Miguel (admin)

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  • em resposta a: A vida tem algum objetivo? #78615

    O grande desafio do indivíduo é superar a morte? Ou superar tudo, em vida, que se coloca como obstáculo ao viver?

    A morte é insuperável, é o destino!

    Mais ainda, desafio não é objetivo, nem sentido. E o indivíduo descontente com a vida pode tomar como objetivo a própria morte…

    em resposta a: A vida tem algum objetivo? #78613

    mas ele pode deixar de viver a qualquer momento…não?

    Sim e daí? Aonde te leva essa observação?

    em resposta a: Sentido da vida #74797

    Claro, como algo perfeito poderia ter um passado cabuloso?

    em resposta a: Decadência de Sartre #77115

    o ser da consciência deve ser Ser consciente de si e só pode ser assim.

    Só pode ser assim ou é o que Sartre quer que seja?

    em resposta a: Liberdade #74322

    Na metafísica somos livres, mas na moral somos alienados e/ou manipulados.O que acham?

    Acabei de responder uma questão semelhante ao Nahuina:

    Será que essa liberdade metafísica está tão livre de ser influenciada pelo inconsciente e pela moral ideológica do EU.

    em resposta a: Decadência de Sartre #77113

    Mas no caso, a consciência é a realidade a ser analisada com relação à realidade

    Quem possuiria um EU tão imparcialmente objetivo e racional para ter uma consciência assim?

    em resposta a: Liberdade #74321

    Boa tarde a todos.
    Quando falamos de Sartre, falamos de uma liberdade metafísica, o que não implica em uma condição livre no plano comportamental ou moral.
    Freud demonstra isso a partir de seu estudo sobre o inconsciente. Nietzsche demonstra através do seu conceito de moral. E Marx demonstra através do seu conceito de ideologia. Ou seja, podemos não estar mecanicamente determinados (a priori, temos livre-arbítrio), mas temos uma dependência inconsciente/comportamental, moral e ideológica. Na metafísica somos livres, mas na moral somos alienados e/ou manipulados.O que acham?

    em resposta a: Decadência de Sartre #77111

    O problema é que essa consciência que deve ser consciência de alguma coisa de Husserl não põe a princípio a questão se a tal coisa é só um idealismo ou uma realidade, se é um subjetivismo ou se é só uma costatação objetiva ou empírica, se trata-se de um fenômeno imparcial ou se deformado pelo desejo.

    A consciência de Sartre é pura consciência. Mas será que é assim mesmo na realidade???

    em resposta a: A vida tem algum objetivo? #78611

    O objetivo da vida do indivíduo é viver.

    Isso é um não-senso: se o indivíduo está vivo, ele já vive…

    em resposta a: Sentido da vida #74795

    É quase o pensamento de Parmênides: o Ser é o que é e o Não-ser, o que não é…

    O Ser não muda, pois senão deixaria de ser um Ser.

    em resposta a: Por que Marx errou? #73798

    Estava relendo todas as opiniões postadas neste fórum. Algumas delas me chamaram a atenção:

    Sofia (já leu o mundo de Sofia? É excelente!) diz : “como todos os outros pensadores, (Marx) não a escreveu para que tentássemos justificar ou condená-los, mas para que a partir de algumas diretrizes pudéssemos mudar alguma coisa” Bem dialético esse pensamento!

    Raquel: “costumo dizer que ainda falta saltar para as bancas o “Livro Negro do Capitalismo” e quando isso acontecer se acontecer, iremos todos por “as mãos na cabeça”…Concordo com ela. Muitas coisas ainda não sabemos sobre o capitalismo.

    André Luiz Martins expôs muito bem que: “A teoria da mais valia de Marx é atualíssima. A horda de desempregados, chamados por Marx de exército de reserva do capitalismo continua crescendo e sustentando a liberdade do capital circular e concentrar riqueza e poder por um lado, pobreza e guerras por outro lado.”
    Além disso, caro André, o exército reserva de desempregados faz pressão para que o cidadão que tem emprego não saia, não desista, não reclame do chefe ou do salário. O cidadão tem que agüentar, por que se ele desistir há vários a fim de tomar o lugar dele.

