Miguel (admin)

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  • em resposta a: Movimento Autogestionário: esquerda revolucionária #75278

    isto é um problema real, o colocado por Silvio Xavier. O Movimento Autogestionário tem reflexões ótimas e devemos considerá-las. oras, isto não é apenas questões ideológicas! qual a diferença entre anarquismo e comunismo? marxismo e outras tendências? Acho que o movimento autogestionário é marxista, que tem uma prática que corresponde a um discurso, coerenten, de síntese entre marxismo e anarquismo, não das concepções mas da prática. é toda uma tradição resgatada e revolucionária, que não teve nada a ver com a deformação do socialismo, na URSS, Cuba, etc.

    em resposta a: O que é filosofar ? #73083

    FILOSOFAR É: ….É A ARTE DE TRANSPLANTAR PELO RACIONAL O MEU EU NO PRÓXIMO E NO MEIO ; E ,TAMBÉM, SORVER O TEMPO, O ESPAÇO, O HISTÓRICO ,ENFIM, SORVER O MAGMA DA ESSÊNCIA DINÂMICA DO SOCIAL , DO COTIDIANO, DA ALMA E DO ESPÍRITO DE TODOS. TUDO ISTO É DINÂMICO, É CÍCLICO, É MUTÁVEL E , PRINCIPALMENTE, EMINENTEMENTE PRÁTICO , SENDO SEMENTE DE MODIFICAÇÃO DE OUTREM E DA SOCIEDADE. HOMER MUNIZ

    em resposta a: A questão do suicidio #75709

    o homem cria os seus absurdos baseado nas idéias que o circundam, ou mesmo das idéias que ele faz do mundo que está ao seu redor. as idéias levam ao caos, e o caos a situações insuportáveis. o homem tem o hábito de considerar as suas idéias ilimitadas ou últimas, ou seja, a idéia contém implicitamente uma idéia de que, uma vez que vc tem uma idéia correta esta tudo bem. Isto gera as facturas citadas. Toda idéia deve ser considerada limitada pelo simples fato de ser uma idéia. Do mundo ao nosso redor temos uma idéia que “não corresponde aos fatos”, mas “a verdade é o fato”, logo, o homem enquanto preso ao seu ego é incapaz de conhecer o mundo como ele é(o mundo e não algo além), contudo, não temos noção desta limitação, e a falta de um limitador gera a ruptura ou o colapso. A própria idéia de Camus sobre o mundo que não pode ser reduzido nem a um princípio racional, nem a um absoluto que lhe confira unidade , sendo portanto, um mundo sem sentido, é limitada. o bloqueio para se viver na “felicidade” encontra-se muito mais no ego do que no mundo em sí. o absurdo, é o absurdo do ego criado pelas idéias, que geram inconsciente(idéias de repressão) e o divórcio entre a vida e o homem. A gota sabe que é o oceano, mas a idéia que tem de sí é de gota. A gota está no oceano, mas não está cônscia disto. A idéia do tempo, por ex, é algo que as nossas idéias não abarcam muito bem. O que somos hoje e as espectativas do amanhã geram confusão no atual arcabouço de idéias que temos do tempo em relação a nós mesmos e ao que somos hoje. A consciência humana é carregada de idéias, estas se misturam com o subconsciente, com o inconsciente e com o inconsciente coletivo. Com a idéia de que toda idéia contêm sua limitação o cérebro adquire mais funcionabilidade e acaba agindo como o divisor de águas entre a consciência, o subconsciente, o inconsciente e o inconsciente coletivo. Por vezes a carga de incosnciente é relativamente diminuída, pois com a idéia de que toda idéia é limitada, diminui-se tb a repressão e consequentemente a perversão, mas esta tb é uma idéia e por tal tem em seu bojo uma idéia de limitação. Viver a vida consiste em ter idéias sobre o que venha ser a vida e o mundo ao seu redor, aborigenas australianos(se silvículas ainda) não tiram as suas vidas, ou vivem em um absurdo, isto é uma coisa nossa.

