Miguel (admin)

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  • em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79864

    Sim, concordo totalmente com o que voce postou.

    Outra coisa que também gostei foi a mulher que esbarra com ele, e ela diz: “não quero ser uma formiga”

    Depois podemos continuar comentando cena por cena. No momento estou meio ocupado, mas vou adorar comentar e ler comentários sobre esse filme e talvez outros filmes, livros, discos etc.

    Valeu:-)

    em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79863

    Existem pessoas que acham que andam na “contra-mão” do sistema, pensam que são diferentes, porém suas ações não alteram a essência do que criticam.

    A sociedade nos cobra moralmente contribuições para soluções paliativas e é preciso ter muita coragem para contestar essa maneira de pensar, pois, infelizmente, a maioria acredita mesmo em tais soluções paliativas.

    Quem contesta pode ficar mal-visto. Ser chamado de radical. Pois aqueles que acreditam nas soluções paliativas estão convencidos de que estão mesmo mudando uma realidade, quando na verdade estão apenas dando mais consistência a ela…

    em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79862

    Também adoro essa parte!!! Quadros de Van Gogh e música de Chopin. Outra parte que eu também gosto é o ultimo conto.
    E voce reparou a referencia que o Waking Life fez ao conto do “demonio de 3 chifres” (um dos contos de Sonhos de Kurosawa)?

    Ainda sobre Waking Life, reparei que aqueles 4 caras que eram “teoria sem ação” estavam andando em uma rua fechada (no início da cena, a placa mostra- DESVIO) Isso é uma alusão e crítica as pessoas que andam na “contra-mão” do sistema, mas que na verdade elas “pensam” que são diferentes, porém suas ações não provam suas ideologias. Elas não dão exemplo, apenas falam. Também aparece um “A” (símbolo de anarquia) pixado no muro enquanto eles caminham.

    Gostei muito também daquele cara que ateia fogo nele mesmo- “Deixar que minha própria falta
    de voz seja ouvida”.
    Ele explica que o homem autodestrutivo também tem interesse em guerras, catástrofes etc… assim como toda a sociedade têm. Ou seja, o cara autodestrutivo se sente diferente, sozinho, mas ele também é parte disso tudo.

    Enfim, o filme é todo bom. Vale a pena comentar cada trecho dele.

    em resposta a: Razão e Proporção #77955

    Diz Marilena Chaui, em “Convite à Filosofia”:

    “Na perspectiva idealista, seja ela kantiana ou husserliana, não podemos mais dizer que a verdade é a conformidade do pensamento com as coisas ou a correspondência entre a idéia e o objeto.”

    Mas, será mesmo assim? Será que a coisa-em-si está tão alienada do fenômeno?

    em resposta a: Pos-Modernidade #78141

    Das Dificuldades Sem Os Nomes

    Estive fazendo algumas experiências comportamentais com uma gatinha que ganhei. Então, percebi que ela não consegue associar a imagem dela no espelho a ela própria. Na melhor das hipóteses, ela pode considerar sua imagem no espelho apenas uma sombra. Mas, na maioria das vezes, ela se surpreende achando que é um outro gato real que lá está.

    Os felinos não têm problemas de identidade, não lhes importa saber o que são. Falta-lhes uma linguagem, uma capacidade de relacionar nomes. Por mais que eu tente lhe mostrar que é ela lá no espelho, sempre me faltará a função da proposição “Aquela lá é você e aquele ali sou eu”…

    …e continuará tentando alcançar a imagem de algo, dirigindo-se ao espelho, por acreditar tratar-se da coisa real, como se não apreendesse o fato…

    em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79861

    Já assistiu a Sonhos, de Akira Kurosawa?

    Muito bom! Uma das partes preferidas é aquela em que o protagonista entra nas obras de Vincent Van Gogh…

    em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79860

    acho que é um tipo de consciente coletivo e esse consciente evolui com o tempo. Por isso hoje é mais fácil resolver palavras cruzadas antigas.

    Ja assistiu sonhos, de Akira Kurosawa?

    em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79859

    ADENDO À MENSAGEM ANTERIOR:

    Apesar de que eu acho, não me recordo direito, que ele estava se referindo à assimilação dessa “facilidade” de resolver as questões das palavras cruzadas num grupo de controle que estava realmente isolado da sociedade, num momento em que as soluções das questões já haviam passado a ser divulgadas externamente ao público.

    Se foi isso, é telepatia mesmo. E daí só me resta mandar às favas…

    em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79858

    Acho que aquela afirmação sobre “telepatia” foi um tipo de licença poética, foi um exemplo, ele não estava falando de “telepatia” como se vê em filmes de ficção científica e sim um tipo de teoria Junguiana.

    É, se ele estava se referindo à possibilidade de que as pessoas pudessem ter indiretamente assimilado uma certa facilidade de resolver as questões das palavras cruzadas pelo fato de já haverem introduzido a solução daquelas palavras cruzadas na cultura de massas, então a idéia de “telepatia” como um inconsciente coletivo parece ter fundamento.

