Miguel (admin)

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  • em resposta a: Por que Marx errou? #73786

    Acontece. So que eu não sei como eles conseguiram chegar a esse ponto.

    Eles têm parquimêtros pra pagar estacionamento, mas se alguém não quiser pagar, não paga e vai embora. Mas eles pagam assim mesmo, pois o cidadão de lá acharia inconcebível que alguém não pagasse pelo estacionamento…

    em resposta a: Por que Marx errou? #73784

    “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.

    (DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14)

    Mas eu também incluo aí segurança, educação, saúde, alimentação, etc como direitos da cidadania.

    Não adianta nada ter direitos políticos morrendo de fome…

    em resposta a: Decadência de Sartre #77103

    “O erro fundamental de Sartre foi o de considerar a consciência humana como um ente capaz de apreender a pura realidade.”

    Não, isso não é verdade. Se fosse assim, ele não teria feito distinção entre o ser-em-si e o ser-para-si.
    O problema de Sartre é a negação dos fatores inconscientes que determinam a consciência (o ser-em-si da consciência). A consciência não pode ser somente ser-para-si.

    em resposta a: A Aguia e a Galinha – Leonardo Boff #73951

    oi…
    preciso de uma resenha dos livros:
    “Pai Rico, Pai Pobre” e/ou “A Aguia e a Galinha”

    quem tiver um dos dois e puder me enviar por e-mail…

    com Ugencia!
    Obrigado!

    em resposta a: Por que Marx errou? #73782

    Os sociais-democratas conseguiram criar uma forma de Estado em que as pessoas tem todos os direitos de cidadãos garantidos e não precisaram chegar a isso através de lutas armadas ou de ditaduras.

    A visão de Marx é ingênua e, às vezes, utópica. Só o que vale são algumas críticas ao capitalismo, à religião e à ciência…

    em resposta a: Sentido da vida #74773

    E se fosse comprovada a máxima “Quanto mais inteligente e sábio, menos feliz”?

    O sentido da vida seria então “manter-se ignorante”? Esse sentido faria sentido?

    “Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.”
    [Eclesiastes 1:18]

    em resposta a: Por que Marx errou? #73780

    Quem tem medo do Comunismo?

