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O OCIDENTE: DA RELIGIOSIDADE AO ATEÍSMO NIILISTA

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O OCIDENTE: DA RELIGIOSIDADE AO ATEÍSMO NIILISTA

Márcio Lima*

RESUMO

O presente trabalho visa mostrar, de forma resumida, como o cristianismo e a fé religiosa, que permeava toda dimensão cultural, econômica, política e religiosa da sociedade, durante a Idade Média e parte dos séculos XVI e XVII, acabou sendo substituído pelas ciências a partir do século XVIII. Porém ao despertar para as ciências o homem moderno, em pleno século XX, percebe que a razão, a mesma que se propôs a guiar a humanidade, apresenta-se como uma série de contradições. A ciência que a priori tinha sido criada para sua proteção, agora também é utilizada como forma de aniquilação de humanos em massa – tecnologia bélica, bomba atômica, armas biológicas, etc. – Em pleno século XXI, o homem terá agora que reinventar seus próprios valores. “Deus está morto”, a ciência além de não ter nos protegido, também não trouxe explicação pra tudo… A morte de Deus representa a falta de perspectiva para criar novos valores e superar o estado niilista em que nos encontramos. Estamos sem Deus, estamos sem as ciências, estamos sozinhos.    


A Idade Média foi um período histórico em que o cristianismo se tornou a crença predominante em toda Europa Ocidental.1 Em quase todo continente, a maior parte da vida social, moral e política das pessoas era determinada pelos ensinamentos e pela ação da Igreja Católica Romana.

A disseminação dos dogmas cristãos era tão intensa que no século IX, não existia na Europa Ocidental ninguém que não acreditasse em Deus. A Igreja controlava a fé, normatizava os costumes, a produção cultural, o comportamento e, sobretudo, a ordem social. Até mesmo o tempo era controlado pela religião cristã, pois, as pessoas marcavam o ritmo de suas vidas pelo toque dos sinos das igrejas. Como eram completamente voltados para as práticas religiosas, acreditavam que a vida na terra seria apenas um momento antes da eternidade, que seria vivida ao lado de Deus.

A influência da Igreja também se fazia presente nas relações políticas, onde os Papas sagravam os Reis e legitimavam o poder dos senhores feudais. Como a sociedade era constituída por pessoas iletradas e desprovidas de conhecimento, mantinha o controle do saber erudito, pois detendo informações e conhecimentos importantes, garantia de forma inabalável a extensão de seu domínio ao longo de vários séculos.

Aqueles que questionavam ou discordavam das práticas impostas pelos dogmas religiosos, eram considerados adversários da Igreja de Deus, chamados de hereges. Contra os hereges, a religião desencadeou uma guerra sem tréguas. Como forma de repressão, criou a Excomunhão e o Tribunal do Santo Ofício, conhecido como Santa Inquisição. A excomunhão era o ato que impedia o cristão receber os benefícios da salvação, concedidos por seu intermédio. Nesse caso, era preferível para muitos homens medievais, morrer a ser excomungado. A Inquisição julgava os hereges dissidentes e, os que recusavam a se retratar eram condenados à morte na fogueira.

Na Filosofia, os pensadores medievais, chamados doutores da Igreja, voltaram-se para as questões relativas aos dogmas e aos preceitos da fé, combinando por vezes elementos da filosofia greco-romana com ensinamentos cristãos. A Escolástica foi à filosofia predominante e representava uma tentativa de conciliar fé e razão à luz do pensamento aristotélico, agregando elementos da filosofia pagã com a doutrina cristã.

No campo do conhecimento científico, grande parte dos historiadores, afirmam que a Igreja pouco, ou nada, favoreceu ao seu crescimento. Aqueles que tentaram produzir um saber científico sem o aval da religião cristã foram reprimidos. Roger Bacon, monge franciscanos, foi condenado à prisão, Galileu foi reprimido e Giordano Bruno foi condenado à fogueira. (sendo os dois últimos pós-medievais)

 

[...] O cristianismo rompeu a união entre o homem e a natureza, entre o espírito e o mundo carnal, potencialmente distorcendo o relacionamento entre os dois em direções opostas e atormentadas: o ascetismo e o ativismo. [...] Ambrósio de Milão expressou a nova opinião oficial ao condenar como ímpias até as puramente teóricas ciências da astronomia e da geometria. [...] 2

