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Miguel (admin)Mestre
O problema é o seguinte. Dogma tem uma definição mais precisa da que a empregada pelo Sr. Renan, que confunde dogma com paradigma e até com axioma.
Dogma, paradigma e axioma não são a mesma coisa!
Dogmas são essencialmente inquestionáveis, então o emprego da palavra dogma está um pouco deslocado de seu sentido original. Se isso não for reconhecido, não há discussão possível…
Esse assunto já está se revelando uma pura perda de tempo. De minha parte, encerro por aqui.
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Miguel (admin)MestreNo fórum sobre “filosofia oriental” estamos discutindo se podemos chamar de “filosofia oriental” o conhecimento oriental ou o termo correto seria “sabedoria oriental”.
Para isso, tentamos definir o que é: filosofia, sabedoria, pensamento, religião, ciência, teologia, mito, seita, etc.
Já neste fórum aqui (do marx)gostaria de retomar a questão: EXISTE O PÓS-MODERNISMO?Miguel (admin)MestreSe você gostou do Mundo de Sofia, acho que gostará de assistir ao Show de Truman e a Matrix. Estes filmes questionam a realidade: o que nós vemos é real? nossa vida é controlada? (esse tipo de questão)Essas dúvidas estão sendo debatidas agora no fórum: “Filosofia oriental” ,”filosofia de vida”… Passa lá, Sofia, o debate ta muito legal.
Sobre o livro O Mundo de Sofia, gostaria que alguem me explicasse se há mesmo coisas nas entrelinhas, e se o episódio do “barco a deriva” tem uma simbologia implícita?Miguel (admin)MestreNahuina, vc entendeu direitinho. O que eu afirmo se assemelha a Berkeley, porém ele duvidava da existência da matéria, eu duvido da existência do pensamento.
Eu ainda não tenho certeza se o Mileto entendeu. Não se trata de concordar ou não, é entender e aceitar. Como o Nahuina mesmo disse: “Eu não tenho como discordar de uma afirmação assim, pois o meu argumento também seria uma crença…Isso impossibilita qualquer argumentação”. É exatamente isso.Observe:
“não pode haver relativismo absoluto”- essa afirmação é um dogma, e se você afirmarsse o oposto, ou seja: “existe relativismo absoluto” seria outro dogma. E o que eu afirmo ser dogma, também é um dogma, e o que eu afirmo não ser dogma também é dogma.
Outros exemplos de dogma:
“estou seguro de que o meu discurso está bem amparado” – o que lhe dá segurança? resposta: sua crença em algo que está acima de sua (e nossa) compreensão. (acima da compreenção humana)
“O filósofo não deve ter fé dogmática.”- Isso é uma frase normativa e um dogma. Aqui você se amparou na lógica, mas pergunto? O que é lógico se a existência da razão e do pensamento é questionável? (e se voce disser que isso não é questionável será um outro dogma)
Talvez o que “julgamos ser pensamentos nossos” são, na verdade, pensamentos de uma entidade superior. Como questionar isso? Nós apenas acreditamos que “pensamos” segundo nossa própria vontade, ou nós apenas cremos dogmaticamente que nosso pensamento é livre, mas talvez não seja.Mileto, nesta afirmação: “Se, analisando profundamente, precisamos partir sempre de uma crença para chegar ao conhecimento filosófico, é justamente porque não existe a razão humana” -você me demonstro ter entendido o que eu tentava demonstrar. A idéia é essa, eu questiono a existência da razão e digo que talvez não exista razão nem pensamento, talvez nós forçosamente acreditamos na existência do pensamento. Nós não conhecemos uma inteligência superior para nos dizer se o que esboçamos é pensamento ou não. Talvez o que chamamos “pensamento” seja apenas um pensamento de uma entidade superior. Mas como não há uma entidade com inteligência superior para nos responder as questões(de onde viemos? para onde vamos?)não temos como afirmar nada. Tudo é crença nossa.
