OBSERVAÇÕES  SOBRE A VIDA DE DEMÉTRIO, ANTÔNIO e ARTAXERXES – Plutarco – Vidas Paralelas

OBSERVAÇÕES SOBRE A VIDA DE DEMÉTRIO, ANTÔNIO e ARTAXERXES – Plutarco – Vidas Paralelas

Plutarco – Vidas Paralelas

OBSERVAÇÕES SOBRE A VIDA DE DEMÉTRIO, ANTÔNIO e ARTAXERXES

 

Baseado na tradução em francês de Amyot, com Observações de Clavier, Vauvilliers e Brotier. Tradução brasileira de José Carlos Chaves. Fonte: Ed. das Américas

 

SOBRE A VIDA DE DEMÉTRIO

CAP. XIII, pág. 191. Os arcontes anuais foram criados em Atenas no primeiro ano da 24." olimpíada. Eram em número de nove, entre os quais havia um que Se denominava Epônímo, pela razão que Plutarco aqui nos apresenta. Essa magistratura hipônima subsistiu até o ano 500 depois de J. C, segundo o Padre Corsini, se excetuarmos, porém, a curta interrupção de que aqui se trata, que durou desde o segundo ano da 118.» olimpíada até o primeiro ano da 123.’, depois do que as coisas voltaram à ordem costumeira..
Ibid. pág. 192. As tribos de Atenas, até o tempo de Cecrops, eram em número de quatro, mas elas tinham freqüentemente mudado de nome. Depois da expulsão dos Pisistrátidas, Clistenes estabeleceu dez tribos no terceiro ou quarto ano da 67.ª olimpíada, quando êle foi arconte. Devemo-nos lembrar de que os anos antigos começavam então no mês gamélion, janeiro, e correspondiam portanto a dois anos olímpicos, que começavam no mês hécatombeon, julho, como dissemos em outro lugar.

CAP. XXXII, pág. 219. Havia em Atenas duas espécies de mis.-, térios de Céres, os grandes e os pequenos. Os grandes celebravam-se em Eleusina no mês boédromion, setembro, os pequenos em Agres, no mês anthestérion, fevereiro. Os que eram admitidos aos pequenos mistérios chamavam-se mistos: e só entravam no vestíbulo. Os que eram recebidos nos grandes, chamavam-se epoptas, isto é, que tinham direito de ver tudo. Isto nãopodia ter lugar senão um ano depois da primeira cerimônia. Deve-se pois ler nesse mesmo capítulo: eles não eram admitidos a ver os grandes mistérios senão depois do intervalo de um ano, e não, um ano depois dos grandes mistérios, como o corrigiu Meúrsio em seu livro intitulado Eleusínia, >onde.se. encontrarão todos os pormenores que aqui não devem ter lugar..
Ibid. pág. 220. Assim devemos traduzir todo este trecho: "Eles. determinaram, sob a proposta de Estratocles que.eles chamariam-, anthestérion ao mês de munichion, e iniciaram Demétrio nos mistérios que se celebram em Agres.   Esse mês tornou-se em seguida boédromion, e Demétrio aí recebeu o resto da iniciação e a êle foi admitido no mesmo tempo à epopta". Eu segui a correção proposta pelo Padre Pétau nas suas notas sobre Temístio, pág. 415, e adotada por vários sábios que propõem se leia tá orós Ágran, os mistérios que se celebram em Agra: em lugar de ta orós ágoran, que não tem sentido.. Nós sabemos, com efeito, por Etienne de Bisance, que os pequenos mistérios que eram uma como preparação para os grandes, celebravam-se nessa aldeia. A epopta era a última parte dos mistérios, e a em que faziam ver a mesma divindade. Vejam-se as indagações sobre os mistérios do paganismo do meu respeitável amigo M.  de Saint-Croix, pág.   208  e seguintes.

CAP. XXXIV, pág. 221. Lâmia era, segundo Diodoro da Sicília. 1. 20, § 41, uma rainha da Líbia, de uma grande beleza, que, tendo perdido todos os seus filhos, se tornou extremamente feroz, e fazia criar todas as crianças, para fazê-las morrer. Eurípides tinha feito uma tragédia, da qual ela era o argumento. Parece, pelo que diz Denis de Halicarnasso, no seu juízo sobre Tucídides, § 6, que os historiadores que precederam a este célebre escritor, não deixavam jamais de colocar em suas histórias alguma Lâmia, e como essas histórias estavam em geral cheias de fábulas, eram mais conhecidas sob o nome de mítoi do que sob o de histórias. É a isto, que esta resposta se refere.

CAP. XLIII, pág. 235. Que ainda que êle tenha vencido dez mil vezes em batalha; há no texto: uk án meríakis kele té makasallas, enteso, gambron agapesaer epi misto Seleucon, o que não W n sentido; entíse, que está na primeira pessoa, não se pode referir a etleté que está na terceira. Encontramos em vários manuscritos en Ipso. Penso que se deve ler makas áleas os en Ipso agapesein k. t. l. e traduzir: "Quando êle tivesse sido batido mil vezes, como o tinha sido em Ipso, êle não lhe entraria, portanto, jamais, etc". Esta batalha era aquela na qual Antígono perdeu a vida; nós temos-lhe o nome na Vida de Pirro, tomo IV, pág.   117.