 

Até meados do século XVII, a fé cristã permeava toda e qualquer parte da organização social, política e econômica da Europa e dos Países por ela colonizada.3 Porém, novos acontecimentos mudaram o rumo da história. A partir do Renascimento,4 deu-se início ao embate entre Deus, (teocentrismo) representado pela Igreja e o homem. (antropocentrismo) O mercantilismo incentivou as Grandes Navegações, onde foi percebido a possibilidade de se navegar diretamente pelos mares, já que a terra tinha a forma esférica e não plana como se acreditava na Idade Média. O Capitalismo foi tomando lugar na economia, contrariando a Igreja que condenava o lucro e a usura. A própria Reforma Protestante5 representou a possibilidade de se questionar contra os dogmas da Igreja Romana. No século XVIII, o Iluminismo,6 com suas idéias críticas e libertárias, propiciou o avanço da racionalização na sociedade. A produção cultural se deslocou do domínio da Igreja (o sagrado) para o das pessoas comuns (o profano, o leigo). Começava-se a laicização ou dessacralização, era a chamada Idade Moderna. Deus, tendo a Igreja como seu principal representante na terra, começava perder seu espaço e sua autoridade entre os homens, que pouco a pouco se desprendia da dogmática religiosa.

A Modernidade é marcada, principalmente, pela nova concepção do pensar. A rejeição de Deus, dos dogmas e instituições eclesiásticas; o individualismo; a crítica das ilusões; o desenvolvimento das técnicas e o fortalecimento do Estado democrático. A ruptura do indivíduo com o bloco sócio-religioso, aparece logo no início da modernidade, tendo conseqüências em todos os segmentos: cultura, economia, direito e política.7 Para os modernos, a vida moral deverá desprender-se da religião. A Igreja terá que renunciar ao governo e ao controle da vida política.

No pensamento moderno, Descartes rompeu com o aparato escolástico e iniciou o discurso racional. Kant, com sua visão agnóstica, afastou a fé de qualquer entendimento racional. (fé e razão atuam distintamente) Straus identificou a vida de Cristo com a Teoria do Mito, entendendo o Evangelho como algo historicamente datado, longe de qualquer caráter sobrenatural ou divino. Feuerbach assegurou ser Deus uma projeção dos desejos de perfeição do homem. Para ele, era a alienação do homem que havia criado a crença no Ser Supremo. Marx afirmou que a religião seria o ópio do povo. Darwin, com sua “Origem das Espécies”,8 abalou a teoria bíblica da criação do homem e da natureza. Por fim, Freud mostrou que as ações humanas são determinadas pelo inconsciente e que Deus seria uma projeção da imagem paterna impregnada desde cedo na mente do homem.

A modernidade destruiu toda totalidade da religião, ou seja, separado o que era revelado por Deus e codificado pela Igreja, daquilo que era percebido pelos homens e por eles transformado em teorias. A religião autorizou a Ciência, como também à Arte, à Política e, mais tarde, à Ética a adquirir sua autonomia e constituir sua própria escala de valores. Uma distinção encontrada no próprio livro sagrado cristão, (daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus) 9 divisão direta entre poder temporal e poder espiritual. A partir daí, uma nova visão vai marcar o pensamento do homem moderno. Se antes era tarefa da religião oferecer uma consciência a sociedade, agora cabia as Ciências apresentar explicações racionais para os fenômenos ocorridos no mundo (dentro e fora dele).

Essa forma de pensamento teve seu ponto culminante no século XX, quando não só a Ciência desagregou, de forma definitiva, qualquer apelo ao sobrenatural, como também, a maioria das constituições políticas que surgiram, afirmaram sua posição secular e agnóstica, separando-se das crenças. O próprio regime socialista soviético chegou a se declarar um Estado Ateu. Desta forma, mesmo que a religião ainda constitua um poderoso fator de mobilização das massas e um, insubstituível apoio ético e moral, faz-se necessário o reconhecimento de que as elites modernas deram as costas para Deus.

Diante desse contexto, e analisando de forma reflexiva a sua volta, Nietzsche (1844-1900) declarou, nas palavras do personagem Zaratustra, A morte de Deus.

