Da Verdade Proposicional à Verdade da Existência: considerações em torno da compreensão heideggeriana da linguagem
Da Verdade Proposicional à Verdade da Existência: considerações em torno da compreensão heideggeriana da linguagem.
Por Marcos Paulo L. Vieira.
A proposição é o lugar originário da verdade. À luz desta fórmula, o sentido da verdade, como conformidade da proposição à coisa, vem sendo compreendida por todo pensamento ocidental enquanto verdade proposicional há séculos. Isso quer dizer que uma enunciação só é verdadeira quando aquilo que ela designa e exprime está conforme com a coisa sobre a qual se pronuncia. O espírito humano, então, possuiria o poder criar representações dos entes e de unir estas representações engendrando juízos, os entes em sua mudez inicial requereriam, para serem compreendidos, representações unidas na forma de enunciados nos quais determinações categoriais seriam imputadas aos entes em sua totalidade gerando, somente assim, uma possibilidade de compreensão. Estamos diante então do espírito humano detentor da faculdade, do poder de julgar enquanto um farol gigantesco que ilumina um todo inicialmente absolutamente obscuro e primordialmente não acessível à compreensão humana sem antes ser esclarecido previamente por esse poder iluminador da linguagem.
Todavia, se resolvermos partir da nossa própria existência, aqui e agora, sempre experimentada, será que esse poder da linguagem como acesso privilegiado e esclarecedor do real efetivamente se faria sentir? O que pode a linguagem se a situarmos no cerne de nossa própria existência? Seria a concordância entre proposição e coisa julgada o lugar privilegiado desde o qual acontece verdade se a laçássemos no meio da nossa existência e aí a compreendêssemos então?Como e para quê nasce uma proposição no interior de nossa própria existência?
Na tentativa de responder estas questões ganhará corpo a tarefa do presente escrito, que será a de justamente mostrar que a verdade enquanto a conformidade da proposição com a coisa se funda no fenômeno originário da verdade enquanto pertença da constituição fundamental do Ser-aí. No teor de uma tal tarefa se encontra delineada também a necessidade de mostrar em que medida a verdade da proposição se funda numa verdade mais originária, qual seja: a verdade da existência.
Para que possamos realmente inaugurar um começo conveniente devemos perguntar: o que é uma proposição? Em Ser e Tempo Heidegger atribui três significados à palavra proposição. São eles: demonstração, predicação e comunicação. No primeiro sentido, a proposição guarda a sua proveniência grega enquanto logos apophantikós. A proposição enquanto demonstração, então, seria aquilo que “deixa e faz ver o ente a partir dele mesmo e por si mesmo”.[1] Nesse sentido quando profiro a seguinte proposição: o martelo é pesado demais., o que a proposição realiza, em seu caráter demonstrador, em seu caráter apofântico não é a doação indiferente de um qualquer “sentido” ao martelo, mas nessa proposição demonstra-se, ou melhor, descobre-se para a visão justamente este ente martelo em um modo específico da sua manualidade, isto é, nesse caso “pesado demais”. “Mesmo quando este ente, conforme nos diz Heidegger, se acha numa proximidade da mão e da visão, a proposição como demonstração visa ao próprio ente e não a uma mera representação desse ente, seja entendida como algo simplesmente “representado”, seja como um estado psíquico do sujeito que emite a proposição, isto é, sua representação desse ente”.[2]
Há, porém, um segundo sentido que Heidegger atribui à proposição: a predicação. Esta está inteiramente fundada na proposição apofântica anteriormente vista. Na proposição enquanto predicação propõe-se um predicado ao sujeito. O predicado, então, determina o sujeito, mas não realiza o ato de deixar e fazer ver o ente nele mesmo, antes o supõe. O ente martelo já deve, de alguma forma, está pressuposto e a descoberta da sua manualidade não deve surpreender para que o sujeito martelo possa vir a ser proposto enquanto suporte de uma possível predicação. O termo “pesado demais”, antes uma descoberta do modo de ser de um ente manual em meu mundo das ocupações cotidianas, restringe-se a uma propriedade predicada a um sujeito martelo. Todavia, para que o martelo se dê dessa forma, enquanto puro sujeito suporte de determinações predicativas, a visão que, de todas as formas, guiava a proposição enquanto demonstração que deixa e faz ver o ente a partir dele mesmo e por si mesmo precisa se restringir à “coisa-sujeito” martelo singular que tem como propriedade-predicado o ser pesado. A proposição como predicação se funda, portanto, na proposição enquanto demonstração justamente porque a visão que guiava o surgimento desta última não é banida, mas sofre apenas uma restrição de seu alcance para que determinações singulares do sujeito martelo possam ser propostas na forma de predicados. Eis porque eu só poderia propor propriedades predicativas para um sujeito-martelo que pudesse pelo menos ser imaginado enquanto ferramenta que compusesse um todo utensiliar significativos para seres existentes em uma oficina, por exemplo, ou em qualquer outro lugar onde ele pudesse ser realmente usado. Portanto, sem um fundamento apofântico qualquer proposição predicativa seria simplesmente impossível.
