A PERCEPÇÃO EM ECONOMIA – História do Comércio

A PERCEPÇÃO EM ECONOMIA

Dr. Aluísio Telles de Meirelles.

Fonte: Manual do Executivo. 
Novo Brasil editora brasileira.
 

FINALIZANDO a nossa pequena história do comercio, queremos deixar aqui certas observações que reputamos muito valiosas para o homem de negócios. A percepção econômica, por exemplo, é uma qualidade que nunca pode faltar ao homem de negócios.

Seus sentidos devem estar permanentemente alertas a fim de aproveitar quantas oportunidades se lhe ofereçam para realizar uma boa operação, criando as ocasiões quando estas se demoram a apresentar. O comerciante deve aproveitar para um aumento de capital, mesmo em

é pocas desfavoráveis, devendo para isso estar preparado para tirar partido de circunstâncias desvantajosas que a outros conduziram à ruína.

Ford, por exemplo, ou como exemplo do que acabamos de afirmar, aproveitou uma crise industrial que dominava a América do Norte para fazer propaganda dos seus carros e, vendendo-os mais baratos, argumentando que assim procedia em conseqüência da depressão industrial que sofria aquele país, conseguiu impulsionar a venda de seus carros de tal forma que teve que aumentar a produção da fábrica, apesar das circunstâncias serem não apenas desfavoráveis para um aumento de produção.

Outros comerciantes lançam mão de artigos já fora da moda para que o povo acredite que estão vendendo mesmo barato, e assim conseguiram firmar-se.

O caso está em saber-se aproveitar a ocasião e para isso é necessário ao comerciante possuir o que chamamos percepção econômica, o sutil sentido de adivinhar a opinião do público com respeito a uma ou outra questão, para seguir a corrente e seduzir o povo, com proveito próprio.

Um comerciante que não tenha percepção econômica, deixa sempre escapar boas oportunidades para grandes negócios.

Realmente, é interessante notar algo curioso, já observado por muitos estudiosos do assunto: os negócios, como as marés, têm seu fluxo e refluxo, e a habilidade do homem de negócios está em saber manter-se na defensiva durante o fluxo e aproveitar-se do refluxo com uma séria ofensiva.

Nos casos em que os conflitos sociais o impeçam desenvolver ativamente seus negócios ou que as oscilações monetárias lhe dificultem a aquisição de matérias–primas em condições vantajosas, deve restringir seus negócios; passadas tais circunstâncias deve intensificar sua indústria, procurando maior atividade e obtendo, em conseqüência, resultados benéficos.

Tal maneira de proceder deve constituir a norma de ação do homem de negócios que queira alcançar o êxito e a fortuna. Sem tal qualidade, dificilmente conseguirá alcançar qualquer resultado positivo.

A percepção econômica só pode ser alcançada através do estudo e da meditação. O comerciante que espera a ocasião para fazer um negócio está perdido. A oportu-nidade se apresenta às claras, muito poucas vezes e o homem de negócios deve saber aproveitar o momento, vê-lo antes dos seus competidores e tratar de aproveitar i. circunstâncias.

Assim, concluímos que o comerciante deve aproveitar quantas oportunidades se lhe apresentem, deve ter a visão do que pode ocorrer, vendendo a tempo suas mercadorias passadas da moda, seus estoques antiquados. Naturalmente, assim procedendo, tirará proveito dessas

vendas, impulsionando a propaganda e chamando a atenção do público para o seu estabelecimento.

Saber esperar é uma qualidade muito importante, porém, saber retirar-se a tempo de um negócio é uma condição indispensável para o comerciante.

Aquele que possui a percepção econômica sabe retirar-se a tempo e sofrer menores prejuízos de uma situação má, quando não possa tirar da mesma qualquer benefício. Na certa, alcançará grandes resultados quando nas circunstâncias sejam favoráveis.

Para que a percepção econômica seja uma qualidade do comerciante, é necessário que este conheça bem a história comercial do mundo, a origem e as conseqüências das crises econômicas, a evolução das indústrias através dos tempos, o descobrimento de fontes de matéria-prima e, sobretudo, a psicologia do mercado consumidor.

O homem de negócios que disponha de tais conhecimentos, terá em suas mãos um guia seguro para o êxito, podendo orientar com acêrto as suas empresas e suas atividades, da forma mais produtiva.

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