 

Zaratustra, porém, ao ficar sozinho falou assim ao seu coração: “Será possível que este santo ancião ainda não ouviu no seu bosque que Deus já morreu?”10

 

A morte de Deus é a constatação do niilismo na modernidade, è a percepção cada vez maior da ausência cada vez maior de Deus no pensamento e nas práticas do Ocidente moderno. Para ele, o homem moderno perdeu a confiança em Deus e suprimiu a crença no “mundo verdadeiro”, o mundo perfeito que vem após a morte do corpo material, originário da metafísica e do cristianismo. A substituição da Teologia pela Ciência e, o ponto de vista de Deus pelo ponto de vista do homem, provocou a ruptura com os valores absolutos, com a essência e com o fundamento divino. Na verdade, a morte de Deus já se fazia presente na consciência do Europeu desde o século XIX, o que ainda não haviam percebido, era que esse fato implicava a desvalorização dos valores morais, ou seja, o fim do Deus cristão também foi o fim da moral por ele estabelecido, através do cristianismo. O culto do progresso, a proclamação da igualdade e o crescimento do conhecimento científico, transformaram a humanidade numa massa de indivíduos indefinidos ainda mais escravizados, sem força e sem autenticidade. Ao perder a legitimidade provinda de suas origens tradicionais e as suas garantias exteriores, representada pelos deuses, heróis e as monarquias de instituição divina, a sociedade moderna é condenada a tomar a si mesma como fundamento, pois não existe mais proteção divina (ela é auto-suficiente, atéia). Terá agora que reinventar seus próprios valores.

A modernidade apreende então, uma critica aos seus próprios valores. As grandes Guerras, os Estados totalitários socialistas, nazistas e fascistas, fizeram, por si só, as críticas práticas. A crítica agora não é feita apenas aos antigos valores, às hierarquias do antigo regime, a moral religiosa nem às autoridades hereditárias. A crítica visa agora os próprios valores modernos, a liberdade, a igualdade e a razão.

O século XX foi a época em que a razão se propôs a guiar a humanidade. O triunfo das ciências iluminou as zonas de incertezas e ilusão que atormentava os homens. A modernidade se apresentou como um começo absoluto de uma nova era, a instituição de um novo mundo e de novos valores edificados sobre o reino da Razão. Até que o totalitarismo desenfreado e as duas Guerras Mundiais puseram em contradição a sociedade moderna. Em 1914, a primeira Grande Guerra deu início à barbárie. As forças criadas para a organização e para a técnica, contraporam-se às forcas da razão e da ciência que outrora lhes haviam produzido. A partir deste momento, a Europa (e o Ocidente) entra em estado de convulsão. Em plena guerra, a Revolução Bolchevique assume o poder na Rússia, onde mais tarde se transformara numa ditadura socialista, influenciando também, outros países. Em 1933, o nazismo chega à Alemanha e, a partir daí, grande parte da Europa vai permanecer sob o domínio de ditaduras nazi-fascistas. Em 1936, começa a Guerra Civil espanhola que antecede a Segunda Guerra Mundial, tendo como conseqüência o holocausto de judeus. Na atualidade, o terrorismo globalizado, seguido da violência brutal contra os direitos humanos, evidencia um novo surto de barbárie.

O homem moderno agora faz pergunta tipo: Como ser um santo sem Deus? Ou como substituir Deus? Os primeiros modernistas responderam que seria através da moral da humanidade, baseada na razão. Mas, esta razão é fria, seca e individualista. Na medida em que os valores se contradizem, os fatos e a realidade demonstram inconsistência, como fugir da barbárie? A segunda fase da modernidade, iniciada com a primeira Grande Guerra, faz a humanidade tomar consciência que é frágil e de que sua salvação, encontra-se na sua própria capacidade de recriar, sem cessar, seus valores e suas instituições. Deverá o homem moderno agora, relançar permanentemente a democracia. A pergunta talvez seja a seguinte: Recriar valores e relançar democracia, baseado em que? Na fé ou na ciência? O homem moderno parece perdido, solitário e desprotegido.

