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Miguel (admin)Mestre
Tere.
O Leviatã é um texto filosófico onde Hobbes desenvolve suas idéias sobre o contrato social e o Estado – a partir da constatação de que “o homem é o lobo do homem” e que “o estado de natureza é uma guerra de todos contra todos”. Assim o Estado seria quem coloca ordem no caos. Contrapõe-se a Rousseau, para quem o homem é bom por natureza e a sociedade o corrompe – onde o Estado aparece também como uma forma de controle.
Muito bem: modernamente Leviatã é sinônimo de totalitarismo e Estado totalitário. Há um único filme, pelo que me consta, onde essa tese é explicitada: 1984, baseado no romance de George Orwel. Trata-se de um filme/romance antido mas muito atuais. Há também um romance de Aldous Huxley chamado… ai, não me lembro o nome desse maldito romance. Muito bem, mas pelo nome do autor você localizará facilmente.
Os filmes que mencionei também tratam do totalitarismo. Acho importante serem vistos.
Antônio Margarido
Miguel (admin)MestrePrezado Antonio.
obrigada pela atenção, mas onde posso encontrar os filmes citados? locadora comum? voCê me indicaria um mais específico falndo extamente sobre o pensamento de Hobbes sobre o Estados – O leviatã?
AnaMiguel (admin)MestreE como seria esse tipo de ajuda?
Miguel (admin)MestreCara Ana.
Há vários filmes que monstram o lado totalitário do Estado. Por exemplo: Teoria da Conspiração, O Inimigo do Estado, entre os mais atuais. Entre os antigos: Z, Investigação sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita.
Antônio Margarido
Miguel (admin)MestreOlá meu nome é Ester e estamos desenvolvendo um trabalho sobre fenomenologia e existencialismo na faculdade…. e as psicologias influenciadas… tá bem complicadinho de fazer… estou no primeiro período de psico… se alguém pudesse ajudar… eu ia curtir! Valeu : )
Miguel (admin)MestreOla vocês poderiam me indicar algum filme sobre o Leviatã de Hobbes ou sobre o Estado na concepção do mesmo.
obrigada
Ana Tereza01/06/2005 às 18:08 em resposta a: Como ser um filósofo, somente pelo prazer sem recursos financeiros … #73198Miguel (admin)MestreSempre pensei que para ser filósofo, não há que se frequentar nenhuma faculdade. Não me lembro de nenhum filósofo que tenha aprendido a filosofar em faculdades…
Penso também que não devemos apreciar um filósofo através da filosofia de outro filósofo. Se assim procedermos, acabamos não compreendendo a filosofia do primeiro, além de confundirmos a filosofia do segundo.
Para mim, todo ser pensante é filósofo, independente de formação. Acho a filosofia acadêmica pobre. As questões filosóficas mais decisivas são discutidas pelas pessoas pelas ruas…
01/06/2005 às 16:14 em resposta a: Como ser um filósofo, somente pelo prazer sem recursos financeiros … #73197Miguel (admin)Mestre
Parem o mundo! Nahuina precisa descer…
Miguel (admin)MestrePreciso de um resumo, em caráter urgentíssimo, de O espírito das Leis de Montesquieu.
Obrigada….01/06/2005 às 13:01 em resposta a: Como ser um filósofo, somente pelo prazer sem recursos financeiros … #73195Miguel (admin)MestreTalvez o que falte não seja a aceitação das idéias dos sofistas. Mas entendê-los como uma antítese temporariamente válida às idéias dos platônicos.
A moral é um senso-comum alienante e a lei da sobrevivência do mais forte nem sequer é uma verdade evolutiva, já que a adaptação não implica necessariamente a sobrevivência do mais forte.
Mas por quê prefiro os sofistas aos platônicos, se estes são meras antíteses?
Porque é mais fácil, a partir de uma antítese, chegar a uma síntese do que elaborá-la através da continuidade de uma tese.
Foi assim que surgiu o positivismo, uma herança do pensamento racionalista que remonta até o tempo dos platônicos, quando fez-se calar a voz dos sofistas ao compará-los ao bando de ardilosos embusteiros.
Não conheço o trabalho de Nietzsche profundamente, mas a impressão que me passa não é a de que ele defenderia a máxima “o forte devora o fraco”. Acho que ele preferiria expressá-la nos seguintes termos: “o dialético devora o moralista”!
