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Poemas de Anastácio Luiz do Bonsucesso


SEGUNDA PARTE

NARRAÇÕES — APÓLOGOS PARÁBOLAS — ALEGORIAS

Os meninos de Esparta

Contínuos exercícios e o descanço Sôbre grosseira cama,

A refeição frugal, concisa a frase,

Assim se comportavam Os meninos de ; pois ,

Legislador prudente,

Viu que a fama do país estava Na militar grandeza:

E, querendo , fêz soldados Os filhos da república.

Dá ao adolescente que educas,

As bases ou princípios Da futura missão que excercer deve.

Anastácio Luiz de Bonsucesso.

Os ossos

Os ossos de um nobre se encontraram Com os ossos de um peão. Estando a sós,

Nas tristes solidões de um cemitério,

Pergunta o nome ao outro: “Os teus avós?. .

“Por entre essas ossadas que embranquecem Da lua ao clarão, mostrai-me os vossos.”

Responde-lhe o plebeu: “Não os, distingo;

São do nobre e plebeu iguais os ossos.”

Nas pedras sepulcrais ainda brilham Dos homens a vaidade e impostura! levantai-as, tertnr lede nos ossos. . .

— Somos todos iguais na sepultura!

(Idem)’

Fonte: Seleta em Prosa e Verso dos melhores autores brasileiros e portugueses por Alfredo Clemente Pinto. (1883) 53ª edição. Livraria Selbach.

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