 

[...] parece, pelo menos a esses, que um sol acaba de se pôr, que uma antiga e profunda confiança se tornou dúvida: o nosso mundo parece-lhes fatalmente todos os dias mais vesperal, mais desconfiado, mais estranho, mais ultrapassado. [...] 11

 

Nietzsche percebeu a humanidade em sua elevada pretensão de aumentar seu conhecimento e seu poder, sem perguntar sobre os fins (mais tarde, a bomba atômica foi o exemplo). O moderno, acreditando que tudo seria explicado, descobre que há uma falha na explicação. Agora, tudo se afunda, nada mais tem sentido. Percebe-se que nada é visado, não existe objeto futuro, instalou-se o niilismo. O homem será agora uma consciência infeliz, sabe que o mundo, tal como imaginara, não existe, e o que existe de fato, não deveria existir.

A proposta nietzscheana é a transmutação dos valores, no qual surge o (Übermensch) super-homem, aquele que através da vontade de poder, rompendo com os valores cristãos, superará o niilismo e criara novos ideais.

 

Eu vos apresento o super-homem! O Super-homem é o sentido da terra. Diga a vossa vontade: seja o Super-homem, o sentido da terra. 12

 

Para Nietzsche, o niilismo tem início ainda na antiguidade a partir da teoria socrático-platonica que inventa um mundo ideal, onde a verdade pode ser encontrada, e condena o mundo real, dito das aparências e ilusões. Esta teoria é mantida pelo cristianismo. Porém, se esse mundo em que vivemos não existe, toda filosofia desenvolvida em nome dele é um erro, o que remete ao niilismo do homem moderno. Após a morte de Deus, a interpretação moral da vida e do mundo se esfacelou, abrindo caminho para a propagação do niilismo.

A morte de Deus marca o fim da dualidade entre o sensível e o supra-sensível, o mundo que sobrou parece falso e desprovido de valor. Ao eliminar o mundo ideal, formulado pelo cristianismo, a morte de Deus elimina também o mundo real em que estamos. Como conseqüência, se o mundo verdadeiro não existe, tudo em que se acreditou até aqui, era mentira. A morte de Deus criou um vazio na modernidade. Este vazio pode ser preenchido, segundo Nietzsche, pelo super-homem, produto da manifestação de novos valores.

 

Noutros tempos, blasfemar contra Deus era a maior das blasfêmias; mas Deus morreu, e com ele morreram tais blasfêmias. Agora, o mais espantoso é blasfemar da terra, e ter em maior conta as entranhas do impenetrável do que o sentido da terra. 13

 

Diante dos fatos, o homem moderno se encontra cansado da vida, sua vontade deseja o nada, pois há muito, já está esgotada. A morte de Deus representa a falta de perspectiva para criar novos valores e superar o estado niilista em que se encontra. Até este acontecimento, toda moral era divina, aceitava-se e obedecia-se sem questionar, mas, e agora? A desvalorização desses valores trouxe o niilismo, a falta de sentido. Porém o niilismo possibilita também, como dizia Nietzsche, a possibilidade de criar novos valores, uma mudança na mentalidade, que só a partir daí seria possível. A questão é: qual a base para fundamentar esses novos valores, a fé representada pela religião, ou a razão representada pelas ciências? Na contemporaneidade o homem tem bastante o que refletir. Só através da reflexão analítica a razão poderá prevalecer sobre o niilismo.

 

 

Notas:

* Graduando em História e Filosofia

1. Exceto na península ibérica, ocupada pelos árabes de religião muçulmana.

2. ANDERSON, Perry. Passagem da Antiguidade ao Feudalismo, Brasiliense. p.128

3. Os países colonizados seguiam a religião oficial das Metrópoles.

4. Movimento cultural que teve início na península itálica ainda no século XIV.

5. Movimento de transformação religiosa representado inicialmente por Martinho Lutero.

6. Movimento cultural que se desenvolveu na Inglaterra, Holanda e França, nos séculos XVII e XVIII.

7. Sendo fato de objeção entre alguns pensadores contemporâneos, a total laicização do Estado.

8. Livro em que Darwin propõe a teoria de que os organismos vivos evoluem gradualmente através da selecção natural.

9. Bíblia Sagrada - Mateus 22:21

10. NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra, tradução Pietro Nassetti. São Paulo. Martin Claret, 2002. p.25

11. ____________________. A Gaia Ciência, tradução Jean Melville. São Paulo. Martin Claret, 2007. p. 181

12. NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra, tradução Pietro Nassetti. São Paulo. Martin Claret, 2002. p.25

13. Ibidem. p. 25

Referencias:

ALMEIDA, Giuliano Cézar Mattos de. Revista Ética & Filosofia Política, Volume 8, Número 1, junho/2005.