Além das duas acepções já mencionadas Heidegger atribui ainda uma última e mais essencial: a proposição enquanto comunicação, declaração. Nesta, a proposição se pronuncia deixando e fazendo ver aos outros o ente em suas determinações. Nesse sentido, as duas acepções anteriores se relacionam diretamente como a proposição enquanto comunicação. Esta deixa e faz ver as determinações do ente para os outros que se encontram em um mundo sempre compartilhado. Pois é a partir desse mundo e no âmbito mesmo desse mundo, que o que se deixa e faz ver em suas determinações pode unicamente vir ao encontro na partilha do comunicado. Ou como Heidegger com propriedade nos diz:
A necessidade de pronunciar-se pertence à proposição, entendida como comunicação existencial. Enquanto comunicado, o que se propõe pode ser partilhado ou não pelos outros sem que eles mesmos necessitem ter próximo à mão e à visão o ente que se demonstra e determina. O que numa proposição se propõe pode ser “transmitido”. A partir disso, então, o âmbito do que se partilha entre um e outro numa visão se amplia.[3]
No contexto filosófico de Ser e Tempo, ao atribuir esses três significados à proposição o que Heidegger pretende encontrar é justamente a estrutura completa da proposição e precisamente de que forma ela pode ser um modo derivado de uma interpretação compreensiva. Em sua unidade, portanto, as três acepções podem ser como que condensadas na seguinte sentença: “a proposição é uma demonstração que determina através da comunicação”. Em seu sentido próprio, para que uma proposição realize a sua essência mais íntima ela precisa demonstrar e fazer ver o ente por si mesmo, determinar as propriedades deste ente e junto a isso, chegar a comunicar o que foi obtido de toda essa dinâmica judicativa. Pois bem, e para nos exprimirmos aqui em linhas muitíssimo gerais e sumárias: o que Heidegger tenta mostrar é que toda essa movimentação judicativa já se desdobra numa espécie de estrutura de interpretação compreensiva denominada estrutura-como hermeneutico-existêncial composta pela posição prévia, visão prévia e conceitualidade prévia em que todo Ser-aí sempre se encontra na abertura constitutiva da sua situação existencial. Ou seja: para a elaboração de uma proposição que cumpra a tarefa de demonstrar determinando o ente mostrado em uma comunicação, esta estrutura prévia existencial própria do Ser-aí, já precisa estar previamente aberta. Tentaremos esclarecer um pouco mais esta estrutura-como citando o próprio Heidegger. No parágrafo 32 de Ser e Tempo nomeado compreensão e interpretação Heidegger nos diz:
É a partir da significância aberta na compreensão que o ser da ocupação com o manual se dá a compreender, qualquer que seja a conjuntura que possa estabelecer com o que lhe vem ao encontro. A circunvisão descobre, isto é, o mundo já compreendido se interpreta. O que está à mão se explicita na visão da compreensão. Todo preparar, acertar, colocar em condições, melhorar, completar, se realiza de tal modo que o manual dado na circunvisão é interpretado em relação aos outros em seu ser-para e vem a ser ocupado, segundo essa interpretação recíproca. O que se interpreta reciprocamente na circunvisão de seu ser-para como tal, ou seja, que se explicita na compreensão, possui a estrutura de algo como algo. À questão da circunvisão que pergunta: o que é esse manual determinado?, a interpretação da circunvisão responde do seguinte modo: ele é para… A indicação do para-quê não é simplesmente a denominação de algo, mas o denominado é compreendido como isto, que se deve tomar como estando em questão. O que se abre na compreensão, o compreendido, é sempre de tal modo acessível que pode explicitar-se