DELFINA BENIGNA DA CUNHA

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7.

História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.

 LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica)

Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936)

DELFINA BENIGNA DA CUNHA

Nasceu na vila de S. José do Norte (estância do Pontal), pr víncia do Rio Grande do Sul, a 17 de junho de 1791, e faleceu i cidade do Rio Grande a 13 de abril de 1857. Era filha do capitã mor Joaquim Ferreira da Cunha Sá e Meneses e D. Maria de Pau e Cunha.

BIBLIOGRAFIA

1) Poesias oferecidas às senhoras rio-grandenses. Porto Alegre, 1834.

2) Poesias oferecidas às senhoras brasileiras por sua patrícia, etc. Rio de » neiro, Tip. Austral, 1838, 160 págs. Houve 2." edição, no mesmo ano e no R de Janeiro, Tip. Imperial e Constitucional de J. Villeneuve e Cia., 156 págs., co tendo mais de uma quadra glosada.

3) Coleção de várias poesias, dedicadas à imperatriz viúva. Rio de Janeir 1846, 191 págs.

Encontram-se poesias suas no "Florilégio da infância", na "Seleta brasileira", i Parnaso Brasileiro".

FONTES PARA O ESTUDO CRÍTICO

 Chichorro da Gama — Miniaturas biográficas.

 " " " — Dic. de autores clássicos e Rev. de Língua Português n.° 13, pág. 179.

 João Pinto da Silva — Hist. lit. do Rio Grande do Sul, pág. 41.

 Múcio Teixeira — Os Gaúchos, tomo II, pág. 87.

 " " — Poetas do Brasil.

 Sacramento Blake — Dic. bibliog. brasileiro, 2.° vol., pág. 164.

NOTÍCIA BIOGRÁFICA E SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO CRÍTICO

Como Ângela do Amaral — a poetisa do século XVIII — De fina da Cunha também era cega. Mas a Ceguinha nunca viu a lu

do sol, ao passo que Delfina perdeu a vista, com vinte meses de idade, em conseqüência da varíola. Viveu solteira e ficou órfã de pai e mãe, quando contava 42 anos de idade.

Teve esmerada educação e cedo despertou-se na menina de 12 anos a vocação poética, improvisando décimas e sonetos.

Múcio Teixeira refere-se a um encontro da poetisa, quando residia no Rio de Janeiro, com o poeta português A. Feliciano de Castilho, também cego.

O visconde, galanteador, mostrou-se bem impressionado com o talento da moça e confessou-lhe o arrependimento de tanto haver atacado as mulheres, no poema Ciúmes de bardo.

A moça, sorrindo, retrucou-lhe que não havia motivo para se arrepender, porque o poeta punira com severidade as irreverências do bardo ciumento, afogando-o nas águas de um lago.

Delfina recebia, desde que lhe faleceu o pai, uma mesada de D. Pedro I. A pensão foi conservada por D. Pedro II, a quem ela consagrou poesias, em sinal de reconhecimento.

Nas poesias da infeliz cega notam-se inspiração e espontaneidade. Ela não usava de artifícios nem se preocupava com os processos estéticos. Procurava unicamente externar sentimentos e pensamentos, como o fez no soneto com que abriu o seu primeiro livro de versos. Tinha sonhos de virgem e entoava hinos à virtude.

Formara a sua educação sob os moldes da mulher brasileira e os exemplos maternos. Era religiosa e mantinha o perfume da beleza feminina, que é o pudor. As suas poesias definem-lhe os sentimentos puros, sem mácula nem perversões. A sua tristeza transparece neste terceto:

"Sensível coração deu-me a natura, E a fortuna, cruel sempre comigo, Me negou toda a sorte de ventura."

Devem figurar, com brilho, as suas produções poéticas, nas coletâneas da musa feminina.

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