Veja: a crença em Deus seria necessária para o homem poder afirmar seguramente de que ele (homem) pensa. Se o homem acredita em Deus ele (a priori) pode dizer que Deus deu ao homem a faculdade de pensar, logo, podemos tranquilamente chamar de pensamento o que nós temos. Do contrário, se não existe Deus, não há uma inteligência superior para afirmar que os seres humanos tem pensamento, logo essa afirmarção de que “os seres humanos pensam” só poderia brotar de nós mesmos. Mas nós não podemos afirmar que “pensamos”, pois quem afirma é nosso próprio “pensamento”. Se não sabemos se o “pensamento” existe, como ele pode afirmar isso? (paradoxal demais). Mas talvez o que nós chamamos de “pensamento” ou “razão humana” seja um controle, ou um equívoco nosso. E até mesmo o fato de eu estar falando isso agora pode ser vontade de uma inteligência superior. Em outras palavras, não teríamos livre-abrítrio nenhum. (é claro que elevei a coisa para o mais alto grau de absurdo, mas para um filósofo não pode haver preconceitos e absurdos)
Mas olha só (parece até absurdo) mas, até um cavalo poderia afirmar que pensa. Porém, nós humanos (a priori) possuimos uma inteligência superior ao do cavalo, logo, nós podemos afirmar que o cavalo não pensa. Mas quem pode confirmar ou afirmar que os seres humanos pensam? Somente uma entidade com inteligência superior a dos humanos seria capaz de afirmar: “o homem pensa” (ou não pensa). O pensamento não pode justificar sua própria existência por si só, pois ele poderia estar se auto-enganando. Sacou?
Mileto disse: “o filósofo deve estar sempre, mais ou menos, ciente das limitações de seu saber…” e eu concordo com isso.
Por que eu coloco em duvida a existência do pensamento? Mileto mesmo disse “para o filósofo não há o que não possa ser questionado”- e também concordo com isso. E o que eu afirmei não é uma crença minha, mas uma hipotese (que nao pode ser empiricamente verificável nem racionalmente questionável).
Mileto, concordo com você em mais uma coisa: “isso é loucura”.
Mas é um pensamento coerente e também é filosófico. O Nahuina, entendeu perfeitamente o que tentei explicar. E tudo que falei é um pouco de filosofia oriental (mas não lembro exatamente de quem é ou o que é).
Contudo não vou ficar levando esse pensamento adiante, pelo menos não neste fórum. Aqui quero voltar ao tema central e expor algumas idéias do budismo que acredito, vocês irão gostar. Posteriormente vou falar sobre os enigmas na meditação também.Miguel (admin)MestreNahuina, eu afirmo que:
1-o racionalismo é um humanismo
2-Quem acredita na razão o faz pq confia no homem. como “ser racional.Eu NÃO AFIRMO que:
1-isso é um erro.
2-o homem não é racional.Isso não é uma afirmação, na verdade é só uma hipótese (e é exatamente isso que agora está em discussão no fórum de filosofia oriental, do qual você também participa)
Mas é fato que o homem faz propaganda para se convencer da própria grandeza. Poderia citar 1000 exemplos. Vou citar 1: os documentários de ciência exibidos no Discovery, no Fantástico etc. Em especial aqueles que falam sobre a maravilha do cérebro humano e nossas habilidades e conquistas (o homem aprendeu a voar, chegou a lua etc) Isso eu chamo de propaganda humanista. Quem quiser discutir sobre este tema, SUGIRO que participe do forum “filosofia oriental/ filosofia de vida”. Neste fórum, gostaria de retomar a questão: EXISTE O PÓS-MODERNISMO?
Miguel (admin)MestreColega Renan
A consciência , como ser por si, não está só.Em primeiro lugar ela está rodeada de objetos: o mundo é uma combinação de objetos em si, com qualidade e densidade próprias, e do modo como a consciência –por si- os visa, conferindo-lhes ordem, valor e instrumentalidade.Isso significa que a consciência contribui para que o mundo exista e não o mundo contribua para que a consciência exista.Como os hominídios reagiriam ao meio em que viviam se deste não tivessem consciência?