em si mesmo “como isto ou aquilo”. O “como” constitui a estrutura da explicitação do compreendido; ele constitui a interpretação. O modo de lidar da circunvisão e interpretação com o manual intramundano, que o “vê” como mesa, como porta, como carro, como ponte, não precisa necessariamente expor o que foi interpretado na circunvisão em uma proposição determinante. Toda visão ante-predicativa do que está à mão já é em si mesma uma compreensão e interpretação. (…) O ver dessa visão já é sempre compreensão e interpretação. Já traz em si a explicitação das remissões referenciais (do ser-para) constitutivas da totalidade conjuntural, a partir da qual se entende tudo o que simplesmente vem ao encontro. A articulação do que foi compreendido na aproximação interpretativa dos entes, na chave de “algo como algo”, antecede toda e qualquer proposição temática a seu respeito. O “como” não ocorre pela primeira vez na proposição. Nela, ele apenas se pronuncia o que, no entanto, só é possível pelo fato de já se oferecer para ser pronunciado.[4]
Com estas palavras, Heidegger expõe a estrutura-como hermeneutico existencial como aquela que perfaz a constituição existência a priori da própria compreensão. E essa estrutura se concretiza notadamente antes que qualquer proposição possa vir a aparecer. IA interpretação compreensiva que constitui a estrutura como hermeneutico existencial funda-se, ela mesma, sempre em uma posição prévia, visão prévia e numa conceptualidade prévia constantes permanentes de qualquer situação existencial. A estrutura interpretativo-compreensiva a priori da estrutura como hermeneutico existencial funda a abertura primária de um relacionamento compreensivo dos entes antes de qualquer proposição a respeito deles. Numa simples e casual visão cotidiana de uma mesa dentro de uma sala de aula, por exemplo, a estrutura-como hermeneutico existencial já compreendeu aquele ente como cadeira para que eu possa sentar –me e assistir a preleção sem que nenhuma palavra sequer fosse pronunciada. Isso quer dizer que o como apofântico da proposição se funda no como existencial-hermeneutico. Será que essa tese é realmente correta. Podemos agora recordar a sentença que nós condensamos para que pudesse resumidamente dizer a essência das três acepções de proposição propostas por Heidegger. Ela ergue a pretensão de apreender a estrutura completa da proposição em sua essência. A sentença dizia: “A proposição é uma demonstração que determina através da comunicação”[5]. Precisamos lembrar que as três acepções da proposição, nomeadas por Heidegger, estão presentes nesta sentença. Ou seja: para a proposição respeitar o teor de sua essência ela precisa demonstrar algo a partir de si mesmo, predicar algumas determinações sobre algo e por fim comunicar algo que foi mostrado e predicado. Heidegger nos diz que toda essa estrutura demonstrativa-predicativa-comunicante se funda numa estrutura mais original hermenêutica e existencial das sempre prévias existencialmente posição, visão, conceituação. Veremos agora se esta tese é verdadeira utilizando o próprio exemplo do martelo concedido por Heidegger: “Este martelo é pesado demais.” Para que eu possa formular esta proposição no sentido de uma demonstração eu necessito de uma visão prévia de uma circunstância real, imaginada ou querida na qual o martelo possa se mostrar como algo pesado ou leve para tal ou tal uso dentro de uma marcenaria, por exemplo. Pois, a “demonstração que faz a proposição se dá com base no que já se abriu na compreensão e descobriu na circunvisão. A proposição não paira no ar, desligada, a ponto de poder por si mesma abrir pela primeira vez o ente martelo como tal; no entanto, ela já