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Miguel (admin)Mestre
Não faço apologia às drogas. Não sou usuário de drogas ilícitas. Não sou cristão nem ateu, me considero agnóstico.
Mas vou dar uma de advogado do diabo, doa a quem doer.
Os cristãos pregam que usar drogas é pecado. Segundo eles, isso é uma forma de suicídio (pois a droga mata aos pouquinhos) e o suicídio é pecado (Não matarás).
A patir do momento que vc SABE que a droga mata, ou seja, CONHECE SEU DESTINO, E PERSISTE NELE (usando drogas, mesmo sabendo que mata) voce estará (ou estaria, segundo os crentes) pecando.
Agora vou ironizar, como Sócrates fazia (vou aceitar essa premissa temporariamente como verdade, para derruba-la)
Ora, o usuário de drogas está se suicidando pois, ele sabe que a droga mata e mesmo assim ele persisti na droga (no destino escolhido por ele)
Logo, o mesmo se aplicaria a Jesus (autoridade máxima do cristianismo);
Segundo a biblia, ele conhecia seu destino (ele sabia que seria crussificado e morto) e mesmo assim ele não fugiu; e mesmo assim ele não negou suas crenças (sabendo que, no interrogatório, se ele negasse suas crenças publicamente, ele seria absolvido).
Ele confirmou as suas crenças (exatamente como Sócrates confirmou as suas perante o julgamente).Ora, Jesus sabendo que morreria, persistiu no seu destino (fez uma escolha) e escolheu morrer.
Logo, Jesus se suicidou.Antes de me queimarem, permitam me dizer que esse jogo lógico e retórico só vem a relativisar o problema.
É claro que Jesus não se matou.
Toda aquela argumentação só vem a provar que usar droga não pode ser considerado suicídio.
E que a liberdade de escolha, não torna nossa vida mais fácil ou mais difícil.
Miguel (admin)Mestre“Novamente, determinismo nada tem a ver com existência ou inexistência de liberdade”.
Página 332 do Convite a filosofia de Marilena Chaui:
LIBERDADE COMO QUESTÃO FILOSÓFICA
“necessidade, fatalidade, determinismo significam que não há lugar para a liberdade, porque o curso das coisas de nossa vida ja está fixado, sem que nele possamos intervir”.
O mesmo se aplica a “contingência”
Mileto:
Como determinismo não tem a ver com liberdade?
Acho que estamos falando de coisas diferentes, meu amigo.Nahuina: Não estou criticando Sartre. Só queria saber: O existencialismo rompe com o determinsmo?
Se vc disser que não, eu não sei o que é existencialismo nem determinismo.Agora, saber se temos livre-arbítrio ou não, é outra questão. Se vc acredita que sim, eu tentarei provar que não. Se voce disser que não, eu tentarei provar que sim (tudo de acordo com minhas possibilidades limitadas de conhecimento).
Eu gosto de fazer de advogado do diabo, pois para mim, ambas as teorias são fundamentadas e possíveis. E sem pontos de vista diferentes, não formaremos novas sínteses, por isso é importante discordar. Concordam?
Mileto:
Onde posso alugar o filme Walking Life? Tem título em portugues? É facil de achar?No lugar onde eu moro as locadoras só tem os filmes de sempre. Nda assim mais alternativo. É uma bost…!
Miguel (admin)Mestre“O determinismo tem a ver com a hipótese da ciência poder definir todas as relações de CAUSALIDADE dos fenômenos”. (correto!)
E isso não implica com nossa liberdade?Quando implica com a noção de liberdade, não é mais determinismo, é behaviourismo. (Vide Buhrrus F. SKINNER)
Na questão etica é diferente, se somos livres ou não, equivale a responder a pergunta: o homem faz a cultura ou a cultura faz o homem?
São as duas coisas. Logo não existe pura liberdade. É um conceito de relatividade.
Sartre rompeu com o determinismo?
Não creio. Acho que a questão é outra?
A noção sartriana de liberdade é filosófica no sentido da Phýsis ou seria “licença poética” dentro de um contexto político-ideológico.“O homem está condenado a ser livre.” [Sartre]
Miguel (admin)MestreEu acho que as pessoas estão alienadas por não pensarem seriamente na questão da distribuição de riquezas.
Por que um bombeiro que é infinitamente mais útil a sociedade do que um cantor de rock deve pagar impostos, se mal consegue pagar a casa própria?
O cantor de rock, por outro lado, tem tanto dinheiro que não sabe o que fazer com ele e muito raramente consegue fazer algum trabalho que realmente ajude a melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Não quero dizer com isso que o cantor não seja um trabalhador que possa contribuir para a sociedade com suas idéias nas letras das músicas, além do simples entretenimento. Mas por que precisam ganhar tanto dinheiro e contribuir tão pouco com os impostos???
São esses caras milhonários que deveriam pagar taxas de 50% (pelo menos) nos impostos e, não, os bombeiros e os demais cidadãos que passam dificuldades e, mesmo assim, contribuem diretamente para o bem-estar social.
Nenhum cantor de rock salvou tantas vidas quanto a maioria dos bombeiros, pensem nisso…
Miguel (admin)MestreCorreto. O exemplo que postei de Deus, não é tecnicamente chamado determinismo. É chamado fatalidade ou providência.
“O determinismo tem a ver com a hipótese da ciência poder definir todas as relações de CAUSALIDADE dos fenômenos”. (correto!)
E isso não implica com nossa liberdade?
Se voce é uma engrenagem num sistema voce não é livre, pois seu movimento depende do movimento de outra engrenagem.
Podemos ser livres (ou aparentemente livres) quando seguimos nossas próprias leis ao invés de sermos escravos dos nossos desejos. Ou seja, quando agimos racionalmente, de acordo com nossa própria moral, somos (aparentemente livres).