CARVALHO, José Jackson Carneiro de. A modernidade e os caminhos da razão: ensaio de Filosofia social e política, 2ª. ed. Atual, amp. – João Pessoa: Editora Universitária / UFPB, 2006.

NIETZSCHE, Friedrich. Breviário de citações ou para conhecer Nietzsche, seleção, tradução e notas de Duda Machado. 2ª ed. São Paulo, Landy, 2001.

___________, Friedrich. A Gaia Ciência, tradução Jean Melville. São Paulo. Martin Claret, 2007.

___________, Friedrich. Assim falou Zaratustra, tradução Pietro Nassetti. São Paulo. Martin Claret, 2002.



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10 Responses to “O OCIDENTE: DA RELIGIOSIDADE AO ATEÍSMO NIILISTA”

  1. 1
    paulo assis valduga Says:

    concordo em parte com o artigo, contudo preciso de uma explicação para a expanção das igrejas evangelistas tipo Igreja Universal da Graça de Deus, Semear, Resnascer, Igreja Universal “disto e daquilo”, onde os “crentes” se entregam até as últimas consequências, além de serem verdadeiras máquinas de fabricar dinheiro!

  2. 2
    Ikarus Says:

    A expansão desenfreada de religiões evangélicas, mais precisamente as neo-pentecostais, se dá pelo fato daquele Deus de outrora não existir mais. Na verdade o que existe são ramificacões daquele Deus que morreu e que a ciência ainda não conseguiu superar. Desta forma existe um Deus para a Igreja Universal, outro para Internacional da Graça, outro para a Renascer (cada qual com o seu Deus verdadeiro). O fenômeno não ocorre apenas no meio evangélico, muitas pessoas também acabam por procurar alguma religião alternativa ou alguma vertente exotérica. O que ocorre é que as pessoas estão atirando para todo lado a procura de soluções. Diante deste fato fica a pergunta, será que o capitalismo também contribui de certa forma para isso??

  3. 3
    Cesar Augusto D. Ramos Says:

    O autor está misturando as coisas.
    Uma foi a ciencia edificada a partir de PLatão, que gerou Galileu, Descartes, Newton, Hegel e Comte.Alcançou seu apogeu na d[ecada de 1920, ao gáudio dos ditadores.
    Outra foi a ciencia quantica, consubstanciada com a relatividade, ótic imprimida à humanidade depois das guerrs, especialmente.
    A Igreja, como seu inspirador Platão, prima por adaptar-se em qualquer situação. Pego em flagrante mentira, mandou ao fogo Giordano. Como a mentira tem pernas curtas, Galileu acabou com ela. Aí a Igreja a aderiu. Depois, sentou-se ao lado de Napoleão; e de Mussolini! Portanto, o fascismo era expressão divina. O nazismo tambem, tanto que tinha na cruz seu disintivo.
    É completamente impossível blasfemar contra o que ninguém jamais viu, exceto Moises! Na verdade Biezsche foi condenscendente. Nem Deus, e ouso afirmar, sequer Jesus jamais existiram. Infelizmente.
    Quanto a boma atomica, é muito facil condená-la, mas ela foi menos cruel do que os inquisidores, e que o estuprador Napoleão, por exemplo. E não cometeu o holocausto. E por causa delas, o fascismo empacotou. Em seguida, o comunismo.
    É verdade que sem o comunismo existem clones por aí, e mesmo por aqui, mas seus fins serão identicos aos reservados aos principes de Maquiavel.
    Quanto a Nietzsche, ele aponta o sentido: temos que nos aperfeiçoar cada vez mais, pra servirmos de ponte uns aos outros. Tal norte excede a chicana dialética, a artimanha platônica. Vai além do bem e do mal.
    Não perca:
    http://www.allmirante.blogspot.com/A consciência deum louco.