    Gostei muitíssimo do texto do L. Niarlathorth: “O sistema capitalista tem como essência a competição e divisão dos homens em duas parcelas: os possuidores de bens e os não possuidores de bem e sobre este patamar acredito eu que ele (o capitalismo) … é vitorioso pois é exatamente o que vemos.” – E eu acrescento que a condição de existência do capitalismo é a necessidade de haver concentração de riqueza por poucos. Se é condição de existência, logo o capitalismo NUNCA vai abarcar uma sociedade sem exploração. Parabéns, L. Niarlathorth, pelo seu texto.

    Nahuina: “MUITAS VEZES o homem faz aquilo que critica e/ou aquilo que mais odeia….” Uma opinião bem Freudiana. Gostei.

    E. Mileto de Souza (esse cara já tem nome de filósofo): “Afinal de contas, qual a síntese que não acaba se transformando em tese para as novas antíteses da vida?”

    O ponto principal que eu sustento é que Marx pode e deve ser criticado, repensado, revisado e atualizado. Mas para isso devem pré-existir condições muito sistemáticas. Antes de qualquer coisa, Marx deve ser estudado à exaustão, para que não se cometam erros como chamar Marx de determinista, mecanicista, ingênuo etc. Isso, na minha opinião, são erros interpretativos. Não quer dizer que a pessoa que afirme isso seja ignorante, ela só não leu o suficiente ou leu há muito tempo e já se esqueceu de certos detalhes. Lembrem que nossa memória é interpretativa e seletiva, e nosso nível de atenção influencia nisso também.
    Novamente recomendo o excelente “Comunismo e filosofia, revisões do marxismo hoje” de Maurice Cornforth. Neste livro, os mitos que o senso-comum cria sobre marxismo, ideologia, comunismo, materialismo histórico/dialético etc são desfeitos pelo autor. Ele justifica Marx em vários pontos e mostra como algumas das críticas feitas ao moço são fundamentadas em interpretações vazias ou pouco consistentes. Não obstante Cornforth também defende que uma revisão e atualização são necessárias (dentro de certas condições metodológicas). Mas isso, na minha opinião, não é tarefa fácil. Esta tarefa requer muito senso crítico-interpretativo e principalmente, muuuita leitura.

    O nível do debate está muito bom. Espero vê-los à noite.
    Novamente, parabéns pelo site!

    em resposta a: Por que Marx errou? #73796

    Não, a Constituição não obriga, ela apenas prescreve como um dever

    Às vezes, eu acho formidável a existência de tantas palavras para expressar uma mesma idéia. É que não se trata de um capricho, no fundo mesmo, não são a mesma coisa. Começa pela própria diferença fonêmica dos significantes…

    em resposta a: Por que Marx errou? #73795

    Acredito que tal constituição já exista, sempre existiu, mas não é coerente com a dita economia de mercado e a exploração resustante desta. Os direitos são todos assegurados. Quando leio a constituição eu quase choro, é lindo! Mas não acontece na vida prática.
    Se eu reclamasse do milk-shake do Bush (de tal forma que, o denunciasse realmente) acredito que também acabariam comigo. O fato é que o Fahrenheit 9/11 (do cineasta Michael Moore) ou não foi levado a sério pelos americanos (isso a gente nota no próprio filme) ou a reeleição do Bush foi comprada. Leiam “Os simpsons e a filosofia” não é um dos melhores livros que já li, mas pude perceber que as críticas dos simpsons ao capitalismo são contraditorias e incoerentes pois em outros episodios eles criticam o comunismo também. Resumindo, as criticas feitas pelos simpsons são “ultra-ironicas”, não se prendem a criticar A ou criticar B. Eles criticam A e B ao mesmo tempo. A intenção do desenho é fazer rir e nao provocar uma revolução. O mesmo vale para Família Dinossauros e o filme Farhenheit. Só por isso o Michael Moore está vivo, por que seu filme não incomoda o Bush, se incomodasse o Mick já estaria em fotos nas embalagens de leite.

    em resposta a: Decadência de Sartre #77109

    A consciência deve ser consciente de si mesma

    Um ser-em-si-para-si? Isso é um deus, não seria o homem…

    em resposta a: Por que Marx errou? #73794

    Só que Cuba não é um país livre. Vai lá reclamar do charuto do Fidel pra ver o que te acontece…

    A solução é simples, dentro do próprio capitalismo: é só fazer uma Constituição que obrigue o Estado a fomentar as necessidades básicas do cidadão.

    Mas quando se fala nisso, o brasileiro dá um pulo: “– O quê?! Farra assistencialista!!!

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