Miguel (admin)MestreAté onde sei, ninguém aqui jamais enviou um resumo desse clássico da granja. Esse não é um livro dificil, custa tanto assim gastar alguns minutos para lê-lo?
E. Mileto tem razão?
Miguel (admin)MestreNão entendi pq estão tão furiosos com o Tasso.
O sujeito somente postou algumas citações e já o condenaram. Não soa estranha essa agressividade de quem diz querer dialogar? Para que usar gratuitamente frases do tipo:
“Cristãos, libertem-se de suas coleiras!”
“cristãos ( católicos ou não ) terão o mesmo destino – pois sao hipócritas e pecam”
Por outro lado, concordo qd o Lizard escreve que dialogar não se resume na coleta de citações famosas, embora elas possam ser bem-vindas para enriquecer um conteúdo. Da mesma forma qd a citação vem de outra parte, pois “deixar nesse fórum a frase “Deus está morto” (Nietzsche) e não argumentar” também não acrescenta muita coisa.
01/06/2005 às 4:31 em resposta a: Como ser um filósofo, somente pelo prazer sem recursos financeiros … #73194Miguel (admin)MestreE. Mileto,
Se não entendi errado, vc parece ter visto no socratismo-platonismo um tipo de racionalismo questionável, e talvez por isso o desejo de dar mais valor a linha abordada pelos sofistas. Essa percepção, se não for um engano, veio nas passagens:
(a) temos esses pensadores <...> fazendo críticas fulminantes ao racionalismo, sobre fenômenos e paradoxos que os sofistas já conheciam muito antes de Sócrates; ou,
(b) o racionalismo e o positivismo são correntes de pensamento muito pobres…
Entendo seu receio, isso é bastante compreensível, mas se examinar outras antigas postagens minhas verá que não costumo ser defensor dessas correntes, racionalismo ou positivismo, nem pretendo assumir esse papel por agora.
Na verdade, entendo que essa rotulação de racionalista para Sócrates ou Platao considera apenas um viés da posição dos dois, sendo um tanto tendenciosa. Esse tipo de acusação não é muito raro, e discutir isso daria outro longo debate, que demandaria mais tempo – quem sabe para as férias? Seria um bom tema para as lista sobre Platão. Já o positivismo, imagino, entrou de carona, pq não vi muita ligação aqui.
O fato de defender a posição “tradicional” no embate entre Sócrates-Platão-Aristóteles e sofistas não me impede de reconhecer a posição contrária tipificada, mais recentemente, na defesa de Nietzsche dos sofistas. Sobre isso tb haveria muito mais para falar, e, novamente, sugeriria para outra lista. Somente adianto que nesse ponto suspeito que Nietzsche tenha tido menos sucesso do que imaginava ao criticar Platão. Curioso observar nos diálogos platonicos como os argumentos e as ironias contra os sofistas podem ser os mesmos contra Nietzsche. De fato, a retórica nietzscheana lembra muito a sinonimia de Pródico qd tenta o uso da filologia para os jogos com o significados das palavras, ou a posição de Cálicles e Trasímaco qd fala de moral como contra-natureza. De fato, esses últimos sofistas defendiam que o justo era o segundo a natureza, e na natureza o forte devora o fraco. Isso não lembra o bigodudo furioso? Resumidamente (de novo) temos: Sócrates-Platão defendendo uma diferenciação entre physis (mundo da natureza) e nomos (mundo dos homens, cultura: leis, costumes e normas); os sofistas em questão criticando o nomos como artificial, criado pelos homens, concluindo que somente a physis tinha portanto valor… posição fácil qd se fala do berço da nobreza, com uma massa de escravos para sustentá-lo.
Derrubar é mais fácil do que construir e quem anda para trás é caranguejo
Miguel (admin)Mestreolá gostaria de ajuda em um trabalho de filosofia.
Tema: Leis Injustas de Montesquieu
Obrigada01/06/2005 às 3:40 em resposta a: Como ser um filósofo, somente pelo prazer sem recursos financeiros … #73193Miguel (admin)Mestre“Posso não concordar com nenhuma das vossas palavras, mas defenderei até a morte o vosso direito de enunciá-las”. (Voltaire)
Freud suspeitaria da hipérbole nessa frase (até a morte)…
…não tenho tanta gana de defender esse direito de meus adversários retóricos, mas também não é minha intenção convertê-los à razão miletiana.
Como diria Popper, só o que tenho agora é uma certeza sobre um fundo de dúvidas…

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