homem, mas os homens (cada um deles) constroem a cultura. O que foi colocado me pareceu um tipo de esquecimento da primeira parte dessa relação.
Crítica interessante seria tentar construir limites e horizontes para a educação oferecida, a informação a ser transmitida, enfim, a cultura que seria veiculada pelos meios de comunicação, uma vez que as redes de transmissão funcionam em regime de concessão. Mas mesmo isso ainda é assunto bastante polêmico e nada simples. É a velha estória do problema globalização x preservação das culturas locais, ou, colocado de outra forma: até que ponto esse elitismo cultural está longe do autoritarismo e do ideológico? O caipira e o noveleiro têm tanto direito quanto o pedantismo erudito.
PS: detesto novela.
Abraços.
Miguel (admin)Mestrenão só as novelas alienam as pessoas mas também tudo que é passado ná mídia, para crianças há desenhos animados que transmitem conceitos pré-definidos, que não deixam o individuo se desemvolver e faze-los por si próprio.}
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