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Miguel (admin)Mestre
“O ceticismo nasce da fragmentação da mente. É a postura do covarde ou do preguiçoso que, por não querer fazer o esforço de saber, tenta provar que é impossível saber. Com esse objetivo, a mente cética produz impasses de difícil refutação, não tanto pelos esquemas argumentativos que os suportam, mas principalmente pelo estado de ânimo de desconfiança que os produz. A desconfiança suscita objeções e mais objeções, e quando todas foram respondidas, sua insegurança não se aplaca e ela continua a apresentar novas objeções, sem se dar conta de que são apenas variações das já respondidas. A discussão com o cético não tem fim — não por causa da força de seus argumentos, que em si são fracos, mas por causa do medo abissal que os produz, e que não pode ser curado mediante argumentos.
No entanto, enfrentar as objeções céticas é o começo do aprendizado filosófico. A capacidade humana de formular dúvidas é inesgotável, assim como a capacidade de aprofundar, enriquecer e tirar conseqüências do que sabe. O caminho da dúvida, entretanto, é mais fácil, porque mecânico e automático: basta deixar a mente pensar sozinha que a dúvida se autopropaga como se fosse um vírus – daí o prestígio barato do ceticismo e do relativismo. Já a certeza e a evidência não se autopropagam, não podem ser obtidas a contragosto. Exigem atenção. Exigem a convergência de várias faculdades intelectuais em torno de um objeto, o que requer esforço.”
http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/serconhecer.htmMiguel (admin)MestreLoiva,
agora que já temos uma idéia de qual a sua opinião, poderia apresentar algum ARGUMENTO para apoiá-la?
PS: “sair do corpo” é impossível, o homem é um ser situado.
Miguel (admin)MestreCaro Fernando,
Quanta soberba!, quantas voltas em torno do próprio umbigo dão estes sofistas da “alma”.São tão importantes que não podem morrer, por isso gastam sua mente e seus neurônios fazem sinapses enlouquecidas como estas que teus interlocutores fazem .Raciocínios débeis e empíricos como:EU saí do corpo,patátipatatá…Que tolice.Quando saíram do corpo, o cérebro deles estava morto????Claro que não.Posso admitir que o cérebro tenha funções até aqui não mensuradas, não acho que estajamos enjaulados e besteiras tais. Os mistérios estão por aí e um deles é a nossa consciência e a dos animais que também são conscientes.Apenas lhes falta a auto-consciência.Coisa que aliás não falta a estes orgulhosos que querem se auto-justificar através de uma alma imortal.Eu me justifico pelo sentido que dou a este sopro de consciência que é minha vida.E já é muito, se eu conseguir.}Miguel (admin)Mestre” O tempo esvai-se logo e deves bem gozá-lo,
A ordem e a disciplina ensinam a utilizá-lo.
Aconselho-te, então, meu muito caro amigo,
A primeiro estudar a Logica comigo,
Teu espírito estará por fim bem amestrado,
E em botas espanholas muitíssimo ajustado
E assim já poderá deslizar, num momento,
Nas estradas suaves de todo pensamento.
Não andarás indeciso a torto e a direito,
Erradio, a vagar, sem o menor proveito.
Aqui te ensinarão, durante muitos dias,
O que de um golpe só comumente fazias,
Qual comer e beber com liberdade, várias
Vezes. Uma! duas! três! quantas necessárias.
Na verdade isso ocorre em fábrica-pensante
Como do tecelão na máquina possante,
Onde um só pedal move mil filamentos,
Em que as peçazinhas vibram em movimentos,
Invisíveis os fios deslizam com pujança,
O filósofo sábio investiga e avança,
Demonstra que o mundo está tudo na ordem:
O primeiro era assim, o segundo também,
Então terceiro e quarto em seguida vêm.
Se o primeiro e segundo em ordem não se viam,
Terceiro e quarto então jamais se encontrariam.
Isso louvam estudantes em todos os rincões,
Mas nunca eles se tornam ao menos tecelões.