Mas a moral não é inveção minha. Eu posso influencia-la, mas eu já nasci numa cultura.
Temos um impasse sobre a definição de determinismo.
Saber se somos livres ou não é uma questão que vêm sido discutida desde o inicio da filosofia. É polêmico e complexa.
Na atual conjuntura, me bastaria ouvir uma terceira ou quarta opinião sobre o que é determinismo. Para mim está claro que a realidade ser determinada ou não, influencia na questao de sermos livres ou não (em questão de metafísica)
Na questão etica é diferente, se somos livres ou não, equivale a responder a pergunta: o homem faz a cultura ou a cultura faz o homem?
Em ambas as questões eu não sei. Pode ser que tudo que eu tenha falado sobre determinismo está errado. Mas gostaria de uma explicação:
O universo ser determinado, implica com nossa liberdade metafísica?
Sartre rompeu com o determinismo?
Vou me colocar como Sócrates:
“só sei que nada sei”Miguel (admin)MestreAs drogas baixam as chamadas “defesas superegóicas”, libertando, assim, a criatividade.
Há um fundo de verdade no que dizem os artistas. Porém, paga-se um preço alto com a destruição do corpo e a possibilidade de viciar-se, levando a pessoa à autodestruição.Então, eu pergunto: não seria melhor trabalhar o superego em sessões de análise ao invés de usar drogas???
Miguel (admin)MestreFaz sentido, então, o protagonista ter sonhado com os dois. Os sonhos eventualmente têm essa característica de absorver inconscientemente elementos da vida cotidiana.
Há relatos de pessoas sobre a presença de personagens de filmes da TV em seus sonhos. O casal não apareceu ali por acaso.
Há também uma certa des-subjetivação nos sonhos. O sujeito pode incorporar a identidade de outra pessoa. Isso decorre do fato de que o sujeito, ao olhar-se no espelho da reflexão mental, vê-se primeiro como um outro, antes mesmo de nomear esse outro como um EU.
O filme pode ser chato para a maioria das pessoas. Eu, contrariamente, preferiria que a maioria dos filmes fosse assim…
Miguel (admin)MestreNao existe essencia alguma…e antes de surgirem nós os seres humanos???Tudo era apenas tudo..a flor era apenas uma flor..nascia, vivia e morria..daí surgiu o ser humano com seu romantismo..para analisar q a flor é bela,linda q se abre lentamente e se alegra com água.
As coisas acontecem pq tem q acontecerem.Miguel (admin)MestreNão quero ser um pseudo leitor(nao seria se pudesse)..Não tenho a tamanha pretensao de tentar corrigir alguma opinião..Se vc se considera um leitor se sai engolindo qualquer ediçaozinha barata(traduzido) de Huxley, Dostoyevski,Wilde,ou qualquer escritor estrangeiro, reconsidere sua pretensão.Voce é um pseudo leitor..a nao ser q vc fez um curso de ingles, le no mais perfeito ambiente de leitura, e desfruta de uma ediçao especial com palavras originais do autor…
Miguel (admin)MestreÉ…acho q estamos desviando um pouco do tema da discussão..mas é assim mesmo..o ser humano protege e defende o q lhe convém.nao nega o seu gosto.ate perde a razão.
A Filosofia faz com que se manifestem os detalhes..
Detalhes destroem o ser humano..Miguel (admin)Mestre…Mudando um pouco a ótica, eu acho que muitos artistas, por exemplo, são livres. Eles vivem uma outra realidade, têm outros conceitos, uma forma diferente de enxergar as coisas, não se importam muito com a moral pré-estabelecida, com os valores da sociedade…Vivem “livres” da opressão do meio, do sistema….
Claro, para ser criativo é preciso se sentir livre para tal.
Miguel (admin)MestreEu acho que o fato dos personagens serem contraditórios ou passíveis de crítica só torna o filme mais realístico. Eu achei maravilhoso assistir a um filme tão inteligente.
O conceito de Neo-humano é criticado mais a frente no filme do macaco.
Também tem o casal: enquanto a mulher muito cabeça desmistificava brilhantemente a visão espírita da reencarnação, o homem vinha com aquele papo pseudo-científico de telepatia…
Miguel (admin)Mestre…Eu gostaria de uma definição…
Através da definição de liberdade, que vc tenha, podemos concluir se a sua frase está correta
Pode ser?
Pura liberdade: uma realidade na qual você pode ser e fazer o que bem quiser.
Everything is possible.
Miguel (admin)MestreNão tem nada a ver. Se formos analisar o determinismo tomando como referência o Deus bíblico, então eu caio fora, porque não tem nada de científico num Deus que é onisciente e que ao mesmo tempo se arrepende de ter feito o homem e inunda o mundo com o dilúvio. Isso sem mencionar o livre-arbítrio. Ora, façam-me o favor!
Novamente, determinismo nada tem a ver com existência ou inexistência de liberdade. Não sei de onde tiraram essa. O determinismo tem a ver com a hipótese da ciência poder definir todas as relações de causalidade dos fenômenos.
Depois do princípio de incerteza de Heisenberg, sabemos que não. Porém a ciência não deixou de ser determinista. A teoria do caos é justamente a hipótese de que o caos nada mais seja do que uma função matemática demasiado complexa.
Até no filme Walking Life um pernonagem diz que preferiria ser uma engrenagem determinista do que uma partícula com movimento incerto…
Miguel (admin)MestreCaros, E. Mileto e Nahuina,
Boa noite à vocês, amigos filósofos.o texto do Michael Alexandrovich Bakunin é muito bom mesmo. Ele diz tudo! depois eu vou enviar um texto muito bom também. É só questão de eu ter tempo.
continuem aguardando…
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