    Primeiro, é necessário se ter a certeza de que não existe reencarnação, vida após a morte etc… e essa certeza eu não tenho.

    Concordo. É tão prepotente afirmar a inexistência de reencarnação após a morte quanto afirmá-la sem jamais ter tido uma só prova disso ou, pelo menos, uma argumentação bastante convincente.

    Esse é o legal da arte, ela é sentida e muito do que é sentido não pode ser verbalizado. Como diz aquela personagem: “os símbolos estão mortos”

    A linguagem surgiu pela existência e, não, pela necessidade de comunicar propriamente – é o que parece mais provável. A comunicação apareceu na vida animal como uma transmissão de informações sem a necessidade de que esses sinais fossem entendidos. Sendo assim, um sinal de perigo pode levar os outros animais a se refugiarem em suas tocas e ficarem alertas sem nem mesmo saberem de onde vem e que tipo de predador os persegue…

    …pois “a existência pretere a comunicação”.

    em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79857

    “O que achei muito interessante é que as opiniões filosóficas dos personagens são tão passíveis de erros e contradições quanto na vida real.”

    Concordo, a verossimilhança é um detalhe muito legal no filme. Realmente acontece essa aproximação com a nossa realidade, e ao mesmo tempo, o filme nos entorpece de imagens oníricas, dando a sensação de que nós tambem vivemos um sonho. Esse é o legal da arte, ela é sentida e muito do que é sentido não pode ser verbalizado. Como diz aquela personagem:
    “os símbolos estão mortos”

    em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79856

    “o homem vinha com aquele papo pseudo-científico de telepatia”

    Não era pseudo-científico nem científico.
    Para se fazer qualquer afirmação desse “naipe” é preciso ser muito prepotente.

    Primeiro, é necessário se ter a certeza de que não existe reencarnação, vida após a morte etc… e essa certeza eu não tenho. Segundo, é preciso se ter um perfeito discernimento do que é ciência…o que também exige um conhecimento que não foi demonstrado aqui.
    Isso não é uma atitude filosófica razoável, e também soa muito arrogante. Eu acho melhor não saírem discriminando o que é ou não é ciência e sim aceitar (e procurar) entender os diálogos no seu próprio contexto.
    Acho que aquela afirmação sobre “telepatia” foi um tipo de licença poética, foi um exemplo, ele não estava falando de “telepatia” como se vê em filmes de ficção científica e sim um tipo de teoria Jungana.

    Concordo e admiro todas as demais afirmações feitas nesse fórum (com exceção desta que eu critiquei)

    em resposta a: A filosofia do filme Waking Life #79855

    Na cena em que um macaco narra, a projeção exibe um trecho do filme “Sonhos- de Akira Kurosawa” e também exibe um pedaço de um show do Nirvana, com o Kurt Cobain quebrando sua guitarra. É muito nítido para quem já conhece aquelas cenas e as têm gravadas na cabeça. Eu me lembro porque tenho tanto aquele trecho do show do Nirvana como o trecho do filme de Kurosawa.

    E aí, você quer continuar sendo uma formiga? Ou faremos da vida um momento sagrado (sem que se haja necessidade de se conscientizar disso)?

    em resposta a: Viagem no Tempo #78579

    O modelo computacional não comporta esse tipo de continuidade. No modelo computacional, você começa a dividir o espaço e encontra um limite. Uma porção mínima do espaço que não pode ser dividida. O quanta espacial.

    Lembro-me que, há pouco tempo atrás, o átomo era indivisível, depois eram as partículas do átomo que eram indivisíveis…

    …agora, me vem com essa de quanta!

    Não, não é que se possa afirmar que ele seja indivisível. Nós, a humanidade, é que não encontramos um meio de dividi-lo.

    Também não sei o que tem a ver, se isso nem é mesmo suficiente para suportar a possibilidade de viagens temporais…

    …são só conclusões genéricas e muito vagas que só impressionam aos fãs da mídia científica sensacionalista…

    em resposta a: Critica e analise de obras. #73760

    De http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_de_Montesquieu

    O espírito das leis

    Montesquieu elaborou uma teoria política, que aparece em sua obra mais famosa O Espírito das Leis (1748), inspirada em Locke e no estudo das instituições políticas inglesas,. è uma obra volumosa, dividida em 6 partes, cada qual em vários livros, composta demuitos capítulos. Nela ele discute a respeito das instituições e das leis, e busca compreender as diversas legislações existentes em diferentes lugares e épocas. A pertinência das observações e a preocupação com o método permitem encontrar em seu trabalho elementos que prenunciam uma análise sociológica. Eis algumas das principais idéias de Montesquieu:

    As leis escritas ou não, que governam os povos, não são fruto do capricho ou do arbítrio de quem legisla. Ao contrário, decorrem da realidade social e da história concreta própria ao povo considerado. Não existem leis justas ou injustas. O que existe são leis mais ou menos adequadas a um determinado povo e a uma determinada circunstância de época ou lugar. O autor procura estabelecer a relação das leis com as sociedades, ou ainda, com o espírito dessas.