  4. 4
    Gabriel Souza Says:

    também concordo em parte com o artigo. Os valores nao morrem com Deus, a moral cristã apresenta muitas “condutas” úteis pra humanidade viver em harmonia e isso nao precisa ser descartado junto com a crença no divino. É como Epicuro dizia, viver como se a sua figura de justiça estivesse sempre te observando, e isso é que acabaria regulando a honestidade de seus atos. Sei que não é tao simples assim, mas é uma maneira de demonstrar que independente das crenças, os valores podem ser os mesmos.
    E quanto “a ciencia não tem explicação pra tudo…”, que bom que não tem, pois se um dia tiver(na minha opinião nunca terá) aí sim que a humanidade pode cair em desgraça.

  5. 5
    Janaí Says:

    Concordo com o texto, e pelo que podemos analisar muita coisa não mudou em relação ao poder da igreja sobre seus seguidores, apenas aprimoraram sua forma de induzir e manter-se no poder. Apesar da existência de tantas outras igrejas ditas cristâs, que não concordam com o seguimento católico ma, que estão, até de certa forma, imitando o catolicismo de antigamente, o que se buscava era o poder capitalista e continua sendo assim. O que não vemos mais são as mortes por forgueira entre outras, em compensação não vemos mais pessoas capazes de enfrentar e de tentar abrir os olhos dos “fiéis”. Quase não dar para difernciar igreja cristã de igreja católica. E onde está DEUS??

  6. 6
    santos Says:

    Concordo com o texto, quando ele retrata a transformação que a sociedade passa entre a chamada (idade media – moderna – contemporânea), o trecho abaixo mostra em que o homem vai atrapalha-se.
    ”A modernidade destruiu toda totalidade da religião, ou seja, separado o que era revelado por Deus e codificado pela Igreja, daquilo que era percebido pelos homens e por eles transformado em teorias. (…), constituir sua própria escala de valores”
    Quando vai para o homem organiza-se socialmente, sem ter ninguém controlando, e que vai aparece à espécie “homo sapiens” como Darwin fala em seu trabalho, a uma seleção natural, e o homem pensa que pode fazer este seleção. Não constituindo valores, mas ganâncias, matando Deus e matando a si mesmo. Caindo em uma razão ou busca por uma razão que leva ao desastre relatado por Walter Benjamim (filosofo da escola de frankfurt) no inicio do século XX.

  7. 7
    João Says:

    Não concordo com o texto, se você analisar o que a Igreja vez para salvar o mundo após a queda do Império Romano, hoje o mundo seria bem diferente. A moral Cristã deu dignidade a mulher e trouxe a caridade para frente da vida humana. Se hoje tivemos apenas duas (2) grandes guerras mundiais o mundo teria mais de trinta (30) se não fosse o espirito cristão nos corações de homens bons.
    Sugiro a leitura do livro: UMA HISTÓRIA QUE NÃO É CONTADA do Prof. Felipe Aquino, que entre outras coisas nos conta que foi a Igreja Católica por exemplo que criou as Universidades, os esplendor da arte da música, os monges copistas (que salvaram muitos livros das mãos dos barbaros), a arquitetura gótica, as catedrais e etc… Claro que a Igreja Católica em certos momentos não foi tão santa assim, influenciada por sujeira politica realizou algumas ações negras de sua história. Mas no contexto a Igreja Católica deu grande contribuição e infelizmente hoje a pequenez do pensamento ATEU, faz com que não aceitamos alguém melhor do que nós, transforma hoje o mundo numa grande roda de egoismo do próprio ser, pois não existe mais regras cada um segue a sua própria razão!

  8. 8
    O autor Says:

    É impressionante como um simples texto pode causar tantas interpretações diferentes.

  9. 9
    guilhermeherme Says:

    eu gosto muito dessas coisas pois elas nos ensinam muintas coisas vou ler todo esse site!!!!!!!!!!!!

  10. 10
    Ana Clara Says:

    Olá
    gostaria de saber em qual faculdade está graduando e o seu email para contato , pois adorei o seu artigo e gostaria de manter contato pois tambem faço história e gostaria de receber e trocar informações .

    Muito obrigada
    Ana