se detém em um ser-no-mundo específico, a partir do qual o martelo pode vir ao encontro da mão. Não , porém , o martelo isolado na sua martelidade predicada, mas a partir de um todo conjuntural e significativo para um Ser-aí em um mundo empenhado, por exemplo, em restaurar móveis de madeira. É neste sentido que a proposição “o martelo é pesado demais”, necessita a priori para a sua cunhagem não apenas de uma visão prévia existencial como também de uma posição prévia igualmente existencial. Isso porque ao predicar uma determinação sobre o sujeito martelo eu preciso parar propriamente de usa-lo em uma ocupação e deter-me em uma posição de um prévio estar junto àquele ente afim de simplesmente imputar-lhe determinações categoriais: este sujeito martelo parado aqui diante de mim tem como propriedades os seguinte predicados, ele é preto, pesado, resistente etc. Para que a proposição se dê no modo de uma predicação uma posição prévia já deve ter sido aberta na existência, a saber: o simples estar junto não utilitário prestes a formular predicações. E finalmente, para que a proposição possa se cumprir como comunicação a estrutura como hermeneutico-existencial precisa igualmente já estar aberta para funda-la em seu surgimento. Uma conceitualidade prévia também já deve estar descerrada para que eu venha a compreender e vir a comunicar “conceitualmente” em que medida o peso pertence àquele martelo, e por que se deve utilizar este martelo com esse determinado peso, tamanho, aderência em detrimento de outros da caixa de ferramentas para a realização de determinado trabalho.
A partir do exposto podemos então entender que existencialmente posição prévia, visão prévia e conceitualidade prévia fundam não somente a compreensão e a interpretação inicial que temos do ente na totalidade, mas antecedem e fundam a possibilidade de elaborarmos juízos quer para demonstrar, predicar ou mesmo comunicar a verdade dos entes, isto é, da sua abertura fundamental no âmbito mesmo do estar-no-mundo do Ser-aí que somos a cada vez.
Falamos em verdade e certamente abrirmos um segundo “front” na tentativa de mostrar a precedência de uma interpretação compreensiva existencial em relação a uma interpretação categorial da relação com os entes e com a verdade. A proposição não pode erguer a pretensão de ser o lugar da verdade, porquanto ela mesma é que provém ontologicamente de uma compreensão interpretativa existencial que se funda na estrutura como hermeneutico-existêncial constante na visão, posição e conceituação prévias de um ser-no-mundo. Como, porém, o que até agora expomos pode se articular com o fenômeno da verdade?
Para nos aproximarmos de uma resposta adequada devemos retornar ao teor fenomenal fundado da proposição. Ela, como vimos, encerra um caráter apofântico, predicativo e comunicante. Em todos esses âmbitos se expressam um modo de ser para o ente que precisa antecipadamente estar aberto. A proposição guarda pois um modo de ser para com o ente antecipadamente aberto. Este modo de ser se define por um exercício de permanentemente ter de descobrir os entes a partir da sua mostração, determinação predicativa e comunicação da descoberta. O modo de ser que a proposição tem para com o ente antecipadamente aberto é o ser-descobridor. Que o ente seja mostrado em si mesmo(apofanticidade), que ele receba determinações(caráter predicativo) e que ele seja comunicado na proposição significa que neste três âmbitos a proposição exerce a sua essência de descoberta de um ente já aberto para esta descoberta proposicional. Em decorrência disso pode-se dizer que a proposição é verdadeira quando ela descobre o ente em si mesmo determinado-o em uma predicação comunicável.