    Atualmente estou preparando minha monografia, a qual defenderei no dia 20 de junho de 2005. O tema gira em torno da propaganda ideológica. Em minha pesquisa, e minhas leituras antes mesmo da pesquisa, pude ter um bom contato com a obra de Marx e Engels. Observei que muito do que se afirma no senso-comum sobre essas obras não condiz com a “realidade”. Algumas observações maldosas feitas a Marx são fruto de leituras superficiais ou senso-comum, ou mesmo fruto da propaganda ideológica capitalista.
    Exemplo: afirmar que a filosofia de Marx é determinista é um erro. Quando muito pelo contrário, a filosofia de Marx, além de abominar o determinismo ela é dialética (não mecanicista). A obra de Marx também não é positivista. A única coisa que Marx tem em comum com o positivismo é valorizar a ciência empírica. O materialismo histórico de Marx e Engels é dialético e empiricamente verificável.
    A afirmação “as relações de trabalho determinam a consciência” não prova que Marx é determinista, pelo contrário. No contexto desta frase, Marx também deixa claro que há uma comunicação entre a base e a superetrutura. Como poderia Marx ter esperança de mudança se sua filosofia fosse determinista??? A filosofia de Marx nunca foi determinista, dogmática, utópica ou mecanicista. Se alguém criticar Marx com base nessas afirmações, estará equivocado ou mal-intencionado. A obra de Marx visa não o pensamento, mas a prática. A partir da prática vamos mudar o mundo, e não a partir do pensamento. A prática vai evoluir nosso pensamento e não o contrário. Por essa razão (entre outras) é que a sua filosofia é revolucionária e amedronta na burguesia.
    Outra coisa, Marx nunca sonhou com uma humanidade homogênea. É obvio que sua visão de historiador, filósofo e sociólogo reconhecia muito bem que as pessoas são diferentes. Marx não é um idealista, tão pouco um socialista utópico. Marx pertence à corrente materialista, e sua proposta é de um socialismo científico (o que é muuuuito diferente). Ele nunca propôs uma sociedade harmoniosa e feliz como afirmam. A grosso modo, pode se resumir as etapas da revolução em: revolta armada, ditadura do proletariado, socialismo,democracia (no sentido real, com participação de elites e povo) e comunismo. O comunismo não significa pessoas iguais. Significa que cada um trabalharia segundo sua capacidade e receberia segundo sua necessidade (recomendo a leitura de Marx, pois o que afirmo aqui pode parecer totalmente insano, visto que apresento o pensamento resumido e fora de contexto).
    Vários mitos se formaram a respeito do comunismo. Um deles é que “se não houver competição, se todos receberem a mesma coisa, não haverá trabalho e a sociedade sucumbirá a ociosidade, a preguiça, o que arruinaria a humanidade”. Esse pensamento já começou errado, mas vamos lá. Se a falta de trabalho levasse a sociedade à ruína, o capitalismo já deveria ter ruído, visto que os membros que trabalham pouco ganham, e os que não trabalham acumulam as riquezas. A burguesia já deveria ter sucumbido com a ociosidade, mas não sucumbiu. No comunismo haveria o trabalho sim, mas para sobreviver e não para acumular (como no capitalismo). Além disso, o comunismo visa acabar com a mais-valia.
    As pessoas (de direita) acusam os comunistas de “querer acabar com a propriedade privada”. Observe como essa afirmação é ideológica (apresenta uma lacuna, algo que foi escondido para mascarar um interesse). Essa propriedade da qual eles falam só é privada e só existe para 3/10 da população enquanto os outros 7/10 nada têm. Visto esse aspecto, o que os comunistas querem é exatamente isso: destruir essa propriedade mentirosa, manipuladora.
    Por que as pessoas não vêem que são exploradas? Porque elas estão alienadas, elas “compraram” a ideologia burguesa e nem se deram conta. O pobre defende sua própria exploração. A Igreja reforça isso com sua moral (é proibido roubar). Responda, que outra opção essas pessoas têm na vida? A esperança do dia de amanhã, a sena acumulada, o paraíso???? Leiam a matéria sobre João Paulo II na revista História Viva nº19 Esse papa teve importantíssimo papel na guerra fria, não à toa ele era polonês. (desconsidero comentários de quem afirma que o Espírito Santo é que o escolheu para ser eleito papa).
    No passado o escravo poderia se revoltar contra a figura do rei, pois ele era uma pessoa que detinha o poder (um poder pessoal, visível, na figura do rei). Desde que tiveram a brilhante idéia de institucionalizar o poder, as pessoas vivem em alienação, pois elas não podem se revoltar contra uma força invisível. Institucionalizar o poder significa dar poder a uma figura invisível e impessoal (o Estado). O Estado existe unicamente para proteger a propriedade privada, para evitar que ela seja destruída pelos trabalhadores. O Estado (dotado de força repressiva militar e policial) é a representação da elite burguesa e não a institucionalização da justiça, do direito do bem comum (wellfare state).
    O comunismo não é o bicho papão que pintam, tão pouco o lobo-mau que come criancinhas. Da mesma forma que a burguesia vende tênis, roupas, carros, celulares, computadores ela também vende idéias.

    Esse texto é baseado em Convite à Filosofia, de Marilena Chauí; Filosofando, de Maria Lucia Aranha e Maria Helena Martins e A História da Riqueza do Homem, de Leo Huberman.

    Renan
    Publicitário

    em resposta a: Por que Marx errou? #73779

    E, apenas complementando o que Nahuina disse, não somente o “marxismo” é passível de boas críticas como, também, as próprias idéias de Marx.

    Inexoravelmente, algumas das melhores idéias de Marx já estão tão incorporadas a nossa cultura que, ao ouvi-las, elas parecem mais clichês…

    em resposta a: Qual é o sentido da vida (cont.) ? #75621

    O livro de eclesiastes contido na bíblia nos traz uma resposta interessante para a vida, tudo é vaidade. Nós somos apenas uma poeirinha cósmica acentada sobre pequenas placas finas num intervalo de temp. e pressões brandas à deriva sobre um pequeno oceano de ferro derretido que por sua vez está num pequeno planeta de uma longínqua galáxia também todos à deriva e caoticamente (nossa visão) sofrendo a ação dos eventos sem poder imprimir modificações muito além de um pequeno egoísmo vulgar. Eu achei genial o trecho do guia do mochileiro das galáxias onde um supercomputador depois de analisar a grande pergunta da origem de tudo responde 42 após 7 milhôes de anos de cálculos e pede mais 10 milhões de anos para formular a grande pergunta já que a resposta dada à primeira grande pergunta não foi satsfatória porque a pergunta estava mal feita.

    em resposta a: Diálogos de Platão #79724

    Olá Lizard,

    Estou enganado em ler em sua msg um tipo de sugestão para mover essas mgs sobre Platão para as listas específicas que tratam dos filósofos? :-) Pensando bem, a lista sobre existencia de Deus não parece a mais apropriada para questões acerca de referencias e qualidades de traduções.

    Nada impede, entretanto, a criação de outra lista para tratar de temas ligados ao orfismo e a influência de seitas orientais na filosofia grega.

    Abraço.

    em resposta a: Os universais na Idade Média #78471

    Realidade e Pensamento podem ser dissociados

    Podem: se o pensamento for equivocado ele estará automaticamente dissociado da realidade. Contudo, existe a necessidade lógica de que o pensamento objetivo não possa ser dissociado da realidade.