    não sei se me fiz entender, acabo de escrever isto e nem sei se faz sentido à propósta deste fórum

    abs.

    em resposta a: A questão do suicidio #75708

    Para Camus o mundo não pode ser reduzido nem a um princípio racional, nem a um absoluto que lhe confira unidade. Num mundo privado de sentido o homem sente-se um estrangeiro. Esta fractura entre o mundo e o seu espírito deve ser amntida, já que ela é a verdadeira condição humana. Abolir tal fractura, mais não seria do que adormecê-la voluntariamente na ilusão de uma significção para além da condição limitada do homem. Num universo onde reinam a contradição (basta olhar à nossa volta…), a antinomia, a angústia, o impoder entre o sim e o não, o homem não deve tentar concluir (o suicídio seria uma conclusão), uma vez que isso se afirmaria como uma traição à vida. É precisamente o sentimento de divórcio entre o homem e a vida que constitui o sentimento do absurdo. Viver esse absurdo é permanecer clarividente…para um sentimento como o absurdo, a única verdade de que se dispõe é, justamente, o absurdo, não restando outra solução que não seja a de o manter na mais plena lucidez; ele é o limite dentro do qual se tem de organizar a vida, a única coerência de que se dispõe! Qualquer renúncia ao absurdo é um suicídio que pode ser físico -a morte- ou espiritual- apelar a princípios transcendentes ao absurdo e à própria vida. Neste sentido, segundo Camus, a única solução possível é a obstinação desesperada de manter o absurdo, a lucidez…
    Sísifo é o exemplo desta lucidez obstinada. No entanto, Camus diz-nos quase no final de “O Mito de Sísifo”: “Deixo Sísifo no sopé da montanha…é preciso imaginar Sísifo feliz”.
    Todavia, ninguém consegue viver toda a vida neste estado de separação e, assim, o absurdo conduz à revolta, na procura da unidade, da felicidade e do sentido.

    em resposta a: A questão do suicidio #75707

    Onofre:
    Embora Sartre e Camus se insiram dentro do Existencialismo ateu defendem posições algo distintas. Apesar da angústia gerada pelo facto de estar condenada a ser livre, de não poder não o ser, embora “os outros sejam um inferno” há, para Sartre, a possibilidade de construir o sentido a partir de nós próprios e das nossas opções…o homem primeiramente não é nada, não existe Deus.Camus diz-nos simplesmente que não há sentido e mesmo que houvesse nunca poderíamos encontrá-lo. O sentido da vida é justamente ela não ter sentido nenhum. O suicídio é “condenado” por Camus na medida em que ele seria o por termo ao absurdo. Como diz Camus” o absurdo é um divórcio que nasce do confronto entre o homem e o mundo…
    A obra de Camus que trata propriamente deste problema é “O Mito de Sísifo” que eu aconselho vivamente e que já li inúmeras vezes.
    Volto daqui a pouco para falarmos do absurdo da existência e de como ele se relaciona com a questão do suicídio.
    Até já.

    em resposta a: A questão do suicidio #75706

    A questão do Alex de se a morte do Sócrates foi ou não suicídio é interessante, e mereceria, talvez tópico à parte. Isso me fez lembrar na condenação do suicídio em Fédon. Em muitas outras correntes, como o cristianismo, o suício é considerado pecado. Sócrates no livro em questão defende que somos todos escravos de donos excelentes, os deuses, e que está fora do trato tentar escapar, forçando a morte. Os homens também não gostariam se suas ovelhas caíssem no abismo, se safando de produzirem leite lã etc. Acho que isso merece ser lembrado na discussão.

    em resposta a: A questão do suicidio #75705

    Segundo Nietzsche, a vida é o único valor em si mesmo, pois se tirássemos a vida, não haveria como formar valores. Logo, a questão para ele é a da condensação ou dispersão da força da vida, e a verdadeira filosofia seria aquela que afirma a vida, e não a situa num além-mundo.
    O Suícidio seria uma espécie de afirmação do livre arbítrio diante do total descontrole do homem sobre o que ele é e das forças que o cercam. Essa situação paradoxal, segundo os existencialistas, levaria o homem à angústia, da qual só poderia se assumisse a sua responsabilidade diante das consequências de suas ações e da realidade de sua total liberdade com elas.