Entretanto, para que a proposição possa realizar o seu caráter essencial de descoberta, posição prévia, visão prévia e conceitualidade prévia já precisam estar abertos em uma situação existencial na qual um Ser-aí se compreende existindo a partir de um estar-no-mundo a cada vez específico. Uma vez mais, portanto, a proposição desvela o seu caráter derivado em face da abertura existencial constitutiva do Ser-aí que, sempre e a cada vez, nós sempre somos antes de qualquer falar sobre. O caráter de ser descobridor enquanto a verdade possível concernente a esse caráter de descoberta constante na proposição se funda então em uma verdade mais originária, a saber: a abertura existencial constitutiva do Ser-aí enquanto ser-no-mundo. Eis porque Heidegger pode vir a afirmar: “Enquanto ser-descobridor (da verdade proposicional), o ser –verdadeiro só é, pois, ontologicamente possível com base no ser-no-mundo. Esse fenômeno, em que reconhecemos uma constituição fundamental do Ser-aí, constitui o fundamento do fenômeno originário da verdade”.[6]
O fenômeno originário da verdade seria então abertura existencial da situação existência do estar-no-mundo do Ser-aí. Precisamos explicar um pouco mais isso; expusemos que o caráter essencial da proposição radica-se em um ser para o ente aberto. Esse ser seria precisamente um ser-descobridor fundado em uma posição prévia, visão prévia e conceitualidade prévia. A verdade da proposição então seria a descoberta. Ora, ser-verdadeiro enquanto ser-descobridor e descoberta são modos de um Ser-aí. Se a descoberta e o ser-descobridor de um ente antecipadamente aberto constituem a verdade da proposição, o que possibilitaria essa descoberta, a saber, o desencobrimento mesmo do ente para a descoberta, não possuiriam uma verdade ainda mais originária? Para que o verdadeiro na proposição possa se dar, para que o ser-descobridor da proposição aconteça o ente já precisa estar desencoberto em seu ser, em sua verdade no âmbito do estar-no-mundo compreensivo de um Ser-aí. Eis porque o ser-descobridor da verdade proposicional tem fundamentos ontológico-existênciais. E é justamente neles que se mostram o fenômeno originário da verdade enquanto abertura existencial do Ser-aí. A verdade categorial ou proposicional entendida como descoberta é um modo de ser-no-mundo. Antes de qualquer ação proposicional “a ocupação que se dá na circunvisão ou que se concentra na observação descobre entes intra-mundanos. São estes os que inicialmente se descobre. Primordialmente verdadeiro, isto é, exercendo a ação de descobrir , é o Ser-aí.”[7] O ser-aí é primordialmente verdadeiro porque a descoberta de mundo, co-seres-aí e a dos entes intra-mundanos se funda na abertura constitucional do aí , da situação existencial que o Ser-aí é. Quando se diz que o fenômeno originário da verdade se dá enquanto abertura existencial do Ser-aí, abertura quer dizer exatamente o seguinte:
Abertura é o modo fundamental do Ser-aí segundo o qual ele é o seu aí, a sua situação existencial. A abertura se constitui de disposição, tonalidade afetiva, compreensão e discurso, referindo-se, de maneira igualmente originária, ao mundo, ao ser-em e ao ser-próprio. Por isso, somente com a abertura do Ser-aí é que se alcança o fenômeno mais originário da verdade. À medida que o Ser-aí é essencialmente a sua abertura, à medida que ele abre e descobre o que se abre, o Ser-aí é essencialmente “verdadeiro”. O Ser-aí é e está na verdade.[8]
Verdade, pois, pertence à constituição existencial fundamental do Ser-aí. Desta forma, então, acreditamos ter mostrado em que medida a proposição nunca pode ser entendida como o lugar da verdade, mas, antes, como somente um modo apofântico fundado na interpretação compreensiva existencial e em sua estrutura do como hermeneutico da abertura da compreensão do Ser-aí existente.
[1] Martin HEIDEGGER. – Ser e Tempo. p. 212.
[2] Idem.
[3] Martin HEIDEGGER. – Ser e Tempo. p.213.
[4] MH. SeT. 205
[5] Martin HEIDEGGER. – Ser e Tempo. p 214
[6] Martin HEIDEGGER. – Ser e Tempo. p.287.
[7] Martin HEIDEGGER. – Ser e Tempo. p.288
[8] Martin HEIDEGGER. – Ser e Tempo. p .289.
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