SOBRE A VIDA DE ANTÔNIO

CAP. VIII, pág. 291. Cícero não diz outra coisa senão o que Plutarco vai dizer.- César queria convulsionar- tudo. Êle precisava de um pretexto para justificar o atentado. Antônio mesmo lho proporcionou. César, acrescenta êle, não apresentou outro para isso. Era um rio impaciente por transbordar. Um único dique o continha.

Um homem arrebentou-o. O rio inunda os campos. A quem os lavradores atribuirão a culpa de seus prejuízos? Helena que jamais viu Tróia não foi mais a causa dessa famosa guerra do que Antônio, da guerra civil. Ela serviu de pretexto para a ambição dos atridas. Príamo não era tão insensato para expor sua velhice às misérias de um longo cerco, nem Heitor tão louco de arriscar um trono cuja sucessão lhe pertencia em favor de um ser tão desprezível e tão desprezado como Paris. Êsfce é o sentimento de Heródoto. Tucídides diz formalmente que esses não foram os juramentos exigidos por Tíndaro que levaram os príncipes gregos a Tróia, mas a superioridade do poder de Agamenon, que os obrigou a segui-lo. Menelau entrou em Tróia para reaver sua aventureira. O rei, os velhos, o povo afirmaram-lhe que jamais a haviam visto, que ela estava no Egito ou Proteu a tinha retido com todas as suas riquezas. Se se tivesse desejado apenas ela, muita distância ainda havia para ir informar-se sobre isso. Um conselho composto de vários reis, tendo entre eles o velho, o sábio Nestor, não teria julgado que era aquilo o primeiro passo a se dar antes de empreender uma tal guerra? Quer; -rs?, portanto, outra coisa, Helena foi assim o pretexto dos atridas, e Antônio, o de César. Eis o que o orador quis dizer. Causa não significa muitas vezes pretexto. Mas Plutarco nos avisou que êle aprendeu o latim muito tarde.

CAP. XCI, pág. 403. Esta explicação de Amyot não é feliz. Eis aqui uma outra mais certa.

Os atenienses celebravam no mês anthestérion uma festa em honra de Baco: chamavam-na de Antestéria. Era o nome geral da solenidade. Vê-se logo a razão disso. Estava, porém, dividida em três dias de festas particulares e que tinham cada qual seu nome. O primeiro dia chamava-se a festa das Pitegias, isto é, da abertura dos tonéis, e celebrava-se a 11 do mês; era o primeiro dia em que se bebia vinho novo: e não era permitido recusá-lo a ninguém, nem mesmo  ao mercenário e  ao escravo.
O segundo dia da festa, a 12 do mês, era o dia das Coes, ou libações. Oestes, depois do assassínio de sua mãe, tendo vindo a Atenas durante as festas de Baco, esse povo hospitaleiro julgou não poder excluí-lo desta cerimônia religiosa, nem dever fazer em comum com êle as libações, bebendo de um mesmo copo ou de uma taça comum. Imaginou-se então colocar diante de cada conviva um vaso e uma taça, a fim de que ninguém participasse com êle das libações e que ao mesmo  tempo  êle não se  ofendesse por uma separação pessoal, se a êle se servisse em um vaso especial enquanto os demais usariam uma taça comum. A festa de que aqui fala Plutarco era a comemoração deste fato e não absolutamente uma festa de mortos, embora também aí se sacrificasse também a Mercúrio  terrestre.
O terceiro dia, 13 do mês, era a festa das Citras, isto é, dos vasos ou das marmitas, porque nelas se fazia cozinhar em vasos e panelas ou marmitas sementes de todas as espécies que se ofereciam a Mercúrio terrestre e das quais ninguém comia. Esta cerimônia tinha sido introduzida por aqueles que tinham escapado do dilúvio. Mas a festa não era menos consagrada a Baco, e os poetas disputavam-lhe publicamente o prêmio da poesia. Veja-se Meúrsio, Lect. Att.  1.  IV, cap.   13.

SOBRE   A   VIDA   DE  ARTAXERXES

CAP. VI. pág. 450. Parece que Xenofonte sabia melhor que Plutarco, quem era Ciearco e a que título êle se encontrava no seu exército. Ora, Xenofonte diz que Ciearco tendo sido expulso da Lacedemônia, tinha-se refugiado junto de Ciro, onde conseguira granjear grande consideração. Ciro deu-lhe uma soma considerável, com a qual êle organizou um exército no Quersoneso, para fazer guerra aos trácios que habitavam acima do Helesponto, e porque esta guerra favorecia os interesses dos gregos, as cidades gregas próximas do Helesponto forneceram voluntariamente, e com prazer, a Ciearco novos fundos para sustentar seu exército. Poi com estas tropas que Ciearco voltou para junto de Ciro, quando este príncipe, tendo terminado todos os outros preparativos, mandou os generais e as tropas, que preparava há tanto tempo, a diversos lugares, sob diversos pretextos, para ocultar a seu irmão a ciência do seu projeto. Não houve portanto ordem alguma dada a Ciearco pelos lacedemônios.

CAP. XXVIII, pág. 480. Visto que êle tinha bem tido a coragem de dançar no baile diante dos persas, aos quais êle imitava por zombaria a Leônidas e a Calicrátidas.
Deve-se ler no texto com Dusoul, segundo vários manuscritos, Ecsorkesámenos em Pérsai em lugar de erkesámenos e traduzir assim: "Tendo assim abjurado entre os persas, os princípios de Leônidas e de Calicrátidas".

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