    Eu gostaria de ouvir o que a Isabel fala a respeito do Camus. Sei que ele trata do Absurdo da existência, mas não li seu livro de teoria “O homem revoltado”. Abs

    em resposta a: A questão do suicidio #75704

    bom… depende…por ex:

    no enlatado americano “independence day” um piloto dá a sua vida pela humanidade.

    isto é suicídio?????

    o resgate do soldado rain(este já é um bom filme)tem personagens que enfrentam situações as quais estão fadados a morte. isto é suicídio?

    outro filme, amistade(acho que é assim que se escreve), uma mulher africana com um bebe se lança ao mar em razão das condições repugnantes em que se encontrava com a criança. isto é suicídio?(neste caso é bom assistir os primeiros 20 minutos do filme para entender o que quero dizer)

    sócrates…suicídio?

    o suicídio ocorre em pessoas perturbadas emocionalmente, com disturbios colapsos ou rupturas com a realidade.

    os casos acima acredito que não se tratam de suicídios ou ao menos não são motivados pela perversão.

    de minha parte, como acredito em um “reino”, e este só é agradável se os meus sonhos permitirem, portanto, se gero muito inconsciente, tenho baixa tolerância as frustações, sou depressivo, tenho pena de mim mesmo…. bom os meus sonhos serão pesadelos…e se tiro a minha vida “estou em maus lençois”…como sócrates ensina ” espécie de posto de sentinela é, para nós humanos, nossa permanência na terra, e não devemos ser indiferentes a ela, nem nos evadir”.

    estou com sono…. amanhã a gente continua.

    abs.

    em resposta a: A separação entre a ciência e a filosofia #71697

    A ciência de hoje precisa da Filosofia?: Respondo a esta pergunta com uma outra: O que vocês acham da obra MONADOLOGIA de Leibniz?

    em resposta a: A separação entre a ciência e a filosofia #71696

    A ciência de hoje precisa da Filosofia?: Respondo a esta pregunta com uma outra: O que vocês acham da obra MONADOLOGIA de Leibniz?

    em resposta a: é a verdade objeto da ciência? #73877

    A Mceus, mais uma vez:
    Esse excerto do poema de F. Pessoa remete para três ideias essenciais:1ª que nem toda a realidade é dizível; 2ª que a realidade dita é diferente da pensada; 3ª que a realidade existe independentemente de ser pensada ou dita e tudo isto, no âmbito do eterno triângulo pensamento/linguagem/ realidade. Ora bem,penso que antes de procurar responder à questão de saber se é a verdade o objecto da ciência, penso que é preciso delimitar o campo da realidade que a ciência abarca e depois tentar perceber que realidade é essa. Afinal, quer concordemos quer não com a concepção clássica de verdade como adequação, o conceito de verdade só existe por relação ao de realidade.Sendo assim, o que é a verdade? Esta questão remete para uma outra bem mais complicada que é a de saber o que é a realidade…durante séculos e séculos se acreditou que a Terra estava fixa no centro do universo-era essa a verdade…e porquê? Porque o era naquela circunstância,porque correspondia à realidade “da época”, ou seja, à realidade (à única conhecida…)para os homens durante séculos e séculos.Hoje sabemos que a Terra gira à volta do Sol…”descobrimos” a verdade, isto é, a verdade que também outros séculos atrás descobriram! E porquê? Porque era a realidade que conheciam!!!

    em resposta a: A violencia se forma em casa #71536

    Quero dizer que sou contra a tese que diz que uma boa educação e um bom ambiente familiar, faria de uma criança de hoje, (e de sempre), um adulto exemplar e dedicado à família. Isso tem o seu lugar, mas não é o suficiente. Só Deus pode dar um lar com completa paz e harmonia, por mais que “vira e mexe” ocorre um conflito ou outro, (isto ocorre em todas as famílias). Em fim, só Deus no seu imenso poder e majestade, pode fazer de uma criança, (quer seja bem ou mal educada), um adulto de caráeter e responsabilidade.