Saudações guitarristicas!!
Miguel (admin)MestreExiste essa maneira objetiva de perceber a realidade. Contudo, também existe a maneira subjetiva de como percebemos o mundo exterior. É essa maneira subjetiva que faz com que Adam Smith e F. Engels pensem diferente. Sacou? Infelizmente não. O que você entende como maneira objetiva de ver a vida e subjetiva de ver a vida, se para você existe a subjetividade( como eu a entendo), não teria Marx em relação a A. Smith uma consciência mais evoluída? Já que o meio definiu sua consciência de uma forma mais lúcida, resplandecente?
O que nos impulsiona a mudar o meio é o sentimento, não a razão (aqui misturo conceitos de Marx com David Hume e Darwin).
Quando vejo algo, aquilo me provoca uma reação emocional, porém depois há a elaboração do sentimento o que vai dar origem a ação.
Eu acredito no raciocínio dos animais, não acho que o que os move é puramente o instinto, mas sim uma consciência prímaria.Os insetos talvez hajam puramente por instinto, embora tenha minhas dúvidas em relação a isso( a depender do inseto). Porque julgar que o sentimento nos impulsiona, no meu modo de ver, implica em assegurar que o homem age por instinto, prescindindo a priori da razão, quando a meu ver o sentimento impulsiona a razão e esta por sua vez impulsiona a ação.Na minha ilhota ótica inexiste ação humana não antecedida de pensamento ( razão). Não sou Darwinista, que no meu modo de ver era determinista.Nos primordios, o homem foi obrigado a se levantar, andar sobre seus pés e utilizar as mãos para apanhar as coisas. O meio impôs isso, do contrário ele não sobreveviria. Foi o sentimento (medo), a luta pela sobrevivência que fez o homem evoluir, e não um processo autodeterminante de consciência que brotou nele sozinha. (assista 2001- Uma Odisséia no Espaço).
Foi o sentimento de medo que impulsionou a razão e esta que impulsionou a ação. Porque alguns hominídios se adaptaram mais ao meio do que outros, devido a suas habilidades ( atributo da razão). A consciência não é auto-determinante ela é determinada pelo meio, ou pelos sentimentos, mas estes não agem, apenas impulsionam a razão que é geradora da ação. Por isso que apregôo a evolução da consciência, é preciso esperar a maioria dos humanos passarem pelo processo, Sentimento-Razão-Ação consciente, e não impor uma revolta das emoções sem norteio e díspares, as vezes até conflitante.Na minha concepção é preciso conscientizar o povo, mesmo que isto leve séculos ou não. Gostaria que me replicasse pois não confio na minha própria Razão. O coração tem razões que a razão desconhece.Miguel (admin)MestreVou fazer um trabalho de Filosofia e Preciso saber qual a explicação de senso comum e senso critico dentro da filosofia?A explicação dos dois termos.Para dia 12/07/2005
Miguel (admin)MestreAntes de existir a psicanálise, os sofistas já apontavem para as ilusões do EGO. A ilusão de que o eu é uma unidade; a ilusão de que o saber consciente tem fundamentos no inteligível, quando parte sempre de uma crença dialética no sensível; a ilusão de que as pessoas são sempre as mesmas com o passar do tempo (essência).
Então, a questão que eu levanto é a seguinte: Seria obsessão observar que existe uma tendência ilusória no ser humano em considerar que as pessoas são sempre os mesmos seres com o passar do tempo ou essa observação denuncia uma pulsão egóica, um desejo patológico resistente à realidade de que as pessoas realmente possam não ser mais as mesmas no decorrer do tempo?
Que desejo racionalista é esse que resiste à verdade de que Clínias ignorante teria morrido no momento mesmo em que fora instruído? Não seria a própria resistência do Ego contra o seu narcisismo cristalizado? Não é isso que está por trás da revolta formalista dos racionalistas contra o pensamento contemporâneo???