    O que Montequieu descreve como espírito geral de uma sociedade aparece como resultante de causas físicas (o clima), causas morais (costumes, religião…) e as máximas de um governo (ARON, R.). Modernamente, seria o que chamamos de uma identidade nacional que se constitue conforme os fatores citados acima.

    As máximas anteriormente descritas dizem respeito aos, segundo o próprio autor, tipos e conceitos que dariam conta daquilo que as causas não abrangem. Seriam o princípio e a natureza de um governo.

    Natureza: aquilo que faz um governo ser o que é, determinado pela quantidade daqueles que detêm a soberania;
    Princípio: o que põe esse governo em movimento, o princípio motor em linguagem filosófica, constituído pelas paixões e necessidades dos homens.
    Montesquieu distingue três formas de governo: República, monarquia e despotismo. Os tipos de governos e suas máximas:

    República – soberania nas mãos de muitos (de todos = democracia – de alguns = aristocracia) – princípio é a virtude;
    Monarquia – soberania nas mãos de um só segundo leis positivas – princípio é a honra;
    Despotismo – soberania nas mãos de um só segundo o arbítrio deste – princípio é o medo;
    Apesar de beber na fonte dos clássicos (notadamente Aristóteles) seu esquema de governos é diverso do daqueles. Montesquieu, ao considerar democracia e aristocracia um mesmo tipo e falar do despotismo como um tipo em si e não a corrupção de outro (da monarquia no caso), mostra-se mais preocupado com a forma com que será exercido o poder: se segundo leis ou não.

    Para Montesquieu, a forma republicana de governo só seria viável em regiões pequenas, como as cidades gregas da antiguidade e as cidades italianas da Idade Média. Para os grandes Estados, só seria possível o despotismo (absolutismo) e as monarquias. Ele simpatizava com a monarquia constitucional (liberal) à moda inglesa, e foi apartir de uma viagem à Inglaterra que ele elaborou a sua teoria da separação dos 3 poderes.

    Ao procurar descobrir as relações que as leis tem com a natureza e o princípio de cada governo, Montesquieu desenvolve uma alentada teoria de governo que alimenta as idéias fecundas do contitucionalismo, pelo qual se busca distribuir a autoridadepor meios legais, de modo a evitar o arbítrio e a violência. Tais idéias se encaminham para a melhor definição da separação dos poderes, ainda hoje uma das pedras angulares do exercicio do poder democrático. Montesquieu admirava a constituição inglesa, mesmo sem compreendê-la completamente, e descreveu cuidadosamente a separação dos poderes em Executivo, Judiciário e Legislativo, trabalho que influenciou os elaboradores da constituição dos Estados Unidos. O Executivo seria exercido por um rei, com direito de veto sobre as decisões do parlamento. O poder judiciário não era único, porque os nobres não poderiam se julgados por tribunais populares, mas só por tribunais de nobres; portanto Montesquieu não defende a igualade de todos perante a lei. O poder legislátivo, convocado pelo executivo, deveria ser separado em duas casas: o corpo dos comuns, composto pelos representantes do povo, e o corpo dos nobres, formado por nobres, hereditário e com a faculdade de impedir (vetar) as decisões do corpo dos comuns. Essas duas casas teriam assembléias e deliberações separadas, assim como interesses e opiniões independentes. Refletindo sobre o abuso do poder real, Montesquieu conclui que “só o poder freia o poder”, daí a necessidade de cada poder manter-se autônomo e constituído por pessoas e grupos diferentes.

    É bem verdade que a proposta da divisão dos poderes ainda não se encontra em Montesquieu com a força que costumou-se posteriormente a atribuir-lhe. Em outras passagens de sua obra, ele não defende uma separação tão rígida, pois o que ele pretendia de fato era realçar a relação de forças e a necessidade de equilíbrio e harmonia entre os três poderes.

    Montesquieu não era um revolucionário. Sua opção social ainda era por sua classe de origem, a nobreza. Ele sonhava apenas com a limitação do poder absoluto dos reis, pois era um conservador, que queria a restauração das monarquias medievais e o poder do Estado nas mãos da nobreza. As convicções de Montesquieu refletem-se à sua classe e portanto o aproximam dos ideais de uma aristocracia liberal. Ou seja, ele critica toda forma de despotismo, mas não aprecia a idéia de o povo assumir o poder. Sua crítica, no entanto, serviu para desencadear a Revolução Francesa e instaurar a república burguesa.

    É imprescindível para se compreender a obra de Arendt que se perceba a diferença entre a busca da verdade, um traço marcante da tradição de pensamento ocidental, criticada por Arendt, e a busca de sentido proposta por ela.

    Interessante. E onde ela menciona isso?

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