Quem quer investigar e a Vida desvendar,
O espírito abandona em primeiro lugar,
E exibe nas suas mãos apenas a matéria,
Infelizmente falta aquela força etérea.”
Miguel (admin)MestreTornando ao bonde,
Devo acrescentar que nao concordo com a defesa linguistica de Wittgenstein. Proposicoes e a realidade das coisas sao duas coisas distintas.
Não entendi a ligação lógica entre as duas afirmações acima. A “defesa liguística de Wittgenstein” a que vc se referiu nao pressupunha que as proposições e a realidade fossem a mesma coisa.
Mas, por outro lado, fiquei curioso: como vc definiria “realidade” sem utilizar-se de proposições?
Parece-me claro, assim como para todos, que qualquer afirmacao epistemica deve possuir evidencia. Por exemplo, soh afirmo “Sei que tenho maos” pelo fato de as constatar, atraves de meus sentidos (…) De qualquer forma, com isso em mente, torna-se claro que o mestre da logica, Wittgenstein, ao tentar reduzir toda a filosofia e realidade aos dominio da lingua e da logica, falhou (ou pelo menos, nosso amigo Wallace nao a expressou aqui)
Está evidentemente que vc nao entendeu o conceito de “jogo de linguagem” em Wittgenstein e nem passou perto de entender o que Wittgenstein defendeu; com isso, deduziu coisas que nao procedem – por exemplo, essa interpretação errônea da filosofia de Wittgenstein, como se ele tivesse procurado reduzir a filosofia e a realidade ao domínio da língua (!?). Alíás, está falando de qual escola filosófica? Tinha em mente o primeiro ou o segundo Wittgenstein quando fez essas afirmações?
Quem eh Wittgenstein pra falar de practicidade tendo em vista que ele rejeitava a etica
Com base em que vc faz afirmaçoes desse teor?
Mas, ainda que fosse verdade – o que nao é -, isso não tem relação nenhuma com a questão. Tratasse-se, portanto, de mais uma falácia, argumentum ad hominem, totalmente circunstancial.
Miguel (admin)MestreSubsidiária, concordo. E não só com isso, como com todo o resto.
Mas o corpo morre, fede, apodrece… se transforma e desaparece.
A idéia que temos do mundo pode ser apenas uma idéia limitada.
Uma analogia, e como toda analogia, incapaz de fechar todos os pontos.
Alguns Modelos são interessantes.
O Universo Autoconsciente de Amit Goswami ou o Universo Holográfico de David Bohm, contudo se não estivermos antentos espiritualmente, caímos (A queda) no PANTEÍSMO.
Haveria tb um quê de coisa-em-si kantiana nas investigações científicas. De fato a ciência, através de um processo mecânico, consegue captar partes do pensamento de Deus(subpartículas).
O sonho do ciêntista é montar o quebra-cabeça das partes, e com isso inteligir o pensamento de Deus.
Boa parte dos cientistas hoje já está convencida de que isto não será possível, pois em uma região muito além dos enunciados científicos estaria a capacidade humana, através de sua estrutura cognitiva, de intuir na forma de compreensão os Valores do Sagrado, ou princípio formador da inteligência de Deus.
Um abraço.
Miguel (admin)MestrePrezado Ricardo,
Achei muito oportuno que você tenha levantado a questão: o que é matéria? – pois acredito mesmo ser uma tematização capital no que tange ao contexto (e desenvolvimento) desta discussão.
Quanto a mim, apesar de ser formado em Filosofia, e assim, ter tido contato com os mais clássicos argumentos materialistas, jamais me convenci que aquele objeto que chamamos “realidade” se reduza a um dogma conceitual, ao qual nos habituamos a entender por “matéria”.
Sim, disse dogma, pois o que está em jogo na verdade, é a definição do conceito “matéria”.