    Quanto aos universais, penso que a pergunta deveria ser reformulada:

    Quais os universais que podem ser considerados realmente universais e, portanto, existentes na realidade?

    “Homem” é um universal? Bom, qual o conceito de homem? Um homem, entre outras coisas, tem dois braços. Se perder um braço deixa de ser homem? E se for possível manter a cabeça viva, através de máquinas, sem o restante do corpo, continuaria a ser um homem?

    “Talher” é uma classe universal? Poderíamos concordar com Platão que o talher ideal nos permite reconhecer todos os outros tipos de talheres existentes? Mesmo que um ocidental não saiba que os “talheres” chineses são dois palitos?

    em resposta a: Por que Marx errou? #73777

    Antes de qualquer coisa, parabéns pelo fórum e pelo site. Grande idéia e espero que dure muito.
    Parabéns aos organizadores, responsáveis e frequentadores.

    Karl Marx é um dos pensadores mais importantes da história. Digo isso porque suas concepções de ideologia, mais-valia, alienação, fetichismo, e suas críticas ao capitalismo e ao socialismo utópico representam uma ruptura necessária do pensamento. Chamo Marx de pensador porque ele atuou na sociologia, história, economia e filosofia. Tento assim resumir tudo isso na expressão “pensador”.(porém para mim, Marx pode ser tranquilamente chamado de filósofo).
    Ele também é um dos pensadores mais criticados da história. Geralmente, as pessoas que o criticam nunca realmente o leram ou compreenderam. O mesmo se aplica a alguns “marxistas” que distorcem os textos (se é que alguma vez já leram alguma coisa)
    Um erro comum do senso-comum é pensar que “uma classe dominante inventa uma ideologia para manipular o proletariado” Isso é grosseiro! Para Marx são as relações de produção, a praxis, que determinam a forma de pensar, nossa consciência. A ideologia está na superestrutura da sociedade. São as próprias camadas da sociedade (todas as camadas)que matém a ideologia lá na superestrutura (a qual, juridicamente toma forma na figura impessoal do Estado).
    Marx apoiava-se numa ciência para chegar as conclusões que chegou: o materialismo histórico. Assim Marx demonstra empiricamente e históricamente as relações de trabalho em um processo dialético. Esta ciência de Marx deve ser analizada a fundo e ser bem compreendida, antes de se criticar Marx. Não tenho dados estatísticos para provar, mas acredito que quem estudar isso a fundo não mais fará críticas a Marx. Mesmo criticando-o, a importancia de seu pensamento não é diminuida, pois ainda assim represetou uma ruptura necessária para a sociedade e o pensamento.
    Recomendo um livro: Comunismo e filosofia, revisões do marxismo hoje, do autor Maurice Cornforth.

    Renan é estudante de publicidade e
    filósofo (amante da sabedoria)

    em resposta a: Sentido da vida #74771

    Ernesto para suportar o vazio é necessário aceitá-lo como vontade, vontade de vida, de potência (via Nietzsche). Não admitir o sentido da vida como destituído de sentido: eis o caminho para a superação do homem, a vida tem valor por si só, de forma que a evolução e o desfrute são apenas conseqüências desta valoração, de que adianta suprimir a vontade? De que adianta negar a sentido da vida e juntamente a própria vida?
    Fracos são os que assim fazem, e fracos são os que negam a possibilidade de evoluir a humanidade e não apenas determinado homem, o ser humano é um ser histórico, os homens acabam, a humanidade permanece, e assim digamos sim ao conjunto, mas um conjunto com instinto de superação, de esperança e vontade, que não necessite de um deus qualquer para atribuir sentido à vida, mas sim do humano, da natureza, da physis.
    Somos unicamente nós os seres que necessitam atribuir sentida à vida e nós temos a dimensão do tempo de forma que o agora deve ter sentido prospectivo.

    em resposta a: A ambiguidade da pergunta #71855

    O justo é por demais relativo e subjetivo…
    Há muitas diferenças de concepções de aquilo que seria justo conforme as vivências, a filosofia, a cultura, de forma que seja impossível se postular uma fórmula estanque em que se encontre “tal coisa é justa, tal coisa é injusta”, isto constitui um absurdo.
    O que se tem chamado até hoje de justiça pelas legislações nada mais é do que vingança!

    em resposta a: Diálogos de Platão #79723

    Ba pensei, quando vi escrito Platão que era algo sobre sua filosofia e sua relação com muitas religiões, pois sua alegoria da caverna, o mundo das idéias e assim por diante ~são afirmados de uma forma mística por muitas doutrinas religiosas, interessados em saber discutam!
    Perilipumpóm

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