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    angra

    em resposta a: O que quer dizer Deus para a filosofia ? #71948

    Alain:
    Em relação ao argumento teleológico, por exemplo, eu acho que há alguns aspectos em que refelectir. Penso que uma objecção que podemos colocar prende-se com a própria evolução: a existência de um Artífice Divino não é a única explicação para o facto de animais e plantas estarem tão bem adaptados às suas funções…C. Darwin dá-nos outras opções. É claro que o evolucionismo não refuta a existência de Deus mas enfraquece-a sem dúvida.Por outro lado o argumento teleológico não consgue sustentar o monoteísmo nem apoia a perspectiva de que aquele ou aqueles que criaram o mundo são todo-poderosos! O universo tem inúmeros defeitos de concepção…E ainda, podemos objectar, o carácter omnisciente e bom do Artífice Divino parece ser pouco articulável com a crueldade humana, o sofrimento, a doença. Um deus omnisciente, saberia que o mal existe; sendo todo-poderoso poderia impedi-lo de existir; sendo sumamente bom não quereria que o mal existisse…mas o mal continua a existir. Penso que a única coisa que este argumento nos pode fornecer é a de que o mundo terá sido concebido por algo ou alguém…

    em resposta a: O que quer dizer Deus para a filosofia ? #71947

    Alan:
    Quando me refiro a “desmontar” estes argumentos pretendo, justamente, que eles sejam discutidos …não se trata de fazer juízos a priori considerando que eles devem ser provados…nada disso.Filosofar é precisamente ser capaz de reflectir e não se reflecte a partir do nada. Reflectir sobre esses argumentos é tão somente analisar a sua consistência, apresentar pontos de discussão…não se trata de provar nada aqui!
    Mais tarde volto com alguns aspectos que gostava de discutir contigo (por tu?…) sobre os argumentos!

    em resposta a: O ateísmo no pensamento de Marx #72069

    Marx e a religiao

    Em primeiro lugar gostaria de dizer que acredito em Deus, e que as ideias de marx, embora muitos bonitas na teoria pra mim sao mais utopicas que os socialistas “utopicos” que ousavam discordar do seu “materialismo cientifico” que vai contra a psiche e a liberdade humanas ainda que alegue ser uma ideologia libertadora pois inibe a criatividade empreendedora humana e castra o crescimento intelectual do homem. Se vcs acreditam em Deus como eu e querem protestar contra a injustiça social, muito bem, podem se engajar em grupos de voluntariado do 3 setor, pedir o perdao da divida externa do 3 mundo pleitear quebra de patentes, blz. Agora dizer que marx nao era ateu é uma besteira sem tamanho, quem diz isso é porque nunca leu nada de Marx e desconhece sua teoria do materialismo dialetico, toda. Maexera materialista e discipulo de Feuerbech que dizia que os h criaram Deus e depois esqueceram que Ele era criacao do homem.
    Alem disso, vcs n precisam ser socialistas para combater a miseria e a injustica social do capitalismo selvagem, vejam o exemplo do engajamento de varias igrejas, tanto evangelicas e catolicas, como a teologia da libertacao na luta pela dignidade humana e respeito ao trabalhador, a religiao jamais mandou que ficassemos acomodados assistindo o mundo naufragar mas que lutassemos por justiça, cair na demagogia do comunismo é a mesma coisa que apoiar o Taliban só pq os Eua sao desleais em praticas comerciais, um erro nao justifica outro. Por fim para quem le marx seu ateismo fica explicito

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