Ora, do ponto de vista físico – sobretudo em termos da mecânica quântica – sabemos que tudo aquilo que vemos, ouvimos e sentimos, isto é, aquilo que ordinariamente afetam os nossos sentidos, são, em última instância, compostos por uma gama de subpartículas, que por sua vez, nada mais são do que padrões de energia, ou seja, formas de energia que, por estarem sob efeito massivo de nosso ambiente gravitacional (Newton), acabam sendo interpretados – pelos elementos de nossa própria estrutura cognitiva – como “coisas”, que convencionalmente, chamamos “matéria”.
Consequentemente, as implicações filosóficas são flagrantes: se tudo aquilo que possui massa, responde na verdade, por uma outra modalidade ontológica (não mais substancial, mas energética), como devemos compreender – ou mesmo designar – a própria realidade? Não seria ela portadora de um hilozoísmo fundamental?
Estas são questões que considero serem essenciais para uma debate mais profundo sobre o assunto. Aliás, questões muito bem levantadas, ainda que reservadamente, por Heisenberg em seu livro Física e Filosofia.
Portanto, antes de caírmos em generalizações apressadas, cabe-nos ouvir o que dizem as escolas do pensamento, mesmo aquelas que não condizem “a priori” com os pressupostos teóricos que aderimos: assim, a verdade flui livremente, simbolizando a compreensão que o espírito humano tem do mundo e de si mesmo.
Se existe ou não alma? Bem, esta é claro, é uma questão subsidiária a tudo isso que rapidamente declarei. Em outra oportunidade espero discutir a respeito disso, bem como apresentar algumas considerações que julgo serem importantes. Em princípio, posso adiantar que enquanto vigorar essa tendência cartesiana, qual seja, a de fragmentar o Homem em corpo/alma, correremos o risco de não “falar a mesma língua”, pois trata-se de saber, afinal, se existe algo para além dos automatismos fisiológicos que corresponda à autonomia e à cultuta humana.
Um grande abraço,
Pablo D. FortesMiguel (admin)Mestreno ponto 3 da minha anterior participação falei de crença ou não em Deus, em religiosidade, mas podia ser em qualquer coisa, a natureza Afonso, q por mais q acredite ou não, q eu consiga captar o q aquilo quer me proporcionar, não acredite em religião, em Deus, mas consiga captar o q aquilo porventura proporcionaria…algo q eu carregue q me faça melhor, crescimento, pensamento reto, não frustrante, positivo em relação à própria existência, vontade de continuidade, se não a morte
Miguel (admin)Mestrecaro Afonso, abrirei aqui uma observação, peço licença aos demais no fórum…
inicio por essas afirmações: “felizes os que crêem entendendo; felizes tb os que não crêem entendendo; agora não tão felizes os que nada entendem, crendo ou não.”
1. Te alerto para o perigo das deduções, aqui não disse q acreditava em duendes. vc apenas incentiva algo q pode ser usado contra vc de um jeito muito perigoso (a dedução), embora saiba q vc não esteja preocupado com isso, assim como tb me soaram insignificantes suas palavras…a dedução quando má utilizada é dos piores exercícios de raciocínio, trai o homem}
2. não acho q a minha modificação vá partir de vc, assim como a sua não vai partir de mim, por isso respeito as opiniões alheias. Temos q nos ocupar com nossas modificações, pois enquanto pensas na minha modificação, eu vou e vc fica, pq te ocupaste comigo e não contigo. Mas vendo pelo lado aproveitável da situação, acho q suas críticas a mim foram apenas um meio, embora distorcido, de me chamar a atenção, um alerta, um “abre o olho Ricardo”, te agradeço, valeu
3.tenho muitos amigo ateus, sei lá, que não acreditam em tudo, e admiro o tipo de gente q é assim, mas admiro pq se colocam acima dos valores morais religiosos, pq tem algo q já supre o q normalmente as pessoas procuram numa religião por exmeplo, e isso faz com q eles sejam melhores do q qualquer religioso, eles no fundo, são mais