Miguel (admin)MestrePara você afirmar isso, você deve provar pq vc afirma isso…
Eu provo:
DOGMA = VERDADE INQUESTIONÁVEL
Para o filósofo, nada é inquestionável, logo não pode crer de maneira dogmática.
É simples, o que ele disse não é verdadeiro…
Miguel (admin)MestreEu discordo. O que Renan faz não é a velha sofística. O que ele diz é falso simplesmente, pois dogmas são inquestionáveis e para o filósofo não há o que não possa ser questionado.
Todas as conclusões filosóficas podem ser extraídas de questionamentos, por exemplo: quando toda a realidade se lhe apresentava como dubitável, a única certeza que Descartes poderia ter era a de que duvidava, que havia dúvida. Ou seja, o filósofo deve estar sempre, mais ou menos, ciente das limitações de seu saber…
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Miguel (admin)MestreTalvez nossa vida seja controlada mesmo, quer dizer, controlada meio que descontrolada. Estou ainda um pouco confusa a respeito deste assunto… estão acontecendo mudanças em meu cérebro entende?
Ainda não ví esses filmes, não tive interesse em vê-los até o momento.
Mais alguma questão sobre o mundo de Sofia?Miguel (admin)Mestre…mas, quanto recordamos que para o existencialismo somente o homem existe…
Isso aqui está certo mesmo? O que diria Nahuina?
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Miguel (admin)MestrePergunta: Por que o pensamento (mesmo sendo filófico/científico/com método/baseado na razão humana/sistemático/crítico etc) ainda é dogmático?
– Pensamento de quem? Meu que não é?
Você está equivocado, Renan, não pode haver relativismo absoluto. Eu não posso ir à feira e pedir um peixe e esperar que me vendam tomates. Isso não é dogma, é loucura! E se digo “de forma alguma” é por que estou seguro de que o meu discurso está bem amparado. Não quer dizer que a minha pessoa não aceite revisões de conceito, mas não podemos relativizar absolutamente as coisas…Por que, apesar de filosófico, ainda é apenas uma crença (como uma religião também é)?
– Novamente, você está forçando as coisas. A crença religiosa é fé, é dogma. O filósofo não deve ter fé dogmática. Ele acredita por haver uma necessidade lógica para tal e, assim mesmo, pode vir a por em questão o real, como o dilema de The Matrix.
Se, analisando profundamente, precisamos partir sempre de uma crença para chegar ao conhecimento filosófico é justamente porque não existe a razão humana, mas existe o real. E não cremos no real por ser um dogma, mas porque ele se impõe a nós como uma concretude inexorável.
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Miguel (admin)MestreO que é um verdadeiro sofisma é a ontologia platônica.
Sem comentários.
O que há em comum entre uma árvore e a semente da qual se originou a árvore? O DNA; ser uma espécie vegetal de um tipo específico; apenas isso. O DNA não serve para representar a idéia de essência. Não funciona como no caso da folha verde que, depois, fica amarela, mas continua sendo folha.
Sem comentários.
Nesse sentido, a existência precede a essência.
Depois de ler afirmações desse naipe sobre o pensamento de Platão e Aristóteles eu não deveria mais me surpreender com nada, mas, quanto recordamos que para o existencialismo somente o homem existe, é dose para leão ter que ler o último comentário sobre a semente e a folha e a “existência da folha” contraposta com a essência da árvore
Bem, pelo menos ficou mais fácil imaginar que salada é essa que deu origem a tanta interpretação confusa… e ainda quer jogar a culpa em Platão ou em Sartre. Não sei se é para ficar triste
ler esses comentários de pensador de botequim querendo fazer pouco de Platão ou Sartre… mas para postar tanta mensagem junta em tantos assuntos não deve mesmo sobrar tempo para estudar ou pensar.
A humildade e a prudência possivelmente ainda sejam os melhores remédios para curar diarréia cerebral, só imagine: o errado pode ser vc e não Platão, Aristóteles e Sartre. -
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