“religiosos” (moralizados) q os próprios seguidores, incluindo o maior dos ensinamentos, respeitar o próximo, repeitar pq tb compreende, entende a sua situação, de infeliz, de ignorante, de religioso} ou de ovelha. admiro bastante
4. o fórum quer saber opinião das pessoas sobre os temas e não das pessoas sobre as pessoas, e isso me faz lembrar q o q admiramos nas pessoas não são elas, são suas idéias, suas opiniões, que acabam sendo elas mesmas, ou suas almas ou pensamentos ou idéias (tudo dá no mesmo)Miguel (admin)Mestreó os cara, discutindo sobre Nietzsche, tomara q consiga chamar a discussão para a quebra dos limites q antes tinha falado, das soluções q sempre queremos, das já pensadas e batidas, e que devem tb ser derrubadas, da esperança num futuro, pré-ocupando minha mente q vive e perde o momento… nem digo mais nada, apesar de não concordar com tudo q ele falou eu o interpreto como um puxão de orelha, é um “te enxerga” e deixa o outro de mão
Miguel (admin)Mestreeu fiz tantas perguntas querendo incentivar os estudiosos de física, química e filosofia e não os de comportamentos (até elogio vc) …se adeque às discussões
Miguel (admin)MestreAfonso, desconsidero sua observação, me faça raciocinar ao menos, levante algo realmente plausível…argumentos maduros por favor
Miguel (admin)MestreMelhor q ter o q vc deve ter, né, um monte de m. q faz com q acredite em duendes…huahauhau vai assistir a xuxa rapaz, aprenda com a natureza, vc faz parte dela, e vá dormir, q acordado cê tá fedendo.
Miguel (admin)MestreOk. Interessante.
Vamos, então, continuar da sua interpretaçao de Nietzsche: … pra ele governo bom é a aquele que permite gerar o seu além-homem, seu super-homem (…) indivíduos que dizem sim a vida, que se auto-realizam, que tem perspectiva da realidade, não exite “falsidade”, nem “verdadeiro” e sim sinais a serem interpretados, indivíduos que respeitam e não reprimem seu lado animalesco
Como vc disse, flashs, e em flashs fica tudo muito bonito, os chineses mesmo já utilizavam fogos de artifício para animar as festas, mas (filosofia vai além disso) continuando:
Devemos entender que o “governo bom” (então existe bom e mal? “verdadeiro” e “falso”?) é o governo que pensa em um único indivíduo e não na massa?
Se o ideal do super-homem é o modelo grego da autarquia enquanto virtude (virtudes são boas afinal?), um governo nao seria algo totalmente inútil, chegando ao ponto de admitir que qualquer preocupação com ele seria sinal de fraqueza? Lembro que preocupação com o bem-estar dos outros, compaixão, e todas as outras virtudes consideradas cristãs, para Nietzsche, são vistas com bastante suspeita para nao dizer mais.
Logo pra Nietzsche governo bom é aquele que investe na cultura para cultivar tais indivíduos
Mas se esses indivíduos são “cultivados”, isso nao significa sinal de fraqueza? falta de força própria? vida pela metade? A besta loira não era elogiada justamente por sua natureza selvagem? “Cultivado” não acabaria sendo outra palavra para “domesticado”?
(Admiradores do pensamento de Nietzsche não eram muito bem quistos pelo mesmo: “… anão, saia de cima do meu ombro, caminhe por suas próprias pernas”)
Ainda nao entendi muito bem.
Miguel (admin)Mestreahh, como na discussão foi levantada a palavra “matéria”, gostaria q alguém me dissesse o q é, mas sem ser aquele conceito infantil de q é tudo q ocupa lugar no espaço… O QUE É MATÉRIA?
SÓ EXISTE MATÉRIA? das mais concretas coisas às menos concretas, menos densas, tudo é matéria? existem diferentes níveis de matéria então? poderíamos considerar q há um limite do que seja matéria, e a partir daí não existiria mais nada ou seria lgo imaterial ou antimaterial? pedra, gente, ar, nuvens, ondas eletromagnéticas, raios x, são matérias? o q vemos é matéria? o q não vemos tb? estou cheio de dúvidas, me esclareçam -
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